Em tempos onde parecemos dependentes cada vez mais de engenhocas eletrônicas para desenvolvermos tarefas das mais simples às mais complexas de nosso cotidiano e onde participamos de um mundo virtual tanto quanto o real, falar sobre um tema que propõe um sentido da palavra “orgânico” pode até soar estranho. O fato é que a expressão “comunicação orgânica” vem sido utilizada cada vez mais constante no mundo empresarial. Entender seu significado e aplicá-lo pode contribuir e muito para o sucesso dos negócios e, por que não, na vida pessoal também.
Tudo bem, mas falando em trabalho, qual é a relação existente entre o mundo dos negócios e essa palavra que mais se adequa às aulas de anatomia? Páre e pense um pouco: para começar, resgate as aulas de biologia dos tempos de escola e talvez lembre de algumas particularidades que envolvem o funcionamento de nosso corpo e perceberá que muito tem haver com o funcionamento de uma empresa. Tome como exemplo as próprias membranas que separam alguns de nossos principais órgãos. Deve haver alguma razão que explique o fato de serem transparentes. Seria para melhorar a comunicação entre um e outro? Isso é apenas um detalhe, mas já sinaliza algo no que diz respeito à relação entre dois “setores”.
Orgânico é uma palavra que está mais do que na moda, reflete comportamentos. A organicidade das relações sociais e organizacionais é uma tendência que em muito se deve às inovações comunicacionais e de administração. Se algo é como um órgão do corpo humano, pressupõe-se duas características essenciais: circularidade e suscetibilidade à mudança.
Essa “dupla” é o ponto “X” da questão. Olhando pelo ponto de vista da circularidade, talvez identifiquemos um dos principais motivos do fracasso de muitas boas ideias ou estratégias inovadoras, geradas a partir de exaustivas reuniões de planejamento, evolvendo gestores consultores, etc.. O mundo atual já não pede, exige que todos os envolvidos em um determinado processo tenham mais do que somente o acesso a informação necessária para desenvolverem seu trabalho..exige fluidez…velocidade..instantanedade.
E quanto à nossa amiga chamada “mudança”. Bom, não sei se posso chama-las assim, pois de modo geral, pode ser amiga para alguns e “inimiga” para outros. Esse é um ponto que gostaria de explorar melhor no próximo post. Por hora, vá se questionado: o quanto suscetível à mudança você é?
Obrigado pela audiência!
Uma ótima semana e até a próxima terça.

Juliano Colares
Pensador Mercadológico
@juliano_colares
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