HEY VOCÊ, O BBB13 VAI COMEÇAR…

Recentemente um fotografo foi atropelado e morreu quando tirava algumas fotos exclusivas do artista pop Justin Bieber em sua Ferrari nos EUA. Essa noticia correu o mundo e foi “capa” dos principais portais de Internet e jornais e continua sendo divulgada com informações adicionais sobre o caso a cada dia. Agora eu me pergunto, qual o tamanho dessa indústria da “fofoca” sobre celebridades e porque tanto interesse do publico na vida dos ricos e famosos?

Existe uma espécie de teoria da conspiração em torno das grandes redes de noticias, principalmente americanas e britânicas, que praticamente controlam o que podemos ou não saber sobre o que acontece ao redor do globo. Os adeptos dessa teoria dizem que tudo não passa de um grande truque de mágica para desviar nossa atenção do realmente interessa como noticia, mas que não teria um apelo financeiro envolvido e não traria lucros para as grandes redes. Ou seja, existe um esquema de manipulação que nos mantêm distraídos e consumindo freneticamente coisas que não precisamos com dinheiro que não temos.

Em 2009 foi lançado o documentário “Starsuckers” sobre a imprensa sensacionalista britânica dirigido por Chris Atkins onde ele retrata toda a irracionalidade do ser humano na busca pela fama e também mostra como as noticias sobre as celebridades são manipuladas para que atinjam o maior numero de consumidores possíveis e os motive a consumir mais e mais noticias e tudo que estiver vinculado aos artistas ou heróis instantâneos. Posso ficar aqui escrevendo por horas, mas é só lembrarmos como a mídia deu ênfase para a morte de Michael Jackson e Amy Whinehouse e quantos % a venda de artigos vinculados a esses artistas subiram naquele período. Pense no lucro dos estúdios e gravadoras!

Aqui no Brasil os portais mais acessados de noticias, Terra e Yahoo, conduzem o internauta para as notícias mais frívolas e inúteis dando pouco destaque para assuntos importantes a menos que seja um caso pontual onde toda a mídia está cobrindo, ou vai me dizer que você nunca entrou no link do seu time antes de ler sobre como anda a economia do país? Confesso que eu faço isso sempre, por isso para ter acesso a noticias sobre economia ou qualquer assunto especifico eu procuro acessar fontes que apenas vinculam esse ou aquele tipo de assunto do meu interesse e mesmo assim é preciso filtrar muita coisa.

Os portais de noticias se tornaram uma miscelânea de recortes de jornal que buscam induzir o consumidor para aquilo que vai trazer mais lucro! Então podemos jogar a responsabilidade para os provedores de noticias ou será que os consumidores é que são os responsáveis por consumirem tanta porcaria inútil? Veja bem que concordo que a primeira missão de uma empresa é obter lucro para se manter ativa, mas a que preço é a questão. Eu realmente acredito que a grande mídia controla as informações que consumimos diariamente, mas a tecnológica nos deu recursos para buscar informações extras e não mais ficarmos reféns desse grande esquema. Se para você, ficar sabendo sobre as fofocas das novelas, sobre quem namora quem no mundo das celebridades e sobrar uma grana pro churrasco de fim de semana com os amigos é o que vale, tenho uma grande noticia, o BBB13 vai começar e você vai poder preencher todo esse espaço vazio na sua mente facilmente.

E para quem achava que o Live8 Concert, recheado de astros que querem suas imagens vinculadas ao bem maior, tinha o único intuído de arrecadar fundos para as crianças famintas da África, por favor, veja o documentário “Starsuckers” até o fim no link abaixo! Quem não tiver 1h e 40 minutos livre ao menos veja o trailer.

 

Trailer

Documentário

http://www.disclose.tv/action/viewvideo/82960/Starsuckers/

 

Até o próximo

 

Johnny Mineiro

Empreendedor

http://www.facebook.com/johnny.mineiro

 

 

 

HEY VOCÊ, O BBB13 VAI COMEÇAR…

Sorria! Você está sendo filmado, seguido e analisado!

Em tempos onde ter acesso á informação determina quem pode estar à frente ou atrás no mercado, lojas de marcas famosas, principalmente nos EUA aderiram ao estilo Big Brother e passaram a conectar suas câmeras de segurança a programas que permitem avaliar o comportamento dos clientes. Com os dados em mãos, podem tomar providências sobre uma série de coisas: aumentar o número de funcionários em determinados setores e mudar móveis de lugar por exemplo.

Essa é uma prática que o comércio eletrônico já vem executando desde quando iniciou, tendo como base as informações trazidas pelos clicks dos usuários. Empresas como a Retail Next, vem se aperfeiçoando nesse campo e desenvolve softwares que fazem conexão COM vídeo gerado pelas câmeras de segurança. Com a colaboração desse tipo de serviço, a loja de Miami da Montblank aumentou em 20% seu faturamento no ano passado.

Seguindo nessa mesma linha de trabalho, os ingleses da Path Intelligence fornecem equipamentos para captar sinais do celular e monitorar o caminho percorrido por seu proprietário dentro do shopping. A empresa diz rastrear cerca de 1 milhão de pessoas por dia.

Alguns shoppings avisam aos clientes que seus celulares devem ser desligados caso não queiram ser monitorados, o que de certa fora é desagradável.

O fato é que toda essa “corrida” pela informação, vem gerando muita polêmica em torno do tema “invasão de privacidade”. Enquanto alguns entendem o movimento como impraticável, outros dizem que monitorar comportamento de consumidores por câmeras e celulares não é algo mais intrusivo do que já fazem as lojas virtuais.

E você, o que pensa a respeito??

Obrigado pela audiência.
Tenha uma ótima semana!


Juliano Colares
Pensador Mercadológico
@juliano_colares

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Sorria! Você está sendo filmado, seguido e analisado!

Eu não sou falso!

Antes de evoluirmos no texto, saliento que este é mais um post meu que levanta o tema confiança e a sua relação com negócios e vendas. Vou explicar o motivo mas antes eu tenho que confessar uma coisa a todos. Eu assisto o BBB! Pronto, falei! Mas o que isso tem de relação com o tema confiança? Tem muito, e vamos ver o que, por uma ótica simples. Não é mistério para nós que vivemos em grupo, em comunidade, em sociedade. Esta sociedade define regras, leis e maneiras de se comportar ditas verdades. O que não estiver dentro destes padrões é falso. Nada mais surpreendente e repetitivo (sim, repetitivo pois aconteceu em todas as edições do BBB e em todas as eras históricas de nossa sociedade) que isso também ocorra dentro de um confinamento “forçado”, por 3 meses, com pessoas diferentes. Observar isso é como ver o surgimento de uma nova sociedade, pois cada um carrega esta nova cultura com um pouco de sua bagagem e depois de 30 dias (geralmente este é o tempo real no BBB), as amizades, mesmo que superficiais, se reforçam em laços de ajuda e sobrevivência. Como em uma prisão, você escolheu o seu lado. Quem não escolhe lado, não faz o que todos do seu grupo fazem, não age de acordo com esta cultura de uma emergente “gangue”, é acusado do maior dos crimes que pode alguém, nestas condições, ser julgado: a falsidade. “Você é falso” é um tiro na nuca quando disparado publicamente em um jogo de massa como o BBB. Também o é em uma vida caótica mas social como a nossa. Nos últimos anos, a mídia social veio para ser o amplificador desta idéia e o consumidor ganhou força, pois pode dizer para todos e quando quiser que uma empresa é falsa, ou seja, não entrega o combinado.

Agora pense em sua vida como um jogo. Sim, TODA a sua vida como um único jogo. Com início, meio e fim. Com erros e acertos. Este jogo pode ser muito semelhante ao BBB. Um dia você foi apresentado a algumas pessoas, estudou com outras que te apresentaram a outras. E por ai vai. Hoje você pode ter poucos ou algumas dezenas de pessoas amigas e talvez centenas de conhecidos (aqueles que sempre que você encontra você o cumprimenta e sabe apenas que ele trabalha na empresa XYZ). Alguns poucos, talvez, você confie cegamente. Alguns outros tantos talvez você não dê as costas, pois não confia nem por um minuto. E tem aqueles que ainda você não classificou, pois você não se relacionou com eles o suficiente para saber o lado que eles estão. O lado das suas idéias, de aderência cultural e de valores ou o lado dos outros, não importa que idéias e valores defendam. Então no primeiro grupo você coloca as pessoas em quem confia e no segundo (e até num terceiro grupo) as demais, que envolve as neutras e aquelas em quem você já sabe que não dá para confiar. Pelas mesmas razões, em um jogo como BBB, popular e de televisão aberta, as pessoas se agrupam. E ao se agrupar, fazem coisas que julgam corretas para se defender e sobreviver as regras de mercado impostas. Nossa vida também é assim. Você se agrupa. Em sua empresa você não se dá bem com todos. Você não conta sua vida íntima no restaurante em um microfone. Você conta para aqueles poucos selecionados que você confia. Que estão do seu lado. Aprenda a jogar com estas regras e evite os paredões da vida.

Pense um pouco em algumas situações comuns da nossa vida como empresário, empreendedor ou profissional de empresa (pelo lado pessoal existem inúmeras outras situações possíveis de se imaginar):

– Quando você vai a uma entrevista de emprego você se preocupa muito com a aparência que quer causar ao primeiro instante. Geralmente toma banho e coloca um dos seus melhores trajes. Você quer causar confiança!

– Quando você ouve alguém falar em público, um palestrante, você lê o currículo dele, estuda um pouco sobre o cara, pergunta para quem já o conhece, presta atenção a sinais de como se veste e como se comporta, e somente depois de um extenso check list, inconsciente muitas vezes, você se permite realmente a ouvir o que ele tem a dizer. Você quer ouvir idéias de quem você confia.

– Quando você precisa de um dinheiro para o seu fluxo de caixa, está em um aperto financeiro, mesmo que passageiro, você vai ao banco. Você negocia e apresenta os melhores argumentos. Você quer passar confiança, condições de pagamento do empréstimo, para alguém que você sabe que é treinado para desconfiar das pessoas e testar a sua confiança. Você quer transmitir confiança em sua melhora financeira.

– Enfim, pense na venda de um projeto, na demonstração de produtos, no seu discurso em um evento, no momento em que você é apresentado a um potencial cliente, entre outras tantas situações profissionais. Em todas, você quer transmitir confiança. Você quer parecer confiável e quer que as pessoas confiem em você. E certamente o pior insulto profissional que você poderá receber é: “você é falso!”.

Pense agora nas pessoas que você confia? Que características elas possuem? Como agem? Como construíram esta confiança com você? De todas as competências profissionais, seja de um dono de empresa ou de um vendedor, a confiança é aquela que precisa de tempo para ser adquirida. Em uma mesma profissão e cargo, talvez você precise de alguns anos para que todos confiem em você. Por isso muitos fracassam ao vender um produto ou atuar como vendedores profissionais (lembro que todos nós vendemos algo diariamente). Não investem o tempo e os recursos suficientes na relação para que a confiança seja estabelecida. Você não compra a confiança, você a conquista.

Pense nisso e veja como melhorar a confiança que você quer que os outros tenham em você.

 

PS.: Hoje é noite de paredão no BBB. E amanhã, acabou o carnaval. É dia de paredão em sua vida. Construa a sua confiança e frequentemente avalie os seus pensamentos, para saber se você vai voltar ou sair da “casa”, em um destes paredões que estão no seu caminho.

 

Outro Post sugerido, de minha autoria:

– Você tem uma chance de me conquistar!

 

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Obrigado pela audiência!

Até a próxima dica

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Gustavo Campos

http://www.focal.com.br

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Gustavo Campos, administrador por formação, empreendedor por natureza. Muito estudioso, leitor voraz, odeia falar ao telefone. Gosta de tecnologia, apesar de se incomodar em pagar mais caro por ser um dos primeiros a comprar algo. Geek por estilo de vida, sempre está conectado, não sabendo o que seria de sua vida sem notebook, smartphones, tablets, Moleskine e uma boa conexão Wi-Fi com a Internet. Ambicioso, não alcançou ainda nem o início do que quer desta vida. Professor apaixonado pela vida e por sua família, dono do Max e da Pink, o casal de Yorkshires mais famosos da cidade.

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Principais fontes consultadas para este artigo:

– Minhas experiências pessoais e profissionais

– Um olhar atento de consultor e analista de mercado

 

Eu não sou falso!

Pessoas descartáveis e restos de humanidade.

Há poucos dias tive um choque de realidade ao assistir o documentário “Lixo Extraordinário”. Para quem não viu, trata-se do registro da execução de obras de arte com resíduos coletados no maior aterro sanitário do mundo: o Jardim Gamacho no Rio de Janeiro. Um projeto no qual o artista plástico brasileiro Vik Muniz conviveu por dois anos neste ambiente dramático.

Minha expectativa era de ver um contraponto estético permeado por alguma surrada crítica à sociedade consumista, mas encontrei muito mais do que isso.

O que se destaca na tela é o convívio do artista com pessoas verdadeiras, que são expostas a uma nova realidade na qual pela primeira vez são vistas como seres humanos e se surpreendem consigo mesmas ao serem instigadas a se imaginarem fora daquele ambiente.

O documentário se passa em um cenário surreal, onde o desespero convive com a dignidade e a ausência de auto-estima convive com o orgulho de se fazer um trabalho honesto. São pessoas que sabem da importância do que fazem, mas também são conscientes da falta de perspectiva de ingressar em uma sociedade da qual elas só convivem com os restos.

Minha perplexidade foi constatar que no meio do lixo existem pessoas como Tião, que criou a associação dos catadores inspirado por um livro de Maquiavel que ele leu depois de secar o seu chorume atrás de uma geladeira.

Poderia citar outros exemplos entre os sete catadores participantes do projeto, poderia também falar da emoção de compartilhar o processo de transformação de suas visões de mundo acompanhadas pelas lágrimas mais sinceras que já vi, mas acho que eu não teria a habilidade necessária para reproduzir em palavras o que as imagens transmitem.

Não vou cair na tentação de fazer comparações com os “heróis do Bial” e as ricaças deslumbradas que povoam os reality shows da nossa televisão, mas não posso deixar de expressar minha tristeza ao constatar que se dá tanto destaque para futilidades e celebridades efêmeras enquanto muitos valores verdadeiros se perdem em aterros sanitários.

Parabéns a Vik Muniz, um artista brasileiro internacionalmente reconhecido, pela iniciativa social (o lucro das obras foi integralmente revertido para a Associação dos Catadores) e principalmente pelo resgate da dignidade destas pessoas – nossos irmãos e irmãs que na maioria das vezes são tratados como lixo.

Trailer do filme:

Chamada do programa Mulheres Ricas:

Leandro Morais Corrêa
Jornalista/Pós-Graduado em Marketing
leandromoraiscorrea.wordpress.com
Diretor da Business Press Inteligência em Comunicação e Marketing
http://www.businesspress.com.br

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Pessoas descartáveis e restos de humanidade.