Se nada é por acaso, tudo é por sincronicidade

Abrir o livro justo naquela página que havia parado de ler na última vez ou pensar em alguém e de repente ouvir chamar ao telefone fazem parte de uma série de eventos que são no mínimo curiosos. Não há quem já não passou por certas “coincidências significativas” como também podem ser chamadas. Esses eventos surpreendentes nos passam a impressão de que existe um “plano maior” onde “tudo está conectado”. Se conseguíssemos “decifrá-los”, poderíamos até ter uma outra dimensão de nossa realidade. Mas será que tratam de provas que destino existe e de acaso na vida há nada? Bom, difícil responder. Por hora, deixo os estudiosos do tema e o próprio cinema explorarem melhor o assunto.

Com tanta disputa existente para adquirir um espaço na mente do consumidor moderno, sei que pelo menos nessa instância o “acaso” não é uma ferramenta das mais utilizadas. Pelo contrário. Cada vez mais as marcas estão buscando informações que possibilitem gerar ações que resultem em um envolvimento maior com seu público consumidor. Nesse caso, é o conhecimento e a atitude adequada que geram a “sintonia”, além da empatia natural logicamente. Como em um namoro, certo?

Proporcionar a impressão de que “foi feito pra você” é uma tarefa nada fácil. Exige tempo e investimento. No mundo dos negócios, bem como nos relacionamentos de hoje, surpreender positivamente é preciso.
Recentemente, tive uma experiência, a qual me refiro como frustrante, que pode exemplificar o que estou dizendo. Com muitos projetos internacionais em andamento na empresa onde trabalho, há necessidade de intensificar meus conhecimentos em algumas línguas. Deixar o inglês impecável e adquirir mandarim é ponto pacífico. Nos últimos dias, pensei muito no assunto, calculando investimento financeiro e de tempo.

O fato é que fui surpreendido com um telefonema de uma empresa de idiomas. Obra do acaso? Quem sabe… Bem, foi me oferecido um programa de estudos que achei muito interessante em razão de algumas vantagens. O atendimento ao telefone, além da cordialidade, me passava a sensação de que a empresa realmente era diferenciada e que pensava em resolver meus problemas: tanto de aprendizado, quanto de adequação de tempo.
A essa altura, a admiração pelo formato proposto e pelo atendimento prestado haviam gerado a confiança suficiente para fechar o negócio, se não fosse por um ponto: já ao final da abordagem, a “vendedora” me questionou se não importava de ficar em uma turma com 15 pessoas. Não acreditei ! Repensei minha decisão.

Me diga: quem consegue manter um bom nível de aprendizado, em um curto espaço de tempo com mais 15 pessoas ? Ok, não é o fim do mundo (é só olhar p/ nosso ensino público e até alguns particulares) e também sei que há pessoas que não enxergam problemas nisso. Porém, não é o meu caso e principalmente não vai de encontro à proposta de diferenciada e “customizada” construída até ali pela instituição. É como uma garota dissesse: “você é especial pra mim…mas não se importa de ser o décimo sexto da minha lista ? “

Em tempos em que todos querem ser tratados como o “número 1”…onde se fala que apenas fazer o já “trivial” orientado pelos os 4 P(s) do marketing não é o suficiente, com uma proposta como essa não há encanto que resista. É bom lembrar que seja para qual for o propósito, “temos apenas uma única chance de causar uma primeira boa impressão”.

Obrigado pela audiência! Tenham todos um ótima semana.

Juliano Colares
Pensador Mercadológico
@juliano_colares

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