Uma mente jovem para um mundo em transformação!

A juventude tem uma energia e uma leveza em sonhar e em sorrir para vida e os seus desafios. Percebo nos alunos que estão colando o grau, nas formaturas em que tenho participado na Universidade em que atuo como professora.

Eu participo da  vida acadêmica destes alunos, ministrando  disciplinas na área de marketing. Jovens que estudam por uma promoção em sua carreira profissional, alguns que estudam para abrir o seu próprio negócio, e assim entre  um sonho e outro destes jovens que habitam  em seus corações, mentes e almas.

Conviver em um ambiente universitário com  jovens de características diversas é um privilégio e uma oportunidade de não esquecer da leveza e energia dos sonhos.

Pois no decorrer dos anos de nossas vidas, vamos acrescentando alguns medos ou “pesos” que nos aprisionam em modelos mentais, e nos privam em ousar em nossas vidas.

Percebo que no decorrer da vida profissional a maturidade tem sua sabedoria. Porém, quando os anos passam e deixamos de fazer o que mais gostamos, entramos em uma rotina e deixamos de visualizar oportunidades, permanecendo ligados a velhos conceitos e paradigmas.

Estamos em um mundo em transformação, onde o novo é a certeza. Quando reflito sobre este mundo em transformação tenho uma sensação de alegria e entusiasmo. Por tantas coisas que tenho para aprender e viver.

A internet democratizou a informação, a comunicação está mudando a forma de interagir com os consumidores, os quais têm meio e poder para expressar os seus sentimentos em relação as suas experiências com marcas.

A forma de comercializar os produtos através do comercio eletrônico, trouxe novas marcas e produtos, antes inacessíveis aos consumidores. E um novo modelo de compra.

Os países emergentes são foco das grandes marcas. O Brasil  desponta  como a sexta potência econômica mundial onde a
classe C está com mais capacidade de compra.

Aumentaram-se as novas estruturas familiares. Temos modelos de família  constituídas de  dois homens, duas mulheres  ou  homem e mulher sendo  o que somente importa são  suas verdades e felicidades.

Os idosos não estão mais de chambre em casa, esperando o dia passar. Mas estão divertindo-se, alguns investindo em uma nova carreira ou em um novo relacionamento.

O que ao mesmo tempo me surpreende e me enche de entusiasmo  é que estas transformações foram e são idealizadas e realizadas por pessoas. As transformações acontecem por que as pessoas investem em seus sonhos.

A energia e leveza da juventude estão no seu coração, na sua mente e na sua alma para transformar a sua vida.

Vera Muller / Pensadora Mercadológica

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Uma mente jovem para um mundo em transformação!

Salve as ideias fantásticas matando as medíocres!

As ideias estão por aí. Surgem em cada mesa de bar, discussão de amigos, reuniões e brains diversos. A diferença está em tirá-la do limbo do “se” ou do “quem sabe” para a execução. Alguns desafiam os propagadores delas a meros palpiteiros que nunca construíram nada. Nessa sacola entram os consultores, professores e outros afins. Fácil dizer. Mas vá lá e faça, quero ver. Outra história. Mais complicado e muito diferente do que a mesa de bar cheia de cervejas ou sala de aula com quadros rabiscados.

 

Charlie Hoehn disse que devemos testar decisões antes de levar adiante. Simples. Se a resposta for um sim para sua execução. Pense novamente (obviamente se for não, parta para a próxima). Agora se mais que um simples sim, for um hell yeah!, caia de cabeça nela. Entre no carrinho da montanha russa, não importa quantos loopings vai ter pela frente. Nada de calma e contemplação. Vento no rosto, coração batendo mais forte. E assim entrei nele (e por conseqüência me distanciei temporariamente deste blog).

Ano passado passei pelo teste descrito por Charlie. Uma ideia há muito tempo guardada, algo no ramo do entretenimento e da gastronomia combinou com uma oportunidade única de uma marca que não podia desaparecer. Um bistrô com 12 anos de história, clientes apaixonados, bons produtos, um serviço reconhecido. Respeito, simpatia, preferência e amor. Hell yeah!!! Hora de fechar outras portas do passado. Recolher velhas coisas e guardá-las porque já estavam velhas. E olhar para a frente. Encontrar sentido nas conexões e executar.

Quando acontece o “hell yeah” a convicção recebe doses extras de incentivo. Os desafios, dificuldades e reveses não bastam para desistir. Mesmo quando tudo parece longe, você sabe que está mais perto. Pois você sabe o que fazer e o como fazer. Mas o mais importante é o porque fazer. Há propósito, sentido, tanto na marca quanto no negócio. E toda certeza é reforçada quando ainda de portas fechadas, você fala com uma cliente na porta do bistrô quase em prantos dizendo: “Vocês não sabem a alegria que deram para minha vida voltando com o Grão Brasil. Eu vim até aqui porque me contaram e queria ter certeza que isso era verdade.”

Quantas marcas somem de nossa paisagem e sentimos falta delas? Poucas, muitas são tão invisíveis que sequer sabemos se ainda estão vivas. Mas as especiais deixam um vazio e uma reconfortante sensação de resgate e preenchimento quando voltam. Hell yeah! Aí vale a pena. Independente dos riscos, dos loopings. Mais do que pratos elaborados, sanduíches gourmet, cervejas e espumantes gelados, falamos de uma experiência. Uma parada. Um relaxamento. Algo que faça a diferença na vida das pessoas.

Faça esse teste toda vez que estiver diante de uma decisão. Não mate as ideias empolgantes. E avalie bem as medianas. Boa parte deve mesmo ir para o lixo. Toda vez que perder tempo com elas vai deixar de fazer algo realmente memorável. Algo que possa deixá-lo suspirando de empolgação. E que pode converter as pessoas na mesma direção. Assim são os negócios. As marcas. E a vida.

Felipe Schmitt-Fleischer

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Salve as ideias fantásticas matando as medíocres!

Abra seu negócio e fique rico. Saiba como!

Todo negócio de sucesso requer certa dose de loucura. E todo empreendedor necessita ser um pouco louco. Você já deve ter visto várias situações em que a audiência exclama: “Mas que coisa de maluco! Por que fazem isso?” São os caras que vão para as bordas dos esportes, das artes e dos negócios. Arriscam pois sabem que é assim que se cria o novo. A diferença. E ficar parado pode ser mais perigoso do que a própria decisão em si.

Nesta profusão de alternativas, muitos tem medo de dar errado (e certo talvez). Mesmo que o erro possa ser um melhor conselheiro do que aquele colega de trabalho disfarçado de amigo. Pior ainda quando tem ao seu lado algum articulado incompetente. Teses saírão em profusão, mas sem qualquer resultado importante.

Em recente estudo de Kelly E. See (New York University), Elizabeth Wolfe Morrison (New York University), Naomi B. Rothman (Lehigh University), e Jack B. Soll (Duke University) demonstrou-se que gestores com poder são mais reticentes a tomar conselhos de outros. Grande parte pelo alto nível de confiança em si próprios que dispensaria a necessidade de incorporar visões externas. Combinação que aumenta o risco de decisões falhas. Talvez um outro subproduto do medo, não compartilhar informações para não perder poder. As histórias corporativas (e seus fracassos) contam diversos capítulos assim.

No livro Rework, os autores Jason Fried e David Hanson defendem que todo planejamento é um achismo. Polêmica bonita para quem cultua essa ferramenta. Não muito diferente disso, Mintzberg já havia demonstrado causas consistentes para a ascensão e queda do planejamento estratégico. Toda vez que analisamos e planejamos partimos de pressupostos dos quais não temos certeza se são verdade ou não. Assim encarar de forma mais solta o ato de planejar nos faz melhores. Igualmente pode nos fazer mais propensos a sair em frente, menos paralisados pelo medo de errar.

Defendo em todos os ambientes a superação do medo. As frustrações da inércia são muito maiores. Faça seu planejamento pessoal. Independente e só seu, com todos riscos, incertezas e achismos. E parta em busca do que deseja. Dispense seu chefe e aqueles pseudo-amigos. Se você não acredita em sua equipe, você está perdido. E siga adiante. Como aquela porta de Kafka, algumas oportunidades estão guardadas apenas para você. Se não souber encontrá-las, nunca terá o prazer de desafiar e vencer a montanha-russa corporativa.

Felipe Schmitt-Fleischer

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Quando um Porsche pode destruir seu destino de sucesso

Imagine você ser jovem, bonito, famoso e rico. Jogar futebol nos gramados mais valorizados do mundo. Ser adorado pelos torcedores mais fanáticos. E ainda por cima, ser o centro de uma das disputas mais intensas por um passe de atleta. O ano era 1992, e o todo-poderoso Milan despejou quase 30 milhões de euros na sua contratação. A partir daquele momento tornava-se o jogador mais caro da história, título que sustentou por alguns anos. O valor era tão absurdo que até o Vaticano se manifestou dizendo ser “uma ofensa à dignidade do trabalho”. Silvio Berlusconi, o presidente rossonero, fez ouvidos de mercador. A maior promessa do futebol italiano, no mais poderoso clube da época. Essa combinação indicava que Gianluigi Lentini seria um protagonista de luxo no planeta bola. Seria.

 

Assim como aquele avião descompromissado para Los Angeles fez decolar a carreira anônima de Bruce Willis, outro evento fortuito afetou opostamente o futuro de Lentini. Em 1993 um Porsche Carrera rasga uma autopista italiana tal qual uma serpente atrás de uma presa. O motor aumenta os giros e o ponteiro passa dos 150km/h. Um pneu estoura e o esportivo alemão capota diversas vezes e, antes de explodir, expele o jovem talento milanês no asfalto. O impacto provoca uma série de lesões na cabeça e no corpo. Por milagre sua vida não é levada. Após passar um breve período em coma e um longo de recuperação, ensaia uma volta aos gramados. Quando definitivamente consegue jogar, aos poucos as pessoas vão percebendo que aquele que corria pela ala lembrava vagamente o grande talento de antes. Olhar perdido e jogadas óbvias mostravam a distância entre aquele Lentini que encantou fãs deste que ressurgia após a quase morte.

As oportunidades passam. Para alguns uma vez na vida. Diversos ditos populares exemplificam isso. E o que significa? Que devemos estar preparados para saltar no (e do) trem toda vez que ele passar por uma destas estações. Mas como saber que estamos na certa? De algumas teremos certeza somente com a perspectiva do tempo. Outras não deixarão nenhuma dúvida. Sabemos de pronto que devemos escolher aquela conexão que irá nos levar aonde queremos. Um misto de intuição e fatiamento fino das informações disponíveis irá ajudar nesta tarefa. Assim, quando o momento chegar é importante que tenhamos preparo para realizar esse salto calculado.

De outro lado, temos o reverso. Quando nossas decisões ou eventos dos quais desconhecemos as forças nos levam para onde não desejamos. Erros pequenos, eventuais, fracassos pessoais, ou conjunção de fatores que nos prejudicam. E aquela imagem de que tudo poderia ser diferente se não fosse. Ah, se Zico não tivesse perdido o pênalti, se Tancredo não tivesse morrido, ou se você tivesse dito um não ao invés daquele talvez. Você alguma vez já deve ter sentido o arrependimento da escada. Ao sair de uma reunião, descendo os degraus, colocar a mão na cabeça e lembrar “por que não disse isso aquela hora”. Tarde demais.

Devemos estar sempre prontos, para fracassos eventuais ou definitivos. E saber conviver com eles, pois fazem parte do mesmo jogo. Lentini terminou jogando partidas esquecidas em campeonatos amadores no interior da Itália. Ganhando salários que eram frações ridículas perto do mundo dos milhões em que viveu. No entanto, tocou a vida em frente, continuou fazendo aquilo que sabia e gostava: jogar futebol. E você, como reagiria? Como esta treinando para aceitar a glória dos holofotes ou conviver com as sombras da mediocridade? Lembre-se, a próxima esquina ou o próximo Porsche pode redirecionar sua vida.

Felipe Schmitt-Fleischer

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Quando um Porsche pode destruir seu destino de sucesso

Não desperdice todo seu tempo com dúvidas: Jogue moedas ao ar!

Em 2010 encerrei o ano com o post Aprenda a não tratar como Prioridade, aqueles que te tratam como Opção. Final de ano é propício para reflexões de todo tipo, sobretudo aquelas relativas às escolhas que fazemos e que nos tornam quem somos. De todo tipo, desde as pessoais às profissionais. Alguns preferem acreditar que a vida nos leva. Outros tomam com as mãos o destino. Mesmo que as rotas não sejam retilíneas, tendo um ponto adiante, fica mais fácil definir qual a decisão mais acertada.

 

Uma coisa é certa. Mesmo com toda dúvida, incerteza e aleatoriedade, ainda temos parte importante do jogo. No post “Se você quiser ser bem sucedido, duplique sua taxa de fracassos!” mergulhamos no universo das possibilidades. E descobrimos que você ainda pode fazer a diferença. Facilite a jogada, tire um pouco do peso sobre os ombros e mova-se. Se não souber o que fazer jogue uma moeda ao alto e cada face seja um caminho a seguir. Não que o resultado vai te indicar o certo a fazer. Mas naqueles diminutos instantes que a moeda irá girar no ar, você inconscientemente irá torcer por um resultado. Está aí!

Será o certo? Talvez. Mas não desperdice todo seu tempo com dúvidas. Vimos em Velhas Tradições, Novas Estratégias que o tempo é muito mais valioso que o dinheiro. Isso vale para as marcas e vale para nós. 2011 serviu para construir um pouco de uma parte importante da sua história. 2012 servirá para continuá-la. Aqui ou em outro lugar. Esqueça o que te contaram sobre vestir a camiseta da empresa. Você deve vestir a sua camiseta. Se não gerir sua carreira, ninguém irá fazer isso por você. E a vai acabar priorizando quem apenas te escolheu como uma opção.

E nesse jogo de pensar e fazer, lembre-se que o planejamento é como uma dança da chuva. Você pode fazê-la e até não começar a chover. Mas você aprendeu a dançar. E isso já valeu. E nesse ritmo, das prioridades e dos movimentos, lembre-se sempre que o que se leva, são aquelas almas que você tocou. A pesquisa de John Izzo sobre do que nos arrependemos em Escolhas Ousadas, mostrou que tentar vale é muito mais forte que o medo do fracasso. E no final das contas o dinheiro é esquecido e o que fica são as pessoas. E nessas escolhas, valem os amigos verdadeiros. Sejam loucos. Sejam santos.

Felipe Schmitt-Fleischer

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"A pressa passa, mas a m… fica"

Em algum lugar já disseram que as coisas urgentes tomam lugar das importantes. A sensação de tempo curto demais para tudo, apenas acelera o erro. Pior para aqueles que não sabem sequer o que é importante ou urgente. Em reunião crítica, o gerentão grita: “Olha, como ficou o gesso da loja?”. Estava mentalmente em outro lugar. Não na reunião que deveria estar. Já vi imersão de planejamento em que o dono do negócio ficava no telefone negociando carros. Surreal, mas muito real. Esses equívocos, às vezes naturais e não percebidos, são graves. Tão graves quanto mandar e-mails para mim pensando em vender as “utilíssimas” pulseiras Power Balance.

Um livro em que esbarrei alguns anos atrás com um título curioso, algo como 100 Empregos Idiotas, abordava diversas profissões, de meretrizes a consultores. Nesta segunda, destacava que era uma profissão na qual seu filho dificilmente consegue explicar para os coleguinhas de classe o que papai faz de verdade. Para que serve um consultor? Ouve algumas das pérolas diárias da gestão empresarial. E como um consigliere, tenta fazer com que o cinto da Prada seja um pouco menos importante do que a decisão que aquele diretor deve tomar.

Prioridades certas podem ter consequências desastrosas. Imagine as erradas. Junte um pouco mais de ingredientes e então destrua negócio e marca. Siga essa lista ao pé da letra com pressa e vai conseguir chegar lá bem rápido:

– Corte investimentos, concentre a tesoura em marketing e no desenvolvimento das pessoas

– Ouça muito a opinião dos vendedores, sobretudo quando aconselham a baixar o preço

– Delegue a gestão da marca para a agência, eles fazem comunicação então saberão como cuidá-la

– Pesquisas de mercado são inúteis, você conhece o mercado

– Não gaste nada com inovação (copie dos outros viajando 4 vezes por ano para Europa)

– Economize em design, isso é bobagem de moderninhos da hora

Para finalizar, foque tudo em preço e qualidade. Eles são sua tábua de salvação. O elixir para a supremacia do negócio. Lembre-se sempre que Deus está nos detalhes. O diabo está nos detalhes. E o branding está nos detalhes. A decisão está com você. Mas lembre-se a pressa passa, mas a outra fica.

Felipe Schmitt Fleischer

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"A pressa passa, mas a m… fica"

Ser feio antes era sinal de azar, agora prova que você é um perdedor!

O mundo das escolhas está a nossa frente. Nunca tivemos tantas opções. E por consequência tanto a decidir. Segundo Daniel Pink, automação e Ásia levaram a uma era de abundância nunca vista. Uma infinidade de categoria de produtos e serviços, dentro dos quais centenas de fabricantes colocam suas diversas marcas. Uma simples ida ao supermercado da sua cidade pode virar um inferno se você não tiver os atalhos certos. Nada como algumas marcas na cabeça para resolver seus problemas. Mas mesmo assim, temos dentro delas variações que geram mais confusão do que ajuda. Omo máquina ou cores? Motor flex ou a gasolina? Couro de canguru ou sintético?

 

O processo de decisão passou a ser complexo e muitas vezes motivo de frustração. Certa vez, Leonardo da Vinci disse que a simplicidade era o último grau da sofisticação. Se depender disso estamos mais próximos de um mundo pouco sofisticado. Que torna tudo muito complexo. Sobretudo quando as alternativas parecem todas indiferentes prometendo igualmente resolver nossos problemas. De acordo com James Twitched, os fabricantes de cigarro da década de 30 se deram conta que para vender mais precisavam diferenciar seus produtos ou dizer que eles eram diferentes. Desde então fumar foi associado a um estilo de vida glamouroso. Somos seduzidos por tudo que é familiar e as marcas buscam justamente isso. Tornar-se parte de nossa família ou ser nossa amiga mais próxima quando pensarmos novamente naquele produto.

No mar das opções de consumo, cada escolha representa renúncias. E para aqueles que são desconfiados com sua capacidade de definir, sempre parece que o melhor ficou na mesa ao lado. Janet Landman escreveu em Regret que quanto mais alternativas atraentes temos, maior a chance de arrependimento. E mesmo que tenhamos feito a escolha para maximizar a satisfação, o processo de adaptação irá se encarregar de rapidamente apagar o brilho da escolha. Aquele carro que nos primeiros dias parecia a experiência mais excitante de direção, logo se torna algo comum e corriqueiro assim como aquele sapato reluzente comprado como jóia, agora atirado em algum canto do seu closet.

Assim vamos consumindo desenfreadamente. Tal o pensamento da jornalista Wendy Kaminer, inspiração do título deste post, até a beleza vira uma opção de consumo. Entre uma nova calça ou maquiagem exótica, escolhemos também um novo detalhe para nosso nariz ou outra correção corporal qualquer (até a tal cor laranja lembrada pelo Gustavo Ermel). Como Richard Conniff comenta a respeito do ambiente natural dos milionários, naquele übermundo reluzente de esposas-troféus e traficantes internacionais de armas, todos eram ricos e bonitos. Mais aceleramos conforme for o padrão de nosso grupo social. A moto de 450 cilindradas não adiante mais se nosso amigo comprou uma de 1000. O relógio é da coleção passada, seu colega de trabalho comprou um da nova. A corrida sem fim para lugar nenhum. Aquele sujeito que passas as férias entre Davos e Aspen frustra-se por ter uma fortuna estimada em 950 milhões dólares. Muito, mas ainda aquém daquela palavra mágica que começa com a letra B. Em algum canto do seu quarto em frente ao Hyde Park deve pensar o que fez de errado.

Robert Frank aponta que todos queremos ser o peixe grande em nosso próprio lago. Mas qual o lago certo? Com o nível de informação e instantaneidade de hoje parece existir apenas um lago. O que é frustrante principalmente para quem não tem o sobrenome Buffet, Slim, Gates ou Batista. O economista Fred Hirsch mostrou que por mais desenvolvimento que tenhamos para elevar o padrão de vida, nem todos podem ter Ferraris na garagem, barcos em Monaco e Van Goghs nas paredes. E quando corremos atrás do melhor que conseguimos, os outros fazem também, igualando tudo de novo. Conheço algumas pessoas que vivem essas eternas frustrações em não ser suficientemente ricas como gostariam. Sugiro a leitura de O Paradoxo da Escolha de Barry Schwartz. Ajudou a suavizar um pouco mais algumas questões que anteriormente eram confusas. Talvez ajude outros também a conviver com restrições e gratidão. Antes que a vida passe. E o que fique seja muito menor que deveria.

Felipe Schmitt Fleischer

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Ser feio antes era sinal de azar, agora prova que você é um perdedor!

Empurre o gordo da ponte e salve 5 vidas!

Hoje, quero falar sobre ética, justiça e moral. Não são tópicos fáceis de serem discutidos, porém todos nós falamos diariamente sobre eles. Conseguimos claramente enumerar políticos e cidadãos que são imorais, corruptos e injustos, mas dificilmente conseguimos olhar para nós mesmos e observar as nossas atitudes e perceber quão injustos e corruptos nós também somos.

Agimos errado pelo menos uma vez ao dia. Todo mundo faz alguma coisa errada todos os dias, e a desculpa é que o nosso erro talvez não seja tão ruim quanto o do outro. Ou seja, estamos agora tabelando, nivelando, o quão ruim um erro é a fim de não nos sentirmos tão culpados com o nosso erro.

Há algumas semanas, assisti um vídeo que acabei usando em aula com alguns alunos e, que não saiu da minha cabeça desde então.

michael_sandel_what_s_the_right_thing_to_do.html

Nesse vídeo, o professor Michael Sandel discute o lado moral do assassinato em sua aula de justiça em Harvard. O vídeo é longo, mas vale cada segundo. Logo nos primeiros momentos, ele apresenta a seguinte situação:

Imagine que você está dirigindo um bonde e que esse bonde esteja sem freios e por isso, está descontrolado. No caminho do bonde encontram-se 5 trabalhadores que inevitavelmente serão mortos por ele. Em um caminho lateral, tem apenas 1 trabalhador na pista. A única coisa que funciona no bonde é a direção. Você viraria a direção do bonde a fim de matar somente 1 pessoa e salvar as outras 5? O que você faria?

Não se preocupe, não tem resposta certa. Se você escolheu virar e matar somente 1 pessoa, você fez a escolha mais comum, pois de acordo com a maioria das pessoas, é preferível matar 1 e salvar 5 do que matar 5 a salvar 1. Outros optam por matar os 5, pois esse era o curso original do bonde. Ok, vamos continuar com esse experimento.

Imagine agora que você não está dirigindo o carrinho, mas sim, observando o bonde descontrolado indo em direção aos 5 trabalhadores. Você está em uma ponte observando a situação e ao seu lado tem um homem gordo se pendurando para olhar o acontecimento. Você jogaria o gordo da ponte para que ele caísse sobre o bonde e assim evitasse de matar os 5 trabalhadores? Sim ou não?

A lógica é a mesma, matar 1 para que 5 sobrevivam. Quem escolheu a opção um na primeira parte do exercício manteve a opção agora? Geralmente muitos mudam a sua escolha, pois agora a opção parece mais pessoal, você estará matando com as próprias mãos. Alguns permanecem com a mesma resposta, embora se sintam um pouco mais desconfortáveis.

O exercício continua com uma mudança de cenário. Imagine agora que você é um médico/a e que no seu hospital 5 pacientes precisam urgentemente de um transplante de órgãos para sobreviver. Nisso, entra um paciente saudável para realizar um check-up. Você mataria o paciente para salvar a vida dos outros 5? Bom, a situação ficou mais difícil, mas a lógica é a mesma, certo?

O que o professor quis mostrar, é que não é tão fácil assim discernir o que é certo e errado, nem julgar quem toma uma decisão em determinado momento. A lógica pode ser a mesma, mas a situação muda, e por isso, nos comportamos diferentemente. Muitas vezes pensamos nas consequências morais dos atos e são por elas que nos baseamos. No entanto, nos casos mais complicados (como no exemplo do homem gordo na ponte ou do paciente inocente fazendo um check-up), pensar somente nas consequências (matar 1 para salvar 5) não é suficiente. Ao invés de pensar na consequência do ato, colocamos a moralidade no que é certo ou errado e, nos nossos deveres.

Lembrei muito desse vídeo indo para o trabalho essa semana. Em dois momentos na estrada é comum motoristas furarem a fila da sinaleira a fim de economizarem tempo e não ficarem lá no final da fila. Isso me incomoda muito. Fico me questionando se essas mesmas pessoas que furam a fila no sinal, furam a fila do cinema, no mercado, no banco, etc…

Acho pouco provável que as pessoas que cometam essa “imoralidade” façam o mesmo em outros locais. Por que será que ali é menos pior? Será que é pelo fato de estarem ocultas pelos seus carros, ou porque na escala de erros esse é menos pior?

No nosso dia a dia quantas coisas erradas nós fazemos, pois nos ocultamos da visão reprovadora do outro? Seja nos ocultando com o uso do carro, pelo cargo que ocupamos, ou com os famosos, você sabem com quem está falando? Você sabe quem é meu pai? Quantas coisas nós fazemos errado porque no final das contas na nossa tabela de erros não colocamos aquele erro como um erro tão ruim?

Não sei quanto a vocês, mas esse vídeo me fez pensar muito. Não sou perfeita, mas estou revendo muita coisa na minha vida.

Aline Jaeger
@aline_jaeger
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Empurre o gordo da ponte e salve 5 vidas!

Bem-vindo ao FAKEBOOK!

Todos os dias pela manhã, enquanto leio os jornais, aproveito para ler meus emails, para também conferir as notícias e discussões no Twitter e para ver o que está acontecendo no Facebook. Isso se tornou uma rotina para mim, e uso cada uma dessas ferramentas com propósitos diferentes.

Hoje, uso muito menos o e-mail do que antigamente. Os e-mails que envio são por motivos profissionais, para fazer cadastros e para receber alguns textos.

O Twitter para mim é quase que uma overdose de informações. Uso para ler notícias da minha cidade, do país e internacionais, para saber do trânsito, para conferir dicas de blogs, e para conversar com alunos e amigos.

O Facebook para mim é um local de compartilhar um pouco da minha vida, mas muito mais para compartilhar conhecimento. Tudo que acho interessante, eu compartilho. Tudo que os meus amigos postam e eu acho legal, curto e, compartilho. Para mim, o Facebook funciona como um disseminador de boas ideias. No entanto, tenho percebido outras utilidades do Facebook.

Para muitos, o Facebook se tornou um local para estampar uma falsa felicidade. Nas suas páginas pessoais colocam diariamente fotos, posts e comentários bobos e sem sentido para estampar para o mundo o quão felizes são. Para mim, essas pessoas usam um FAKEbook. Sim, fake de falso mesmo.

Não tenho nada contra quem posta fotos de momentos bacanas da sua vida, uma receita legal que fez e queira compartilhar (eu mesma fiz isso com o meu primeiro cheesecake). O que me incomoda é essa necessidade constante que algumas pessoas têm de compartilhar cada segundo de suas vidas felizes (sim, porque essas pessoas não compartilham nada de ruim, até porque nada de ruim acontece em suas vidas), com o mundo. A minha pergunta é: Por quê?

Acho, que quem precisa mostrar o tempo todo que é feliz, na verdade não sabe ao certo se é feliz ou não, e precisa, que o mundo ache que essa pessoa é feliz para que então ela mesma acredite na sua felicidade. Ficou claro? A pessoa precisa que o mundo acredite na vida feliz e perfeita que ela vive quando na verdade nem ela sabe se é feliz ou não!

Fico incomodada com as pessoas que vão a shows e passam o tempo todo gravando o show e não curtindo. Gravam para lembrar depois do momento que praticamente não viveram? Ou gravam para mostrar para os outros, algo de legal que fizeram?

Acho um saco quem viaja e passa o tempo todo tirando foto. Pra que? Pra poder postar no Face/Fakebook ou mostrar para os amigos e familiares. Amo fotos e tiro fotos quando viajo, mas o objetivo da viagem é a viagem e não tirar fotos da viagem.

Acho que se você não é uma pessoa de bem consigo mesma, pode sofrer muito com esse mundo fake que estamos vivendo. Se a tua vida não tá lá essas coisas, o casamento não tá muito legal, não tem dinheiro para viajar, ou comprar alguma coisa todo dia, evite olhar o Facebook de algumas pessoas. Embora a felicidade estampada ali, não seja uma garantia de felicidade verdadeira, até você se dar conta disso, você já pode estar na fossa.

Assisti ao filme Amor Por Contrato (The Joneses 2009) por indicação de uma aluna e leitora do blog e recomendo. Vale a pena conferir uma família retratando a falsa felicidade e os efeitos naqueles que vivem ao redor. Nem sempre temos a noção de como ver diariamente a felicidade falsa dos outros, estampada no Facebook ou ao nosso redor, pode ter efeitos nocivos na nossa vida. Chega de FAKEbook por favor!

Aline Jaeger

@aline_jaeger

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Bem-vindo ao FAKEBOOK!

O fio dental e a boa gestão dos seus dias


Pasme: menos de 15% das pessoas passam fio dental uma vez ao dia. Pasme
mais: estou falando da classe A. Imagine até onde despencam o percentual e
os dentes quando as classes B, C, D e E entram na conta.

E o que isso tem a ver com fazer uma boa gestão dos seus dias? Tudo.
Desde sempre acreditei que temos que fazer de forma recorrente certas
tarefas que não nos agradam muito. Ou quase nada. Em geral, uma agência de
comunicação não lembra coisas como processos bem definidos, controle da
produção diária e de gestão. Isso sempre me incomodou muito e foi algo
contra o que lutei. Tanto que logo que a SPR – empresa que fundei há 14 anos
– passou a ter mais colaboradores do que eu podia supervisionar começamos a
validar a pauta de cada um diariamente. Tudo de um jeito bem simples e
sempre com minha participação. Todos achavam um saco, inclusive eu. Mas a
agência funcionava melhor com essa atitude diária; nossos dias ficavam
melhores e mais produtivos.

Então comecei a estudar a respeito, ler sobre hábitos, gestão do tempo e de
tarefas. A passagem de pauta ficou mais sofisticada. Foi para o Excel,
ganhou índices de prioridade, horários a cumprir, entre outros.
Desde então, já se passou quase uma década e meia. Somos mais de 35
colaboradores, e hoje temos uma consultoria contratada para executar o que
chamamos de Projeto de Melhoria Contínua. Um dos resultados é o procedimento
de passagem da pauta diária, carinhosamente chamado MPS (Master Production
Schedule). Reúne 17 pessoas: os líderes dos departamentos, mais as
executivas de atendimento e suas assistentes. Pasmem novamente – mesmo
juntando mais de 15 pessoas, tudo se resolve em menos de 30 minutos. Para
ser preciso, das 8h30 até 9h no máximo. É pontual, objetivo e produtivo.
Também é eficiente porque todos se preparam no dia anterior. Para muitos,
talvez pareça chatíssimo, mas o benefício é fantástico. Dos líderes aos seus
times, todos sabem o dia que terão e se programam para tal. A vida corre com
menos atravessamentos, interrupções e perda de concentração. Os times
produzem mais e melhor, terminando a jornada com uma sensação de que fizerem
algo que vale a pena. Uma belíssima evolução comparado ao que fazíamos 14
anos atrás.
É como o uso do fio dental. Quem não usa, acha um saco, só se lembra dele quando
aquela picanha se esconde lá atrás do molar. Nessa hora, chega a doer e até
a sangrar. Em compensação quem usa diariamente, considera fundamental. Até
sente falta. Resultado: dentes saudáveis e horas a menos de tortura na
cadeira do dentista (ele até lhe elogia).Sem falar nos milhares de reais
poupados em obturações, canais e restaurações.

Moral da história: muitas vezes temos tudo na mão. O que falta é entender,
ter energia e investir tempo para programar nosso dia. Você sabe o que
precisa realizar para ele render mais. Seja como for, transforme esse
aquecimento em prática diária. No início pode doer, incomodar. Mas garanto
que você e seu time vão se sentir bem melhor.

E lembre-se: o fio dental está ali no balcão. É só resolver pegar.

Juliano Brenner Hennemann
http://www.spr.com.br
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O fio dental e a boa gestão dos seus dias