POR QUE ODIAMOS O ROSA?

Semana passada fiz um convite aos leitores do blog e, especialmente à comunidade da Unisinos, a mudar um pouco o jeito de olhar a vida. Adorei ler os comentários no blog e no Facebook e, adorei ver como as pessoas compartilhavam o meu texto.

Várias pessoas mencionaram que o texto trazia uma visão positiva do mundo, uma visão alegre. Uma aluna mencionou Pollyana (personagem de um livro infanto-juvenil que era capaz de ficar feliz nos piores momentos).

No entanto, um Pensador do blog compartilhou o meu texto fazendo um comentário que chamou muito a minha atenção e me fez pensar sobre o post de hoje. Ele disse assim: “Aline Jaeger pinta o Pensador Mercadológico de cor de rosa.” Achei curiosa a escolha da chamada. Como assim cor de rosa? Rosa porque sou mulher, ou rosa porque é uma visão romântica? Afinal de contas, por que a cor rosa?

Quando li esse comentário achei engraçado e não me incomodou nem um pouco, mas logo lembrei de um artigo que usei em aula que discute o quanto as mulheres, na verdade, odeiam a cor rosa e o quanto essa cor não é positiva quando associada ao câncer de mama ou de útero. A pesquisa é interessante e vale a pena conferir.

Não quero generalizar, e não posso dizer que odeio a cor rosa, mas a verdade é que aprendi ao longo dos anos a não gostar tanto assim do rosa, a ver o rosa como uma cor de menininha, cor de romance juvenil.  Rosa é a cor dos quartinhos de bebês de meninas na maioria das lojas infantis e da maioria das roupas nas mesmas lojas. Rosa é a cor usada para decorar o banheiro feminino de casas de festas infantis e das bicicletas e rollers das meninas. A cor rosa é a cor da Barbie e de seu mundo encantado.

No entanto, rosa não é uma cor que encontramos nos escritórios de executivas, nas pastas de trabalhos e nos materiais das universitárias. A cor rosa não é uma cor que remete à uma ideia de seriedade, de profissionalismo, mas no entanto, é uma cor muito associada às mulheres.

É interessante analisar os dados encontrados pelo estudo da Harvard Business Review. As mulheres odeiam a cor rosa porque a cor as faz lembrar do fato de que são mulheres. Não é a cor em si que elas odeiam, mas o fato da cor ser um indicativo de gênero, o que faz com que as mulheres assumam uma posição defensiva.  Se rosa não é uma cor séria e profissional, é claro que as mulheres não vão querer ser associadas a ela.

Porém, acho que estamos perdendo um pouco do mundo cor de rosa quando excluímos o rosa da nossa vida por medo. Será que precisamos ser um ou outro? Será que ser rosa é não ser profissional? Será que ser rosa é ser sensível demais e instável? Será que ser rosa é ser fraca e incompetente? Será que ser uma boa dona de casa é ser Amélia? Será que ser feminina é ser frágil? Será que ser rosa é ser menos?

Acho que o ter que se provar nesse mundo competitivo, de mostrar o quanto somos competentes e capazes, faz com que tenhamos medo de nos impor e de ser quem queremos ser, faz com que sigamos essas normas não estabelecidas, mas que estão aí, no nosso dia a dia.  O mais chocante (ou talvez não seja tão chocante assim) é que impomos esse julgamento a nós mesmas, e olhamos torto quando encontramos uma Penélope Charmosa ou uma Barbie por aí.

Aline Jaeger

@aline_jaeger

Pensadora Mercadológica

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POR QUE ODIAMOS O ROSA?

“Se você quiser ser bem sucedido, duplique sua taxa de fracassos!”

A história conta que na virada dos anos 70 para os 80, um certo bartender morava no quinto andar de um prédio sem elevador em Nova Iorque. Virava-se como podia para sobreviver. Ao lado de sua nada promissora carreira com vermutes e taças, tentava se firmar como ator, fazendo pequenas e esquecidas peças. Até que um dia qualquer em 1984 resolveu tomar um avião e seguir para Los Angeles assistir aos Jogos Olímpicos. Por sugestão de um agente, aproveitou a estada para fazer testes para papéis na televisão. Entre eles, uma oportunidade para estrelar uma nova série, na qual os produtores já tinham nomes quase certos. Quase. Ele passou no teste e foi estrelar o seriado A Gata e o Rato. O resto da história deste bartender afortunado chamado Bruce Willis todos conhecem. Sorte, habilidade, sucesso, acaso. O que estes elementos fazem com nossas vidas? Seja com Bill Gates ou com aquele programador que vende o almoço para pagar o jantar.

Alguns anos atrás, no mercado das grandes indústrias de calçados havia um mantra repetido pelos gurus do momento. O caminho inexorável para o sucesso das marcas passava pelo desenvolvimento de um canal exclusivo de distribuição. As famosas lojas monomarca. O sucesso da Arezzo, empresa que abandonou o modelo industrial e rumou para um projeto nacional de franquias, avalizava o conselho e servia de exemplo. Algumas marcas seguiram o modelo, entendendo que o efeito (sucesso) era apenas uma questão de tempo necessário após a causa (adoção do modelo de varejo). Se retrocedêssemos no tempo, um observador olhando para as empresas Via Marte e Via Uno, diria que o sucesso estava do lado da segunda (a julgar pelas suas escolhas estratégicas em abrir lojas) e o fracasso do lado da primeira (dependente das lojas multimarcas). A simplificação leva a equívocos, principalmente por tendermos a acreditar em modelos fixos de causalidade (veja post Sucessos Efêmeros). O que aconteceu até o momento com cada uma das Vias é dispensável de comentário, pois todo mercado conhece.

O caso de Bruce Willis (e tantos outros) nos mostra que o aleatório tem papel influente e decisivo nos acontecimentos. Geralmente não percebemos os efeitos desta aleatoriedade na vida, porque quando avaliamos o mundo, temos tendência a ver exatamente o que esperamos ver. Definimos o grau de talento de um gestor ou de uma empresa em função do seu nível de sucesso. Então reforçamos esse sentimento de causalidade referindo a mesma correlação (se tem talento terá sucesso). Certa vez o londrino The Sunday Times enviou manuscritos datilografados dos primeiros capítulos de dois romances vencedores do Booker Prize (prêmio aclamadíssimo da ficção contemporânea) a duas dezenas de grandes editoras e agentes. Mas cuidadosamente os textos foram enviados com autoria de desconhecidos. E como foram avaliados trabalhos tão bem sucedidos? Rasgados elogios? Não! Todos os textos foram recusados. Exceto um, mas com ressalvas de que não havia entusiasmo suficiente para levar adiante.

A linha entre habilidade e sucesso é variável. É muito simples acharmos méritos em empresas cujos faturamentos e lucros beiram os zilhões. E vermos deficiências em gestores cujas ações e decisões não trouxeram os objetivos esperados. Uns levam o carimbo de super-heróis. Certa vez Abílio Diniz posou para uma foto da Exame vestido de super-homem. Os demais de fracassados e incompetentes. Deveríamos avaliar mais as pessoas pelas habilidades do que pelos resultados. Pois resultados não são proporcionais às habilidades, e a habilidade sozinha não garante conquistas, como salienta o físico Leonard Mlodinow. O acaso continua por aí e tem papel decisivo no sucesso, conforme Malcolm Gladwell argumentou em Outliers. Funcionou positivamente com Bruce Willis e negativamente com uma série de atores que seguem ralando nas ruas. Continuadamente esses efeitos estão afetando tudo a nosso redor e alterando para o bem e para o mal (conforme o ângulo) os resultados finais. A história das marcas de calçados (com e sem lojas exclusivas) ainda terá infinitos capítulos, mudando quase que certamente a ordem dos vencedores, o que levará a novas conclusões e modelos mentais e de negócio. Certo apenas que o acaso jogará com força (e poucos o levarão em conta).

Então se tudo é aleatório, devemos apenas sentar e esperar? Não se apresse nesta conclusão. O acaso não vai deixar de existir, mas cabe a nós aumentar nossa taxa de tentativas. Isto está sob nosso controle! Se você esperava um sinal, aqui está ele! Assim quanto mais formos em frente e tentarmos, maior será nossa chance de ter o resultado esperado. Como já destacado no texto Escolhas Ousadas, quanto mais você se arriscar, menor será o seu grau de arrependimento futuro (e maior sua probabilidade de acertar no presente). Não ligue para o fracasso, como brinca a frase de Thomas Watson título deste post. Ele é produto com mesmo selo de origem do sucesso. Ambos vem da mesma caixa (leia A Invisível Linha entre o Sucesso e o Fracasso). Além disso, tem sua utilidade, pois possibilita aprendizado muito maior que o próprio sucesso (veja mais em Fracassos, Satélites e Gestão). Vá em frente, faça suas pegadas únicas. Mergulhe de cabeça. Descubra quem é você mesmo neste emaranhado de alternativas futuras.

Veja outros textos dos pensadores mercadológicos sobre este tema:

Sucessos Efêmeros

Escolhas Ousadas

A Invísivel Linha entre o Sucesso e o Fracasso

Fracassos, satélites e gestão

“Deixa as chaves do carro e vai dar cabeçadas sozinho.” 

Aceite o fracasso!

Deus é o culpado!

Você é um vencedor ou um perdedor? Como você reage ao primeiro sinal de um problema?

A arte de desistir

But they complain and complain and complain

Felipe Schmitt Fleischer

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“Se você quiser ser bem sucedido, duplique sua taxa de fracassos!”

Seja um bobo alegre

Pare e pense um pouquinho na quantidade de coisas que você já reclamou hoje. O trânsito está ruim, as ruas estão esburacadas, a internet não está funcionando, a encomenda não chegou, o cliente não fez o depósito, e assim vai.

Diariamente reclamamos sobre as mais diversas coisas. Reclamamos com razão, mas muitas vezes reclamamos por diversão. Sim, já se tornou parte da nossa rotina reclamar, e reclamar mais um pouco. Parece que alivia o stress, e por incrível que pareça, conseguimos nos unir e ficar mais próximos de outras pessoas que reclamam o mesmo que nós.

Tem gente que usa o twitter ou o facebook como uma máquina de reclamações. Ali, colocam todas as raivas para fora. E com alegria, esperam as mais diversas pessoas retuitarem os seus comentários ou marcarem curtir. Então suspiramos e pensamos, ufa, que legal, não sou o único que odeia essa coisa.

Eu também sou um pouco assim. Comentários sobre a BR116 fazem parte do meu histórico no twitter e facebook, mas ultimamente tenho tentado ser um pouco mais boba alegre.

Na verdade, eu sempre fui um pouco boba alegre, sempre olhei o mundo com os olhos de criança. No entanto, fui crescendo, fui me adaptando ao mundo adulto e fui perdendo um pouco dessa alegria, dessa admiração pelo mundo e fui me perdendo no mundo das reclamações, do desgosto, do ruim, do pior.

Eu sigo diferentes pessoas no twitter e algumas comunidades. Uma delas, se chama Unisinos Deprê. Acho importante ver o que os alunos estão reclamando sobre o local onde eu trabalho, acho mais interessante ainda, ver a forma como reclamam. Sou super a favor de críticas, mas de críticas construtivas. Acho que muitos, ainda não entenderam o que significa criticar, e fazem uso da critica de forma avassaladora, o que eu chamo de critica destrutiva.

Acho divertidíssimo os comentários sobre a temperatura da univesidade, de como os patinhos do lago foram parar em outra cidade por causa da ventania, ou os conselhos para usarmos galochas devido as chuvas. No entanto, lendo algumass reclamações pesadas, fico pensando que alguns alunos estão se perdendo nesse mundo cinzento e estão esquecendo de ser um pouco mais bobos alegres. Será que tem tanta coisa assim para reclamar? Ou será que é divertido reclamar e ver seu nome ali retuitado para várias pessoas? E, mais ainda, o que será que tem para elogiar, apreciar?

Assisti um vídeo do TED nesse final de semana, sobre um rapaz que criou um blog chamado 1000 Awesome Things (1000 coisas fantásticas/maravilhosas). Quando a vida dele estava uma merda, ele resolveu criar esse blog para se lembrar de todas as coisas AWESOME, fantásticas que vivemos a cada dia. Exemplos como:  encontrar uma nota de 20 reais dentro de um casaco, ser o primeiro da fila no supermercado, o cheiro de bolo saíndo do forno, a ligação que tanto se esperava, banho de chuva em um dia quente, um dia de sol depois de tanta chuva.

Contei essa história para uma amiga e foi então que o termo bobo alegre apareceu. O título desse artigo é uma homenagem à ela. Essa minha grande amiga, disse que achava que ser assim é ser meio bobo alegre. Será? Se for, então eu sou boba alegre, e feliz.

Pois bem, então depois de tudo isso, resolvi criar um novo twitter para mim. Mas agora um chamado @Uni_awesome. Convido todos os meus alunos, alunos da Unisinos, funcionários e professores a participarem desse twitter e contarem um pouco daquilo que gostam desse local que faz tão parte da nossa vida, do nosso dia a dia. Às vezes, passamos mais tempo lá do que na nossa própria casa, então que tal compartilhar as coisas que gostamos desse lugar e que achamos AWESOME!!!

Convido você a fazer o mesmo sobre o seu local de trabalho. Ok, não precisa criar uma conta no twitter, mas pode ser uma listinha pessoal. Uma coisa para cada dia, até o final do ano. Garanto que será bacana descobrir como existem coisas que te agradam e que você nem lembrava. Mudando a perspectiva com que encaras as coisas não quer dizer que os problemas deixarão de existir, ou que eles não deverão ser considerados e melhorados, mas a sua vida será mais alegre, mais tranquila e melhor.

Aline Jaeger

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Pensadora Mercadológica

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Seja um bobo alegre

A internet mais cara do mundo

Frequento seguidamente os dois lados de uma sala de aula. Em ambos percebo que uma parte significativa dos alunos está em algum lugar qualquer. Menos ali. Como colega de classe pouco me atrapalha. Como professor a situação é um pouco mais desagradável. No entanto, não interfiro, as escolhas são individuais. Cada um gasta o seu dinheiro (ou o do pai e da empresa) como achar melhor. O tempo passa rápido demais. Os momentos únicos do ambiente universitário não vão durar para sempre. E quando a conta chegar será tarde talvez.

Poucos podem perceber isso agora. Inclusive tenho a convicção que fazem essa escolha baseados em que é a coisa certa a fazer. A aula em si não se encaixa na sua realidade, pois ela ainda não existe. O mundo de faz de conta de ‘estudar, viajar e sair’ não precisa de novos conceitos ou ideias provocativas. Basta um clique no curtir do Facebook e um tweet inexpressivo. Nos rápidos minutos que escrevi esse texto, em diversas salas das universidades, mais alguns aproveitaram a internet mais cara do mundo. E acharam isto uma escolha inteligente.

Felipe Schmitt Fleischer

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A internet mais cara do mundo

Afinal, o que querem as mulheres?

No final do ano passado, um comercial de TV mostrava repórteres perguntando para pessoas na rua: “você sabe o que querem as mulheres?”, até uma velhinha responder entre surpresa e irônica: “ora meu filho, você não sabe?”. Pois é, tem muita gente querendo vender produtos e serviços para as mulheres sem ter a mínima ideia do que elas querem.

Isso acontece porque várias empresas são predominantemente masculinas e ainda acreditam que basta incorporar o padrão cor-de-rosa aos seus produtos para se comunicar com o público feminino. Além disso, grande parte dos empresários que se consideram atentos ao novo perfil e às novas necessidades da mulher, permanece com uma visão estereotipada e idealizada das mulheres.

Só que na verdade é muito mais complexo que isso, pois a mulher de hoje quer design sim, mas desde que ele atenda às necessidades de sua rotina sobrecarregada. Ela também não pensa apenas no uso imediato do que está adquirindo, mas tem uma visão muito mais abrangente dos seus benefícios e das pessoas que poderão utilizá-lo além dela própria.

 

Nas últimas décadas ela conquistou novos papéis na sociedade e mudou radicalmente sua postura. A mulher de hoje trabalha, é independente e não tem mais nenhuma afinidade com a mãe sorridente que serve a família nos comerciais de margarina. Uma evolução natural do comportamento humano que a indústria e o comércio estão acompanhando, certo? Bem, talvez não com a velocidade que elas gostariam, e muitas acham que com frequência ainda são tratadas com preconceito e machismo.

Encenação de um artigo intitulado “The Good Wife’s Guide,” publicado em 1955 na revista “Housekeeping Monthly”.

Hoje as mulheres, além de serem grandes consumidoras, têm enorme poder de influência nas compras dos seus parceiros e da família. Segundo pesquisa do Boston Consulting Group, publicada no livro “Women Want More” elas já controlam 70% do consumo mundial e decidem o que será comprado em 80% dos casos. Sem falar nos valores envolvidos, pois em escala global, em 2014 sua capacidade financeira será o equivalente a duas vezes o PIB da Índia e da China.

E o Brasil não foge à regra: esta semana foi inaugurado o portal Tempo de Mulher da jornalista Ana Paula Padrão (www.tempodemulher.com.br) , e nele foi divulgada pesquisa do instituto Data Popular onde 86% dos homens entrevistados disseram que suas esposas ou companheiras influenciam nos alimentos que comem, 82% nos produtos que consomem, 77% em seu vestuário, 69% no carro ou moto usado pela família e 56% nos produtos de tecnologia adquiridos. Isso sem falar na administração do orçamento doméstico, onde o índice de controle feminino chega a 82%.

Sinais de mudança no mercado.

Algumas empresas começam a perceber o potencial que está sendo desperdiçado e estão voltando suas baterias para o público feminino. Setores da indústria que até pouco tempo eram eminentemente masculinos já acompanham os principais desfiles de moda para incorporar as tendências de cores em seus produtos.

A indústria automobilística, originalmente masculina, é a que parece ter mais avançado no sentido de agradar às mulheres. Além do design, soluções como painel e maçanetas projetados para não danificar unhas, forração de bancos que não desfiam meias, profusão de porta-trecos e espelho com luz são cada vez mais comuns nos projetos mais recentes.

O setor da construção civil também está  mirando o público feminino e pensando em detalhes como a inclusão de bancadas separadas no banheiro para a mulher ter mais espaço para seus cosméticos e perfumes.  Pois enquanto o homem pensa prioritariamente no aspecto financeiro, a mulher é mais detalhista e quer também um imóvel de qualidade.

Outro exemplo de empresa que começa a se adaptar à nova realidade feminina é o da Bosch, que desenvolveu uma parafusadeira à bateria mais leve, compacta e de punho mais ergonômico para proporcionar mais conforto e segurança em um equipamento que até há pouco tempo era essencialmente voltado aos homens.

Como se percebe, foi-se o tempo em que bastava aos gestores homens buscarem na memória os padrões femininos de suas mães e irmãs ou na sua visão estereotipada do sexo oposto os referenciais para atender este segmento.  E mesmo as mulheres que ocupam cargos de decisão devem estar atentas para as mudanças que as novas gerações de consumidoras estão demandando, pois o que é uma conquista hoje poderá ser o mínimo necessário amanhã. Afinal trata-se de um mercado cada vez mais exigente e com potencial financeiro grande demais para ser desconsiderado.

Então, a sua empresa já sabe o que querem as mulheres ? É bom que a resposta seja positiva, porque talvez seu concorrente já saiba.

Leandro Morais Corrêa

Jornalista/Pós-Graduado em Marketing

leandromoraiscorrea.wordpress.com

Diretor da Business Presss Inteligência em Comunicação e Marketing

www.businesspress.com.br

 

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Afinal, o que querem as mulheres?

Aceite o fracasso!

E ai, você já parou de culpar Deus? Já parou de culpar os outros por aquilo que não acontece ou não muda na sua vida? Iniciou algo novo, fez uma lista de coisas que gostaria de fazer, iniciar, mudar na sua vida profissional ou pessoal?

Nesse último final de semana terminei a leitura de mais um livro, chamado Poke the Box. O autor, Seth Godin, é o mesmo autor de The Dip (sobre o qual escrevi A arte de desistir e Você é um vencedor ou um perdedor?).  Seth Godin se tornou um dos meus gurus. Os livros dele me fascinam, me instigam, me inspiram a ser diferente, melhor, a mudar, a questionar, enfim, a me mexer.

Poke the Box, é um convite a cutucar a caixa, cutucar o seu cérebro, cutucar o mundo em que vivemos. É um convite a pensar se estamos satisfeitos em sermos aqueles que só seguem o curso da vida, ou se queremos ser alguém que cria novos caminhos. Sair da zona de conforto não é fácil, fazer algo novo, muito menos. A questão é: estamos dispostos a falhar? Acho que para muitos de nós, a resposta é NÃO.

Nossas famílias dificilmente nos ensinam que falhar é ok, que faz parte da vida. Na escola, vemos as crianças frustradas, sem saber perder em jogos, porque em casa sempre ganham de seus familiares. Nas escolas, também não aprendemos muito sobre a falha, o erro.  Aprendemos que ser o primeiro a dar a resposta para alguma pergunta é arriscado, corremos o risco de sermos ridicularizados. Nas empresas, aprendemos que falar o que pensamos pode nos colocar em sérios apuros e, que geralmente é melhor desempenhar o papel do advogado do diabo quando alguém resolve enfrentar seus medos e propor algo novo.

 Não aprendemos a errar, a falhar. E se não aprendemos isso, não aprendemos a ter sucesso. Só tem sucesso, quem falha. O insucesso pode ser pequeno, médio, ou grande, mas em algum momento, quem alcançou sucesso, também fracassou. A diferença é que se colocou na jogada, se expôs às possibilidades, tanto de sucesso, quanto de fracasso.

Precisamos aprender a fracassar; não precisamos gostar do fracasso, mas entender que faz parte do processo e nos torna pessoas melhores.  Assim que aceitarmos o fracasso na nossa vida, o bicho papão terá saído de dentro do armário e poderemos encará-lo de frente.

Outro ponto importante é parar de necessitar ter sempre sucesso uma vez que o alcançou. Não é preciso, e nem possível, só ter sucesso.  Assisti a um dia desses a entrevista que a Oprah realizou com a autora dos livros do Harry Potter, J.K. Rowling. Quando perguntada se ela temia nunca mais ter tanto sucesso com um outro livro como o que teve com as histórias do Harry Potter, a resposta foi surpreendente. Ela não espera isso, não acredita que precise disso. O sucesso que teve com esses livros foi imenso, porque ela precisa se superar? Por que mesmo?

Existe uma pressão grande para que quem alcançou o sucesso se supere. Ganhou um Oscar e já se fala nas escolhas dos próximos papéis e se o/a ator/atriz conseguirá se superar. O mesmo acontece com escritores que têm seus livros nos bestsellers do New York Times ou com cantores que ficam no topo da lista da Billboard. E, todos, esperam para ver como Steve Jobs se superará.

Aceite o fracasso, como J.K. Rowling. Pode ser que o próximo livro dela venda muito, mas comparado com Harry Potter, poderá ser considerado um fracasso. Mas será um fracasso para quem? Não se preocupe tanto com o que os outros vão pensar da sua ideia, não deixe que o medo, a dúvida, te paralise.

Aceite o fracasso, fica mais fácil de encarar a chance do sucesso.

Aline Jaeger

@aline_jaeger

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Aceite o fracasso!

Todo negócio de sucesso requer certa dose de loucura

“Muitas coisas em nossas vidas são tão previsíveis quanto o próximo passo de um bêbado depois de uma noitada.” A provocação do doutor em física Leonard Mlodinow pode ser facilmente estendida para as empresas. No post Marketing para Visionários Sóbrios vimos alguns passos para estabelecer negócios, competindo por competências e posição de mercado. Existem regras práticas, métodos e ferramentas para você chegar lá. Desde começar, até atingir o pleno sucesso. A administração tem um quê de ciência, cheia de aspectos numéricos (enfatizados pelos entusiastas das finanças). Por outro lado, também apresenta características de arte, com tons autorais e lances de risco extremo, geralmente contra o senso comum. Se olhar qualquer plano de negócios ou livro de gestão estarão presentes diversas etapas a serem cumpridas. Caixinhas terão que ser preenchidas para que o resultado final seja definitivamente alcançado. Mas antes de colocar “na caixa”, que tal pensar “fora da caixa”?

O pensamento normal e de acordo com o (bom) senso comum leva a lugares aonde outros já chegaram. Para se destacar em algo é preciso quebrar esse princípio. E geralmente os manuais não contém todas as dicas para traçar um novo caminho. Entra a intuição e a capacidade de fazer loucuras que quebram modelos mentais, paradigmas e segmentos de mercado. É o que Seth Godin chama de vaca roxa e Marty Neumeier de zag. Até o velho Philip Kotler, que para alguns já passou do tempo, fala em romper com alguns elementos para firmar posição inicial no mercado sem ser pego pelo radar dos outros players. Bom deixar anotado que a mesma loucura que cria grandes negócios, destrói outros tantos. Você deve conhecer diversos exemplos, alguns nem tão distantes.

Geralmente um pensamento de rompimento (ou louco) cria um novo mercado, segmentando um já existente. Um breve exemplo. Até os anos 50 filmes no gênero de suspense e terror tinham limites. Quando Alfred Hitchcock elaborou a clássica cena do chuveiro de Psicose (trailer acima) com diversas tomadas em sequência, o impacto foi grande. Poucos filmes mostravam violência desta forma. Houve protestos e censura em partes do mundo. Cineastas das décadas seguintes foram levando o gênero para as bordas, arriscando mais no realismo gráfico das tomadas violentas. Scarface de Brian De Palma e Irreversível de Gaspar Noe. Mas conforme se chega na borda, a nova fronteira fica mais distante. Assim surgiram The Serbian Film (trailer abaixo), alvo de polêmica e suspensão no Brasil, e a sequência de A Centopéia Humana, um dos 11 filmes da história banidos do Reino Unido. O terror que antes era uma parte do cinema, passa a ter um outro pedaço (sem trocadilhos com a tal centopéia) que se separa formando um novo segmento, chamado por alguns de torture porn. A loucura leva a novos limites do negócio, encontrando outros que compartilham e curtem esses produtos formando um novo mercado. Inclusive Porto Alegre sedia um festival chamado FANTASPOA, dedicado a exibir uma parcela destas obras.

Há nichos de competição esperando por você, com combinações que para alguns podem parecer bizarras. O que dizer de um disco de Sertanejo Universitário Gospel? Se existe é porque grupos se identificam, gostam e gastam comprando. Os diretores Tom Six e Srdjan Spasojevic, acharam suas loucuras: fazer filmes proibidos, o que certamente renderá muito dinheiro e fama. Tornaram Hitchcock um filme de Sessão da Tarde. E qual é a fronteira que você deseja explorar? Ser o menor hotel? Ou o hotel mais ao leste? Ou o menor hotel mais ao leste? Pense fora da caixa, mas em certo momento coloque tudo dentro de uma nova, para conseguir repetir o processo. Seja arrojado e explore sua capacidade. Fazendo uma analogia, se você for um bom nadador, mas só nas primeiras braçadas em piscina olímpica, tente achar a sua piscina de 5 metros. E seja campeão nela!

Felipe Schmitt Fleischer

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Todo negócio de sucesso requer certa dose de loucura

Deus é o culpado!

          Eu tenho aproveitado esse clima mais frio para colocar as minhas leituras em dia; como se isso fosse possível com a quantidade de livros e textos separados que eu tenho para ler. Nessas últimas semanas li livros ótimos que já indiquei via twitter, facebook e nos artigos que escrevo aqui no blog. A cada leitura me sinto instigada a pensar sobre coisas que nunca havia pensado antes, a tentar coisas que nunca havia tentado antes, enfim, me sinto inspirada para fazer algo, para me posicionar mais como uma pessoa ativa e não só passiva.

              Tomar a iniciativa, começar algo, agir, não é tão fácil como parece. Se fosse, todo mundo estaria fazendo algo novo, porém não estamos, não é mesmo? Como eu já disse, no artigo passado, nós vivemos a nossa vida quase que em piloto automático e, resistimos muito às mudanças. Também preferimos culpar os outros, o nosso chefe, a nossa professora, até Deus, pela nossa vida, pela inércia, pela mesmice. É tão mais fácil acreditar que a nossa situação é culpa de outros do que assumir a nossa parcela e fazer algo para mudar.

            Ficar esperando que o medo passe não adianta nada também. Não adianta culpar o chefe que não te deu uma promoção ou uma tarefa importante durante o desenvolvimento de um projeto. Enquanto você espera o medo passar, outros já passaram na tua frente, já falaram com o chefe, já iniciaram um projeto, já fizeram algo novo, já inovaram, enfim: AGIRAM!

            Claro que o medo tem o seu lado positivo. O medo nos faz analisar os prós e contras, nos faz realizar as coisas de forma mais sensata. O problema é o medo demasiado que te paralisa. Seth Godin diz uma frase interessante: “Escute o seu medo, mas não o obedeça.”. Aí que está o ponto chave. Escute o medo, pense, reflita, mas não fique em devaneios ou a grande oportunidade já terá passado, e, daí será tarde de mais, pois, não dá para ser o segundo inventor do iphone né?

            O importante é agir e parar de culpar os outros. Assuma responsabilidade pela sua vida, pelos seus atos e pelos caminhos que tu escolheste seguir. É mais fácil ficar na inércia e continuar culpando os outros, ok, mas saiba que Deus já foi absolvido dessa culpa.

Confira também:

Quando foi a última vez que você fez algo pela primeira vez?

Você é um vencedor ou um perdedor?

A arte de desistir

Aline Jaeger

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Deus é o culpado!

Se alguém te convidar para um brainstorming fuja pelo banheiro

De empresas bem-sucedidas até as que buscam aquela bala de prata salvadora, a inovação parece ser o caminho mais percorrido nos últimos tempos. Ou mais buscado, porque algumas sequer chegam perto dele. Geralmente como forma de estimular esse ambiente inovador internamente, gestores citam casos de negócios reconhecidamente símbolos de inovação. Nessa lista, o Google aparece como exemplo a ser seguido. Já ouvi de um dono de empresa projetando mudanças no layout de seu escritório para criar uma atmosfera propícia às ideias inovadoras. Construiria um ambiente zen, colocaria sofás e pufes e uma decoração convidativa. Com certeza havia recebido aquele e-mail hype com diversas fotos internas do Google mostrando funcionários em um ambiente divertido.

A pergunta que fica: será que basta um escritório moderninho e meio zen para ideias inovadoras brotarem de cada mesa e cabeça? Claro que não. Recentemente William Duggan, professor da Columbia Business School, escreveu um relevante artigo que explora essas questões e procura superar mitos criados ao longo do tempo. Entre eles o de que devemos desligar o hemisfério esquerdo do cérebro (responsável pela parte analítica) para então ligar o lado direito (a parte criativa cerebral). O modelo apresentado em 1981 por Roger Sperry, vencedor do Prêmio Nobel, com dois hemisférios cerebrais serviu de balizador para vários exercícios corporativos. Inclusive aquele adotado pelas organizações para estimular a criação e geração de ideias: o brainstorming. Esse procedimento serve desde elencar estratégias competitivas possíveis de serem utilizadas até a escolha de nomes para marcas.

Mas o modelo de Sperry já foi superado em 1998 com o trabalho de Brenda Milner, Larry Squire e Erica Kandel. O conceito de memória inteligente, no qual análise e intuição trabalham juntos passou a representar uma forma mais atualizada de conceber o funcionamento do cérebro humano. Sem hemisférios. Em 2003, outros dois pesquisadores, Barry Gordon e Lisa Berger, propuseram um modelo no qual o cérebro desde o nosso nascimento toma informações, divide e as organiza. Quando algo novo chega, o cérebro faz uma busca para ver se casa com algo já conhecido. Se acha algo, a informação é tirada da gaveta e combinada com a nova. A etapa de dividir e armazenar é a análise, a de procurar e combinar é a intuição. Ambas são necessárias e presentes para qualquer pensamento ou ideia.

Quando você executar um planejamento estratégico ou um projeto de branding pense que precisará utilizar muito mais que um ambiente com luzes adequadas, sons relaxantes, incensos e móveis que inspirem as pessoas. É preciso método. Algo que aproveite as melhores qualidades de nosso cérebro, fugindo dos infames brainstormings. Um modelo interessante pode ser o utilizado pela General Electric. Uma matriz bem simples que busca encontrar conjuntamente peças de um quebra-cabeças. Parte-se do entendimento da situação atual e segue-se pela análise: listar uma série de ações para ser bem sucedido nesta situação. Então questione se alguém em algum lugar já conseguiu avançar em alguma peça desse quebra-cabeças. Explore fontes possíveis para as respostas (empresas, pessoas, instituições) e coloque a equipe para buscá-las. A medida que chegam as informações; as questões, fontes e ações podem ser alteradas e reorganizadas. O processo é encerrado quando uma combinação faz sentido para o grupo.

Quantos planejamentos já foram perdidos, pois partiram de uma premissa errônea? De nada adianta ter uma forma bem estruturada de implementar a estratégia com o Balanced Scorecard (veja mais em Formigas, megafones e líderes autênticos), se os caminhos definidos não foram suficiente explorados. Henry Mintzberg já abordou bastante esse questão sobre os insucessos do planejamento estratégico, em sua visão, incongruentes pelo conflito entre análise (planejamento) e síntese (estratégia). Talvez tenhamos uma oportunidade de superar isto. Reunindo o melhor do conhecimento coletivo e do potencial cerebral de cada um direcionado por um método. Da próxima vez que a inovação for pauta, seja em Estratégia ou Branding pense nisso. E execute diferente.  Se convidarem para uma sessão de brainstorming, já sabe por onde fugir. Invista menos na arquitetura e mais nas pessoas. Voltando àquele empresário do início do texto, fez sim um belo escritório, mas ficou quase vazio, pois perdeu grande parte da equipe.

Felipe Schmitt Fleischer

@fsf11

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Se alguém te convidar para um brainstorming fuja pelo banheiro

"O cara que inventou a roda era um idiota. O cara que inventou as outras três é que foi um gênio."

O fracionamento dos processos e pensamentos leva a uma visão de que as empresas são um conjunto de departamentos. E que a soma deles deveria formar algum sentido. Será? Vejo especialistas em controladoria somente falar de números e pensar que pela demonstração financeira conseguem todas as respostas. Assim como analistas de marketing que fazem belos PowerPoints mas se arrepiam ao chegar perto de uma planilha para demonstrar os resultados que trarão.

Já assisti inúmeras apresentações enfadonhas, de consultores a gestores, tentando mostrar algo que pudesse remotamente motivar a equipe. O resultado como diria um professor de inglês: “Rubbish!” Em grande parte porque falham na sensibilização das pessoas. Não há conexões e a turma dorme no terceiro slide ou na quinta linha do emaranhado de células com números. Em suma, parte-se da ilusão que é possível  “programar” os funcionários jogando informação de forma lógica. Será?

Richard Conniff no excelente História Natural dos Ricos cita uma frase que diz que “somos todos o mesmo bicho, com ou sem os Cartier.” Alan Kay, executivo da HP aprofundou: “Se formos além da superfície numa típica reunião de Conselho de uma empresa, veremos que não passamos de homens das cavernas com pastas de executivo ansiosos por ouvir as histórias de alguém com algo inteligente a dizer.” As histórias nos envolvem e fazem acreditar (ou não) em um direcionamento. E isso é mais da metade do caminho: se convencer e acreditar que é possível.

Juntar as peças e contar uma história é fundamental para trazer as pessoas para seu lado. As metáforas e as analogias enriquecem as percepções. O high tech (sistemas, planilhas e seus afins) são importantes para a gestão, no entanto não são mais suficientes. Daniel Pink enfatiza isso nos termos high concept (a capacidade de criar beleza artística e emocional, combinar ideias para formar algo novo e conceber uma narrativa interessante) e high touch (criar laços de empatia, compreendendo as características humanas e buscar propósito e sentido).

Grande parte das marcas executa essas ações combinadas na construção de sentido e relacionamento com seu público. Na esfera dos esportes, conforme visto em Branding e Posicionamento de Marcas Esportivas, as marcas bem sucedidas contam com abordagens que envolvem os conceitos de Pink. A próxima vez que estiver responsável por conduzir pessoas e marcas lembre-se disso. Nas palavras de Sid Caesar, não esqueça as outras três rodas.

Felipe Schmitt Fleischer

@fsf11

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