Em que ponto da jornada passamos a ser tão arrogantes?

Você já deve ter visto esta cena algumas vezes. Na feira de negócios, a grande indústria que estava apagada volta com tudo e retoma participação de mercado. Algumas pequenas acertam a proposta e explodem de visitação e venda. E tem aquelas líderes que há muito tempo fazem a coisa certa e estão sempre na lembrança e na cabeça da lista de “empresas a visitar” em qualquer feira de negócios. Esse dinamismo e dança de cadeiras faz parte de qualquer negócio e principalmente nos negócios de moda que navego. Em três dias de feira devo falar com pelo menos 100 donos de empresas ou gerentes de mercado, clientes e não clientes, de todos os portes empresariais. O interessante é ver o comportamento de todos. Alguns não mudam nunca (isso pode ser bom ou ruim, depende dos resultados atuais). Outros acompanham o ritmo dos negócios, ou seja, humor oscilante. E tem aqueles que se deixam contaminar de tal forma que mudam quando alcançam o sucesso. Quando precisavam de ajuda, tinham um comportamento atento, humilde e receptivo. Quando estão “bombando”, se tornam os reis do mundo, não te atendem mais, seus conselhos não são mais importantes e se bloqueiam a novas ideias de tal forma que viram reflexivos. No espelho somente a sua imagem aparece e cada vez se torna mais brilhante. Pelo menos até a próxima crise ou tropeço, daí surge novamente o menino tímido e necessitado. Eu fico me perguntando: em que ponto da jornada este empresário passou a ser tão arrogante?

Eu gosto e pratico a autoconfiança, a fé, a crença que vai dar certo, a esperança positiva. Mas isso não é arrogância, que no meu conceito, é quando o sucesso encontra uma mente pequena e transborda. A arrogância faz mal aos demais e há decisões equivocadas a todo o instante. O principal fator presente é aquele sentimento que não existe nada e ninguém melhor no mundo capaz de ameaçar esta posição atual de sucesso. Este é um ponto perigoso, pois com arrogância dificilmente você estará em um estado estável e de equilíbrio para navegar em águas agitadas como as do mercado competitivo da moda. Arrogância hoje fará o seu barco encher de água e só restará você ser o último a sair ou afundar com orgulho juntamente com o navio.

Sucesso é bom, desejo a todos os meus clientes. Mas tenho cautela em lhes avisar quando estão cruzando a linha e se tornando arrogantes. Ficar muito tempo em estado de arrogância fará de você um alvo fácil de ser mapeável, com decisões previsíveis e muito vulnerável. Nada dói mais do que subir e descer como um cometa e depois se dar conta que foram épocas de cegueira total que lhe derrubou. Cegueiras regadas a champagne!

Boas vendas e bons negócios.

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Gustavo Campos

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Gustavo Campos, administrador por formação, empreendedor por natureza. Muito estudioso, leitor voraz, odeia falar ao telefone. Gosta de tecnologia, apesar de se incomodar em pagar mais caro por ser um dos primeiros a comprar algo. Geek por estilo de vida, sempre está conectado, não sabendo o que seria de sua vida sem notebook, smartphones, tablets, Moleskine e uma boa conexão Wi-Fi com a Internet. Ambicioso, não alcançou ainda nem o início do que quer desta vida. Professor apaixonado pela vida e por sua família, dono do Max e da Pink, o casal de Yorkshires mais famosos da cidade.

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Principais fontes consultadas para este artigo:

– Minhas experiências pessoais e profissionais

– Um olhar atento de consultor e analista de mercado

– Imagem: http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=download&id=621161

Em que ponto da jornada passamos a ser tão arrogantes?

O camelo foi um cavalo construído por um comitê

Alguns adoram comitês. Eles dividem responsabilidades e em tese colocam todos no mesmo barco. Baixam o risco de alguém tentar remar para o lado contrário. Criam a paz para as decisões colegiadas. Unindo diversas mentes juntas, espera-se criar algo mais poderoso que poucos pensando sozinhos. Nem sempre o que brilha é brilhante. Uma verdade também para os comitês.

Para tomar decisões é preciso ousadia. Em muitos casos romper com status quo. Ir além do que já foi pensado ou aquilo que o senso comum imagina como adequado. O oposto do que a grande maioria dos comitês é. A média, mediana, medíocre. Das ideias que ficam pasteurizadas após várias lapidações políticas. O corte de tudo que possa desagradar algum membro do comitê.

Cavalos viram camelos e ideias inicialmente boas acabam em mais do mesmo. O universo das marcas está cheio de grandes e pequenos exemplos de comitês que aposentaram quem nem estreou. Pense em grandes produtos e marcas e investigue quantos foram criados pelo colegiado. Red Bull foi odiado por todos e teve como diagnóstico a grande lata de lixo das novidades. Alguém resolveu levar adiante. E não foi um comitê.

Já dissemos em algum lugar que as grandes marcas, as que usualmente citamos como admiradas, são produtos centrais de suas lideranças executivas. Não são resultados de comitês de marketing. Em todos os projetos de construção e posicionamento de marca que participamos um dos pontos mais importantes é trabalhar com um time muito enxuto de líderes. O menos é mais. Porque o mais é o caminho mais curto para tornar tudo difícil até o ponto que se desista.

Quando a execução se aproxima, geralmente tudo é empurrado para a média. Daquilo que já foi feito antes. Do que se alcança com as mãos. E ali não está aquilo que alimenta as grandes ideias. Acabam definhando no momento da verdade. Nesta altura o camelo pede água. E a equipe parte para uma nova rodada ao redor de mais uma das tantas mesas de comitê.

 

Felipe Schmitt-Fleischer

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O camelo foi um cavalo construído por um comitê

Enquanto a água bate no joelho, ninguém aprende a nadar

Você já deve ter visto várias histórias assim. Eu já escutei diversas. Em analogia lembram aquele motorista que perde os freios de seu caminhão em uma estrada sinuosa em declive. Ao invés de jogar seu veículo contra algo para pará-lo enquanto a velocidade é baixa, ele prefere descer, ir desviando dos obstáculos (enquanto consegue fazê-lo). E assim vai tomando velocidade e fica cada vez mais difícil não colidir, fazer as curvas e chegar salvo no final da montanha. No fim, só resta a esperança que a sorte estará do seu lado, pois nada mais resta a fazer.

 

Algumas empresas pensam assim. O caminho do dinheiro do passado não se esgotará no futuro. A história está para provar diferente. Ao contrário de barras de ouro, organizações são flores que murcham em algum momento, quando o clima muda. Mas os primeiros sinais que a mudança começa a acontecer geralmente não são suficientes. Surgem inúmeras justificativas para eventuais insucessos. Mas nada suficiente para mudar. Se funcionou antes, vai continuar funcionando sempre é seu mantra.

Quando a velocidade do caminhão atingir um nível incontrolável será tarde demais. No caso da empresas, o tarde demais pode ser enganoso. A herança do passado, além de congelar as respostas e paralisar decisões para o futuro, carrega um peso de caixa e recursos que parecem inesgotáveis. Apenas parecem. Mas são suficientes para adiar ao máximo os movimentos necessários. Quando a conta bancária ainda indicar diversos zeros à direita não precisamos nos preocupar. A cesta está cheia de frutos, mas a raiz da árvore começou a apodrecer. E os riscos que deveriam ser comprados para sair dessa armadilha, parecem apenas maneiras de perder o colchão da tranquilidade financeira.

Força, poder e dominância são sedutores nos negócios. Criam às vezes um efeito semelhante ao porre alcoólico. Transformam pessoas capazes (e algumas nem tanto) em super-heróis da gestão. No entanto, a liderança de mercado é somente um flash no tempo. Passageiro como tudo. Muito mais instantâneo que você possa imaginar. Se você encontrar situações semelhantes, saiba olhar para o volume de água da piscina. Caso esteja ainda baixa, na altura do joelho, pode estar quase certo que pouco será feito. Mas dependendo da vazão de entrada da água, quando ela chegar ao pescoço vai ser tarde demais para aprender a nadar.

 

Felipe Schmitt-Fleischer

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Enquanto a água bate no joelho, ninguém aprende a nadar

Pergunta de final de semana: O que você vai ser quando crescer?

Bombeiro. Astronauta. Jogador de futebol. Policial. Quando criança, queríamos ser heróis. Queríamos profissões que nós fizessem sentir a emoção de ser alguma coisa relevante. Ingenuamente não se pensava em muito mais coisa, como remuneração, oportunidades, viabilidades, status, etc. Mas dentro desta ingenuidade tinha alguma coisa interessante, que era, muitas vezes, sonhar com o impossível mas sem o considerar inatingível. Era a ingenuidade da paixão, de colocar os sentimentos como orientadores únicos da nossa decisão. Em algum momento desta caminhada, primeiro fomos ensinados que algumas coisas não seriam possíveis. Meio a contragosto aceitávamos e íamos desistindo das ideias. Talvez um pouco mais tarde, começamos a perceber os mecanismos do mundo e isso foi nos levando para uma “certeza” culturalmente aceita de profissões mais adequadas. Regras definidas por pessoas que passaram e que se foram, e muitas vezes nem as conhecemos, nem mesmo nossos pais e orientadores. Verdades inquestionáveis por preguiça ou comodidade, pois quase sempre não eram mais sustentáveis. E assim fomos, em certa parte, condicionados a seguir adiante pela estrada já trilhada, por onde pessoas já pisaram e tiveram sucesso.

Alguns, por sorte ou por persistência, seguiram os rumos que muitos achavam loucura no passado. Estes hoje escrevem a história, ou parte dela. Aqueles outros que seguiram o “caminho da segurança” se acotovelam nos corredores estreitos da diferenciação e do sucesso. A vida segura se tornou silenciosamente perturbadora. O fantasma da dúvida nunca saiu dos seus ombros, e pesando dia a dia, deixa a mente agitada, estressada, em agonia em busca de algo que não será encontrado nesta estrada.

Mas, a todo momento, caminhos se duplicam em nossa frente. Podemos fazer um retorno, dar uma ré ou acelerar por outra via. A coragem de fazer todos tem, isso eu não duvido. O que falta é o questionamento. É dar o passo em direção a pergunta que você sabe que irá “doer” se você responder. É aquela resposta temida, que uma vez pronunciada, tornará a sua vida atual insuportável. E desta vez você terá que mudar de caminho. Então, a falta de coragem não é em mudar o caminho, mas sim em enfrentar a “dor da mudança”, o desconforto, a insegurança, os medos que “plantaram” em sua cabeça para que você não tivesse dúvidas do “caminho da certeza”, do socialmente correto, do que todos fazem, do que deu certo. Pensamos que é melhor ficar sobrevivendo minuto a minuto em um lugar que toleramos, mas que é conhecido e, portanto, confortável, do que arriscar a entrar em uma porta que estava sempre fechada para nós. E este pensamento é falso. Devemos fazer as perguntas, enfrentar as respostas e tornar a nossa vida insuportável. Assim construímos a coragem que muitas vezes nos empurra para o mesmo caminho. Devemos recuperar a paixão infantil de pegar um graveto e imaginar que era uma espada e que lutávamos guerras impossíveis de se vencer, mas no final ficávamos em pé, vitoriosos. E, desta forma, trilhando caminhos alternativos, faremos a diferença que precisamos fazer neste mundo muito similar.

Então a pergunta do final de semana é: você tem a coragem de fazer a pergunta e de ouvir a resposta? O que você vai querer ser amanhã, quando tiver crescido um pouco mais do que hoje?

 

Pense nisso! Da próxima vez que ficar em dúvida sobre dois caminhos, escolha o mais incerto. E talvez você encontre o que procuras.

Bom final de semana e vivam pelas suas escolhas

 

Gustavo Campos

Publisher do Pensador Mercadológico

Pergunta de final de semana: O que você vai ser quando crescer?