Profissional formado, mas analfabeto.

Há tempos não escrevia aqui que já estava até com saudade. Ano vira e junto chega uma série de expectativas e a necessidade de renovação tomam conta da gente.
Li muitas coisas nessas “férias”. Algumas boas, outras nem tanto. De fato, algumas sobressaíram e me fizeram refletir um bocado sobre minha vida como um todo (pessoal e profissional), sendo que pensei: porque não dividir pelo menos um dos temas com os leitores ?

Bom, para descrever algumas situações, só mesmo as vivendo. Costumo dizer, de uma forma “caricata”, que as pessoas, pelo menos uma boa parte, ainda são “analfabetas do ponto de vista emocional”. No ambiente corporativo então, caramba! Canso de me deparar com ótimos profissionais que possuem pouca ou nenhuma habilidade no campo. Deixam de ganhar credibilidade com os clientes, colegas e os próprios superiores em razão disso.

O que significa isso? Que temos uma forte tendência de buscar fora de nós as razões pelas quais nossas vidas não dão certo. Cada vez que me deparo com esse pensamento, dou mais valor ainda à questão da “preparação”. Parafraseando o técnico Bernardinho, “a vontade de se preparar tem que ser igual maior do que a vontade de vencer”.

Seguindo essa linha de raciocínio, fica explicado o fato de termos presenciado, há dias atrás, uma partida de tênis que teve praticamente 6 horas de duração. A final do Austrália Open de tênis, foi a partida mais longa de um grand slam em toda a história e concentrou olhares do mundo todo para a performance tanto física e técnica, quanto psicológica dos tenistas Rafael Nadal e Novak Djokovic, ambos muito bem preparados.

O esporte normalmente nos traz bons exemplos p/serem seguidos na vida cotidiana. Vale é manter-se alerta para esses “sinais” e com eles buscar o melhor.

Agradeço pela audiência de sempre.
Um ótimo anos para todos nós!

ps.: achei um comercial ineressante..de certa forma, tem conexão com o tema.

Juliano Colares
Pensador Mercadológico
@juliano_colares

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Profissional formado, mas analfabeto.

Passos críticos para um correto posicionamento de marcas

Dica de Gestão 115 de 300: Passos críticos para um correto posicionamento de marcas

Inicio este post comentando o livro do Bernardinho que li alguns meses atrás. Nele, Bernardinho conta como se transformou no melhor técnico do mundo, fazendo com que o seu time, no caso a seleção Brasileira de Vôlei, vencesse quase que praticamente todos os campeonatos que concorreu. Treino dos fundamentos. Esta é a palavra-chave. No vôlei isso significa voltar aquelas primeiras aulas para quem está iniciando no esporte e praticar até a perfeição. Bloqueio, recepção, saque, e por ai vai. Estes são os fundamentos. Estes “detalhes óbvios”, muitos podem achar, são os que vencem campeonatos.  Desta forma, dou sequência aos meus artigos de posicionamento, comentando mais uma etapa do framework que usamos na FOCAL Pesquisas (www.focal.com.br)  para determinar o posicionamento de uma marca, seja ela do mercado de moda ou não. Hoje vamos ver as etapas para segmentação, definição de mercado e posicionamento. Em resumo, Segmentar, Targetizar e Posicionar. Ao final destas três etapas, veremos como equalizar o modelo para a sustentação do posicionamento.

Para segmentarmos o mercado, existem técnicas bem avançadas de pesquisa de mercado, que não serão tratadas neste artigo. Mas, no mínimo, passam por estas duas etapas:

1. Identificação das variáveis de segmentação: estas podem ser desde as mais simples, como sexo, idade, local de moradia até as mais complexas, geralmente utilizadas no mercado de moda, como o estilo de vida, valores de vida, entre outros.

2. Desenvolvimento dos perfis dos segmentos resultantes: a composição de diferentes formas das variáveis acima escolhidas para segmentar um mercado, formarão os grupos que iremos trabalhar.

Importante saber também, neste ponto, em qual estágio do ciclo de vida o consumidor está e quais as necessidades que busca preencher. Para isso, podemos utilizar as necessidades de Maslow ou esta metodologia abaixo, que prefiro (apesar de usar as duas). Vejamos um exemplo de um comprador de automóvel.

 

a. Necessidades declaradas: “Quero um carro barato”

b. Necessidades reais: “Quero um carro de baixa manutenção e não um carro de baixo valor de aquisição

c. Necessidades não-declaradas: “Espero ser bem atendido pelo revendedor”

d. Necessidades de algo mais: “Gostaria que o modelo que comprasse tivesse computador de bordo pelo mesmo preço do intermediário”

e. Necessidades secretas: “Quero ser visto por meus amigos como um consumidor inteligente pela compra que fiz”

Vamos para a segunda etapa, o Targetizar, ou seja, definir o mercado-alvo. Para isso, temos novas duas macro-etapas, sendo elas:

3. Avaliação da atratividade de cada segmento: Cada um dos perfis / nichos identificados pela combinação das variáveis na etapa de segmentação de mercado deve ter a sua atratividade auditada. Não adianta selecionar um perfil para se trabalhar que não seja atrativo financeiramente, hoje ou futuramente.

4. Seleção do(s) segmento(s)-alvo: Após a análise da atratividade, selecionamos conscientemente os nichos que iremos trabalhar.

Depois de concluída esta etapa, temos a etapa de posicionamento de mercado. São duas macro-etapas, sendo elas:

5. Identificação e seleção dos conceitos de posicionamento possíveis para cada segmento-alvo: A empresa necessita ter um posicionamento geral, mas para cada segmento, é importante definirmos como iremos comunicar a nossa empresa e os diferenciais de nossos produtos.

6. Desenvolvimento e comunicação dos conceitos de posicionamento escolhidos: Nesta fase, os conceitos anteriormente definidos devem ser efetivamente comunicados e as ações necessárias para implantar o posicionamento devem ser feitas.

Depois de realizar estas 6 etapas, vamos equalizar a nossa proposta utilizando o modelo de Rafael Sampaio e Marcos Felipe Magalhães. Esta equalização passa pelos tradicionais 4 Ps (Vejam posts da pensadora Vera Muller, que já escreveu muito sobre isso), só que este modelo nos amplia o raciocínio, obrigado a pensar em 4 elementos para cada um dos Ps (Produto, Preço, Distribuição e Comunicação). Os elementos são os seguintes (retirado do livro do Sampaio, pagina 38):

  • Formatar: ações que tangibilizam os atributos para obter vantagem competitiva real. Tem a ver com o que oferecer ao mercado e o que agregar aos produtos e serviços para torná-los mais competitivos. Derivam das perguntas essenciais: O que devemos oferecer ao mercado? Quais atributos devemos incorporar ao produto/serviço ofertado?
  • Valorizar: ações que visam gerar valor adicional e sua percepção. Tem a ver com o quanto. Derivam da pergunta essencial “o que fazer ou agregar ao produto/serviço e seus atributos que possa aumentar seu valor percebido pelo mercado?
  • Disponibilizar: ações para aumentar a disponibilidade e conveniência para o consumidor. Tem a ver com quando e onde. Derivam da seguinte pergunta essencial: como fazer o produto/serviço ser mais disponível e mais conveniente ao mercado?
  • Comunicar: ações para promover da forma mais eficiente as vantagens competitivas mais relevantes, comunicar as condições das transações e aumentar a efetividade das comunicações com consumidores / clientes. Tem a ver com o como. As perguntas essenciais são: O que comunicar? O que valorizar? E como atingir e convencer os integrantes do mercado visado?

As telas abaixo exemplificam estes 4 elementos para cada um dos 4Ps. Segue framework de produto.

Agora segue o framework de preço:

Tendo definido os produtos / serviços e sua estratégia de precificação, resta saber para quem e onde vender. Segue framework de distribuição:

E por fim, como comunicar o composto todo. Segue framework de comunicação.

No próximo  artigo, irei continuar com este tema, aprofundando mais o framework de posicionamento utilizado na FOCAL Pesquisas.

Abaixo algumas dicas de posts que escrevi especificamente sobre o tema ou de assuntos muito próximos:

Técnicas de posicionamento para marcas de moda no mercado brasileiro – parte 1

O posicionamento de marcas no segmento calçadista brasileiro

(Re)Significando Vendas

Técnicas de posicionamento para marcas de moda no mercado brasileiro – parte 2

Espero que tenha sido uma leitura útil  e agradável.
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Até a próxima dica

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Gustavo Campos

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Passos críticos para um correto posicionamento de marcas

O melhor do mundo

Dica de Gestão 111 de 300:  O melhor do mundo

Este é um dos temas que para mim são bem recorrentes em várias formas do que escrevo, mas hoje vou ser mais específico neste ponto e também apresentar um livro para vocês, que se chama “O melhor do mundo”, de Seth Godin (recomendo a compra e a leitura imediata. Até você comprar, leia os slides que produzi sobre Seth Godin – Pensamentos de Seth Godin ). O que significa ser o melhor do mundo? Significa, que em sua área de atuação, em sua região, você é o mais reconhecido, o mais indicado, o mais admirado. E o que isso vai lhe trazer de bom? No mínimo 100 vezes mais negócios do que o segundo colocado deste ranking. Achou pouco? Saiba que isso é só o começo. Pode ser muito mais.

Pense em uma pintura a óleo, em algum lugar no mundo, pendurada em um museu? Pense um pouco. Muitos devem ter pensado na Mona Lisa.

Pense agora no melhor jogador de basquete de todos os tempos? Muitos podem ter respondido Michael Jordan.

Pergunte a uma criança de 6 a 7 anos nos Estados Unidos o que significa uma camisa vermelha com o número 23 e ela dirá Michael Jordan, mesmo sem nunca tê-lo visto jogar.

Se você perguntar para pessoas com mais de 50 anos, qual foi o maior lutador de box de todos os tempos eles dirão Muhamad Ali. No vídeo abaixo, um verdadeiro tributo a este grande atleta, você entenderá um pouco do por que ele ainda é lembrado.

Atualmente, os jovens do mundo inteiro poderão dizer que Anderson Silva é o maior lutador da atualidade. Atual campeão da principal categoria de MMA (Mixed Martial Arts, o antigo Vale-Tudo), treinado por nada menos do que Steven Seagal, derrotou recentemente Victor Belfort em segundos, no que estava sendo chamado de luta do século.

Mas eu diria que ainda tem muito a ser conquistado por Anderson Silva (apesar de eu estar orgulhoso de ter um brasileiro no topo do ranking) para ser considerado o melhor do mundo. Mas existem públicos, segmentos (regiões) diferentes e você, sabendo quem é o seu público, pode batalhar por ser o melhor do mundo neste nicho.

Se você perguntar a qualquer pessoa do planeta Terra qual o melhor circo do Mundo e elas dirão Cirque du Soleil.

Se você perguntar quem foi o melhor jogador de futebol de todos os tempos muitos dirão Pelé (com exceção da Argentina é claro!). Melhor treinador de vôlei do Mundo? Bernardinho. Melhor jogador de golfe do mundo? Tiger Woods.

E tudo isso não nasceu pronto. Foi construído, com pilares fortes de persistência, disciplina, treino, estudo, preparação, planejamento, força de vontade, foco e abstinência a muitas coisas boas da vida. Tudo em nome de uma performance inigualável. Muito suor. Muita dor. Muita direção de propósito.

Agora pense nas seguintes situações:

Uma pessoa que você não vê há muito tempo e que você adora, chega em sua cidade e lhe encontra. Entre tantos papos pra lá e papos pra cá ele lhe pergunta qual o melhor restaurante que tem na cidade. Conhecendo um pouco dos hábitos desta pessoa certamente você indicará o que para você, naquele momento, foi a melhor indicação. Você indicou o melhor do mundo, na sua região.

Uma outra situação. Agora mais dramático. Um parente próximo a você ficou sabendo que precisa fazer uma cirurgia séria, de risco. Você, certamente, reunirá todos os seus recursos e mais um pouco para encontrar o melhor cirurgião, o melhor hospital e o melhor anestesista que você pode pagar, naquele instante. Você pegou os melhores do mundo.

Mais uma situação. Você e sua família fazem muitos anos que não tiram férias e você quer aproveitar e comemorar 10 anos de casado. Você se preocupará em pegar o melhor destino, algo encantador, com o melhor hotel, com os melhores passeios. Você quer um período perfeito, que seja marcante para o resto de suas vidas. Você escolheu os melhores do mundo.

Agora você entendeu como que o melhor do mundo pode ter 100 vezes mais resultados do que o segundo lugar?

A partir de agora, pense em como transformar o seu negócio no melhor do mundo, para a sua região. Começando hoje, em um ano você irá me agradecer pelos resultados que estará recebendo. Um brinde a você. Um brinde aos melhores do mundo.

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