Você é fiel a si mesmo?

Quantas vezes você prometeu para você mesmo que iria fazer algo e não fez? Quantas vezes você mudou algo no seu jeito de ser ao ver alguém e se inspirar, conhecido ou não, realizando algo exemplar, e depois de alguns dias de mudança desistiu e voltou aos velhos hábitos? Quantas vezes você disse que iria enviar aquele e-mail até o final do dia e deixou para a manhã seguinte, achando que ninguém iria dar conta? Este “boicote” psicológico pode virar algo muito nocivo para a sua imagem pessoal.

Eu mesmo já tive, em mais de 16 anos de empresa, alguns funcionários ou clientes e fornecedores que tinham este vício de comportamento. O notável é que a pessoa que comete estes deslizes não percebe isso como algo a ser corrigido, algo que o prejudica. Perguntava ao meu funcionário: Você acabou a pauta? Sim (e na verdade não tinha acabado). Você me envia até as 18 horas? Sim (e ia embora depois de fechar o expediente sem enviar). Você fez aquela ligação? Sim (e no dia seguinte o cliente me ligava reclamando que ninguém havia ligado para ele).

Eu creio que este comportamento e maneira de pensar é uma das mais prejudiciais características de um profissional. Trabalhando em equipe faz com que todos não desejem mais trabalhar com o indivíduo com este comportamento. E isso corrói a cultura de uma empresa se não for corrigido. A palavra profissional é a base da confiança e de quase todos os demais valores que podem sustentar uma cultura corporativa. Da mesma forma que você pode desenvolver uma cultura de confiança, onde a palavra dita seja algo digno de se honrar até o máximo do limite, a falta desse reforço pode fazer com que se desenvolva um hábito não desejável.

O autor do livro “O Poder do Hábito“, Charles Duhigg, fala neste rápido vídeo como se forma (ou se constrói) um hábito. Veja:

Avalie, em função do dito acima, para que lado pende a cultura da sua equipe (marca ou empresa) nesta régua de confiança? Não está satisfeito com o resultado, o que pode ser feito para melhorar?

Bons negócios, saúde e prosperidade

 

 

Gustavo Campos

Publisher do Pensador Mercadológico

 

Fonte da imagem:  http://www.freeimages.com/browse.phtml?f=download&id=1182878 

 

 

Você é fiel a si mesmo?

Não posso mais me esconder…

Em meio a algumas leituras de textos publicados em sites de comunicação, percebi alguns fatos inegáveis que atualmente ainda acontecem, mas que já estão perdendo força. Se analisarmos friamente, a propaganda sempre tentou (e muitas vezes conseguiu) mascarar os defeitos ou conseqüências ruins do produto ou serviço oferecido. Tentando vender a qualquer custo e induzindo o consumidor a ter certeza de que está fazendo um bom negócio.

E por muito tempo isto funcionou e muito bem, porém com o advento da internet e em seguida o boom das redes sociais, esta máscara começou a cair. Desde sempre confiamos muito mais na opinião de um amigo ou pessoa próxima, do que em um simples comercial onde apresenta-se apenas as excelentes vantagens de se ter este produto ou de usufruir daquele serviço. Com a facilidade de aproximação que as redes sociais proporcionam, ficou muito mais fácil obter as informações que você precisa com um amigo seu sobre realizar ou não a compra de um produto. Sites como o Reclame Aqui, trazem informações de diversos consumidores sobre os possíveis defeitos dos produtos ou serviços. Neste momento um desconhecido torna-se facilitador para sua decisão de compra. E então a principal fonte sobre o produto torna-se outra, e comerciais de TV, rádio, outdoors e quantos meios de comunicação mais forem usados, acabam se tornando secundários e menos confiáveis.

O ponto chave dessa questão toda é que cada vez há menos espaço para enganação em nossa mídia. As marcas devem trabalhar com total transparência. Além disto, devem entender e interpretar que estes comentários que estão na internet, sejam eles positivos ou negativos, podem trabalhar a seu favor, servindo de alerta para que aprimoramentos em cima de seus produtos e serviços sejam feitos.

Por muito tempo foi suficiente preencher espaços de mídia com mensagens impactantes ou persuasivas, mas hoje em dia isto está longe de ser o suficiente. As marcas precisam oferecer mais, e de forma transparente e clara para seus consumidores, pois os mesmos precisam ter a segurança que a marca está do seu lado e não contra.

A Coca-Cola (sempre ela), por exemplo, assumiu que é uma bebida calórica, mas se posicionou de uma forma divertida e motivadora incentivando as pessoas a praticarem atividades físicas a fim de queimar as 123 calorias que contém na sua garrafa de refrigerante. Confira o vídeo abaixo:

As empresas através de suas marcas, e atuando de maneira transparente vão conquistar a confiança e a fidelidade dos consumidores, transformando-os em seus embaixadores.

 

Até a próxima

 

Carlos Eduardo Dieter

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Não posso mais me esconder…

Eu não sou falso!

Antes de evoluirmos no texto, saliento que este é mais um post meu que levanta o tema confiança e a sua relação com negócios e vendas. Vou explicar o motivo mas antes eu tenho que confessar uma coisa a todos. Eu assisto o BBB! Pronto, falei! Mas o que isso tem de relação com o tema confiança? Tem muito, e vamos ver o que, por uma ótica simples. Não é mistério para nós que vivemos em grupo, em comunidade, em sociedade. Esta sociedade define regras, leis e maneiras de se comportar ditas verdades. O que não estiver dentro destes padrões é falso. Nada mais surpreendente e repetitivo (sim, repetitivo pois aconteceu em todas as edições do BBB e em todas as eras históricas de nossa sociedade) que isso também ocorra dentro de um confinamento “forçado”, por 3 meses, com pessoas diferentes. Observar isso é como ver o surgimento de uma nova sociedade, pois cada um carrega esta nova cultura com um pouco de sua bagagem e depois de 30 dias (geralmente este é o tempo real no BBB), as amizades, mesmo que superficiais, se reforçam em laços de ajuda e sobrevivência. Como em uma prisão, você escolheu o seu lado. Quem não escolhe lado, não faz o que todos do seu grupo fazem, não age de acordo com esta cultura de uma emergente “gangue”, é acusado do maior dos crimes que pode alguém, nestas condições, ser julgado: a falsidade. “Você é falso” é um tiro na nuca quando disparado publicamente em um jogo de massa como o BBB. Também o é em uma vida caótica mas social como a nossa. Nos últimos anos, a mídia social veio para ser o amplificador desta idéia e o consumidor ganhou força, pois pode dizer para todos e quando quiser que uma empresa é falsa, ou seja, não entrega o combinado.

Agora pense em sua vida como um jogo. Sim, TODA a sua vida como um único jogo. Com início, meio e fim. Com erros e acertos. Este jogo pode ser muito semelhante ao BBB. Um dia você foi apresentado a algumas pessoas, estudou com outras que te apresentaram a outras. E por ai vai. Hoje você pode ter poucos ou algumas dezenas de pessoas amigas e talvez centenas de conhecidos (aqueles que sempre que você encontra você o cumprimenta e sabe apenas que ele trabalha na empresa XYZ). Alguns poucos, talvez, você confie cegamente. Alguns outros tantos talvez você não dê as costas, pois não confia nem por um minuto. E tem aqueles que ainda você não classificou, pois você não se relacionou com eles o suficiente para saber o lado que eles estão. O lado das suas idéias, de aderência cultural e de valores ou o lado dos outros, não importa que idéias e valores defendam. Então no primeiro grupo você coloca as pessoas em quem confia e no segundo (e até num terceiro grupo) as demais, que envolve as neutras e aquelas em quem você já sabe que não dá para confiar. Pelas mesmas razões, em um jogo como BBB, popular e de televisão aberta, as pessoas se agrupam. E ao se agrupar, fazem coisas que julgam corretas para se defender e sobreviver as regras de mercado impostas. Nossa vida também é assim. Você se agrupa. Em sua empresa você não se dá bem com todos. Você não conta sua vida íntima no restaurante em um microfone. Você conta para aqueles poucos selecionados que você confia. Que estão do seu lado. Aprenda a jogar com estas regras e evite os paredões da vida.

Pense um pouco em algumas situações comuns da nossa vida como empresário, empreendedor ou profissional de empresa (pelo lado pessoal existem inúmeras outras situações possíveis de se imaginar):

– Quando você vai a uma entrevista de emprego você se preocupa muito com a aparência que quer causar ao primeiro instante. Geralmente toma banho e coloca um dos seus melhores trajes. Você quer causar confiança!

– Quando você ouve alguém falar em público, um palestrante, você lê o currículo dele, estuda um pouco sobre o cara, pergunta para quem já o conhece, presta atenção a sinais de como se veste e como se comporta, e somente depois de um extenso check list, inconsciente muitas vezes, você se permite realmente a ouvir o que ele tem a dizer. Você quer ouvir idéias de quem você confia.

– Quando você precisa de um dinheiro para o seu fluxo de caixa, está em um aperto financeiro, mesmo que passageiro, você vai ao banco. Você negocia e apresenta os melhores argumentos. Você quer passar confiança, condições de pagamento do empréstimo, para alguém que você sabe que é treinado para desconfiar das pessoas e testar a sua confiança. Você quer transmitir confiança em sua melhora financeira.

– Enfim, pense na venda de um projeto, na demonstração de produtos, no seu discurso em um evento, no momento em que você é apresentado a um potencial cliente, entre outras tantas situações profissionais. Em todas, você quer transmitir confiança. Você quer parecer confiável e quer que as pessoas confiem em você. E certamente o pior insulto profissional que você poderá receber é: “você é falso!”.

Pense agora nas pessoas que você confia? Que características elas possuem? Como agem? Como construíram esta confiança com você? De todas as competências profissionais, seja de um dono de empresa ou de um vendedor, a confiança é aquela que precisa de tempo para ser adquirida. Em uma mesma profissão e cargo, talvez você precise de alguns anos para que todos confiem em você. Por isso muitos fracassam ao vender um produto ou atuar como vendedores profissionais (lembro que todos nós vendemos algo diariamente). Não investem o tempo e os recursos suficientes na relação para que a confiança seja estabelecida. Você não compra a confiança, você a conquista.

Pense nisso e veja como melhorar a confiança que você quer que os outros tenham em você.

 

PS.: Hoje é noite de paredão no BBB. E amanhã, acabou o carnaval. É dia de paredão em sua vida. Construa a sua confiança e frequentemente avalie os seus pensamentos, para saber se você vai voltar ou sair da “casa”, em um destes paredões que estão no seu caminho.

 

Outro Post sugerido, de minha autoria:

– Você tem uma chance de me conquistar!

 

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Gustavo Campos

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Gustavo Campos, administrador por formação, empreendedor por natureza. Muito estudioso, leitor voraz, odeia falar ao telefone. Gosta de tecnologia, apesar de se incomodar em pagar mais caro por ser um dos primeiros a comprar algo. Geek por estilo de vida, sempre está conectado, não sabendo o que seria de sua vida sem notebook, smartphones, tablets, Moleskine e uma boa conexão Wi-Fi com a Internet. Ambicioso, não alcançou ainda nem o início do que quer desta vida. Professor apaixonado pela vida e por sua família, dono do Max e da Pink, o casal de Yorkshires mais famosos da cidade.

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Principais fontes consultadas para este artigo:

– Minhas experiências pessoais e profissionais

– Um olhar atento de consultor e analista de mercado

 

Eu não sou falso!

Técnicos de futebol bem vestidos são mais competentes?

Recente publicação do International Journal Sport of Psychology, periódico dedicado a levantar questões interessantes tal como os goleiros podem antecipar movimentos em cobranças de pênaltis, apresentou um artigo do Dr. Richard Thelwell (Universidade de Portsmouth). Nele foi estudada a influência do traje do técnico sobre seus comandados. A conclusão foi que quanto mais elegantemente vestido o técnico estiver, maior o efeito direto na percepção de habilidade e na capacidade estratégica do mesmo, incrementando seu poder de motivação e liderança.

Quem acompanha esportes já deve ter observado inúmeros técnicos competentes (e vitoriosos) vestindo calças de tactel, assim como verdadeiros enganadores usando paletós bem cortados e gravatas italianas. Esse não é ponto. Falamos de percepção e confiança. E elas pesam muito, tanto em futebol quanto no momento de decidir entre produtos, serviços e lojas. Como vimos no post Branding e Posicionamento de Marcas Esportivas – parte 1, a construção da imagem depende de diversas alavancas importantes.

No entanto, algumas marcas fazem um grande esforço para destruir qualquer percepção de confiança:

 

  1. Grande varejista brasileiro apresenta como Continue reading “Técnicos de futebol bem vestidos são mais competentes?”
Técnicos de futebol bem vestidos são mais competentes?

Palavra de minhoca ou o velho fio do bigode?

Dica de Gestão 119 de 300: Palavra de minhoca ou o velho fio do bigode?

No interior dos pampas gaúchos, quase no fim da terra, eu nasci. Neste local, costumava-se falar da confiança como “fio do bigode”, ou seja, o gaúcho já viveu muito, tá com bigode na cara para comprovar seu tempo de vida e não vai colocar seu nome a perder. Se ele disse que irá fazer, ele fará, na hora, dia e nas condições que lhe disse que entregaria. Este é o famoso fio do bigode, que vale mais do que qualquer outra coisa. A palavra garantida com um fio de bigode vale a honra do sujeito, é uma palavra de cavalheiro.

Por outro lado, tem outros sujeitos, uns diriam que são os “castelhanos”, antigos rivais da terra e da fronteira, que não dava para confiar.

Eram de uma espécie traiçoeira de animal, que se tu virasse as costas ele te apunhalava. Isso conta a lenda, que tu tinha que até desconfiar se o bigode não era postiço, destes feitos com cabelo e colado no beiço. Destes sujeitos, independente de onde eles tenham nascido, não se espera que sua palavra tenha valor. Honra e cavalheirismo são coisas que não constam no dialeto deste tipo de gente. Aqui, já guri de capital, não perdi umas manias gaúchas, mas apelido essa falta de fé no que muitos dizem, de “palavra de minhoca”. Animal mais estranho este, vive escondido, liso e tu não sabe onde é a frente ou o traseiro. Quem fala contigo, diz que faz e só conversa, diz que ligará e nunca liga, diz que vai te visitar e nunca vem, diz que pode contar, mas não entrega, para mim, tem palavra de minhoca. Não honra o nome, a empresa, a família e tudo o que se associa com o sujeito.

Aprendi desde cedo que palavra é palavra. Se não vai conseguir cumprir o que prometeu, que pelo menos avise com bastante antecedência, se explique, e acerte uma nova data para cumprir com o acordo. Tem empresa hoje que não honra sua palavra e nem mesmo o que assina (o que é bem pior). Não adianta contrato, cartório ou coisa do tipo, o cara não cumpre e some. Depois vem com uma conversinha mole, com mil justificativas, para explicar o que aconteceu. Eu não me relaciono com minhoca. Se encontro uma dou um jeito de “matar”. Como não sei onde é a cabeça dou um talho no meio e largo o bicho no sol, na pedra quente, pra ficar se contorcendo. Confiança, uma das palavras mais importantes para uma empresa e as pessoas que nela trabalham desenvolverem. Cuidem bem com as promessas (principalmente as equipes de vendas), pois muita coisa está em jogo. Se você costuma ser minhoca no trabalho e a sua empresa é gaudéria do fio do bigode, faz um favor e vai embora. Pede pra sair, pois tu estás estragando algo que muito se suou para conseguir, que é a confiança dos demais, a confiança na marca desta empresa.

Confiança não se compra. Confiança se constroi muito lentamente, é sensível, e um assoprão fundamentado, um dia pode derrubar tudo. Em pouco tempo você pode perder tudo o que construiu. Muitos dos casos graves de acusações para algumas empresas e seus dirigentes-minhoca, que acompanhamos na mídia, são tão fatais que o melhor é fechar as portas e começar de novo, uma marca nova. Há muito tempo atrás, os casos das auditorias corruptas, onde os que chancelam a confiança, auditam os documentos, quase que os Mister-Confiança, não cumprem mais com o juramento da profissão e se embriagam na ambição do enriquecimento rápido e fácil.

O mundo está volátil. A discussão de valores está fraca. Pedestre hoje não é mais gente e tem que se cuidar. Cidadão hoje que paga impostos não tem direito a nada. Quase tudo num joguinho de falsa moral e do faz de conta. Como empresário e cidadão pago o que devo, em dia. E honro o bigode que tenho. Creio que isso seja a base de uma proposta de posicionamento: manter o fio do bigode e repudiar os palavra de minhoca. Ser alguém de valor, para construir uma marca de valor. Ter uma empresa de valor, que empregue pessoas que tenham valores. Como naquela velha canção gaudéria, “O Guri”, quero que digam quando eu passe “saiu igualzito ao pai”, e que eu, durante toda a minha vida, honre o sobrenome que ganhei de minha família.

Pessoal, isso é um manifesto gaudério para o reestabelecimento da honra e do cavalheirismo nos negócios. Vamos brigar de faca, mas com honra e moral. E vamos sustentar a palavra dita, que é a base da confiança, que é a espinha do posicionamento sustentável de uma marca.

Espero que tenha sido uma leitura útil e agradável .

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Palavra de minhoca ou o velho fio do bigode?

Dica de gestão 67 de 300

– UMA CHAVE PODE SER O ELO DE UMA RELAÇÃO DE CONFIANÇA? –

Começo este post, colocando duas frases para embasar o meu pensamento.

1. Quem perdeu a confiança não tem mais que perder (Publio Siro).

2. A confiança que temos em nós mesmos, reflecte-se em grande parte, na confiança que temos nos outros (François La Rochefoucauld).

Construindo o raciocínio, segue o conceito de confiança, retirado do Wikipedia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Confiança):

Confiança é o ato de deixar de analisar se um fato é ou não verdadeiro, entregando essa análise à fonte de onde provém a informação e simplesmente considerando-a. Se refere a dar crédito, considerar que uma expectativa sobre algo ou alguém será concretizada no futuro. Aceitar a priori a decisão de outra pessoa. Confiar em outro é muitas vezes considerado ato de amizade ou amor entre os humanos, que costumam dar provas dessa confiança. Sem essas provas, o indivíduo tende a basear-se apenas na informação dada (ou a falta dela) acabando por seguir provavelmente uma linha de pensamento longe da verdade. Confiança é o resultado do conhecimento sobre alguém. Quanto mais informações sobre quem necessitamos confiar, melhor formamos um conceito positivo da pessoa.

Agora conto um fato que aconteceu comigo, na adolescência, onde com mais ou menos 12 anos, eu ganhei a chave de casa, um símbolo de confiança. Quando aprontava alguma, como castigo, meus pais me retiravam as chaves de casa. Simples assim. Eu entendia, se perdia a chave, era que perdia a confiança de meus pais na minha “maturidade”.

E por fim, e onde eu queria chegar neste post, vou contar um pequeno relato de uma cena empresarial que eu presenciei esta semana. Para preservar a situação,  os nomes e empresas foram inventadas a partir daqui.

Pedro e Paulo prestam serviços, há mais de 10 anos, para a empresa XYZ. Em um almoço, esta semana, eu, Pedro, Paulo e o chefe dos dois, estávamos almoçando e foi comunicado a eles que os sócios da empresa decidiram que eles deveriam devolver as chaves do escritório e a partir daquele momento não teriam mais mesa fixa, determinada, e quando estivessem na empresa poderiam escolher uma das mesas rotativas. No almoço, este foi o assunto principal. Na hora, isto me lembrou meus pais retirando as minhas chaves de mim e dizendo: “Você não merece a nossa confiança, passe as chaves para cá”.

Fiquei pensando, onde foi que esta relação ruiu? Não é melhor dizer que não devem mais trabalhar para a empresa, romper o contrato, ser mais direto e finalizar a relação, o elo de confiança. O que este empresário espera de Pedro e Paulo a partir deste ponto?

Enfim, achei estranho o evento presenciado e considero inadequado para um gestor tomar uma providência desta. Se você possuir funcionários, parceiros, terceirizados, etc, que se empenham pela sua empresa, cuide destes pequenos sinais, pois podem significar muito em uma relação de confiança. Sejam diretos, não enrolem.

Para finalizar, lanço abaixo uma poesia de Mario Quintana, chamada “Borboletas”. Empresários e gestores, não cuidem das borboletas (seus funcionários), cuidem do seu jardim (sua empresa), pois desta forma, as borboletas sempre voltarão. No caso de Pedro e Paulo, acho que o jardim não estava bem cuidado e os gestores estavam com o foco nas borboletas.
BORBOLETA

Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande.
As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.
Temos que nos bastar… nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.
As pessoas não se precisam, elas se completam… não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.
Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você.
O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.

No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!

Até a próxima dica

Gustavo Campos

Pensador Mercadológico

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Dica de gestão 67 de 300