Acredito que um dos maiores ativos de qualquer pessoa, independente de profissão, em uma sociedade, seja a palavra dada. No âmbito profissional isso é mais sério ainda. Na área de vendas então é crucial. Construiremos ou não uma boa reputação em nossa carreira sobre as nossas palavras proferidas. Dizer que algo será feito e entregue é no mínimo algo que deva acontecer. Nada mais nefasto para acabar com a credibilidade de uma pessoa do que ela dizer que pode contar com ela e depois não entregar a promessa. Quantas vezes já ouvimos a história de um cliente que reclama de que um vendedor prometeu isso ou aquilo para ele e não foi cumprido. Para vender tudo se promete, mas esquecemos que depois temos que entregar. Qual o resultado esperado de uma ação dessa? Será que pensamos que o cliente irá esquecer da conversa que teve conosco? Será que pensamos que ele não vai se importar se não cumprirmos com as promessas que fizemos? Muitas vezes acho que sim, que é esta a resposta que acreditamos. Nada mais enganoso.

Mas o contrário também é fabuloso. Um profissional de qualquer área, que aposta em construir uma carreira sólida, não importando de onde está começando, com base na sua credibilidade pessoal, não ficará nunca desempregado (ou sem serviço). Isso não significa ser bonzinho e aceitar tudo o que dizem, sem gerar atritos. Muito pelo contrário. Saber se posicionar e em alguns momentos ter que dizer coisas que ninguém mais tem coragem de dizer é um ato de construção de credibilidade. Quantas vezes nos pegamos aceitando situações ou não dizendo o que pensamos pois isso poderia ser entendido desta ou daquela forma pela chefia e lhe trazer sérias consequências? Você já vivenciou uma sala de reuniões onde todos não acreditam no projeto ou na liderança, mas mesmo assim ficam quietos e concordam com tudo? O resultado é que saindo da sala de reuniões nada é feito e tudo é boicotado. Quantas vezes nos desculpamos internamente por não dizer as coisas que devem ser ditas, argumentando que na empresa é esta a cultura, sempre foi assim e que é melhor neste momento da economia não falar nada?
Enfim, a busca de um caminho de credibilidade é construído no dia a dia, com ações, comportamentos, pensamentos e palavras positivas, orientadas para o resultado, contagiando tudo e a todos ao redor. Não adianta mais você ser o bom samaritano se não conseguir fazer com que o seu exemplo contagie todos que você tem contato. Existem cargos nas empresas para serem preenchidos por pessoas medíocres. Estas vagas, pelo que percebo, você coloca um medíocre e se ele não fizer o mínimo que se espera você troca pelo próximo da fila. Sempre existirão pessoas assim, que não querem se entregar pessoalmente a qualquer atividade profissional. São pessoas sem alma, que vagam pelo mundo. Já ouvi também que são as pessoas mais felizes, que aproveitam a vida e não se deixam escravizar. Mas nisso eu não quero acreditar. E tem as vagas que precisamos de pessoas com alma, 100% comprometidas com a causa e que devem transpirar os valores da empresa em direção a sua visão. Estas são raras, “mosca branca”, e se você conhecer ou identificar alguma na sua empresa, faça de tudo para retê-la. Profissionais de vendas, de linha de frente e atendimento ao cliente devem ser todos estrelas. Nesta linha de profissões comerciais, os piores problemas encontrados, que normalmente impedem a construção de uma boa reputação, são:

– Falta de humildade: Profissionais orgulhosos, que acreditam em falsas crenças de que o que os levou até o patamar atual será suficiente para mantê-los lá. Não dão ouvidos para o novo e acham que são intocáveis.
– Falta de profissionalismo: Ainda acham que um bom relacionamento é suficiente para manter negócios constantes e crescentes nos dias de hoje. Vão acabar caindo devido a ações de um novato bem formado, que o seu orgulho todo não conseguiu mapear como risco.
– Falta de compromisso com a causa da empresa: O pensamento do tipo “meu escritório tem que faturar tanto e não quero nem saber o que a empresa precisa ou está me dizendo”. Ainda existem poucas empresas que permitem profissionais com este perfil em seus quadros, pela nocividade que plantam para o posicionamento da marca.
– Falta de treino: O vendedor preguiçoso, que até pode ter boa cabeça, mas procrastina o treino das novas competências que devem ser desenvolvidas, bem como as que possui hoje. Muitas vezes, quando isso é combinado com o orgulho por exemplo, faz com que o vendedor não treine uma nova competência pois ele julga que não é necessário para manter o seu desempenho.
Enfim, muitas outras causas poderiam ser listadas mas acho que estas acima compreendem as principais falhas. Talvez desta muitas outras derivem, mas saibam que quanto mais vocês resistirem a mudança, mais ela será dolorosa e mais caro ela lhe custará. Charles Darwin já afirmava que não são os mais fortes que sobrevivem, mas aqueles que mais rápido se adaptaram as mudanças. E você, vai mudar com dor ou sem dor? É você que escolhe. O momento não poderia ser mais propício para isso.
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Espero que tenha sido uma leitura útil e agradável.
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Gustavo Campos
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Principais fontes consultadas para este artigo:
– Minhas experiências pessoais e profissionais
– Um olhar atento de consultor e analista de mercado