MULHERES SEMPRE ALTERADAS

Esse post é direcionado para os estudiosos do comportamento feminino, para os homens que buscam entender as mulheres e também para todas as mulheres.

Para quem não assistiu a peça Mulheres Alteradas, eu recomendo, pois é um retrato fiel do comportamento feminino da atualidade. A peça é baseada fielmente no livro Mulheres Alteradas, da escritora e cartunista argentina Maitena Burundarena. O livro é todo em tiras, e foi adaptado para o teatro. A autora trata os clichês femininos com dignidade e inteligência e a maioria das mulheres acabam rindo de si mesmas. Não só as mulheres, mas também os homens. Para ela, uma mulher alterada é uma mulher que está mudando. De acordo com o dicionário, alterar é mudar, modificar, inquietar, desassossegar.

A peça fala sobre a feminilidade presente no mundo contemporâneo das mulheres, que atualmente vivenciam cobranças e demandas desgastantes: mulheres, mães, executivas, amantes, bonitas, gostosas, elegantes e charmosas. E como se não bastasse, precisamos ostentar equilíbrio emocional e serenidade. O retrato é de tudo o que nós sentimos, mas muitas vezes não falamos.

Os temas abordados são relacionados ao corpo, moda, homens, amores, família, filhos e trabalho. A culpa está muito presente e aparece em muitos momentos, como a culpa por não ter emagrecido, culpa por não entrar em um biquíni P, culpa por sentir inveja das mulheres magras, culpa por ter celulite, culpa por gastar demais, culpa por gostar demais, culpa por falhar, culpa pela falta de tempo, culpa por se sentir culpada. E nós mulheres sabemos que toda esta culpa sentida muita vezes mexe com a nossa auto-estima. Todas sentem falta de tempo para fazer mais coisas do que fazem, ou para fazer o que fazem com mais perfeição. Creio que as mulheres sentem mais culpa que os homens, pois não conseguimos resolver todos os nossos problemas através da racionalidade. Enfim, penso logo me culpo. Culturalmente a mulher ainda se cobra para dar conta de tudo. O vídeo abaixo ilustra as inúmeras facetas da culpa, uma delas a busca eterna da perfeição.

Quando pesquiso o universo feminino sempre encontro surpresas, pois nada é estanque ou imutável. As mulheres com o passar dos anos se vestem com outras roupas, outros sapatos, mudam seus hábitos. Revolucionam, se revoltam, renascem, amadurecem, se transformam. As mulheres mudam constantemente de idéia, de opinião, trocam de roupa muitas vezes até escolher a certa, cortam e pintam o cabelo, engordam e emagrecem. Por isso, entender o comportamento das mulheres não é tarefa fácil, somos seres mutantes!

“Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascina a todos. Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota. (…) E santa, fica combinado, não existe. Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada? Você vai concordar comigo: só se for louca de pedra”. (Trecho do livro Doidas e Santas, Martha Medeiros).

Obs: Estou de volta ao blog, mas diferente, um pouco alterada! 🙂

Bárbara Dresch
Psicóloga e Pensadora Mercadológica
http://www.pensadormercadologico.com.br
http://www.focal.com.br
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