Pergunta de final de semana: Quantos amigos você tem?

Eu tenho poucos e até gostaria de ter mais. Mas noto que em um mundo de abundância, caracterizado por muitas ofertas, muitas opções, muitos produtos alternativos, ter milhares de amigos virou uma compulsão de muitos. O Facebook deve ter tido diversos fatores de sucesso, mas um com certeza deve ter sido o preenchimento de uma lacuna social de muitos que hoje estão na faixa de 30 a 40 anos. Quando tinham seus 14 anos, em uma época sem redes sociais, onde se olhava mais a caixa de correio em vez da sua caixa de e-mails, no colégio existia a “turma do pessoal legal”. Muitas vezes era de alguma série acima da sua, mas eram pessoas que você admirava, que de certa forma lhe inspiravam, mas você não conseguia ter acesso, pois você ainda era “novo demais”. Muitos filmes americanos antigos retratam este cenário de acordo com a sua cultura, mas a ideia da turma legal está lá. Você então era amigo de quem sobrava, que era a maioria, mas muitas vezes de menor relevância (na sua cabeça) do que a turma das pessoas legais. Entra o Facebook, e esta mesma pessoa que não conseguia se relacionar com mais de dois ao mesmo tempo no intervalo de aula, agora tem 5.000 amigos no Facebook. No mínimo é curioso.

Desta forma, a pergunta de final de semana é: Quantos amigos VERDADEIROS você tem?

Pense nisso! Separe da abundância aqueles amigos de verdade e você terá uma plataforma de apoio para enfrentar qualquer desafio.

Bom final de semana e separem os “verdadeiros amigos do cesto de abundância”.

 

Gustavo Campos

Publisher do Pensador Mercadológico

 

Fontes:

Imagem: http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=download&id=930007

 

 

Pergunta de final de semana: Quantos amigos você tem?

Não desperdice todo seu tempo com dúvidas: Jogue moedas ao ar!

Em 2010 encerrei o ano com o post Aprenda a não tratar como Prioridade, aqueles que te tratam como Opção. Final de ano é propício para reflexões de todo tipo, sobretudo aquelas relativas às escolhas que fazemos e que nos tornam quem somos. De todo tipo, desde as pessoais às profissionais. Alguns preferem acreditar que a vida nos leva. Outros tomam com as mãos o destino. Mesmo que as rotas não sejam retilíneas, tendo um ponto adiante, fica mais fácil definir qual a decisão mais acertada.

 

Uma coisa é certa. Mesmo com toda dúvida, incerteza e aleatoriedade, ainda temos parte importante do jogo. No post “Se você quiser ser bem sucedido, duplique sua taxa de fracassos!” mergulhamos no universo das possibilidades. E descobrimos que você ainda pode fazer a diferença. Facilite a jogada, tire um pouco do peso sobre os ombros e mova-se. Se não souber o que fazer jogue uma moeda ao alto e cada face seja um caminho a seguir. Não que o resultado vai te indicar o certo a fazer. Mas naqueles diminutos instantes que a moeda irá girar no ar, você inconscientemente irá torcer por um resultado. Está aí!

Será o certo? Talvez. Mas não desperdice todo seu tempo com dúvidas. Vimos em Velhas Tradições, Novas Estratégias que o tempo é muito mais valioso que o dinheiro. Isso vale para as marcas e vale para nós. 2011 serviu para construir um pouco de uma parte importante da sua história. 2012 servirá para continuá-la. Aqui ou em outro lugar. Esqueça o que te contaram sobre vestir a camiseta da empresa. Você deve vestir a sua camiseta. Se não gerir sua carreira, ninguém irá fazer isso por você. E a vai acabar priorizando quem apenas te escolheu como uma opção.

E nesse jogo de pensar e fazer, lembre-se que o planejamento é como uma dança da chuva. Você pode fazê-la e até não começar a chover. Mas você aprendeu a dançar. E isso já valeu. E nesse ritmo, das prioridades e dos movimentos, lembre-se sempre que o que se leva, são aquelas almas que você tocou. A pesquisa de John Izzo sobre do que nos arrependemos em Escolhas Ousadas, mostrou que tentar vale é muito mais forte que o medo do fracasso. E no final das contas o dinheiro é esquecido e o que fica são as pessoas. E nessas escolhas, valem os amigos verdadeiros. Sejam loucos. Sejam santos.

Felipe Schmitt-Fleischer

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Não desperdice todo seu tempo com dúvidas: Jogue moedas ao ar!

Chutando Bolas

Ano passado Ken Loach, consagrado cineasta britânico, apresentou ao mundo em Cannes seu filme Looking for Eric (À Procura de Eric). Nele conta a estória de um loser apaixonado por futebol e pelo Manchester United, mas que no resto de sua vida contabiliza apenas fracassos. Aí entra na sua vida, através de visões e divertidos diálogos, seu ídolo Eric Cantona. O polêmico ex-jogador do United, famoso por suas frases enigmáticas e gols fantásticos, tem o papel de ajudar seu fã, tentando fazê-lo renascer das cinzas a fim de encontrar um rumo na vida. Inicialmente existe um clima de idolatria mixada com desconfiança, afinal o que um rico, bem-sucedido e frequentador do jet-set internacional pode fazer por um carteiro da lower class. Em certo momento, Cantona dispara: “Você acha que os meus amigos são melhores que os seus?”

No ambiente corporativo, invariavelmente somos colocados de frente com essa dúvida: existem amigos ou apenas colegas de trabalho? Aqueles que no primeiro momento em que tiverem que escolher entre nós e o dinheiro do final do mês, ficarão sem hesitar com a segunda opção. O comportamento desses profissionais pode ser facilmente identificado nas empresas, geralmente são próximos do seu líder, às vezes tão colados que ao tirar uma foto não conseguimos enxergar os dois de forma separada. Não têm nenhuma crítica ao processo de gestão e às decisões tomadas, e se as têm, guardam no silêncio de sua servidão. Quais são suas contribuições para a empresa além de executar suas tarefas sem incomodar? Nenhuma. Anulam o debate, empobrecem a inovação e tornam o crescimento medíocre.

Em uma das passagens mais importantes de Looking for Eric, o carteiro pergunta para Cantona qual foi o seu grande momento. E para sua surpresa, o evento destacado não foi um dos tantos belos e decisivos gols marcados pelos red devils. Foi um passe, revela Cantona. O homem conhecido por decidir, coloca no lugar mais alto de sua carreira, uma jogada na qual serviu a um colega. E finaliza, se você não acredita em seus companheiros, você está perdido. Isso serve, como um passe genial de Cantona, para as empresas. Se temos pessoas no time cujo comportamento acima identificado, nos leva a um nível de confiança baixo, estamos perdidos mesmo. Por mais talento individual que tenhamos, as poucas vitórias que conseguirmos serão amassadas pela maioria esmagadora de derrotas.

Vamos ficar atentos à dica do craque francês e chutá-los para fora da equipe. Mas sem ressentimentos, pois como o “trompetista” provoca: “The noblest revenge is to forgive.”

Felipe Schmitt Fleischer

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