O mercado de pet shop está cada vez mais ganhando espaço. Mas porque? A relação homens e bichos de estimação se transformou. E muito. Hoje eles são considerados membros da família. Mais do que amigos eles são considerados filhos, irmãos, netos. Há 25.000 anos atrás a relação entre homens e animais domesticados entre diferente. Cães vigiavam aldeias ajudavam a caçar e a pastorear. O que mudou de lá pra cá?
Na minha infância eu tive um pastor alemão. Ele não conheceu uma pet shop (na época nem existia na cidade, somente clínicas veterinárias). Nem mesmo os famosos petiscos ou bifinhos. Ele comia ração comprada em supermercado e polenta cozida com pedaços de carne. Sua casa era no pátio. Ele vivia na área da casa dos meus pais. Não se atrevia a entrar na cozinha, muito menos nas demais peças da casa. Mas ele era um cão feliz, muito brincalhão. Por falar nisso, ele não tinha brinquedos, nenhum mesmo. Brincava com pedaços de pau e até mesmo pedras. O banho era umas duas vezes por ano, de mangueira e com sabão de glicerina. O máximo que se fazia era secar com toalhas e o resto era no sol mesmo. Nunca teve alergias ou problemas de pele. Nem mesmo problemas atuais que os cães tem como pancreatite. Não lembro de ter visto ele doente. As férias ele passava sozinho em casa e a empregada diariamente dava comida e trocava a água. Essa era a vida dele. Olhando para esta história e pensando nos dias de hoje fico até me sentido culpada. Hoje o tratamento dado para os cães é outro. Lá em casa ele não era o filho. Era o cão de guarda, ficava no portão de vigia.