#Notepad 13

Passeando um pouco no Salão do Automóvel de São Paulo de 2010, sem ter muita orientação e foco no que realmente olhar, algumas referências e detalhes começaram a se formar na minha cabeça. Fui formando um olhar crítico e dei mais uma volta em tudo. Desta vez, fiquei mais tempo reparando cada movimentação nos stands, como atuava a equipe de apoio, a equipe principal, o relacionamento com o público, o próprio stand, os comentários do público (um muito ouvido era “aqui eu me sinto mais pobre do que realmente sou”), o objetivo que eu entendi de cada stand, as motivações do público, entre outros aspectos.

Cheguei a algumas conclusões e/o confirmações (que são as conclusões mais óbvias). São elas:

  • Os carros importados, raros de se ver na rua, são a paixão de todos. Por sua vez, a FERRARI lidera todos os rankings de fascínio, desejo e sonhos. É uma lovemark autêntica. É um frenesi seu stand;
  • Os stands dos carros importados de alto valor (com exceção da Land Rover) estavam todos fechados ao público. Você podia se aproximar da “cerca”, vigiadas por seguranças e tirar aquelas fotos dos carros com as gurias nos lados (veja abaixo). O objetivo destes stands é marcar pontos no ranking do desejo, mas não se relacionar com o público. Não é o lugar certo para vender carro de alto valor ali, no picadeiro de um circo. Quem gasta de 1 a 4 milhões de reais em um carro, quer privacidade. Ali ficaria exposto.

  • Os stands de marcas mais tradicionais e presentes no nosso dia a dia (Volks, GM, Ford, Troller, Fiat, Citroen, Kia, Honda, Toyota, Audi, por exemplo) querem apresentar as novidades e também fazer negócios. Distribuem panfletos, brindes, dão informação de preços, etc. Querem realmente que o investimento no Salão gere futuras vendas;
  • Dois stands disputavam a atenção do público em geral, dentre estas marcas mais tradicionais que listei, Volks e Chevrolet (creio que eram os maiores stands). Ambas faziam as mesmas coisas, mas na minha opinião, na Chevrolet tinha alma e na Volks tinha entretenimento puro (do tipo, “está no hora pessoal, vamos ao nosso quinto show do dia. Logo vamos pra casa!”). Na Chevrolet, nos momentos dos shows, todos (100%) dos participantes realmente se envolviam em uma performance, dançando e cantando com microfones do tipo Madonna. Notei que estavam felizes. Telões enchiam de emoção o espaço e um grande robo Transformers de 10 metros (Camaro) habitava o centro de tudo. Emocionante, envolvente, o povo fotografava, filmava, não respirava por 5 minutos. Ganhou o meu voto.
  • Há oportunidades em feiras deste porte para qualquer negócio. Tinha um stand que vendia por R$9,90 as melhores fotos de todos os carros. Eram quase 1000 fotos em um CD. Ninguém conseguia aquelas fotos tão produzidas, tiradas na madrugada creio eu. Tem vendedor de revista de carros, carrinhos de chopp, vendedor de revista masculina (Sexy), vendedor de brindes (como miniaturas de carros), vendedores de som e tecnologia (como PS3 com jogos de corrida) e por ai vai.
  • O povo adora inovação. Os carros-conceitos, geralmente estavam cercados por centenas de pessoas. As pessoas querem muito o novo e buscam isso acima do nível de desconforto que possa causar no primeiro momento.

Estes são poucos ensinamentos, mas aprendidos durante um dia de observação.

Para ver minhas Fotos do Salão do Automóvel de São Paulo 2010 basta clicar aqui.

Até a próxima dica

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Gustavo Campos

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