Não posso mais me esconder…

Em meio a algumas leituras de textos publicados em sites de comunicação, percebi alguns fatos inegáveis que atualmente ainda acontecem, mas que já estão perdendo força. Se analisarmos friamente, a propaganda sempre tentou (e muitas vezes conseguiu) mascarar os defeitos ou conseqüências ruins do produto ou serviço oferecido. Tentando vender a qualquer custo e induzindo o consumidor a ter certeza de que está fazendo um bom negócio.

E por muito tempo isto funcionou e muito bem, porém com o advento da internet e em seguida o boom das redes sociais, esta máscara começou a cair. Desde sempre confiamos muito mais na opinião de um amigo ou pessoa próxima, do que em um simples comercial onde apresenta-se apenas as excelentes vantagens de se ter este produto ou de usufruir daquele serviço. Com a facilidade de aproximação que as redes sociais proporcionam, ficou muito mais fácil obter as informações que você precisa com um amigo seu sobre realizar ou não a compra de um produto. Sites como o Reclame Aqui, trazem informações de diversos consumidores sobre os possíveis defeitos dos produtos ou serviços. Neste momento um desconhecido torna-se facilitador para sua decisão de compra. E então a principal fonte sobre o produto torna-se outra, e comerciais de TV, rádio, outdoors e quantos meios de comunicação mais forem usados, acabam se tornando secundários e menos confiáveis.

O ponto chave dessa questão toda é que cada vez há menos espaço para enganação em nossa mídia. As marcas devem trabalhar com total transparência. Além disto, devem entender e interpretar que estes comentários que estão na internet, sejam eles positivos ou negativos, podem trabalhar a seu favor, servindo de alerta para que aprimoramentos em cima de seus produtos e serviços sejam feitos.

Por muito tempo foi suficiente preencher espaços de mídia com mensagens impactantes ou persuasivas, mas hoje em dia isto está longe de ser o suficiente. As marcas precisam oferecer mais, e de forma transparente e clara para seus consumidores, pois os mesmos precisam ter a segurança que a marca está do seu lado e não contra.

A Coca-Cola (sempre ela), por exemplo, assumiu que é uma bebida calórica, mas se posicionou de uma forma divertida e motivadora incentivando as pessoas a praticarem atividades físicas a fim de queimar as 123 calorias que contém na sua garrafa de refrigerante. Confira o vídeo abaixo:

As empresas através de suas marcas, e atuando de maneira transparente vão conquistar a confiança e a fidelidade dos consumidores, transformando-os em seus embaixadores.

 

Até a próxima

 

Carlos Eduardo Dieter

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Não posso mais me esconder…

Em branding a ordem dos fatores altera o produto

Um antigo dito popular diz que quanto maior a altura, maior o tombo. Ironia para essa marca, que sustentada por um baixinho marrento viveu glórias no final dos anos 90. Era a segunda em market share, com mais de 26% do mercado brasileiro de cervejas. A Kaiser perdia apenas para a Brahma, a então número um. Mas a partir daí, a marca criada pelos engarrafadores de Coca Cola para combater venda casada passou a sofrer reveses que fizeram sua participação minguar para os 4% atuais. Em 2002, já em decadência, foi comprada pelos canadenses da Molson por US$ 765 milhões. Passados 4 anos, 68% destas ações foram vendidas para os mexicanos da FEMSA (vídeo abaixo, no tom “agora vai”, com o tal baixinho), por meros US$ 68 milhões. Era o sinal que o sabor dos negócios começava a ficar amargo demais. Mas sempre há esperanças. E agora elas vieram mais ao norte.

A lendária cervejaria holandesa Heineken resolveu ampliar sua aposta em um negócio que já tinha participação minoritária. Com US$ 7,6 bilhões, assumiram toda operação da FEMSA, valorizada sobretudo pela participação no mercado mexicano. Já no Brasil, problemas com marcas desgastadas e moribundas. No entanto, a Heineken é mundialmente reconhecida como extremamente habilidosa em estratégias de branding. A partir da gestão de Freddy Heineken, um playboy holandês casado com uma norte-americana de uma família de destilarias de bourbon,  a marca fortaleceu-se internacionalmente e tomou o mercado com campanhas agressivas de marketing. Após sua morte em 2002, a filha Charlene de Carvalho-Heineken assumiu o assento no conselho como controladora da empresa. Curiosamente outro brasileiro está em cena no jogo global das cervejarias, seu marido é o brasileiro Michel de Carvalho, ator mirim em Hollywood, atleta olímpico de ski, esporte pelo qual conheceu sua esposa em St. Moritz.

Talvez a presença brasileira seja simples coincidência. Certeza apenas que o trabalho pela frente será colossal. Tal é a dimensão do esforço que o outro candidato para a compra do negócio, a SAB Miller, uma das 3 gigantes do ranking global, desistiu por considerar as marcas do portfólio problemáticas demais. Os primeiros passos da estratégia holandesa já foram postos em prática. Direcionar uma verba de marketing maior para a marca mais expressiva, a Kaiser, bem como usar uma estratégia de endosso da marca mãe para reverter um quadro de altíssima rejeição (apesar dos testes cegos, veja vídeo abaixo), pouca penetração em mercados-chave e um diferencial de competição extremamente dependente de preço baixo.

O endosso é uma das práticas de gestão de arquitetura de marcas. O ícone Frank Lloyd Wright dizia que “ao fazer um projeto, pense no contexto mais amplo – uma cadeira em uma sala, uma sala em uma casa, uma casa em um ambiente, um ambiente no plano de uma cidade”. Uma marca endossante, neste caso a Heineken, busca dar credibilidade e conteúdo à oferta, segundo David Aaker. Em outras palavras, a Heineken está dizendo, pode comprar e consumir a Kaiser, pois eu garanto com toda minha experiência e notoriedade no ramo que esta cerveja tem a qualidade desejada. Justamente na tentativa de neutralizar os pontos fracos constatados. No entanto, grande parte das marcas endossantes no mundo não estão associadas a produtos, diferente do que acontece neste caso. Ou seja, pode haver uma contaminação localizada da marca Heineken afetada pela má reputação da Kaiser, mesmo já com sua identidade visual corporativa diferenciada.

As pesquisas divulgadas pela Heineken tentam injetar ânimo na batalha: somente 5% dos bebedores de cerveja são fiéis a uma marca nos pontos de venda. Isso no mercado de bares, botecos e restaurantes que respondem por 70% do consumo no país. A marca não é tão importante, desde que tenha percepção de qualidade. Aqui reside o esforço. Até pouco tempo, a Heineken brasileira era produzida pela Kaiser. Agora é a Heineken que produz a Kaiser. Jogo de palavras, mas o desafio do branding é alterar a ordem dos fatores para ter um outro resultado final. Será o teste, talvez final depois dos fracassos de Molson e FEMSA, para a combalida Kaiser. A “Geni das cervejas” terá que provar que os ventos do norte também movem moinhos.

Confira outros artigos sobre a mistura de branding e cervejas:

Velhas Tradições, Novas Estratégias

Antídoto para Modernidade Líquida

Experiência de Marca

Uma disputa bem devassa

 

Felipe Schmitt-Fleischer

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Em branding a ordem dos fatores altera o produto

Quanto vale seu metro quadrado?

Refleti sobre o post “Nosso Maior Ativo” escrito pelo pensador Gustavo Campos e com o cuidado de não me tornar redundante, coloco um ponto de vista que vai de encontro à questão de construção de credibilidade de um profissional.

Com o passar dos anos fui entendendo a importância daquele famoso “frio na barriga” que temos quando nos deparamos com uma situação que nos desafia. Seja um novo emprego, uma nova responsabilidade, uma grande decisão.
Esse tipo de sensação funciona quase como um sinal de alerta, o qual nos diz que estamos entrando em uma “zona desconhecida”, cujos riscos podem resultar em perdas que algumas vezes são irreparáveis e onde o uso da cautela é mais do que necessária. É primordial.

O fato é que as pessoas reagem de diferentes formas a essa sensação. E utilizar “cautela”, significa respeitar o desafio que está sendo imposto. É analisar riscos, e com humildade ter a atitude de falar “não” se necessário.
Einstein já falava “Não se pode resolver um problema no mesmo nível de raciocínio que lhe é apresentado”. Precisa está em um nível superior. Ou seja: pare, pense..tente analisar a situação de pontos de vistas diferentes e obter uma visão do todo e aí sim tome uma atitude.

No mundo corporativo, não é tão comum enxergar esse tipo de comportamento. Muitos, na ansiedade de obter êxito, ganhar pontos com o chefe, conquistar aquela tão sonhada promoção, não se dão conta de tais sinais e cometem erros medíocres. Assumem responsabilidades que não estão aptos, acumulam tarefas e centralizam decisões, fazendo uso de falta de humildade e arrogância em alguns casos. Prejudicam a si e aos demais que se encontram ao redor. O resultado é previsível e mais ou menos dia, a substituição ocorre.

De certa forma, depois de enxergar tantos exemplos bons como ruins, prefiro sempre manter-me atento para dois pontos, encarando-os como hábitos. Procuro lidar com o que realmente está à frente: manter sua atenção para o que está diante de você. O que não está, reserve um tempo para se dedicar …para se planejar. Se você ocupa apenas um metro quadrado no universo, para que manter a cabeça nas alturas? Preocupe-se com o que está na sua frente aqui e agora.

Além disso, tento manter em mente sempre a ideia de que tudo que entra em contato comigo, que orbita esse meu “pequeno mundo”, no qual sou responsável, seja tratado com a devida atenção.Agindo dessa forma, acredito que vou colaborar com os que estão ao meu redor, na medida que receberão um serviço de maior qualidade, bem como estarei contribuindo para valorizar o meu maior ativo.

Obrigado pela audiência.Tenham todos uma ótima semana!

Juliano Colares
Pensador Mercadológico
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Quanto vale seu metro quadrado?

O nosso maior ativo

Acredito que um dos maiores ativos de qualquer pessoa, independente de profissão, em uma sociedade, seja a palavra dada. No âmbito profissional isso é mais sério ainda. Na área de vendas então é crucial. Construiremos ou não uma boa reputação em nossa carreira sobre as nossas palavras proferidas. Dizer que algo será feito e entregue é no mínimo algo que deva acontecer. Nada mais nefasto para acabar com a credibilidade de uma pessoa do que ela dizer que pode contar com ela e depois não entregar a promessa. Quantas vezes já ouvimos a história de um cliente que reclama de que um vendedor prometeu isso ou aquilo para ele e não foi cumprido. Para vender tudo se promete, mas esquecemos que depois temos que entregar. Qual o resultado esperado de uma ação dessa? Será que pensamos que o cliente irá esquecer da conversa que teve conosco? Será que pensamos que ele não vai se importar se não cumprirmos com as promessas que fizemos? Muitas vezes acho que sim, que é esta a resposta que acreditamos. Nada mais enganoso.

Mas o contrário também é fabuloso. Um profissional de qualquer área, que aposta em construir uma carreira sólida, não importando de onde está começando, com base na sua credibilidade pessoal, não ficará nunca desempregado (ou sem serviço). Isso não significa ser bonzinho e aceitar tudo o que dizem, sem gerar atritos. Muito pelo contrário. Saber se posicionar e em alguns momentos ter que dizer coisas que ninguém mais tem coragem de dizer é um ato de construção de credibilidade. Quantas vezes nos pegamos aceitando situações ou não dizendo o que pensamos pois isso poderia ser entendido desta ou daquela forma pela chefia e lhe trazer sérias consequências? Você já vivenciou uma sala de reuniões onde todos não acreditam no projeto ou na liderança, mas mesmo assim ficam quietos e concordam com tudo? O resultado é que saindo da sala de reuniões nada é feito e tudo é boicotado. Quantas vezes nos desculpamos internamente por não dizer as coisas que devem ser ditas, argumentando que na empresa é esta a cultura, sempre foi assim e que é melhor neste momento da economia não falar nada?

Enfim, a busca de um caminho de credibilidade é construído no dia a dia, com ações, comportamentos, pensamentos e palavras positivas, orientadas para o resultado, contagiando tudo e a todos ao redor. Não adianta mais você ser o bom samaritano se não conseguir fazer com que o seu exemplo contagie todos que você tem contato. Existem cargos nas empresas para serem preenchidos por pessoas medíocres. Estas vagas, pelo que percebo, você coloca um medíocre e se ele não fizer o mínimo que se espera você troca pelo próximo da fila. Sempre existirão pessoas assim, que não querem se entregar pessoalmente a qualquer atividade profissional. São pessoas sem alma, que vagam pelo mundo. Já ouvi também que são as pessoas mais felizes, que aproveitam a vida e não se deixam escravizar. Mas nisso eu não quero acreditar. E tem as vagas que precisamos de pessoas com alma, 100% comprometidas com a causa e que devem transpirar os valores da empresa em direção a sua visão. Estas são raras, “mosca branca”, e se você conhecer ou identificar alguma na sua empresa, faça de tudo para retê-la.  Profissionais de vendas, de linha de frente e atendimento ao cliente devem ser todos estrelas. Nesta linha de profissões comerciais, os piores problemas encontrados, que normalmente impedem a construção de uma boa reputação, são:

– Falta de humildade: Profissionais orgulhosos, que acreditam em falsas crenças de que o que os levou até o patamar atual será suficiente para mantê-los lá. Não dão ouvidos para o novo e acham que são intocáveis.

– Falta de profissionalismo: Ainda acham que um bom relacionamento é suficiente para manter negócios constantes e crescentes nos dias de hoje. Vão acabar caindo devido a ações de um novato bem formado, que o seu orgulho todo não conseguiu mapear como risco.

– Falta de compromisso com a causa da empresa: O pensamento do tipo “meu escritório tem que faturar tanto e não quero nem saber o que a empresa precisa ou está me dizendo”. Ainda existem poucas empresas que permitem profissionais com este perfil em seus quadros, pela nocividade que plantam para o posicionamento da marca.

– Falta de treino: O vendedor preguiçoso, que até pode ter boa cabeça, mas procrastina o treino das novas competências que devem ser desenvolvidas, bem como as que possui hoje. Muitas vezes, quando isso é combinado com o orgulho por exemplo, faz com que o vendedor não treine uma nova competência pois ele julga que não é necessário para manter o seu desempenho.

Enfim, muitas outras causas poderiam ser listadas mas acho que estas acima compreendem as principais falhas. Talvez desta muitas outras derivem, mas saibam que quanto mais vocês resistirem a mudança, mais ela será dolorosa e mais caro ela lhe custará. Charles Darwin já afirmava que não são os mais fortes que sobrevivem, mas aqueles que mais rápido se adaptaram as mudanças. E você, vai mudar com dor ou sem dor? É você que escolhe. O momento não poderia ser mais propício para isso.

 

Post relacionado:

Palavra de minhoca ou o velho fio do bigode?

 

Espero que tenha sido uma leitura útil e agradável.

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Obrigado pela audiência!

Até a próxima dica

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Gustavo Campos

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Principais fontes consultadas para este artigo:

– Minhas experiências pessoais e profissionais

– Um olhar atento de consultor e analista de mercado

O nosso maior ativo

Posicionamento Sustentável e Branding

“Amigos, amigos, negócios à parte.” Jargão bastante utilizado e que conta com a concordância da maioria das pessoas. Agora troque a palavra Negócios por Marcas. Que acha? Transforma-se em verdadeira antítese do Branding. Vimos no post Branding e Posicionamento de Marcas Esportivas -parte 3 que uma gestão de marca deve ter entregas muito honestas. Afora isso torna-se um discurso vazio de conteúdo. Deve-se buscar o que chamamos de Posicionamento Sustentável, marca e negócio alinhados no mesmo sentido. Scott Galloway afirma que “a marca é o semblante de uma estratégia de negócio”. Nada mais verdadeiro. Quando as setas de marca e negócio apontam caminhos diversos o resultado é geralmente trágico. Unibanco e Toyota que o digam. O primeiro apontou a seta da marca (ser um anti-banco) e esperou que o negócio viesse junto. Não veio, o Itaú agradeceu. A segunda, para alcançar a obsessão em ser a montadora número 1 do mundo (seta do negócio), esqueceu seu principal ativo, a credibilidade da marca.

Em entrevista recente, a diretora de criação da Wolff Olins (atende a conta da Adidas) afirmou Continue reading “Posicionamento Sustentável e Branding”

Posicionamento Sustentável e Branding