Eles só querem comida e atenção, mas você dá muito mais do que isso.


Se você possui um cachorro, gato ou qualquer animal de estimação, já deve ter percebido a proliferação de pet shops e o aumento significativo do espaço ocupado por produtos para cães e gatos nas gôndolas dos supermercados.

Entre os fatores para a explosão deste mercado estão o envelhecimento da população, o aumento geral do poder aquisitivo e o estilo de vida moderno que mantém as pessoas virtualmente conectadas, mas fisicamente distantes umas das outras.

Segundo a AnfalPet (Associação Nacional dos Fabricantes de Alimentos para Pequenos Animais), o Brasil possui hoje 31 milhões de cães e 15 milhões de gatos.

As pessoas sempre tiveram animais de estimação, o que está diferente agora?
Todos os comportamentos, sejam inerentes ou artificialmente criados, podem ser influenciados pelo marketing. Tomando um cachorro como exemplo, antigamente o que se comprava era apenas uma coleira, algum remédio antipulgas e ração.

Hoje existe uma infinidade de produtos e serviços para os pets que vão desde rações balanceadas e/ou específicas para cada raça, tamanho, peso e idade, até brinquedos, roupas, bijouterias, xampus, produtos de beleza e móveis.

Isso sem falar nos hotéis para animais, seguros especializados para pets e os eventos como festas de aniversário caninas.

Como resultado o segmento Pet no Brasil terá um crescimento real de 4,5% em 2011, ultrapassando a cifra de 11 bilhões de reais e já são estimadas 25 mil pet shops no país.

Tendências de um mercado que não para de crescer.
No final de agosto de 2011 foi realizado em São Paulo o 1º Forum Pet Brasil, reunindo varejistas e fornecedores de produtos e serviços. As principais conclusões foram:

• Continuidade do crescimento do setor com expansão do número de pontos de vendas;
• Evolução dos canais digitais complementando as lojas tradicionais;
• Aumento da parcela de serviços no total das vendas;
• Continuidade do processo de formalização e profissionalização do setor;
• Aumento da segmentação de marcas e produtos;
• Crescente interesse das grandes redes de varejo, com aumento de áreas destinadas a essas linhas;
• Crescimento da variedade de produtos oferecidos.

Um compromisso para o qual nem todos estão preparados
O lado sombrio deste boom dos pets é que ele é acompanhado pelo aumento do abandono de animais domésticos, pois muitas pessoas adotam ou adquirem um animalzinho para suprir suas próprias carências ou agradar uma criança sem se dar conta das responsabilidades envolvidas.

Então depois da euforia inicial vem o arrependimento e a forma mais simples de “se livrar do problema” é largar os animais na rua como se fossem objetos indesejados. Os que sobrevivem são recolhidos por entidades assistenciais onde ficam amontoados esperando que um ser humano – no sentido real da palavra – os adote.

Fiéis companheiros
Quem tem um mínimo de sensibilidade e responsabilidade sabe que qualquer eventual sacrifício é amplamente recompensado por esses fiéis companheiros que dedicam afeto incondicional e lhe proporcionam momentos de muita satisfação.

Eventualmente vemos na mídia exemplos de exageros por parte de donos excessivamente afetuosos. Mas acredito que sejam apenas frivolidades inofensivas, com o mérito de movimentar uma parte cada vez mais importante deste mercado.

E com certeza é preferível o excesso de afeto aos maus tratos e abandono.

Nepotismo explícito: minha gata Chimy

Leandro Morais Corrêa
Jornalista/Pós-Graduado em Marketing
leandromoraiscorrea.wordpress.com
Diretor da Business Press Inteligência em Comunicação e Marketing
http://www.businesspress.com.br

Saiba mais:
GS&MD – Gouvêa de Souza – http://www.gsmd.com.br/port/abre_artigos.aspx?id=754
ANFALPET – http://www.anfalpet.org.br
Cachorro Verde – http://www.cachorroverde.com.br
Agência de Notícias de Direitos Animais – http://www.anda.jor.br
Associação Amigo Animal – http://www.amigoanimal.org.br

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Eles só querem comida e atenção, mas você dá muito mais do que isso.

De onde veio o "boom" das pet shops?

O mercado de pet shop está cada vez mais ganhando espaço. Mas porque? A relação homens e bichos de estimação se transformou. E muito. Hoje eles são considerados membros da família. Mais do que amigos eles são considerados filhos, irmãos, netos. Há 25.000 anos atrás a relação entre homens e animais domesticados entre diferente. Cães vigiavam aldeias ajudavam a caçar e a pastorear. O que mudou de lá pra cá?

Na minha infância eu tive um pastor alemão. Ele não conheceu uma pet shop (na época nem existia na cidade, somente clínicas veterinárias). Nem mesmo os famosos petiscos ou bifinhos. Ele comia ração comprada em supermercado e polenta cozida com pedaços de carne. Sua casa era no pátio. Ele vivia na área da casa dos meus pais. Não se atrevia a entrar na cozinha, muito menos nas demais peças da casa. Mas ele era um cão feliz, muito brincalhão. Por falar nisso, ele não tinha brinquedos, nenhum mesmo. Brincava com pedaços de pau e até mesmo pedras. O banho era umas duas vezes por ano, de mangueira e com sabão de glicerina. O máximo que se fazia era secar com toalhas e o resto era no sol mesmo. Nunca teve alergias ou problemas de pele. Nem mesmo problemas atuais que os cães tem como pancreatite. Não lembro de ter visto ele doente. As férias ele passava sozinho em casa e a empregada diariamente dava comida e trocava a água. Essa era a vida dele. Olhando para esta história e pensando nos dias de hoje fico até me sentido culpada. Hoje o tratamento dado para os cães é outro. Lá em casa ele não era o filho. Era o cão de guarda, ficava no portão de vigia.

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De onde veio o "boom" das pet shops?