Será um bom caminho aceitar, baixar a cabeça e tocar a vida pois é assim que deve ser? Será um bom caminho ficar reclamando no Facebook? Será um bom caminho criar uma manifestação, uma passeata? Não sei se tem uma resposta única esta questão mas o certo é que devemos fazer algo. Creio que aceitar e baixar a cabeça não seja uma opção. Culturalmente se diz que o povo Brasileiro é bem pacato, que aceita tudo o que acontece e os afeta. Mas isso não é bem verdade. Pelo menos está mudando. Na última quinta-feira, em Porto Alegre, depois de 3 ou 4 manifestações populares (algumas delas no meu modo de ver com uso excessivo de força, com depredação e pichações) o preço da passagem do transporte público voltou ao valor antigo, recuando de R$ 3,05 (uma das tarifas mais caras do país) para os antigos R$ 2,85. Não sei se o ganho de causa será permanente, por enquanto sustentado por uma liminar (a Prefeitura diz que não irá recorrer). Mas o sinal da mobilização social em busca de seus direitos ou pelo menos de ser consultada e não ficar aceitando tudo foi já uma conquista. Certamente mobilizações como estas acontecem em todos os Estados, em defesa dos problemas sociais que aquele povo está inserido. E além do poder do voto, que pelos últimos exemplos me parece que está mais distante de ser levado em consideração como uma “arma do povo”, a mobilização social é uma outra arma, se bem usada. E apesar de não ser usuário de ônibus, de sofrer as consequências das manifestações (como ficar preso no trânsito durante uma passeata), eu admiro este pessoal e o parabenizo. Ontem, abaixo de uma forte chuva, a manifestação prosseguiu e celebrou uma vitória. Mas foi algo muito maior do que isso, foi a celebração de um sinal: não ficaremos mais quietos!
Desta forma, a pergunta de final de semana é: O que fazer quando você não aceita as condições impostas?
Pense nisso! Da próxima vez que algo lhe incomodar não fique quieto. Reclame e manifeste o seu ponto de vista. De uma forma civilizada e organizada conquistas aparecerão.
Bom final de semana e lutem pelo que consideram certo.
Gustavo Campos
Publisher do Pensador Mercadológico
Fontes:

