Desde que as marcas adquiriram características pessoais seu relacionamento pode ser tanto como de um amigo íntimo até um inimigo mortal. Desse modo todas estão sujeitas a ataques de pessoas enfurecidas por seus comportamentos, que nas suas visões podem não ser adequados. Quando isso acontece, normalmente as empresas mobilizam exércitos prontos para a gestão de crises, a fim de minimizar os impactos sobre suas marcas. Mas e quando acontece o contrário?
Recentemente a Fox apresentou o episódio do Simpsons com uma abertura feita pelo enigmático artista britânico Bansky. Até hoje pouco se sabe quem é Bansky, seu rosto não foi visto e alguns duvidam que seja apenas uma pessoa. Mas a arte dele, muito conhecida, é sempre ácida, presente no ambiente urbano, principalmente inglês. Nessa intervenção realizada no desenho norte-americano, são feitas críticas que corroboram acusações contra a marca de que usaria trabalho ilegal no leste asiático. O interessante desse fato é que o espaço da marca foi utilizado justamente para dar voz aos seus críticos, quando normalmente acontece o contrário. Uma nova forma de revidar ataques e mostrar-se simpático?
Felipe Schmitt Fleischer
Pensador Mercadológico
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