O FIM DA ERA DAS ATRAÇÕES PASSIVAS

Não é de hoje que os grandes parques temáticos agregam tecnologia de ponta para encantar seus frequentadores, porém um novo patamar está sendo atingido no campo do entretenimento, com um foco cada vez maior na interatividade.

Dentro desta nova linha, destaca-se o Live Park 4D: um empreendimento sul-coreano que reúne performances holográficas, criação de avatares com captura de movimento, jogos, projeções em 360 graus e realidade aumentada, oferecendo uma interatividade inédita em parques temáticos.

Para interagir com as atrações do parque o usuário cria um avatar e o controla através do kinect, que reconhece rosto, voz e movimentos, e de uma pulseira RFID (Radio-Frequency Identification), que armazena dados remotamente através de sinais de rádio.

Em uma época em que crianças de dois anos já estão familiarizadas com ipads, é natural que as empresas de entretenimento out of home se preocupem em proporcionar experiências que superem os aparatos tecnológicos que os consumidores possuem em casa.

Segundo Choi Eun-seok, CEO da d’strict, empresa de entretenimento e novas mídias responsável pelo projeto, o sucesso foi tanto que já existem planos para abrir parques na China, Singapura e Estados Unidos.

Vídeo de apresentação do Live Park 4D:

Perspectivas que vão além do entretenimento

Porém, não vejo motivos para acreditar que esta interação crescente proporcionada pela tecnologia se restrinja a atividades de lazer.

Além de aplicações em áreas como treinamento e lançamento de novos produtos, a interatividade é um caminho promissor para a própria experiência do consumidor com a marca, seja na publicidade ou no momento da compra.

Isso porque as novas gerações que hoje apenas se divertem com a interatividade em breve passarão a utilizá-la em uma escala progressiva, sendo o próximo estágio os ambientes de estudo. Quando finalmente se tornarem economicamente ativas, não se contentarão com métodos arcaicos para trabalhar e adquirir produtos ou serviços.

Por isso acredito que a interatividade seja mais uma das novas ferramentas que a evolução tecnológica está disponibilizando para quem souber identificar as melhores oportunidades de utilizá-las. Afinal, a criança que hoje “entra” dentro de um jogo, amanhã poderá ingressar em ambientes criados pelas marcas da sua preferência.

Lançamento do Hyundai i20 no Paris Motor Show

Leandro Morais Corrêa
Jornalista/Pós-Graduado em Marketing
leandromoraiscorrea.wordpress.com
Diretor da Business Press Inteligência em Comunicação e Marketing
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O FIM DA ERA DAS ATRAÇÕES PASSIVAS

O Maoísmo e a cultura de compartilhamento de arquivos

O Maoísmo foi uma corrente do comunismo baseada nos ensinamentos do líder chinês Mao Tse Tung que realizou um expurgo dos intelectuais na China nos anos 60.

Segundo Jaron Lanier, um dos maiores conhecedores de realidade virtual no mundo, a disseminação gratuita de conteúdos pela internet pode estar contribuindo para o surgimento de um “maoísmo digital” já que compromete a remuneração do trabalho intelectual de músicos, jornalistas, fotógrafos, ilustradores e outros intelectuais.

Não existe almoço grátis
Reconheço que o assunto é extremamente polêmico e entendo que a solução não passa nem perto da famigerada SOPA (Stop Online Piracy Act), que pretende criminalizar a disseminação de conteúdos.

Mas não há como negar que a internet no seu modelo atual é um grande negócio para os sites de busca e de relacionamento, que usufruem gratuitamente destes mesmos conteúdos enquanto lucram com a publicidade alimentada pelos dados que nós usuários lhes fornecemos também sem cobrar nada.

Já quando o assunto é a produção, o buraco é mais embaixo. Para ficar no exemplo da música, os (poucos) intérpretes que tiveram suas carreiras alavancadas pela internet estão obtendo retorno financeiro principalmente com apresentações ao vivo. Uma alternativa que não é viável para os compositores que sobrevivem exclusivamente de direitos autorais sobre CDs vendidos.

Ok, isso não é problema seu e enquanto você puder baixar músicas de graça (qualquer semelhança com almoço grátis não é mera coincidência), tudo bem.
Porém quando este modelo começar a atingir outras parcelas da sociedade além de artistas e músicos haverá perda de poder e empobrecimento destas categorias e a riqueza irá se concentrar cada vez mais nos detentores do poder da estrutura atual da internet.

Desta forma o compartilhamento gratuito é comparado à troca de produtos entre camponeses medievais, que nunca sairão da sua condição de pobreza e estarão sujeitos ao poder cada vez mais concentrado do castelo do feudo.

Mas quanto você quer pagar mesmo?
Jaron Lanier defende que a internet seja aberta, mas não totalmente de graça, dentro de um parâmetro que tem suas origens nos primórdios do conceito de internet nos anos 60. A ideia inicial era o de que os usuários pudessem trocar os seus bits entre si com valores acessíveis, o que permitiria a remuneração e o consequente estímulo ao trabalho intelectual.

Na prática, cada gerador de conteúdo precificaria seu trabalho. Se ele tivesse um pequeno público fiel de alto poder aquisitivo, poderia cobrar mais caro. Se a sua base fosse maior, poderia cobrar menos ganhando em escala. E nada impediria que ele disponibilizasse gratuitamente sua criação se acreditasse ser uma estratégia de divulgação válida.

Trata-se de um sistema de micropagamentos que remuneraria não só quem gera conteúdos profissionalmente, mas todos que tivessem suas postagens acessadas. Assim você receberia uma quantia cada vez que alguém lesse seu post ou assistisse seu vídeo.

Não tem conclusão, só reflexão
Trata-se de uma questão controversa e cabe lembrar que não foram abordadas aqui as oportunidades que estão se abrindo, mas é um tema relevante levantado por uma fonte altamente qualificada. Lanier ajudou a construir este novo mundo e, segundo suas próprias palavras, é um sistema que não dará certo.

Quem produz conteúdo precisa ser pago, não só para sobreviver, mas para garantir a qualidade da sua produção. Afinal, os melhores talentos não se conformarão em passar fome em troca de reconhecimento.

Da minha parte o que posso dizer é que atuo há muitos anos com produção intelectual, que é difícil de tangibilizar, e aprendi que substituir dinheiro por divulgação não funciona.

E você, o que pensa a respeito?
Críticas, contestações e pontos de vista diferenciados são sempre bem-vindos.

Entrevista de Jaron Lanier onde ele fundamenta suas restrições ao modelo atual da internet.

Leandro Morais Corrêa
Jornalista/Pós-Graduado em Marketing
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Diretor da Business Press Inteligência em Comunicação e Marketing
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Sobre Jaron Lanier:
É um dos maiores conhecedores de realidade virtual da atualidade, por ser um dos primeiros a estudar o tema e construir produtos nesta área desde o início dos anos 80. Por suas ideias sobre a internet a revista Time o elegeu uma das 100 pessoas mais influentes do mundo. Lanier também foi um dos pioneiros do Vale do Silício e um dos fundadores da Wired, a mais importante revista sobre o universo digital dos Estados Unidos. O termo “Maoísmo Digital” é de sua autoria.

O Maoísmo e a cultura de compartilhamento de arquivos

Esperar que o mundo volte ao normal, é perder tempo!

Sandy devassa, Faustão magro, Silvio Santos pobre, Dilma (uma mulher na presidência da República) fazendo omelete na Ana Maria Braga, Tiririca (um palhaço) na Comissão de Educação, Maluf e Collor na Reforma Política, China como potência econômica e Brasil o país do “futuro presente”. A lista é grande e esses são apenas alguns dos fatos isolados que nos passam a sensação de que “deu a louca no mundo”. Pelo menos daquele “mundo” que até 15 a 20 anos atrás conhecemos.

Mundo em que até as letras de rock tinham um tom diferente. Ontem, praticamente “matávamos a namorada por ela não nos amar” na letra do hardcore…hoje, “choramos e pedimos por favor que nos ame” na letra do emocore. Ok, reconheço que exagerei um pouco, mas você que tem por volta de vinte e poucos anos ou mais, não imaginaria que um dia o “sertanejo” entraria para a universidade ou que ficaria horas e horas em uma festa ouvindo música eletrônica sem praticamente conversar com as demais pessoas. Pelo visto, já não “vivemos como nossos pais”, assim como cantava Elis.

E dizer que um sujeito misturaria cafeína e taurina, industrializaria, venderia mais de 3 bilhões de latinhas e faturaria mais de 21 bilhões de euros em 140 países, tendo como comunicação apenas uma campanha praticamente. E se não bastasse, faria o maior sucesso patrocinando uma série de esportes tidos como “fora da casinha”, além é claro de uma escuderia de fórmula 1.

Penso que acontecimentos como esses só se tornam possíveis quando passamos encarar o que nos rodeia como “adequado” e não simplesmente “normal”. Não que o “adequado” seja convencional. Normal, nesse caso, é apenas algo corriqueiro. “Adequar-se”, é buscar um entendimento…é o primeiro passo para provocar transformação e inovação.

Enfim, as mudanças ocorreram e continuarão ocorrendo, trazendo consigo muitas oportunidades. Como diria o ditado, “alguns vão chorar, outros venderão lenços”. De que lado quer ficar?

Juliano Colares
Pensador Mercadológico
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Esperar que o mundo volte ao normal, é perder tempo!

As marcas sofrem de falta de autoestima?

Quem não sofreu ou sofre da síndrome do “patinho feio”? Que sentiu-se inferiorizado ou incapaz diante de uma situação? Que reprovou seu cabelo, suas formas, sua fisionomia, seu jeito ou até mesmo status social? Na adolescência costuma-se perceber de forma mais intensa as manifestações desse “mal” que para alguns pode perdurar por uma vida inteira. Já provou que seus efeitos podem atingir não somente pessoas, mas até mesmo instituições e organizações inteiras.

Você mesmo já deve ter deixado de lado algum produto em razão da marca em questão, pela falta de familiaridade e de sua procedência. Marcas nacionais então, nem se fala. Vale até mesmo o ditado “santo de casa não faz milagre”. Mesmo com a economia brasileira em aquecimento, ainda encontramos sinais do estigma “o que nacional é duvidoso” ou “que não presta”. São poucas as marcas nacionais que conseguiram construir uma imagem de credibilidade perante seus consumidores. Esse quadro, pelo menos aqui, vem mudando pouco a pouco.
Direcionando o olhar para países como a China, por exemplo, enxergamos que a cultura “do que é nacional, não é bom” também se faz presente e de maneira significativa. O país ainda sofre com os “fantasmas” da má qualidade e do emprego de mão de obra infantil. Em mercados estrangeiros, um bom número de clientes de marcas chinesas não percebem que estão adquirindo produtos cuja procedência é de tal país, em decorrência do apoio de suas subsidiárias. A Haier, fabricante de eletrodomésticos, que é provavelmente o marca chinesa que mais se aproxima de uma marca internacional, mantém uma subsidiária nos EUA e fábrica produtos Made in EUA. Os consumidores acabam não identificando a conexão com a China. O que não podemos esquecer é que a oferta de mão de obra “barata” e estruturas portuárias interessantes, além dos incentivos é claro, levaram empresas do mundo todo para lá. Podemos dizer que a tecnologia do mundo “orbita” as fábricas desse país.

E qual seria o principal objetivo dos empresários chineses, capaz de minar a concorrência ocidental? Seria ofertar um produto de preço competitivo com uma marca de forte apelo. Mesmo sendo um objetivo difícil de alcançar, algumas empresas chinesas acreditam e colocam seus planos em prática.Os chineses estão certamente preocupados com a falta de credibilidade de suas marcas. Alguns deles simplesmente desistiram desse objetivo e passaram a adquirir marcas estrangeiras. Porém outros, estão usando o marketing ocidental aliado à expertise em design para obter resultados.

Além Haier, destaco outras duas marcas que você pode ouvir falar em breve (se já não ouviu):

Lenovo: Não há grandes surpresas aqui. Adquiriu negócios da IBM em 2004 e agora está se dirigindo para o setor de tablets. As primeiras críticas do ThinkPad Lenovo, sinalizam que ele terá um bom desempenho contra o iPad2, embora seja mais pesado e tem menos bateria. Lenovo também está atacando a Apple na frente smartphone com Android baseado em dispositivos, mais uma vez subcotação Apple com um aparelho $ 150 com Android voltado para aqueles com rendimentos mais baixos.

Li-Ning: Uma empresa de artigos esportivos (calçado e vestuário) , com 8.000 lojas em toda a China.É um forte concorrente das gigantes Nike e Adidas, as quais dominam o setor. Ao longo dos anos, limitou-se a copiar ideias de seus concorrentes ocidentais, mas está agora traça estratégias e ações para de esculpir sua própria imagem. Li-Ning é uma referência a um herói nacional chinês, que ganhou três medalhas de ouro na ginástica nos Jogos Olímpicos de 1984. O Grupo Li-Ning começou recentemente a fazer negócios com a Europa através de um acordo de longo prazo com L-Moda da Finlândia. Além disso, também firmou uma parceria com um grupo com sede em Chicago, chamado ACQUITY. Com essa estratégia, a intensão é impulsionar sua distribuição no comércio americano e obter reconhecimento da marca.

Assim como essas, existem muitas outras marcas chinesas, coreanas, japonesas, enfim, inúmeras empresas orientais que buscam estratégias para ocupar espaços onde até o momento somente empresas ocidentais dominavam. Vide o case da coreana Hyunday.
De qualquer forma, enxergamos grandes movimentos e muitas possibilidades para esses ousados empresários. Mas assim como acontece com as pessoas, onde só se obtém êxito quando acredita e ama a si mesmo, de uma forma geral, as marcas chinesas, assim como as demais, só obterão sucesso em uma escala global se antes forem admiradas e consumidas pelos próprios compatriotas em um primeiro momento. Afinal de contas, a empatia e credibilidade de uma imagem são elementos que se solidificam através de valores que afloram de dentro para fora. É essa a referência que as pessoas vão buscar.

E falando em autoestima, para quem não assistiu ainda, dê um click à frente e assista o vídeo abaixo.
Obrigado pela audiência! Tenham todos uma ótima semana!

Juliano Colares
Pensador Mercadológico
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As marcas sofrem de falta de autoestima?

Quantos anos constroem um momento?

Pelo menos 1 para proferir as primeiras palavras e dar os primeiros passos…5 para entrar para escola…7 para  perder a inocência…18 para a maioridade e pelo menos 4 para   chegar até um diploma de universidade. Ufa! Chegar até esse momento em especial é uma  verdadeira “cruzada”.

Em tempos de economias ocidentais em crise e de potências asiáticas emergindo, estar bem informado é questão de sobrevivência. Lendo um artigo sobre a China, chamou-me a atenção a questão da educação. Entendi uma das razões pelas quais esse verdadeiro “dragão” asiático esteve adormecido. O método de ensino básico utilizado até hoje pelo governo, deveria ser utilizado pelo Brasil. Todos os alunos leem, escrevem e chegam ao ensino médio. Continue reading “Quantos anos constroem um momento?”

Quantos anos constroem um momento?