Dica de gestão 67 de 300

– UMA CHAVE PODE SER O ELO DE UMA RELAÇÃO DE CONFIANÇA? –

Começo este post, colocando duas frases para embasar o meu pensamento.

1. Quem perdeu a confiança não tem mais que perder (Publio Siro).

2. A confiança que temos em nós mesmos, reflecte-se em grande parte, na confiança que temos nos outros (François La Rochefoucauld).

Construindo o raciocínio, segue o conceito de confiança, retirado do Wikipedia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Confiança):

Confiança é o ato de deixar de analisar se um fato é ou não verdadeiro, entregando essa análise à fonte de onde provém a informação e simplesmente considerando-a. Se refere a dar crédito, considerar que uma expectativa sobre algo ou alguém será concretizada no futuro. Aceitar a priori a decisão de outra pessoa. Confiar em outro é muitas vezes considerado ato de amizade ou amor entre os humanos, que costumam dar provas dessa confiança. Sem essas provas, o indivíduo tende a basear-se apenas na informação dada (ou a falta dela) acabando por seguir provavelmente uma linha de pensamento longe da verdade. Confiança é o resultado do conhecimento sobre alguém. Quanto mais informações sobre quem necessitamos confiar, melhor formamos um conceito positivo da pessoa.

Agora conto um fato que aconteceu comigo, na adolescência, onde com mais ou menos 12 anos, eu ganhei a chave de casa, um símbolo de confiança. Quando aprontava alguma, como castigo, meus pais me retiravam as chaves de casa. Simples assim. Eu entendia, se perdia a chave, era que perdia a confiança de meus pais na minha “maturidade”.

E por fim, e onde eu queria chegar neste post, vou contar um pequeno relato de uma cena empresarial que eu presenciei esta semana. Para preservar a situação,  os nomes e empresas foram inventadas a partir daqui.

Pedro e Paulo prestam serviços, há mais de 10 anos, para a empresa XYZ. Em um almoço, esta semana, eu, Pedro, Paulo e o chefe dos dois, estávamos almoçando e foi comunicado a eles que os sócios da empresa decidiram que eles deveriam devolver as chaves do escritório e a partir daquele momento não teriam mais mesa fixa, determinada, e quando estivessem na empresa poderiam escolher uma das mesas rotativas. No almoço, este foi o assunto principal. Na hora, isto me lembrou meus pais retirando as minhas chaves de mim e dizendo: “Você não merece a nossa confiança, passe as chaves para cá”.

Fiquei pensando, onde foi que esta relação ruiu? Não é melhor dizer que não devem mais trabalhar para a empresa, romper o contrato, ser mais direto e finalizar a relação, o elo de confiança. O que este empresário espera de Pedro e Paulo a partir deste ponto?

Enfim, achei estranho o evento presenciado e considero inadequado para um gestor tomar uma providência desta. Se você possuir funcionários, parceiros, terceirizados, etc, que se empenham pela sua empresa, cuide destes pequenos sinais, pois podem significar muito em uma relação de confiança. Sejam diretos, não enrolem.

Para finalizar, lanço abaixo uma poesia de Mario Quintana, chamada “Borboletas”. Empresários e gestores, não cuidem das borboletas (seus funcionários), cuidem do seu jardim (sua empresa), pois desta forma, as borboletas sempre voltarão. No caso de Pedro e Paulo, acho que o jardim não estava bem cuidado e os gestores estavam com o foco nas borboletas.
BORBOLETA

Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande.
As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.
Temos que nos bastar… nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.
As pessoas não se precisam, elas se completam… não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.
Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você.
O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.

No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!

Até a próxima dica

Gustavo Campos

Pensador Mercadológico

http://www.focal.com.br

Dica de gestão 67 de 300

One thought on “Dica de gestão 67 de 300

  1. Oi Gustavo,

    Você está de parabéns pelo post .É mesmo, a vida sugere que é sempre preciso cuidar de todos os detalhes que dizem respeito à confiança e uma falha nossa qualquer, pronto, já desandou a receita…
    Mili

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