Somos seres emocionais. Costumamos colocar sentimentos associados as coisas que nos rodeiam. E no consumo isso é muito aparente. Tem uma experiência que gosto de fazer com algumas turmas de pós-graduação que leciono (esta é daquelas “não tente fazer em casa“, pois parece inofensivo mas não é). Durante 30 dias, toda a família que reside na mesma casa não pode comprar nenhum produto no supermercado das marcas que já comprava. Sabão em pó, shampoo, sabonete, desodorante, massa, molhos, refrigerantes, cerveja, iogurte, margarina, demais produtos de limpeza, higiene e alimentação, enfim, TUDO, 100%, com marcas diferentes. Podem ser mais caras ou mais econômicas, mas tem que ser diferente do que habitualmente consumíamos. O resultado você sentirá na pele, mas em alguns casos a tarefa dos 30 dias se torna impossível (uns 20% chegam ao final da tarefa de qualquer turma). Nosso sistema social e psicológico faz com que reconheçamos padrões de escolha para tomar decisão. Em um supermercado médio, com 40 mil itens a sua disposição, seria impossível comprar em 1 hora um rancho para 15 dias. As marcas resolvem muito deste problema. Como seres emocionais, amamos algumas marcas e temos a tendência de ter um relacionamento com elas por longa data. A identificação das marcas que preferimos na gôndola nos abrevia a escolha e nos faz sentir que tomamos a decisão certa.
Talvez algumas destas marcas até já lhe deixaram na mão, não cumpriram com a promessa em algum momento, mas você voltou a comprar e hoje nem lembra mais da situação que gerou este desconforto. E tem alguns segmentos, que se aproveitam muito bem deste alto custo de troca. Vejam os casos de relacionamentos bancários e telefonia celular. São dois segmentos que certamente você deve ter alguma incomodação todo o mês (ou muitas vezes ao ano). Mas só de pensar em toda a papelada, burocracia, etc, para trocar para outro banco ou operadora você aguenta e fica com a sua insatisfação retida. Até o dia que transborda o copo de tal maneira que você não aguenta mais e explode. Daí troca. Nos apegamos demais as coisas que nos cercam. Acostumamos, muitas vezes, com o serviço ruim e ficamos quietos com nossa insatisfação. No máximo colocamos um comentário no Facebook e muitas vezes com medo que a empresa nos processe. Somos passivos e deveríamos ser ativos em defesa de nossos direitos e da entrega das promessas que nos são feitas.
Neste final de ano dei um basta a uma relação muito antiga que eu tinha com uma operadora de telefonia, a TIM. Ela me serviu bem no passado, mas atualmente deixava muito a desejar nas minhas demandas. Então troquei. Senti um alívio, como se tirasse um carga dos ombros. Coisa simples e fácil nos dias de hoje, até o número eu levei para outra operadora. Sem problemas e muito simples. Mas demorei para tomar esta decisão. Sou um ser emocional também e muitas vezes muito passivo com o que é ruim. Como estamos no final do ano, decidi não ser mais assim. E vou fazer disso um laboratório de consumo para 2013. Vamos ver se sobra alguma coisa daqui 12 meses no meu portfólio de marcas amadas.
Meu convite é que você diminua o seu limite de tolerância com o serviço ruim. Talvez, se cada um fizer uma pequena parte, teremos no país melhores serviços bancários, telefonia, corretores de imóveis e demais profissionais e produtos.
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Gustavo Campos
Publisher do Pensador Mercadológico
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Gustavo Campos, administrador por formação, empreendedor por natureza. Muito estudioso, leitor voraz, odeia falar ao telefone. Gosta de tecnologia, apesar de se incomodar em pagar mais caro por ser um dos primeiros a comprar algo. Geek por estilo de vida, sempre está conectado, não sabendo o que seria de sua vida sem notebook, smartphones, tablets, Moleskine e uma boa conexão Wi-Fi com a Internet. Ambicioso, não alcançou ainda nem o início do que quer desta vida. Professor apaixonado pela vida e por sua família, dono do Max e da Pink, o casal de Yorkshires mais famosos da cidade.
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Principais fontes consultadas para este artigo:
– Minhas experiências pessoais e profissionais
– Um olhar atento de consultor e analista de mercado
– Imagem: http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=download&id=1162503

