Uma pergunta simples como essa, pode não ser tão fácil de responder. De comum, essas três palavras só possuem um ponto mais relevante:
são responsáveis por consumir uma parcela significativa do nosso “bem” maior na vida, o tempo.
Sendo assim, zelar por esse “bem”, significa investir. E de que maneira você está investindo seu tempo?
Para quem está empregado, ter a lucidez de se fazer essa pergunta periodicamente e perceber seu papel dentro de uma organização (seja ela pequena, média ou grande), de modo que consiga estabelecer uma perspectiva de desenvolvimento pessoal e econômico, contribui fundamentalmente no sucesso ou não de sua carreira. Determina se aquele carro, casa ou viagem tão sonhada levará mais ou menos tempo para se tornar realidade. Mais que isso até. Determina se você terá o “tesão” necessário para uma chegar ao final de uma jornada inteira de trabalho e sentir um “q” de realização. Acordar no dia seguinte e ter disposição suficiente para começar tudo novamente, apesar da correria intensa e dos problemas pessoais.
Obviamente, a busca por melhores condições, faz parte do nosso dia a dia. Ter um emprego que seja sinônimo de estabilidade, projeção profissional e porque não social é sonho de consumo de 10 entre 10 jovens que ingressam em uma faculdade. O fato que isso só fica no sonho mesmo, pois essa “garantia” não faz parte da realidade. Sabemos que para se conquistar um bom emprego nos dias de hoje, não é nada fácil. É fruto de muito esforço, preparo e muito trabalho. Porém, para que isso aconteça, precisa-se de oportunidade.
Dados revelados recentemente pelo IBGE, revelam índices alarmantes de desemprego na faixa de 18 a 25 anos. Para otimizar resultados, empresas buscam cada vez mais profissionais que já possuem experiência. O investimento em treinamento e desenvolvimento de novos profissionais ainda não é realidade das empresas em geral, apesar de esforços começarem a ser feitos.
Se por um lado nos deparamos com essa situação, por outro percebe-se que uma certa mudança de comportamento também é necessária para o que estão empregados e mesmo aqueles que ainda estão em busca. Permitir que o tempo passe apenas por passar é desperdício. Mudar do modo demonstrativo para o possessivo, nesse caso é importantíssimo.
Isso quer dizer: trocar a referência do pronome “esse” ou “aquele” trabalho ou atividade que estou ou quero desenvolver para o possessivo “meu” trabalho, “minha” atividade. Significa preparar-se, buscando e aprimorando conhecimento continuamente. É se entregar, tornar-se parte, contribuindo de forma que seu desempenho e seu envolvimento desencadeie uma série oportunidades para você, seus colegas e o negócio como um todo.
Se mesmo assim, o reconhecimento não vir, levante a cabeça, olhe ao seu redor, calcule as possibilidades e arrisque um novo projeto. Risco, faz parte do negócio, assim como o sucesso.
Juliano Colares
Pensador Mercadológico
@juliano_colares
