Por que os caminhões de bombeiros estão sempre limpos?

Apagar incêndios é uma expressão corporativa bastante comum em todas as esferas. Desde a alta direção até as atividades mais operacionais. Todo mundo algum dia, já correu para eliminar algum foco de fogo no negócio. Mas o pior ocorre quando grande parte do tempo passa a ser despendido nessa correria. As atividades urgentes consomem toda a energia e nada sobra para as atividades importantes. É o começo do fim da estratégia e de qualquer possibilidade daquela empresa tornar-se superior. O trivial vira crítico e o negócio acaba em mais um no mercado. E as empresas que não tem incêndios? Existem dois caminhos prováveis.

O primeiro é o do comprometimento estratégico. Da mesma forma que os problemas geram ação, a estratégia e sua execução devem gerá-la. Constantemente existe o desafio de colocá-la em Continue reading “Por que os caminhões de bombeiros estão sempre limpos?”

Por que os caminhões de bombeiros estão sempre limpos?

Em busca do equilíbrio

Em pesquisa recente sobre as melhores empresas para trabalhar na opinião dos jovens, constatei uma dura contradição. Algumas empresas elencadas na lista em seus primeiros postos eram sabidamente orientadas fortemente para desempenho, com cultura de metas agressivas e cobrança incessante sobre a equipe. No entanto, no mesmo levantamento, os jovens profissionais responderam que o principal aspecto que valorizam na escolha da organização ideal para trabalhar são ambiente agradável e qualidade de vida. Algo está em desacordo, os profissionais pesquisados não tem o mínimo conhecimento do estilo gerencial das empresas citadas ou suas prioridades foram mascaradas por tornar público algo mais nobre do que apenas salários e bônus.

Em uma das conclusões tiradas por Jim Collins sobre as empresas bem-sucedidas está presente o fato que antes de direcionar o barco para o lugar que queremos chegar, é preciso certificar-se que as pessoas certas estão dentro dele (e as erradas fora). Ou seja, a formação da equipe e seu alinhamento precede o próprio direcionamento da organização. Pouco irá adiantar termos excelentes e nobres desafios se as pessoas que serão responsáveis por eles não estarem preparadas ou pior, não acreditarem neles, pois suas concepções são opostas. Então existe uma forte dicotomia presente nos jovens profissionais, entre as empresas que admiram e gostariam de trabalhar com o que acreditam e buscam para suas vidas. O resultado, possivelmente, deste encontro não será positivo para ambas partes.

E resultado justamente é a batida mais forte do mundo corporativo. O culto das metas tornou-se algo fundamental para o sucesso de implementações estratégicas. Para que aquele belo, trabalhoso e elaborado planejamento estratégico não fique obsoleto na segunda-feira seguinte ao seu término. Como em esportes olímpicos, onde recordes de tempo, distância e altura são quebrados em sequência jamais vista, a dosagem das metas empresariais é ajustada para garantir pressão máxima. Em uma passagem do filme Goodfellas (Os Bons Companheiros), um dos mafiosos utiliza um método de cobrança típico. Não interessa o que aconteceu, seus negócios andam mal, sua casa pegou fogo, um raio te atingiu, azar o seu (o termo é mais pesado que este), me dê o dinheiro. Metas foram feitas para serem perseguidas e alcançadas, muitas vezes a qualquer custo.

Uma antiga, mas engraçada história, conta que dois velhos conhecidos conversavam:

“- É, meu irmão acho que pirou. Ele pensa que é uma galinha.

– Uma galinha??? Nossa, mas por que vocês não levam ele para um psiquiatra?

– É… só que nós precisamos dos ovos.”

O ambiente extremo está mapeado, mas ainda precisa-se dos resultados, então sigamos em frente. Em recente entrevista, o professor de estratégia Henry Mintzberg foi questionado a respeito da cultura de metas agressivas. Em sua resposta deixou claro que de forma alguma avaliza isso e que pensa que as organizações devem ser voltadas para outros objetivos. Quando se fala em indicadores e controles uma empresa em especial vem a sua mente: Enron. Neste caso, o siga em frente significou o abismo.

Indicadores, metas, prazos e número provocativos são importantes, pois ajudam a quantificar sonhos e repartir o papel de cada um na missão de alcançá-los. Igualmente fundamental torna-se também a correta calibragem dos mesmos, o ajuste em função de mudanças de cenário e a forma de repassar e gerenciar a equipe durante todo processo. Os aspectos quantitativos precisam estar equilibrados com os qualitativos. Queremos e continuaremos precisando dos ovos, pois assim sobrevivem e prosperam as organizações com fins lucrativos. E da mesma maneira precisamos de pessoas saudáveis, felizes e motivadas dentro das empresas e fora delas. E bons negócios!

Felipe Schmitt Fleischer

Em busca do equilíbrio

Dica de gestão 51 de 300

– O DESAFIO DE MONTAR UMA EQUIPE DE ALTO DESEMPENHO –

Posso dizer que este é o meu desafio atual, ou pelo menos um que tem uma grande prioridade e atenção do meu dia. Como faz 1 ou 2 anos que estou me dedicando mais a isso, algumas coisas venho estudando e aplicando, e posso dizer que dá resultados. Muitas destas dicas, cheguei a conclusões depois de ter errado, analisado o evento e reformatado a minha forma de atuar em momentos semelhantes. Portanto, para aqueles que não desejam perder tempo, talentos, recursos e até mesmo negócios, seguem algumas dicas que dão certo:

1. O primeiro a mudar, tem que ser o líder: Como tenho este papel na empresa, de liderar as equipes sendo o principal executivo, queria por muito tempo que as pessoas primeiro mudassem e que eu mudaria depois, se desejasse (“os outros teriam que me aguentar assim”, pensava eu). Nada mais errado do que pensar desta maneira. Você mudando primeiro, sendo líder, gestor, coordenador ou qualquer outro cargo, seus seguidores, com o tempo, lhe seguirão e os seus comportamentos também mudarão. Isso precisa de tempo, paciência e muita conversa, mas assuma as rédeas da mudança positiva e seja o primeiro a dar o exemplo.

2. Comece pela seleção: Uma equipe inicia na seleção certa. A pessoa não precisa vir pronta, mas precisa ter potencial, e principalmente, comportamento adequado para a cultura da sua empresa. Se não der atenção ao processo seletivo, certamente a performance superior poderá ficar inalcançável. Invista em um processo seletivo profissional e não tenha pressa em selecionar as melhores pessoas.

3. Estabeleça os desafios e a cultura empresarial: Formar uma equipe de alto desempenho significa que você deve investir tempo e recursos para manter contatos frequentes com todos, buscando um alinhamento empresarial.  No mínimo, devem saber os objetivos de curto prazo, um alinhamento de todos os projetos em andamento, para que todos saibam o que estão fazendo e para quem estão fazendo. Mas o ideal é que os objetivos de longo prazo também sejam trabalhados, para dar um norte para todos. Entenda-se que objetivos de longo prazo também incluam os valores centrais da empresa, sua vivência e entendimento.

4. Exigir a cada dia um nível a mais do que o pessoal esta acostumado a entregar: Para não estressar o time, não adianta exigir muitos degraus acima do que a equipe esta acostumada a entregar, de um dia para outro. Precisa ser gradual. Portanto, a cada dia exija um pouco mais da equipe. Como um efeito elástico, vamos esticando o time e deixando eles se conformarem em um novo ponto. Vamos aos poucos, mas sempre para cima. Mantenha a qualidade alta a cada exigência.

Até a próxima dica

Gustavo Campos

Pensador Mercadológico

http://www.focal.com.br

Dica de gestão 51 de 300

Gestão de sua vida para melhores resultados neste ano

Estou lendo o livro de Michael Phelps, No Limite, e muitas das coisas que ele escreve, dá um sinal de comportamentos e atitudes que fazem pessoas comuns, se transformarem em pessoas extraordinárias e alcançarem grandes resultados / performances. Para facilitar, e acelerar o entendimento, coloco em formato de tópicos:

  • Ele teve um treinador durante a sua vida (Bob), que o acompanhou nas mais diversas situações e contextos de sua vida social, além da esportiva. Este técnico pressiona por resultados, melhoria contínua da performance e é considerado um amigo. Para você, quem é o seu coach / mentor, alguém que você conversa, de confiança, que lhe orienta (geralmente alguém mais velho que você, com muita experiência no tema que você deseja ser aconselhado)?
  • A família de Phelps é toda da natação, incentiva a sua vida esportiva e lhe acompanha. Para você, sua família lhe incentiva e acompanha os seus passos profissionais? Pelo menos ela sabe dizer em que você trabalha?
  • Phelps utiliza muito a técnica de visualização, comum no meio esportivo, onde os atletas mentalizam toda a prova antes de ela acontecer, e imaginam a sua vitória acontecendo a cada segundo. Fazem isso tão vividamente e com tanta intensidade que de fato o evento começa a fazer parte de uma verdade na sua cabeça. Para você, costuma visualizar as vitórias acontecendo ou visualiza somente os aspectos negativos da vida?
  • Outra característica interessante de Phelps é que ele mesmo, ao final de cada ano, lança em uma folha, que carrega com ele e a analisa periodicamente, todas as metas que ele deseja alcançar no próximo período. Você escreve e acompanha o que deseja alcançar durante o ano?
  • Phelps treina dura, adora treinar. Cada vez que treina, melhora a sua performance e sua confiança. Para você, qual o seu treino? Como você afia o machado todo o dia? Estuda? Pratica?
  • Adorar vencer, sentir o gosto da vitória. Esta é uma atitude de Phelps. Para você, como é entendida a vitória? Você gosta de ganhar? É competitivo? Briga por isso e não se importa em ser uma pessoa percebida e reconhecida desta forma?

Estes são alguns tópicos que julguei interessante compartilhar e que tenho certeza que poderão ajudar a qualquer profissional. Eu já estou reformatando algumas práticas minhas.

Até o próximo post

Gustavo Campos

Pensador Mercadológico

Gestão de sua vida para melhores resultados neste ano