Você já pensou se fosse obrigado a conviver com todos os equipamentos eletrônicos que consumiu durante a sua vida? Provavelmente você não teria espaço suficiente para guardar tantos televisores, aparelhos de som, telefones e computadores. Afinal, são produtos que quando perdem a utilidade passam um período em nossos porões ou garagens e depois são descartados.
E à medida que o tempo passa aumenta a velocidade com que eles são substituídos, gerando um volume cada vez maior de lixo eletrônico. Isso ocorre principalmente devido ao apelo da novidade, à relação custo/benefício (frequentemente o valor do reparo de um equipamento avariado se aproxima ao da aquisição de um novo) e à evolução tecnológica que torna nossos produtos obsoletos.
Novas utilidades para velhos equipamentos.
Mas pode existir vida após o descarte destes aparelhos? Esta é a proposta da Metareciclagem, que busca dar um fim social às tecnologias que você descarta, visualizando a utilidade que as pessoas poderão dar a estes equipamentos.

A Metareciclagem é uma rede descentralizada e aberta que atua há quase dez anos no desenvolvimento de ações de apropriação tecnológica. Ela começou com um projeto de coleta e remanufatura de computadores usados que posteriormente eram repassados para projetos sociais.
Atualmente, além de computadores, trabalha com peças de artigos eletrônicos que são utilizados para montar laboratórios de informática, onde são instalados softwares livres com o objetivo de ensinar as comunidades a aproveitar melhor a tecnologia para a transformação social.
Uma questão que também é cultural.
Ela também lida com o conceito de que a evolução tecnológica e a especialização nos alienaram a tal ponto que não temos condições de explorar nenhuma potencialidade dos produtos que consumimos além daquela para a qual eles foram primariamente projetados.
Um exemplo do potencial de reutilização de equipamentos obsoletos é o de computadores que não rodam os programas mais atuais, mas que são plenamente compatíveis com o processo de automatização dos controles de uma casa.
Trata-se de uma iniciativa interessante sob diversos aspectos: ecológico, econômico e de inclusão digital e social. A readequação e o reaproveitamento já foram conceitos muito usados no passado, mas que acabaram soterrados pela cultura do descartável (confira no post: “A sociedade do desperdício absoluto” – http://www.pensadormercadologico.com.br/blog_arquivos/4096).
É claro que a readequação de produtos eletrônicos exige conhecimento técnico, mas o segredo é mobilizar habilidades complementares, reunindo as pessoas que detém este conhecimento com as que têm a capacidade organizacional para tornar a operação viável.
Afinal atitudes como esta podem dar um fim mais digno aos nossos equipamentos obsoletos do que se tornarem mais uma fonte de resíduos tóxicos em algum lixão a céu aberto.
Matéria do Globo Repórter sobre Metareciclagem
Para conhecer um pouco mais sobre a Metareciclagem, acesse o site http://www.metareciclagem.org
Leandro Morais Corrêa
Jornalista/Pós-Graduado em Marketing
leandromoraiscorrea.wordpress.com
Diretor da Business Press Inteligência em Comunicação e Marketing
http://www.businesspress.com.br
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