“Efeito Restart”

 

Outro dia, li uma matéria que trazia uma informação no mínimo interessante. Falava sobre a década de 60, fazendo comparações com nossos dias atuais. O que me chamou a atenção foi o fato de revelar que toda a informação gerada pelos meios de comunicação da época, em toda a década, caberia em apenas uma semana de 2011.

50 anos mais tarde, os avanços tecnológicos nos trouxeram uma quantidade absurda de meios e formas de gerar e transmitir informações. Você consegue imaginar hoje como seria sua vida sem a internet? Ou melhor, sem um mecanismo de busca na internet?

Pelo visto, o Google, Yahoo e tantos outros também não. Proporcionar acessibilidade acredito ter sido a palavra de ordem para essa turma. Já para outros, como Mark Zuckerberg , compartilhar foi a deixa.

O fato é que o objetivo central de toda essa evolução, que seria proporcionar uma vida melhor  para o homem, porque não mais “feliz”, agregando mais tempo e conforto, fica um tanto quanto comprometido. Investimos em tecnologia para ganhar tempo no trabalho e se dedicar à família e ao lazer, mas acabamos por sobrecarregarmos de mais trabalho. Bom, isso não é novidade para ninguém.

O que talvez você não tenha se dado conta, é que até a “felicidade” tornou-se um conceito científico. Se você parar um instante para analisar fatos isolados de seu cotidiano, perceberá que  parece que todo mundo quer “agradar” todo mundo. Quem não agrada, não vende. Dificilmente um vendedor de loja nos coloca a par de situações ou características  não tão convidativas de um produto por exemplo. Com isso, ficamos um tanto que “infantilizados”, pois no fundo, queremos que nos falem o que achamos legal e somos “mimados” para isso. Talvez essa seja uma das razões da frustração  que temos com muitas marcas, seus produtos e serviços.

A promessa de “ser feliz”, virou um produto como outro de distribuição larga em diferentes canais. Seja na loja de departamentos até mesmo a bancos. O pensamento público parece estar sendo transformado em auto-ajuda ou comprometimento com um mundo melhor.

Não vejo necessariamente um mal nisso e também não acho que seja “vantagem moral” ter uma postura diferente. Porém acho mais coerente e verdadeiro em muitos casos, ter uma postura questionadora. Me passa mais sensatez. Aprender a ouvir não e a conviver com situações adversas ao nosso querer deveria ser disciplica escolar, assim como os esportes , os quais acima de tudo nos ensinam a relação entre ganhar e perder. 

Cuidado para não entrar no “piloto automático”. Volta e meia, é bom que apertemos o botão “restart” e repensemos alguns conceitos e comportamentos.

 

 

Juliano Colares

Pensador Mercadológico

@juliano_colares

 

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“Efeito Restart”

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Somos suscetíveis à mudança, seja ela de hábitos, gostos, comportamento, de pensamento, enfim, a evolução faz parte de nossa  própria natureza e a transmissão de parte da informação que absorvemos, também.

 Compartilhar.  Esse verbo que já faz parte há tanto tempo da vida do homem, parece ganhar os holofotes como nunca. É a bola da vez. Seu entendimento está presente na essência de várias empresas de sucesso hoje, principalmente das que se originaram no ambiente de internet. Ambiente esse que dá uma dimensão totalmente diferente e ampliada ao sentido dessa palavra.

Os efeitos desse superdimensionamento nos afeta e influencia de inúmeras formas. O próprio “valor da informação” passa a ser revisto. Pagar por uma informação hoje, esteja ela em um jornal, revista ou outro meio, é algo como pagar pedágio para trafegar uma via a qual você  teria acesso livre através da internet. Só faz sentido se apresentar diferenciais notáveis e relevantes.

Podemos afirmar também que nossos heróis, nossos “ídolos” de hoje já não são como os ídolos de 15 anos atrás. Não digo isso em razão do amadurecimento natural, ou de que estão piores ou melhores do que anos atrás. Digo isso em razão de que nossa posição em relação a eles está diferente. Hoje vivemos em ambientes, mesmo que virtuais, onde as distâncias estão menores. Interagimos e estamos mais próximos daqueles que aprendemos admirar através da mídia. Ser um ídolo desejado e respeitado hoje, seja no esporte, arte, ou outra categoria, requer mais do que nunca, ser primeiramente uma pessoa desejada e admirada. Ainda assim, nós mesmos estamos em um momento de celebrar nossa individualidade e nosso conhecimento, compartilhando com nossos amigos e seguidores. “You are a ltd. Edition”. Geramos e divulgamos nosso próprio conteúdo.

O próprio consumo se coloca em questão. Formas sustentáveis e colaborativas são recebidas de forma muito positiva. Tomemos como exemplo o case da marca de calçados TOMS, a qual propõe que a cada par vendido, um outro é doado para alguém necessitado.

Compartilhar aspirações, momentos, experiências que realmente tenham sentido para nossa vida, faz com que sejamos mais próximos e contribui para  que pessoas e marcas fiquem eternamente ( e ter na mente ) em nossas lembranças, provocando hábitos e ideias de maior longevidade.

 

Juliano Colares

Pensador Mercadológico

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