Parece tão obvio não? Mas só parece. O fato é que todo mundo sabe, mas pouca gente prática. Ter consciência de nossas limitações não é uma tarefa fácil, ainda mais quando se está buscando espaço em um ambiente super competitivo.
Lembro muito bem de quando meu ex-colega, Rubem Schiling, retornou de um fórum da NRF, National Retail Federation, ou seja, debate organizado pela federação mundial de varejo e que visa discutir tendências e estratégias inerentes a esse meio. Ocorre anualmente em janeiro nos EUA, mas possui uma versão nacional em SP logo em seguida, normalmente início de fevereiro. Maiores informações estão em http://www.nrf.com, é só conferir. Mas enfim, lembro como hoje, das palavras de Rubem: “foi preciso ir a SP, investir em uma inscrição para me dar conta de um conceito muito simples, o qual por um motivo ou outro, deixamos de lado”.
Há diversas situações que nos forçam a tomar atitudes nem sempre confortáveis em relação a assumir determinadas responsabilidades ou compromissos que não estamos de fato preparados. Pressão por resultados, ansiedade em solucionar problemas, a própria competição por um cargo melhor e o receio de passar insegurança e despreparo ao superior, levam a essa precipitação, a essa “imprudência” maquiada de atitude.
Atitude sensata e que se espera de um bom profissional é dizer um “não, eu não sei disso ou daquilo. Procurarei aprender ou alguém que saiba”. Nos dias de hoje, com esse turbilhão de informações nos bombardeando diariamente, dificilmente teremos condições de captar de forma detalhada cada uma delas.
Veja o caso de Mark Parker, diretor mundial da Nike. Iniciou em 1979 na empresa como designer, foi responsável pela criação da tecnologia Air, bem como da Nike+ (aquela cujo chip eletrônico instalado no tênis, permite a troca de informações com seu ipod) e em 2006 foi nomeado presidente, com o objetivo de crescer nos países emergentes, combater a pirataria e manter as chamas da criatividade e inovação acesas. Tudo isso com a consciência do papel de uma empresa do tamanho da Nike, alicerçado ao objetivo de que em 2050 a empresa seja 100% sustentável.
Um designer não chegaria aonde chegou se no mínimo não tivesse a colaboração de pessoas devidamente preparadas, cada uma na sua função, entendo sua parcela de contribuição e agindo em prol do todo. E é a isso que me refiro. Ter consciência de suas potencialidades e fragilidade é dizer SIM para muitas situações, bem como NÃO para outras tantas. Só assim, se adquire a maturidade e a credibilidade para buscar novos desafios. Querer “abraçar” o universo sozinho, não levará a nenhum lugar
Aliás, desafio é algo que pode ser exercitado diariamente, tal como escovar os dentes. Assista o vídeo abaixo e confira.
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Juliano Colares
Pensador Mercadológico
@juliano_colares
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