Apenas um grão de areia. Mas pode salvar o mundo!

Salvar o mundo é possível, se cada um fizer a sua pequena parte, se cada um se esforçar para mexer nos grãos de areia que estão ao seu alcance. Cada um fazendo a sua parte, podemos salvar o mundo. Com esta premissa de uma causa, principalmente dedicada a limpar os oceanos das matérias plásticas que flutuam e poluem as águas, Andres Fernandez, publicitário premiado em Cannes e free-surfer da Billabong, lança no Equador e já engaja diversos outros países, o projeto Granito de Arena. Esta idéia foi apresentada para os participantes do TEDx Laçador – Legados: Histórias que dão sentido à vida (o Pensador Mercadológico estava presente), no dia 05 de Maio de 2012, na fazenda Quinta da Estância Grande, em Viamão – RS. Engajando outros amigos surfistas, um de cada país, iniciam a disseminação desta idéia para aumentar o nível de conscientização e reutilização das garrafas plásticas, evitando assim que elas acabem indo para o mar. Com idéias simples, mas criativas, querem fazer a sua parte para melhorar o mundo. Não são contra o plástico, mas não o querem no oceano.

No vídeo abaixo, está a palestra que ele fez no TEDx no Bairro de Las Penas, em Guayaquil, Equador. Esta é a mesma palestra apresentada aqui no TEDx Laçador, também em espanhol. Mesmo em espanhol, com um pouco de vontade se entende estes 12 minutos de apresentação que mostra que cada um de nós, dentro de suas áreas de influência e expertise, podemos criar ou se engajar em atividades, grupos, ONGs e comunidades já existentes e melhorar o mundo.

Veja o vídeo, tire as suas conclusões e pense em como podes ajudar alguma causa.

 

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Gustavo Campos

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Gustavo Campos, administrador por formação, empreendedor por natureza. Muito estudioso, leitor voraz, odeia falar ao telefone. Gosta de tecnologia, apesar de se incomodar em pagar mais caro por ser um dos primeiros a comprar algo. Geek por estilo de vida, sempre está conectado, não sabendo o que seria de sua vida sem notebook, smartphones, tablets, Moleskine e uma boa conexão Wi-Fi com a Internet. Ambicioso, não alcançou ainda nem o início do que quer desta vida. Professor apaixonado pela vida e por sua família, dono do Max e da Pink, o casal de Yorkshires mais famosos da cidade.

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Principais fontes consultadas para este artigo:

– Minhas experiências pessoais e profissionais

– Um olhar atento de consultor e analista de mercado

– You Tube

Apenas um grão de areia. Mas pode salvar o mundo!

O farto banquete da nova comunicação

Há um novo jeito de comunicar.

E normalmente depois deste enunciado, você ouve as seguintes frases: O consumidor está no comando. O consumidor está mais informado. A marca precisa virar assunto do consumidor. É preciso ouvir o consumidor. É preciso entender às necessidades do consumidor.

Mas, e as necessidades da marca? Quem está prestando atenção a isto?

Virou regra aplicar uma série de “requisitos de existência” para todas as marcas, sejam quais forem seus produtos ou serviços: É preciso ter uma página no Facebook! É preciso uma hashtag nos Trending Topics! É preciso ter um blog! É preciso fazer um filme que “viralize”! É preciso um aplicativo para o Orkut! É preciso um flashmob!

É preciso mesmo?

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O farto banquete da nova comunicação

Don Draper precisa vender mais suco

Uma ação realizada para um boteco descolado de São Paulo chegou à Cannes. Nela, um ator finge ser o manobrista bêbado disposto a estacionar o carro dos freqüentadores. Tudo devidamente filmado, gerando aquele case faceiro: reações indignadas dos consumidores, frases impactantes entre uma cena e outra e, ao final, é sapecada a mensagem sobre não dirigir embriagado. Levou Prata em Promo. Uma jurada não-brasileira destacou a criatividade e coerência, mas justificou o fato de não chegar a Grand Prix pelo pouco risco que envolve um negócio da dimensão de um boteco.

Justo.

Quanto menor a marca, menor o risco. Quanto maior a marca, maior o risco. Óbvio. Logo, quanto maior a ousadia criativa de grandes marcas, maior a compensação recebida. Sim, estamos falando em prêmios, mas a compensação nestes casos tende a chegar antes, em forma de resultado comercial, produtos saindo das prateleiras. Algumas “vendas” são difíceis de mensurar, como alcance efetivo ou efeito da mensagem na ação acima, por exemplo.

Mas propaganda é para vender. Uma causa, como a do boteco, ou um peixe. Não é para ser descolê e fazer publicitário comer mais menininhas. Criação pela criação é irresponsabilidade. Continue reading “Don Draper precisa vender mais suco”

Don Draper precisa vender mais suco

Cannes 2011: confirmação de tendências OU Bauman estava certo.

Ok. Cannes acabou. E o que vem agora? Compilações, apontamentos, estudos, reflexões, quotes. É aquela hora em que todo mundo pode analisar com calma os ganhadores, perceber a riqueza por trás dos trabalhos e tentar chegar a conclusões definitivas. Ao menos deste momento em que estamos, já que o que mais fascina na comunicação é que tudo muda o tempo todo. Antes de me deter um tanto sobre cases e tendências específicas, é notório perceber que, não obstante a riqueza dos diferentes projetos, um “guarda-chuva” se abre sobre todos eles de maneira muito clara – the liquid ideas – e este é, talvez, o único elemento unificador em um festival cujas realizações primam, necessariamente, pelo diferencial.

Tendências e conceitos até então um tanto vagos, que vínhamos acompanhando há algum tempo, amadureceram para se tornar estratégias. E dá uma satisfação reconhecer a extrema pertinência com que cada vez mais são aplicadas às marcas, conquistando reconhecimento merecido. Está aí o storytelling que não me deixa mentir. Para alguns, a nomenclatura nunca passou de um termo cosmético para a boa e velha narrativa: e se Bing e Jay-Z mostraram que ela pode ser contada de maneira envolvente, em um crossover multiplataforma, Volkswagen deixou claro que mesmo no clássico formato de um minuto, ela continua forte e dando o que falar. Marcas como dona de discursos e histórias que conectam sua comunicação, entregando conteúdo relevante para o consumidor: “In the age of conversational media, brands must become publishers”. Palavras de John Battelle, da Federated Media, falando sobre o assunto durante o festival.

Mas e a tal liquid idea com isto? Ora, pegue conceitos como o de storytelling, a integração inexorável entre disciplinas (cyber, promo, integrated), a organização das pessoas através de redes sociais – e a importâncias das marcas entenderem fundamentalmente a lógica do social spread e de ter o que dizer nestes meios. O que temos? Projetos cuja fluidez com que se espalham vai ao encontro da teoria da modernidade líquida: se tornam ferramentas de troca nos meios virtuais e reais, adaptando-se e transformando-se constantemente. É a lógica da conversação alcançando outra potência, espalhando-se organicamente. Não há mais linearidade, pequenos punchs vêm de todos os lados e meios (adequados à suas peculiaridades), mas o que todos estes projetos líquidos têm em comum é o assunto central relevante. O que torna claro que ideias líquidas estão longe de não serem sólidas, por mais que isto pareça um mero trocadilho capaz de causar um arrepio na coluna do velho Bauman.

Velho Bauman fumando seu cachimbo.
Velho Bauman fumando seu cachimbo.

Quando falamos de liquidez e organização nas redes sociais, a lógica da colaboração, tão típica aos ambientes digitais, surge como conseqüência natural. Devidamente explorada, a sede por “woofies” se converte em envolvimento real e não só a colaboração mas a co-criação se tornam o cerne de projetos muito bem sucedidos. Muito bem sucedidos, mesmo. Estou tendo a oportunidade de criar um projeto com este mote e sou testemunha do engajamento que ele é capaz de causar.

É a tecnologia a responsável por possibilitar esta integração sem volta das estratégias de comunicação. É ela que permite a mobilização para que “causas” e narrativas gerem envolvimento e a distribuição das mensagens realmente se viabilize e a desejada liquidez acontece. Mas o que é mais importante se perceber, quando analisados os grandes vencedores de Cannes, é que ela nunca é o fim em si. Estratégias de branding e de comunicação relevantes e premiadas não se amparam no mero fascínio das ferramentas: basta se olhar projetos como Sneakerpedia, Life in a Day, Bing Decode Jay-Z, Google Redbull Street Art View, entre muitos outros: é da paixão por tênis que eles estão falando; é de dividir um dia da sua vida que eles estão falando; é da história de um ídolo musical que eles estão falando; é de arte urbana que eles estão falando. Temas factíveis, histórias fascinantes, paixões reais. Porque as formas como um grande projeto acontece podem ser as mais diversas: tecnológica, divertida, assustadora, cool. Mas, acima de tudo, sempre apaixonantes.

Cannes 2011: confirmação de tendências OU Bauman estava certo.