Pergunta de final de semana: Você entrega a sua promessa pessoal?

Todos nós temos uma coisa, pelo menos uma, que fazemos muito bem. Geralmente é onde se encontra a intersecção da genialidade (veja mais no meu post “Como desenvolver a genialidade“) ou pelo menos onde se encontram as suas competências, com a sua energia (dedicação) e os seus hobbies (ou aquelas atividades que você faz com imenso prazer). Nestas intersecções, nós alcançamos o flow , aquele ponto onde o tempo pode parecer voar, sem que você note, mas também a sua performance atinge o pico, alcançando níveis incríveis de produtividade. Agora, vendo por outra perspectiva, todos nós temos uma missão a realizar, uma promessa pessoal, algo que desejamos muito nesta vida. Algo que há muitos anos nos empenhamos em alcançar. Anos de estudo em uma direção. Muitos empregos e anos dedicados a um ofício. Desejos e realizações diárias que afiam a nossa capacidade e nos tornam melhores. Somamos pontos em um ranking imaginário e disputamos o cinturão de campeão muitas vezes nesta vida. Uns fazem com mais convicção e consciência. Algo mais planejado. Outros fazem de forma mais livre, seguindo o flow e indo de dia em dia. Em uma manhã acordam com os holofotes em cima e se perguntam o que está acontecendo. E daí descobrem que estão no pódio, no lugar mais alto. Em ambos os casos, entregaram sua promessa pessoal e realizaram a sua missão.

Agora eu pergunto: você sabe qual a sua missão pessoal? Você sabe qual a sua promessa pessoal que você deve entregar diariamente?

 

Nunca é tarde para pensar sobre isso e definir. Mesmo que não seja por escrito mas que pelo menos seja vivida.

 

Bom carnaval a todos.

 

Gustavo Campos

Publisher do Pensador Mercadológico

 

INDICAÇÃO DE LEITURA COMPLEMENTAR

Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo

Pergunta de final de semana: Você entrega a sua promessa pessoal?

Todo negócio de sucesso requer certa dose de loucura

“Muitas coisas em nossas vidas são tão previsíveis quanto o próximo passo de um bêbado depois de uma noitada.” A provocação do doutor em física Leonard Mlodinow pode ser facilmente estendida para as empresas. No post Marketing para Visionários Sóbrios vimos alguns passos para estabelecer negócios, competindo por competências e posição de mercado. Existem regras práticas, métodos e ferramentas para você chegar lá. Desde começar, até atingir o pleno sucesso. A administração tem um quê de ciência, cheia de aspectos numéricos (enfatizados pelos entusiastas das finanças). Por outro lado, também apresenta características de arte, com tons autorais e lances de risco extremo, geralmente contra o senso comum. Se olhar qualquer plano de negócios ou livro de gestão estarão presentes diversas etapas a serem cumpridas. Caixinhas terão que ser preenchidas para que o resultado final seja definitivamente alcançado. Mas antes de colocar “na caixa”, que tal pensar “fora da caixa”?

O pensamento normal e de acordo com o (bom) senso comum leva a lugares aonde outros já chegaram. Para se destacar em algo é preciso quebrar esse princípio. E geralmente os manuais não contém todas as dicas para traçar um novo caminho. Entra a intuição e a capacidade de fazer loucuras que quebram modelos mentais, paradigmas e segmentos de mercado. É o que Seth Godin chama de vaca roxa e Marty Neumeier de zag. Até o velho Philip Kotler, que para alguns já passou do tempo, fala em romper com alguns elementos para firmar posição inicial no mercado sem ser pego pelo radar dos outros players. Bom deixar anotado que a mesma loucura que cria grandes negócios, destrói outros tantos. Você deve conhecer diversos exemplos, alguns nem tão distantes.

Geralmente um pensamento de rompimento (ou louco) cria um novo mercado, segmentando um já existente. Um breve exemplo. Até os anos 50 filmes no gênero de suspense e terror tinham limites. Quando Alfred Hitchcock elaborou a clássica cena do chuveiro de Psicose (trailer acima) com diversas tomadas em sequência, o impacto foi grande. Poucos filmes mostravam violência desta forma. Houve protestos e censura em partes do mundo. Cineastas das décadas seguintes foram levando o gênero para as bordas, arriscando mais no realismo gráfico das tomadas violentas. Scarface de Brian De Palma e Irreversível de Gaspar Noe. Mas conforme se chega na borda, a nova fronteira fica mais distante. Assim surgiram The Serbian Film (trailer abaixo), alvo de polêmica e suspensão no Brasil, e a sequência de A Centopéia Humana, um dos 11 filmes da história banidos do Reino Unido. O terror que antes era uma parte do cinema, passa a ter um outro pedaço (sem trocadilhos com a tal centopéia) que se separa formando um novo segmento, chamado por alguns de torture porn. A loucura leva a novos limites do negócio, encontrando outros que compartilham e curtem esses produtos formando um novo mercado. Inclusive Porto Alegre sedia um festival chamado FANTASPOA, dedicado a exibir uma parcela destas obras.

Há nichos de competição esperando por você, com combinações que para alguns podem parecer bizarras. O que dizer de um disco de Sertanejo Universitário Gospel? Se existe é porque grupos se identificam, gostam e gastam comprando. Os diretores Tom Six e Srdjan Spasojevic, acharam suas loucuras: fazer filmes proibidos, o que certamente renderá muito dinheiro e fama. Tornaram Hitchcock um filme de Sessão da Tarde. E qual é a fronteira que você deseja explorar? Ser o menor hotel? Ou o hotel mais ao leste? Ou o menor hotel mais ao leste? Pense fora da caixa, mas em certo momento coloque tudo dentro de uma nova, para conseguir repetir o processo. Seja arrojado e explore sua capacidade. Fazendo uma analogia, se você for um bom nadador, mas só nas primeiras braçadas em piscina olímpica, tente achar a sua piscina de 5 metros. E seja campeão nela!

Felipe Schmitt Fleischer

@fsf11

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Todo negócio de sucesso requer certa dose de loucura

Marketing para visionários sóbrios

Já se passaram mais de 50 anos do famoso artigo Miopia em Marketing de Thedore Levitt, publicado na Harvard Business Review. Nele eram apresentados cases e um conceito central, as empresas vencedores precisam estar centradas no benefício tirado pelo cliente e não no produto que fabricam. As estradas de ferro não entraram em decadência pela diminuição do transporte de cargas e pessoas. Muito pelo contrário, nunca tantas pessoas viajaram e mercadorias foram enviadas a destinos distantes. Apenas o meio mudou, seja rodoviário ou aéreo. Assim, as empresas que se concentraram no produto (product-oriented) perderam mercado (ou desapareceram). Já aquelas que olharam para o benefício (market-oriented), adaptaram-se e prosperaram. Simples, mas vamos olhar um pouco mais.

Diversas décadas depois, Henry Mintzberg em passagem de um de seus livros sobre estratégia, criticou o que chamou de miopia da Continue reading “Marketing para visionários sóbrios”

Marketing para visionários sóbrios

Se Steven Seagal for o cozinheiro do navio

O interessante canal History traz na série chamada Universo as mais recentes descobertas da física teórica. Para quem não é iniciado no tema, a física teórica busca através de sofisticados modelos matemáticos e conceitos prever de modo racional fenômenos físicos. Alguns desses fenômenos jamais foram observados, ou seja, existem apenas em teoria. Entre essas situações está a existência de universos paralelos convivendo simultaneamente. Nesse modelo os universos seriam como bolhas de sabão flutuando no espaço. Dentro da teoria, poderíamos em algum desses universos ainda assistir Elvis fazendo shows em Vegas, ou até mesmo você estaria descansando naquela piscina durante suas férias. Mas como chegar lá? Há também outra teoria: buracos de minhoca. Seria uma espécie de atalho pelo qual você viajaria no espaço e chegaria mais rapidamente a estes lugares. Incrível você pode estar pensando (outros pensaram em férias eternas).

Tudo isso é fisicamente (e matematicamente) possível. Em suma, racionalmente existe. Em um dos capítulos dessa série foram apresentadas 10 maneiras de aniquilar a Terra. Uma mais fantástica do que a outra. No nível mais bizarro, bastaria trazer poucos gramas de algo chamado matéria estranha e todas as coisas do planeta, prédios, carros, muros e pessoas tornar-se-iam estranhas, perdendo sua forma original, virando uma espécie de imenso mingau. Essa matéria estranha é formada de quarks (partículas subatômicas) e teve sua existência provada também. Falamos de eventos que geram incredulidade aos mais esclarecidos, mas fazem parte da vanguarda de uma ciência exata. O que poderíamos dizer da administração, cuja carga de exatidão é extremamente discutível? Há matemática, porém há pessoas. Há razão, no entanto muito sentimento.

Dos absurdos, espanta a quantidade de “métodos” e “certezas” apresentados na gestão, seja na busca por respostas importantes ou na necessidade de encaixotar modelos. Centenas de livros e publicações, palestras e eventos, consultorias e experts, todos tentando trazer as respostas certas para as perguntas certas. Mas será que elas existem? Assim definitivas? Desconfie de todos que afirmam ter encontrado algo absoluto. Você não é o centro do universo. Imagine que enquanto escuta uma música em alguma estação de rádio, centenas de outras emissoras continuam executando outras canções sem quem as ouça. Assim como questiona a poesia, o que o espelho exibe quando não estamos na frente dele? Até mesmo a lei das probabilidades joga a favor (e contra). No livro As aventuras de um roteirista de Hollywood, William Goldman cita o executivo de estúdios David Picker que disse: “se eu tivesse dito sim a todos os projetos que recusei e não a todos os que aceitei, a coisa teria funcionado mais ou menos da mesma maneira.”

A agradável imagem rica e complexa de um ambiente empresarial resumido a uma fórmula parece tentador, mas pouco provável (veja mais em Sucessos Êfemeros). Mais crível é quem proponha isso estar com uma quantidade considerável de matéria estranha em mãos para aniquilar sua empresa, destruindo marcas, pessoas, processos e relacionamentos. Como naquele navio que tem Steven Seagal como cozinheiro, você fique certo que pouca coisa estará inteira no final. Assim pode-se sentir quando algum gestor der sinais que sabe tudo e tem todas as respostas definitivas. Mas para arrefecer a preocupação, as palavras de Carlos Pena Filho podem ajudar:

“Lembra-te que afinal te resta a vida

Com tudo que é insolvente e transitório

E de que ainda tens uma saída

Entrar no acaso e amar o provisório”

Felipe Schmitt Fleischer

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Se Steven Seagal for o cozinheiro do navio

Posicionamento Sustentável e Branding

“Amigos, amigos, negócios à parte.” Jargão bastante utilizado e que conta com a concordância da maioria das pessoas. Agora troque a palavra Negócios por Marcas. Que acha? Transforma-se em verdadeira antítese do Branding. Vimos no post Branding e Posicionamento de Marcas Esportivas -parte 3 que uma gestão de marca deve ter entregas muito honestas. Afora isso torna-se um discurso vazio de conteúdo. Deve-se buscar o que chamamos de Posicionamento Sustentável, marca e negócio alinhados no mesmo sentido. Scott Galloway afirma que “a marca é o semblante de uma estratégia de negócio”. Nada mais verdadeiro. Quando as setas de marca e negócio apontam caminhos diversos o resultado é geralmente trágico. Unibanco e Toyota que o digam. O primeiro apontou a seta da marca (ser um anti-banco) e esperou que o negócio viesse junto. Não veio, o Itaú agradeceu. A segunda, para alcançar a obsessão em ser a montadora número 1 do mundo (seta do negócio), esqueceu seu principal ativo, a credibilidade da marca.

Em entrevista recente, a diretora de criação da Wolff Olins (atende a conta da Adidas) afirmou Continue reading “Posicionamento Sustentável e Branding”

Posicionamento Sustentável e Branding

A Invisível Linha entre o Sucesso e o Fracasso

Quantas vezes o gestor de produto foi acusado de falhar porque a coleção ficou distante daquelas dos concorrentes? Ou o marketing foi culpado por uma campanha que passou do ponto em ousadia e se voltou contra a marca? Ninguém erra de forma proposital. Os ambientes de decisão estão sempre permeados por boas intenções (inclusive dizem que o inferno está cheio delas). Mas algo deu errado e o resultado final, aquele que deveria levar a consagração do negócio e das pessoas, acaba por ir na direção contrária. E o clima interno passa a ser o da desconfiança ou da surpresa de como chegou-se naquele ponto. Como sucesso e fracasso, opostos, podem às vezes caminhar tão próximos assim?

Gosto muito de uma frase utilizada por algumas empresas, na qual o fracasso é identificado como uma grande nuvem que circunda o sucesso. Ou seja, com fronteiras próximas e, em alguns momentos, de posição indefinida. Quanto mais sua estratégia de negócio for orientada para a inovação e para liderança de produto, maiores os riscos de você cair no lado errado da fronteira. Por isso, empresas com essa orientação devem saber conviver e premiar o insucesso como parte do processo natural. Tal qual os pioneiros que desbravaram fronteiras jamais visitadas, essas empresas buscam os limites do seu segmento (e às vezes inventam novos). E como os desbravadores, cujo índice de mortalidade era alta (imagine, relevo totalmente desconhecido, animais, doenças e toda a espécie de infortúnios a espreitar), essas empresas experimentam algo inteiramente novo e pouco controlável. O lendário Soichiro Honda dizia que “O sucesso é construído de 99% de fracasso.”

Como discurso parece adequado esse convívio aceitável, no entanto a prática diária é muito mais árdua. Como aceitar resultados insatisfatórios? Como reagir a um movimento de mercado que não atingiu seu objetivo? Invariavelmente a ação fica em linha com os princípios da empresa cristã, descrito na seção de Humor Corporativo do blog. Encontre o culpado e coloque-o na cruz. Quando tal atitude é tomada, o recado é rapidamente entendido por todos os demais. Não ouse. Não arrisque. Caminhe dentro do limite do conhecido. Como resultado fique apenas na média. Mas pode ter certeza que será cobrado pelo máximo. E como me comporto nesse ambiente, aceito metas que sei de antemão que não cumprirei, evito comentários que exponham o que penso, entre outras atitudes defensivas. E o modelo de negócio que dependia da inovação tem como única certeza que não funcionará como deveria.

O indicador de insucessos deve ser tão festejado quanto dos sucessos. Como afirma Roger von Oech “A maioria das pessoas pensa no sucesso e no fracasso como opostos, mas eles são ambos produtos do mesmo processo.” Assim, se o nível de insucessos for alto, é sinal que estamos no caminho certo da inovação e da liderança tecnológica. Tempo para encorajar a equipe na incessante busca do objetivo que por analogia está muito próximo, talvez um passo a frente (ou atrás) de onde estamos. Aos que se sentem desconfortáveis nessa posição de constante risco, lembro que o mercado se divide entre os que fazem poeira e os que a comem. Escolha seu lugar e prepare-se para as consequências.

Felipe Schmitt Fleischer

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Turismo e Cigarras

Um carro fantástico, mas com um piloto medíocre. Uma empresa com enorme potencial de sucesso, no entanto com gente incompetente a sua frente. Histórias assim são comuns e temos capacidade de lembrar de diversos exemplos sem forçar demais nossa memória. E agora o que dizer de uma cidade com belezas diversas perfeitas para o turismo, porém com incapacidade de explorá-las de forma racional? Em outros posts do blog já tratamos de posicionamento de lugares. Uma forma interessante de comparar exemplos de sucesso para marcas, produtos e serviços. Neste caso, olhamos pelo outro lado, do fracasso em aproveitar recursos naturais de maneira inteligente. O estado é Santa Catarina, a cidade é Florianópolis e a vítima o turista.

 

Dos mais de 8 mil quilômetros de litoral brasileiro, a faixa que passa por Santa Catarina é uma das mais Continue reading “Turismo e Cigarras”

Turismo e Cigarras

O Mundo é Seu

“O mundo é seu” é um bom slogan para o perfil de liderança que emergiu através da conquista de poder sem limites e que pensa e age como se fosse um super-herói. Isso se olharmos por um viés amigável, pois poderíamos fazer uma outra analogia, com a máfia. A organização criminosa sempre foi um prato cheio para o cinema, consagrou alguns atores e diretores e promoveu diversos filmes que empilharam tanto dinheiro na bilheteria quanto os chefões em seus cofres. O modelo de negócio mafioso desperta tanto fascínio que na sequência foram lançados games retratando personagens e situações vividas pelos (anti) heróis. Isso sem falar nos diversos souvenirs e itens de colecionador inspirados nestes clássicos e vendidos de Camdem Town às grandes redes de varejo pelo mundo.

Os anos 70 foram marcados pelo Poderoso Chefão (The Godfather) de Coppola. Uma máfia com cara e fala mansa, mas que por trás fazia valer a lei da bala e do dinheiro. Já nos anos 80, o nível de agressividade era substancialmente maior, seja no crime ou no mercado. Era das aquisições hostis, de mercados derivativos e do capital que podia ser multiplicado em poucas horas, às vezes por métodos nem tanto louváveis. Money rules. Uma clássica passagem de Scarface, o filme que marcou essa geração, mostra de maneira resumida a regra desse jogo.

Três décadas depois muita coisa mudou? Parece que os anos 80 ainda fazem muita sombra sobre o mundo de hoje. Se olharmos a crise econômica, ainda não resolvida, tem muito a ver com os dogmas oitentistas. Desregulamentação, mercados abertos, ganância como algo saudável. Não diferente disso, os líderes das organizações são apenas um espelho no andar de cima desse mesmo comportamento. A maximização do resultado o mais rápido possível, os bônus agressivos, os cortes violentos de custos e pessoas. Aquele brilho nos olhos procurado pelas grandes empresas em jovens vindos das classes mais baixas, talvez seja muito parecido com o que Tony Montana exibia no início de carreira. Agressividade pode ser positiva em determinado nível, mas desmedida geralmente termina de maneira trágica, para as pessoas e para as empresas.

Felipe Schmitt Fleischer

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O Mundo é Seu

Descubra sua Vocação (e esqueça o resto)

Certa vez questionado sobre sua paixão por champagnes, Napoleão Bonaparte respondeu: “Nas derrotas precisamos, nas vitórias merecemos.” Assim essa bebida esteve sempre circundada de características mágicas, tornando-se referência de classe, prestígio e bom gosto. A França foi seu berço, desde as descobertas de Dom Pérignon que permitiram fazer a segunda fermentação dentro da garrafa (método champenoise), sem que houvesse grandes perdas. A partir da metade do século XX, a região da serra gaúcha começou a produzir espumantes, inicialmente sem grandes pretensões ou requintes de qualidade. A partir do investimento do grupo Möet Chandon nos anos 70 na aquisição de terras e na montagem de uma unidade brasileira, começava a ficar claro que havia uma vocação regional para a produção dessa bebida, devido a características de solo e clima que propiciavam uvas muito adequadas a este fim.

O produto e as marcas nacionais da indústria vinícola sempre foram vistas com Continue reading “Descubra sua Vocação (e esqueça o resto)”

Descubra sua Vocação (e esqueça o resto)

É importante saber que nem tudo sabemos!

Bom, eu já disse que os alunos de hoje não são mais os mesmos e que seguindo essa mesma lógica, os professores também não são. Também disse que não cabe mais ao professor ser o único transmissor de conhecimento. Então, qual seria o papel dele em sala de aula? O que esses profissionais devem fazer para ajudar a formar os novos profissionais que entrarão no mercado de trabalho?

Sábado, dia 13 de Novembro tive o privilégio de ser selecionada para participar do 1º. TEDxPOA, um evento que tinha como intuito espalhar ideias inovadoras de diferentes áreas para um grupo bastante eclético, porém capaz de disseminar aquilo que estivesse sendo exposto nas palestras.

Esse evento, já descrito um pouco pelo Gustavo Ermel em um de seus artigos, é diferente, pois é preciso ser selecionado para participar. Os organizadores precisam ver em ti (a partir de um questionário respondido no site) motivos que te caracterizam como alguém capaz de disseminar aquilo que for discutido no evento.

O tema do TEDxPoa era “Paixão que inspira” e não podia ter sido melhor escolhido, pois cada palestrante expôs da sua forma  aquilo que inspirou a sua vida, o seu trabalho a sua carreira. Só para ter uma ideia da diversidade dos palestrantes, havia uma designer, um médico, um arquiteto, um cientista, uma jornalista e até o Papai Noel, dentre muitos outros.

O primeiro palestrante, gosta de dizer que é um profissional que exerce multi-tarefas, dentre elas, a de professor. Em 15 minutos, Tiago Mattos, da Perestroika, falou sobre como deve ser a escola hoje em dia, e qual a função do professor. Em uma analogia de círculos, cores e contato, explicou a relação entre o que sabemos, o que não sabemos e o que sabemos que não sabemos. Sim, é um tanto confuso e, portanto, tomo a liberdade de usar a mesma analogia de Tiago, que segue nas figuras abaixo.

O círculo maior é o professor e representa aquilo que ele sabe. O círculo menor, por sua vez, representa o aluno e o que este sabe. Tudo o que está ao redor é aquilo que tanto um quanto o outro não sabe. A diferença está na área de contato entre o que o professor e o aluno sabem e ainda não sabem.

A cor ao redor do círculo representa aquilo que o professor sabe que ainda não sabe. Por saber mais, o contato  com o desconhecido é maior. O aluno por saber menos, tem um contato menor. É impossível não relacionar com os adolescentes que acham que sabem tudo não é mesmo?

Como o professor é quem sabe mais, porém também sabe que nem tudo sabe, o papel dele é mostrar para o aluno que no caso, pouco sabe e por isso pouco sabe que nem tudo sabe, que na verdade ele ainda não sabe tudo. Ou seja, o papel do professor e inspirar o aluno a querer saber mais e assim expandir o seu círculo. Além de torná-lo maior, tornará o conhecimento sobre o desconhecido também maior, e assim a vontade de sempre querer saber mais é contínua.

O aluno acima de tudo precisa estar motivado para ir além, para buscar aquilo que o inspira. E, no fundo, todos nós somos assim, mesmo aqueles que deixaram de ser aluno há muito tempo. No final das contas, somos todos aprendizes e, é importante lembrar sempre que não sabemos tudo, e que embora tenhamos hoje o nosso melhor amigo Google, não é ele quem nos dirá todas as respostas.

Aprendemos uns com os outros, lendo, discutindo, discordando. Aprendemos interagindo. Aprendemos quando buscamos as respostas para as nossas dúvidas e somos levados a caminhos antes desconhecidos e um tanto quanto inesperados.

Os TED Talks, que o TEDxPOA se inspirou são palestras maravilhosas e inspiradoras para descobrir a cada dia que nem tudo sabemos, mas que a cada dia queremos saber mais e nos tornarmos melhores naquilo que fazemos.

Quem quiser acessar a apresentação do Tiago Mattos, o link está logo abaixo. E quem se inspirou sobre o TED ou ficou curioso, fica a dica, confira no youtube diversas palestras que já aconteceram. A cada semana novas apresentações são divulgadas. Eu uso muito em minhas aulas, e me inspiro nelas para querer saber sempre mais e me tornar melhor na minha área de atuação e também conhecer um pouco mais daquilo que não domino.

E você, no que você se inspira? E quem você inspira?

Aline Jaeger

@aline_jaeger

Pensadora Mercadológica

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http://www.perestroika.com.br/2010/11/16/pdf-da-minha-palestra-no-tedxportoalegre/

É importante saber que nem tudo sabemos!