Até onde a sua jornada levará você?

Marte, pela prestigiada marca de luxo Louis Vuitton. Até onde a sua jornada levará você? Existem marcas de moda que fazem campanhas tradicionais, modelos, produtos, etc. Não está errado e até é necessário. Mas existem marcas que já chegaram em outro patamar. Defendem causas. Abaixo o video da jornada de exploração do planeta marte, produzido pela marca Louis Vuitton.

São 4 minutos interessantes, com belas imagens.

http://vimeo.com/52230493

 

Bom final de semana e boa jornada.

 

Gustavo Campos

Publisher do Pensador Mercadológico

Até onde a sua jornada levará você?

A INTERNET É O QUE VOCÊ FAZ DELA

Muito se fala sobre os perigos que a internet nos traz… É perfil que mostra seus interesses, fotos que mostram como você é e check-ins que mostram onde você está.

Jovens estando no colégio na época em que surgiram as redes sociais, já tiveram que responder sobre os perigos da internet até em prova. Professores e pais que não entendiam o que estava acontecendo na web tentavam fazer acreditar que por trás de cada nickname existe algum psicopata, seqüestrador ou assaltante investigando sobre você e tentavam te fazer “sair deste mundo”.

A internet trás sim muitos perigos, assim como atravessar a rua. Mas você não vai deixar de atravessar a rua só porque existe algum perigo nisso. Você simplesmente atravessa porque aprendeu a fazer isso evitando acidentes que podem vir a ocorrer. Na internet é a mesma coisa!

A Coca-Cola não diz que os bons são maioria? Pois então, agora é o Google Chrome que está mostrando o lado bom das coisas com a sua campanha “A internet é o que você faz dela”.

Já são 7 vídeos que contam 7 diferentes histórias de pessoas que exploram as ferramentas que a internet nos oferece e o fazem da melhor maneira possível.

O mais recente deles fala sobre uma brasileira que encontrou um cachorro perdido na rua. No vídeo a trajetória da Carol é contada desde quando ela encontra o “Boeing” até o momento em que eles encontram o verdadeiro dono do cãozinho.

Assim como ela, outras pessoas utilizaram as mídias online para construir negócios, homenagear um artista e mesmo criar uma ação de apoio às pessoas que sofrem preconceito por serem homossexuais.

Essa campanha reforça a idéia de que a internet nos traz infinitas possibilidades. Hoje em dia, podemos comprar tudo que precisamos pela internet, desde carros e passagens aéreas até o seu almoço, ou mesmo vender algo que possuímos. Estamos diretamente ligados com o mundo inteiro e podemos agir nos 4 cantos do planeta, como é o exemplo do site “Avaaz.Org – O Mundo em Ação”, onde se pode contribuir com causas nobres que você nem sabia que existiam.

É claro que sempre vão existir aquelas pessoas que ficam atrás de um computador querendo prejudicar os outros, assim como existem aqueles que jogam lixo nas ruas e que não respeitam as leis de trânsito, mas assim como é no mundo off line, o que NÓS fazemos na internet é que define o que ela é.

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Vera Muller (pensadora mercadológica)

com Juliana Cappelatti (inteligência coletiva da Marketing Viewer)

A INTERNET É O QUE VOCÊ FAZ DELA

Deus está nos detalhes. O diabo está nos detalhes. E o branding está nos detalhes.

Algumas edições depois dos cursos intensivos de Branding nas quais participo como professor percebo certas questões recorrentes. Invariavelmente gestores de negócios (e de marca) acreditam que tem em mãos a fórmula para vencer no mercado de forma certeira. Quando questionados sobre quais seriam essas armas da invencibilidade aparecem dois conceitos: qualidade e preço. Geralmente juntos, como maneira de superar os concorrentes e encantar clientes. Fazer negócios, prosperar e ganhar mercado. Será?

Pesquisas indicam que cada categoria de produtos possui normalmente mais de 50 marcas diferentes disputando espaço nas gôndolas e nas mentes. Os consumidores não conseguem ultrapassar o número de 7 marcas na lembrança, exceto quando tem alto envolvimento com a categoria (homens e automóveis, mulheres e calçados, por exemplo). Agora reflita, concorrentes demais, espaços de menos. E os fatores qualidade e preço como diferenciais. Alavancas insuficientes para conquistar um lugar nesse grid seleto de marcas.

Como abordado em Branding e Posicionamento de Marcas Esportivas – parte 2, a competição de marcas não pode estar baseada apenas em preço. Valor, o ponto de percepção do seu cliente, é o conceito chave no qual o preço é apenas uma ferramenta de equalização. Por que será que os outlets fazem tanto sucesso? Por ofertarem marcas de alto valor por um preço tão baixo (“compro tudo isso por apenas essa soma”). Por que marcas premium conseguem fazer negócio cobrando muito acima do mercado? Por terem uma percepção de valor superior ao preço que apresentam (“é caro, mas vale tudo isso”). Marcas fortes operam no conceito de valor e a partir dele conseguem extrair margens interessantes para prosperar. E o preço baixo como estratégia permite espaço para apenas um no mercado. Aos demais é o caminho mais rápido para escoar os lucros e minguar o negócio.

Qualidade já foi a palavra mágica de toda uma geração. O elixir para vencer no mercado. Hoje virou condição essencial. Esqueça o paradigma que pagando preço baixo os consumidores aceitarão qualidade inferior. Além do mais a qualidade está na percepção do cliente e não no conhecimento técnico do fabricante. Aspectos não reconhecidos são apenas custos, pois ninguém pagará mais por algo não percebido ou não relevante. Assim qualidade deve ser entendida a partir da experiência de consumo do cliente e vista como um fator qualificador de competição, jamais como diferenciador.

Quando falamos de gestão de marcas precisamos superar esses conceitos de preço e qualidade. Ir muito mais além, fugindo de lugares óbvios que permitem apenas entrar no mercado e ser mais um. A diferenciação é o que vai garantir mais do que a mera sobrevivência, mas a singularidade que gera confiança e preferência. Encontrar esse espaço entre 50 marcas envolve pensar nos detalhes que cercam sua proposta. Está claro que não precisamos de mais produtos. Não precisamos de mais marcas. Precisamos de histórias. Que façam sentido às nossas crenças e valores. Que entusiasmem por ter ressonância com aquilo que buscamos e acreditamos.

Pense em restaurantes étnicos (peruanos, tibetanos), lojas temáticas (Cyberdog e Abercrombie & Fitch), causas verdadeiras (a real beleza da Dove, a felicidade e o otimismo da Coca-Cola), esportes desafiadores (Nike e o running, Timberland e o outdoor). Assim vá adiante dos pontos que o tornam iguais a todos os demais. Procure associações exclusivas e relevantes à vida das pessoas que são seu núcleo de clientes. Aprofunde o conhecimento sobre eles. A partir daí crie relacionamentos baseados nestes detalhes. E cuide deles. Como a coisa mais importante do mundo. Como o verdadeiro elo que torna sua marca significativa.

Veja também outros posts da série sobre Branding:

Branding e Posicionamento de Marcas Esportivas – parte 1

De olhos bem abertos no Branding

Branding e Posicionamento de Marcas Esportivas – parte 2

Deus está nos detalhes. O diabo está nos detalhes. E o branding está nos detalhes.

Branding e Posicionamento de Marcas Esportivas – parte 3

Posicionamento Sustentável e Branding

Branding e Posicionamento de Marcas Esportivas – parte 4

Construção de Histórias no Branding

Felipe Schmitt Fleischer

@fsf11

Pensador Mercadológico

www.pensadormercadologico.com

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