Se vacas voassem, choveria leite

O grande sonho de consumo de profissionais ambiciosos e de negócios revolucionários é ser assim reconhecidos. Como diferentes. Destacados na paisagem de uma série de iguais. Escapar das armadilhas do rebanho. Porque quando tudo é igual, tanto faz o que você escolhe. Não faz diferença alguma. Geralmente quem parte para a escolha, elege o mais barato. A morte das diferenças acaba com a chance de captura de valor.

A competição, a busca por um lugar ideal no mercado, acabando empurrando todos à frente. Essa corrida tem alguns drives que variam conforme o segmento. Mais, melhor, veloz, leve, versátil, etc. As marcas seguindo as lógicas destes direcionadores acabam correndo todas para o mesmo lugar. Chegam em posições parecidas, mas cedo ou mais tarde. E acabam todas muito parecidas de novo. Jogando o mesmo jogo, vão obter resultados parecidos.

Com as vacas todos no mesmo pasto de novo, não existem diferentes. Só acontece diferenciação quando você pára de somente olhar para o que seus concorrentes fazem. Quando você pára de copiar. A diferenciação é gerada na busca do desconhecido, do novo. Em entender o que falta no mercado, algo que talvez sequer tenha sido pensado pelo seu cliente. Quando você começar a pensar assim, o mais do mesmo vai começar a ficar mais distante.

Tal qual um jogo, a sua marca precisa improvisar e quebrar lógicas que parecem obrigatórias para cada movimento. Como o que aconteceu nas finais do campeonato de futebol americano, quando o adversário achar que você irá fazer algo normal, não faça. Nesse momento as vacas decolam e a chuva não é mais apenas água sem graça.

 

 

Felipe Schmitt-Fleischer

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Se vacas voassem, choveria leite

Sua felicidade atropelada por um Bugatti

Mobilidade social é um tema bem fascinante. Grande parte das pessoas quer subir degraus nesta vida. Até porque coisas interessantes geralmente acontecem nas alturas. Filmes terminam no alto de prédios ou montanhas. Moisés não recebeu os 10 Mandamentos na cozinha de casa, mas no alto de uma montanha. Mas quantificar o quanto é suficiente para ser feliz é uma escada na qual os degraus talvez não sejam apenas para subir.

A mobilidade é importante, entre outros motivos, pois se não existisse, as moças interesseiras teriam de mudar de ramo, porque não valeria mais a pena cavar um casamento para continuar na mesma classe social. Mas quanto é preciso ter para ser rico? Pesquisas mostraram que invariavelmente achamos que é no mínimo o dobro que temos. A PNC Advisors descobriu que os ricos para se sentirem seguros respondem que é necessária uma quantia duas vezes a que têm. Quem tem patrimônio de 1 milhão diz que precisaria de 2,4 milhões, quem tem 1,5 milhão respondeu 3 milhões. A subjetividade implícita aos padrões de comparação entre nós e os outros.

No entanto, segurança não significa felicidade. Uma outra pesquisa realizada mostrou que menos da metade dos ricos norte-americanos concordava que a riqueza tinham os deixado mais felizes. Um percentual em torno de 10% considerou que o efeito foi o contrário, mais problemas vieram com o extrato bancário com diversos dígitos. Escolhas em demasia para canalizar o dinheiro, o receio de perder tudo, uma competição comparativa mais furiosa e brigas familiares. Os ricos tradicionais não faziam questão que seus filhos trabalhassem tanto, poderiam, por exemplo, colecionar mapas antigos. Os novos ricos pensam o contrário. E novos problemas aparecem nessas relações.

A competição e a comparação direta com aqueles que estão na subida da escada é uma das fontes da infelicidade. O efeito riqueza no mundo dos milionários influencia inclusive as classes dos andares de baixo. Tentando imitar certos padrões, o consumo excessivo ganha espaço junto com o tamanho do endividamento. Itens prosaicos, como uma churrasqueira portátil de 1000 dólares, parecem frugais, pois existe uma que custa 5000 dólares. Robert H. Frank concluiu que as coisas que sentimos que precisamos e aquelas disponíveis para comprarmos dependem das coisas que os outros decidem comprar.

A subida tem limites e isso nos frustra, pois sempre olhamos mais para cima aonde outros já chegaram. O sujeito compra um apartamento de R$ 2 milhões e se sente um perdedor quando entra no elevador com o vizinho, pois seu andar é o quinto enquanto o outro aperta o botão da cobertura. Pior se sua vaga de garagem for ao lado da dele. O seu Volvo não é nada perto do Bugatti que ele comprou. Vitórias parciais terminam como derrotas definitivas. Temos dinheiro em troca do tempo, mas o saldo de felicidade fica estagnado. Hora de rever seus conceitos.

 

 

Felipe Schmitt-Fleischer

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Atirando bolas de futebol americano em latões de lixo

Como sabemos, a vida é uma competição com fim. Assim como, por exemplo, o ingresso em uma universidade pública. Vejamos uma turma da faculdade de administração. Vestibular de verão do distante 1993. Passados 20 anos da entrada no ensino superior, como se saíram os melhores colocados. Será que a vida premiou igualmente todos, assim como a classificação naquelas provas desgastantes?

A competição é exaustivamente incentivada em muitas empresas. Com sucesso ou nem tanto. A McKinsey, uma das 3 grandes consultorias de estratégia mundiais, aplicava esse princípio com bastante entusiasmo nas empresas em que prestava serviços. Dividia os funcionários em agrupamentos, conforme o desempenho. A fatia do alto da pirâmide recebia premiações agressivas, a de baixo a porta da rua. Um de seus mais rumorosos exemplos dessa metodologia foi uma empresa chamada Enron.

 

Voltando ao exemplo escolar. As correlações mostram um mundo diferente. Em uma escala de 0,1 (quase nenhuma correlação) a 0,7 (forte correlação), a relação entre QI e o sucesso profissional alcança meros 0,3 no máximo. Quando olhamos como pessoas se saíram na universidade avaliamos um esforço de cunho pessoal. A interação com os outros é geralmente punida, afinal em grande parte das avaliações isso se chama cola. No mundo real (e das empresas), o que mais as pessoas fazem é justamente o contrário. Interagir ao máximo com os colegas a fim de obter os resultados corporativos.

Essas distorções de avaliação acontecem a todo o momento. Aquele garoto que víamos destruir em embaixadinhas e controle de bola passou longe dos gramados profissionais. O jovem que tinha um enorme talento para representar estórias, nunca conseguiu atuar em uma peça de respeito. Em um histórico recrutamento de quarterbacks do futebol americano, uma das mais promissoras apostas era Tim Couch. Ele havia batido todos os recordes na Kentucky University. Nos treinos ele acertava lançamentos em 5 latões de lixo que ficavam do outro lado do campo. Fracassou totalmente no mundo profissional.

O sucesso em determinadas situações não indica que nas demais os resultados irão se repetir. Dependem do contexto e não apenas das habilidades pessoais, mas das interpessoais também. O primeiro colocado naquele vestibular de 1993 é diretor de um grande banco multinacional na sua operação para América Latina. O segundo atualmente está saindo de um longo tempo fora do mercado. O terceiro não frequentou a faculdade, pois desistiu antes de começar. E o quarto, se essa posição tiver alguma representação estatística, escreveu esse texto.

 

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Atirando bolas de futebol americano em latões de lixo

Você se parece com um pato?

Desde cedo todos os pais buscam encontrar talentos nos jovens filhos. Habilidades que podem decretar o sucesso (ou não) em determinada carreira profissional. Em menor intensidade, as crianças em suas brincadeiras identificam atividades que geram prazer e que, naquele momento, seriam escolhas legais para quando “ficarem grandes”. Meninas com bonecas lembram professoras. Meninos com caminhões vermelhos lembram bombeiros. O tempo avança e procuramos aprimorar nossas escolhas baseados em conjunto maior de informações do que meramente prazer e diversão. No âmbito dos esportes também fazemos assim. Já tentei handebol, vôlei, futebol, mais recentemente me dediquei à natação, corrida e tênis. Não fui um fracasso em nenhum. No entanto, jamais poderia avançar em outro nível de competição para qualquer deles.

 

Talvez eu seja um quase pato nos esportes. E sem chances de jogar na seleção brasileira ou no Milan. O pato como uma ave, é extremamente polivalente. Ele voa, mergulha, nada, anda e canta. Faz de tudo, porém tudo mal. Possivelmente tenha sido crítico demais neste ponto. Mas como Jim Collins cita em um de seus best-sellers, em determinado estágio de competição não basta você ser muito bom. Para estabelecer superioridade é necessário ser um entre os melhores. Não apenas se preparar muito bem, mas ter as conexões mentais certas para ser rápido e preciso. Uma parte disto, se você tiver, deve agradecer ao destino e a genética. E por enquanto, artificialmente não podemos criar ou desenvolver.

No mundo das empresas e das marcas, diversos exemplos mostram empresas-pato. Tentam fazer de tudo. Desenvolver, comprar, produzir, distribuir, comercializar. No produto ou serviço tentam agregar o máximo de características e supostos “diferenciais”. Enchem de estrelas o general: selos, recomendações e certificações. Tudo na tentativa de vencer (e vender) pelo composto mais completo. Melhor atendimento, melhor preço, melhor qualidade, entrega mais rápida, pós-venda mais ativo. Claro que é praticamente inviável um negócio sustentar de forma superior (acima da concorrência) todos os atributos simultaneamente. Diversos estrategistas, de Porter a Kim e Mauborgne ressaltam o papel das escolhas. Os trade-offs que todo especialista precisa saber.

Mas então por que grande parte dos gestores tem esta dificuldade? Uma parcela importante da explicação está em não conhecer suficientemente seu cliente. E partir do pressuposto (errado) que ele quer tudo ao máximo, quando na verdade o nível de valor é diferenciado para cada atributo. Outra parte significativa para essa (falta de ) estratégia é a maximização financeira. Para vender mais, preciso ampliar minha base de clientes. Para ampliar, devo agradar a todos Para agradar a todos, preciso expandir minha oferta. Expandindo a oferta, entro em territórios aonde não sou o melhor (ou um deles). Inclusive começo a navegar em águas desconhecidas. Invariavelmente o casco vai roçar em algumas pedras e o barco irá fazer água. É o caso típico da pizzaria que tenta colocar buffet de sushi para agradar uma maior parcela de pessoas.

A estratégia costumo enfatizar, parte, claro, de uma análise profunda de mercado, mas substancialmente de um conhecimento próprio. De forças e fraquezas, habilidades e competências. Entender no que somos bons e podemos alcançar e manter superioridade. E a partir daí construir uma proposta de valor baseada no cliente, aprofundando os diferenciais que queremos estabelecer como críticos no negócio. Cuidá-los, protegê-los e vitalizá-los ainda mais. Já que pato deve ser o concorrente que resolveu entrar justamente no seu negócio. Para perder.

 

Confira outros artigos sobre estratégia e escolhas:

Diferenciação com sentido

O melhor vai para o museu

O que é crítico para seu sucesso?

Quando todo dinheiro fica para a arquiteta

Descubra sua vocação (e esqueça o resto)

O caçador de valor

A coisa mais importante do mundo

O alto custo dos preços baixos

Marketing para visionários sóbrios

Todo negócio de sucesso requer certa dose de loucura

 

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Você se parece com um pato?

Cooperação x competição saudável x competição predatória

A competição e a colaboração sempre estiveram presentes na espécie humana. Se olharmos um pouco para a história da humanidade nos deparamos com a teoria de Darwin, a da seleção natural. Darwin identificou que a competição entre os seres vivos é um dos mecanismos fundamentais da evolução. Por outro lado, os antropólogos, neurologistas e até mesmo biólogos evolutivos ressaltam que a cooperatividade foi um dos fatores fundamentais para que a espécie se tornasse dominante no planeta. Este comportamento (o da cooperação) pode ser observado nos animais como no exemplo a seguir:

Em 2007, veterinários de um zoológico na China exibiram a “adoção” de dois filhotes de leopardos por uma cadela, que os amamentou como se fossem sua própria cria. A mãe dos felinos os abandonou, e, se não fosse a interação entre os animais, os pequenos leopardos correriam risco de morrer.

No próximo exemplo que retrata uma experiência com humanos, parece que as coisas são funcionam de forma tão simples. O vídeo abaixo mostra o Marshmallow Challenge. Este exercício, aplicado como workshop em muitas empresas pelo Tom Wujec, faz com que as pessoas tenham que colaborar de uma forma muito rápida, e por isso revela lições importantes sobre a natureza da cooperação.

http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf

Nas crianças também podemos observar facilmente o comportamento de cooperação como foi mostrado no vídeo. Foram elas que tiveram um dos melhores desempenhos no desafio. Com o passar dos anos, parece que precisamos “aprender” a competir para garantirmos a sobrevivência. Desde cedo aprendemos que o mundo é um campo de batalhas, e de fato é, pois o mais forte e o mais inteligente, sempre se sobressaem. Quando entramos na escola começamos a competir pelas notas, para entrar na faculdade precisamos competir no vestibular e a vida segue com várias competições. Em 2050 seremos em torno de 9 bilhões de pessoas, segundo os especialistas, todos ávidos por emprego, segurança, saúde, sentido de realização.

A competição em muitos casos é sadia, impulsiona, movimenta. É aquela que não nos afasta da família e dos amigos, que não é construída diante da desgraça alheia, que não sacrifica a nossa liberdade de expressão e de pensamento, que não expõe os nossos instintos mais primitivos.

Na medida em que o mundo evolui, a competição torna-se implacável, dura, chega a ser insana. Olhando para as organizações passei a questionar o modelo de “competição interna saudável” quando este não está voltado para a competição cooperadora (quando as equipes motivam-se para dar o melhor de si mesmas, com espírito competitivo, sem perder de vista os objetivos comuns a todos).

Empresas que estimulam a competição desenfreada entre funcionários são o ambiente ideal para o psicopata (um psicopata nem sempre vira assassino, ele vai atrás daquilo que lhe dá prazer, dinheiro, status ou poder). Eles são atraídos por grandes companhias e na maior parte dos casos, buscam empregos com ritmo acelerado, muitos estímulos e regras manipuláveis. Abaixo estão algumas das características presentes em um psicopata:

É superficial nas relações, não faz vínculos, preocupa-se apenas consigo mesmo;
Mente e usa as pessoas para conseguir algo;
É racional, não sente remorso ou culpa, não estão nem aí para o sofrimento alheio;
Não tem empatia, não consegue se colocar no lugar do outro;
Só se compromete com o que lhe traz benefícios;
É impulsivo e imprudente (corre riscos e toma decisões ousadas);
Não consegue estabelecer metas de longo prazo;

Essas características não vemos somente em personagens de filmes como o Hannibal. Muitos perfis como estes usam as organizações como palco. Atitudes assim passam desapercebidas em empresas que estimulam somente a competição e não trabalham a cooperação. Se a companhia está obcecada somente pelos resultados que o colaborador gera é possível que não preste atenção ao cumprimento da ética no trabalho.

Movida pela competitividade, a empresa americana de energia Enron, foi do estrelato ao fundo do poço por causa de fraudes cometidas por executivos do mais alto escalão. Todo o semestre um ranking interno nomeava os 5% melhores funcionários, os 30% excelentes, os 30% fortes, os 20% satisfatórios e os 15% que deviam melhorar. Se não melhorassem até a próxima avaliação eram demitidos. Até que descobriram que a competição impulsionava falcatruas para garantir uma boa posição interna. No final de 2001 fraudes que somavam US$ 13 bilhões engoliram a empresa. A Enron faliu.

Este é um case americano, mas no Brasil também temos cases assim. Organizações que ainda não chegaram a falência como a Enron, mas que adotam práticas muito parecidas. Que fecham os olhos para os valores, a ética e para a saúde mental dos seus colaboradores.

Se você é um executivo, líder, gerente ou até mesmo diretor, olhe para a organização que trabalha e analise se ela caminha em direção a competição cooperadora. Se ainda não está 100% no caminho, brigue, lute por isso. Se está muito longe, questione se é este o seu lugar.

Fonte: Revista Superinteressante – Maio 2011

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Bárbara Dresch

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Cooperação x competição saudável x competição predatória

Mercado Prostituído

Competição é a força motora do mundo. Por mais que a igreja tentava pôr uma ordem superior à sociedade, Darwin desconstruía com a Origem das Espécies. E no cerne da sua idéia, a competição como dinâmica para a evolução. O território empresarial é apenas outra arena dessa luta interminável, aonde os competidores disputam espaços, sobrevivência e superioridade. Repetem uma coreografia já encenada inúmeras vezes. Mesmo estando presente na nossa genética, a competição é em alguns momentos desculpa ou crítica de alguns gestores, geralmente aqueles que estão em desvantagem na disputa. “O mercado está prostituído” é sua frase favorita.

 

Em poucos segmentos existe monotonia ou espaço para calmaria. Nos demais, cada % de participação, cliente, contrato, negociação são Continue reading “Mercado Prostituído”

Mercado Prostituído