O maior sucesso de uma marca: A compra inconsciente

É indiscutível que o maior sucesso que uma marca pode alcançar é a compra inconsciente. Como profissional vejo que isso acontece muitas vezes nas pesquisas, onde os entrevistados não conseguem verbalizar porque compraram tal produto ou marca. Naquele momento houve uma lacuna na consciência. É como dirigir e não se lembrar de um determinado trecho da viagem.

Por isso nem sempre as pessoas são responsáveis por suas ações, pensamentos e sentimentos de forma consciente. Alguns exemplos cotidianos podem ilustrar facilmente ações inconscientes:

  • Tomando como exemplo uma nota de R$ 20,00. Qual o desenho presente nesta nota? Em qual lado está o número 20? Qual o animal em destaque nesta nota?
  • Como os números do seu relógio estão representados?
  • Qual a cor da camisa que você usou ontem?

Seu inconsciente tem a resposta mas sua mente consciente está ocupada com outras coisas.

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O maior sucesso de uma marca: A compra inconsciente

Dica de consumo 03 de 300: Autoconceito e comportamento de compra

O autoconceito é desenvolvido na infância através das relações que temos com adultos significativos em nossas vidas como pais, professores e outros adultos que ocupam uma posição de autoridade. A maneira como os outros reagem ao comportamento do indivíduo determina o tipo de autoconceito que será desenvolvido.

A auto-estima também constitui o autoconceito, definida pelo processo avaliativo que fazemos das nossas qualidades e desempenho. Este é o conteúdo afetivo do autoconceito, visto como avaliação afetiva do próprio eu.

A nossa auto-imagem é resultado do nosso autoconceito, ou seja, tudo aquilo que acreditamos sobre nós, um conjunto de conceitos pessoais que inclui o que atualmente somos e também o que gostaríamos de nos tornar.

Nós vivemos o nosso autoconceito em grande parte pelo que consumimos. Os produtos que compramos representam uma verdadeira extensão de nós mesmos, pois expandimos ou enriquecemos a imagem do nosso EU por meio da posse de produtos. Consumimos aquilo que é capaz de expressar o que chamamos de autoconceito.

O EU real é a idéia que temos de nós mesmos inseridos na realidade (como realmente somos). No consumo direcionamos as escolhas dos produtos para reforçar a nossa imagem atual. Os atributos de um produto tendem a ser relacionados com a auto-imagem especialmente quando se trata de produtos que apelam ao EU ideal, ou seja, aqueles com alta expressividade social (perfumes, roupas, jóias) e com alta orientação para a imagem.

O EU ideal é tudo aquilo que gostaríamos de ser (inclui também o aspiracional). O consumidor orientado para o seu EU Ideal busca produtos que melhorem a sua auto-imagem, pois o simbolismo dos produtos o remete mais perto de suas idealizações (o que queremos ser). Idealizamos ser magros, bonitos, sedutores, inteligentes, autênticos, criativos, ricos, modernos, poderosos, joviais, simpáticos, bem-sucedidos. Por mais distantes que estes atributos estejam do nosso eu real, conseguimos através do consumo de marcas e produtos nos aproximar do que idealizamos.

Nas pesquisas etnográficas conseguimos captar muito do autoconceito do consumidor observando a sua casa, o seu quarto, o seu closet. Esta é uma das formas de entender a personalidade e o “mundo interno” do consumidor.

Após ler este texto você consegue identificar um pouco do seu eu real e eu ideal na sua casa ou até mesmo no seu armário? Utilize este olhar para comportamento de compra dos consumidores e entenda um pouco mais da subjetividade no âmbito do consumo.

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Bárbara Dresch

Pensadora Mercadológica

http://www.pensadormercadologico.com

www.focal.com.br

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Dica de consumo 03 de 300: Autoconceito e comportamento de compra