Fragmentos de um sucesso

DICA DE GESTÃO 100 DE 300:  Fragmentos de um sucesso – parte 1 (mas não sei se terá a parte 2)

Não sou um estudioso de música mas como pesquisador sou curioso. Fiz uma rápida pesquisa e chamei este post de fragmentos, de forma que possa ir compartilhando alguns aprendizados sobre este tema (Como obtemos sucesso nas coisas que fazemos?) de acordo com o que eu vou aprendendo. Desta forma, hoje vou falar de duas personalidades da música e como, pelo menos em parte explicada, alcançaram o seu sucesso. As personalidades são: Luan Santana (o jovem sertanejo de 19 anos e hoje o maior vendedor de CDs do país) e Keith Richards (o imortal guitarrista e alma musical dos Rolling Stones).

Primeiro os mais jovens e ainda menos conhecidos. Em Agosto de 2010, na Festa de Barretos, não havia mais espaço para o seu show. As rádios noticiavam isso e desencorajavam os tripulantes dos automóveis que formavam 12 quilometros de congestionamento a voltarem para casa. Mais de 60 mil pessoas se apertavam para ve-lo na arena principal. Dois anos antes desta data, Luan Santana declarou que pagou R$3.000,00 para deixarem ele se apresentar em um palco alternativo, na mesma festa de Barretos. Hoje é uma pessoa jurídica com mais de 60 funcionários, cobra mais de 500.000,00 por show (fez 306 em 2009 e 250 em 2010). Especialistas calculam que ele não deve lucrar menos do que 2,5 milhões por mês. A estrada do sucesso é longa, como todas. Sempre achamos que a pessoa foi pinçada pela mão de Deus para ser o cara de sucesso. Achamos que assim é fácil. Mas a história deste brasileiro é como muitas outras de sucesso. É persistência, disciplina, períodos de depressão, onde se pensa em desistir e períodos de euforia, onde o pouco que ganhamos em um dia fora do comum logo imaginamos que agora chegou a nossa vez. Mas algo aqui é importante salientar. Se você quer ter sucesso, pelo menos um talento e muita prática no segmento você deve ter. Os primeiros contatos com pessoas que “ajudaram” Luan Santana iniciou aos 14 anos. Ele já tocava e cantava desde muito antes, mas encontrou bons empresários, bons profissionais que ajudaram a compor muitas de suas músicas, como o Sorocaba da dupla Fernando & Sorocaba. Ele escreveu para Luan Santana os sucessos “Tô de cara”, “A Louca” e “Meteoro”, este último o maior sucesso até hoje de Luan Santana. Em troca, 20% do seu lucro iria para o Sorocaba e ele abriria os shows da dupla. Um preço justo para complementar o seu talento de palco. O que adianta saber cantar e não ter músicas para isso? Mas assim foi um pouco do sucesso deste jovem. Uma busca de uma vida inteira, até encontrar alguém (seu empresário e o Sorocaba) que abriram algumas portas e lhe deram a estrutura e os recursos que necessitava.

Neste ponto eu pergunto:

– Quem é e onde estão os “Sorocabas” na vida de vocês?

– Que portas devem ser abertas?

– Que recursos devem ser adicionados?

– Em que você deve melhorar / complementar seu talento?

– Qual é o seu talento?

– Que sucesso você quer ter?

Os Stones como os Beatles, surgiram em uma época especial, onde a liberdade muitas vezes era algo a ser conquistado e festejado. Faz trinta anos que os Stones não compõem uma canção importante, mas nem por isso sua máquina empresarial deixa de fazer fortunas. De 1989 para cá calcula-se que levantaram 2 bilhões de dólares em receita bruta oriunda de patrocínios (Microsoft, Anheuser-Busch e E*Trade. As empresas dos Stones tem sede na Holanda (por motivos fiscais). Ensaiam no Canadá e não nos EUA (também por motivos fiscais). Hoje contam com o suporte de contadores, advogados de imigração, especialistas em segurança e consultores de negócios diversos, além do enorme staff vinculado ao produto principal (shows e músicas). Mas a sorte andou ao lado de Keith Richards, amigo de Mick Jagger e duas das personalidades mais conhecidas do mundo. Em 1973 os editores do New Musical Express puseram Keith no topo da lista das estrelas do rock com maior probabilidade de morrer. Permaneceu nesta lista por muitos anos até o dia em que os editores resolveram tirar ele de lá pois estavam perdendo credibilidade na lista. O cara não morria nunca!

Mas apesar das drogas diversas que usou, da infância em berço de classe operária na cidade de Londres do pós-guerra, ele alcançou o sucesso. Foi criado ouvindo blues, jazz e os sons emergentes da musica pop americana. Cantava no coro da escola. Perdeu o interesse nos estudos quando viu pela primeira vez uma jukebox. Ficava os dias lá ouvindo músicas. Encontrou Mick Jagger e criaram uma banda chamada no começo “Little Boy Blue and the Blue Boys”. Começaram a ensaiar e desejavam ser “a melhor banda de blues de Londres e mostrar àquela gente o que era tocar de verdade”. Da mesma forma que Luan Santana e Beatles, os Stones passaram por um período de muito treino (shows a preço de custo), ensaios quase todas as noites e esforço até que pessoas começaram a se unir nesta caminhada e abrir algumas portas em direção ao sucesso.

Enfim, neste momento, minha conclusão é que NÃO EXISTEM ATALHOS. Muita dedicação, muito treino, muito foco, muito estudo se fazem necessário. E também, e o mais importante, é estar “ligado” para se conectar com pessoas que podem lhe abrir algumas portas e facilitar a caminhada. Mas lembre-se: você deverá caminhar. Ninguém vai lhe carregar.  E esteja pronto para dividir os ganhos nesta caminhada.

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Fragmentos de um sucesso

Lei de Hofstadter: Por que as atividades demoram mais do que planejamos?

DICA DE GESTÃO 99 DE 300: Lei de Hofstadter: Por que as atividades demoram mais do que planejamos?

Esta lei nos diz que as atividades sempre duram mais do que planejamos para serem finalizadas, mesmo que tenhamos planejado tempos extras, de cautela. O termo foi cunhado em 1979 pelo matemático e cientista cognitivo norte-americano Douglas Hofstadter. Onde isso geralmente impacta no nosso dia a dia:

– Matamos idéias boas, por que temos pressa em saber qual o caminho a seguir;

– Deixamos de planejar, pois quando o fizemos, muitas coisas não saem como previsto;

– Queremos fazer todas as nossas coisas ao mesmo tempo, sem manter foco em algo que deve ser feito neste instante;

– Sempre colocar nas nossas previsões de término, prazos cada vez maiores, pois da última vez demoramos mais do que planejado (com isso deixamos de nos desafiar);

– Queremos resultados instantâneos, pois não temos paciência para esperar;

– As vezes não reavaliamos o nosso caminho, enquanto estamos caminhando, fazendo com que mais tempo seja consumido, pois deixamos de aprender e estamos preocupados em cumprir o planejado;

– Muitas outras coisas.

Mas onde este pensamento deseja chegar?

Basicamente em um ponto. Sempre teremos mais coisas a fazer do que tempo, recursos, ferramentas, pessoas, etc. Sabemos da existência da lei de Hofstadter. Então, a regra de ouro é a seguinte:

1. Sempre planeje o seu dia e suas ações. Tenha certeza de que, sem planejamento, o tempo será muito mais desperdiçado;

2. Após definir o que fazer (necessário uma avaliação de prioridades), faça uma coisa de cada vez, até o final, bem feito. A sensação de finalizar uma atividade lhe renovará as energias para partir para a próxima atividade.

Aproveite o inicio do ano e aplique este ensinamento, pois tenho certeza que suas realizações serão maiores e mais frequentes este ano.

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Lei de Hofstadter: Por que as atividades demoram mais do que planejamos?

Falhamos por que acreditamos!

DICA DE GESTÃO 98 DE 300: Falhamos por que acreditamos!

Falhamos por que acreditamos! Mas estou falando daquela crença que nos faz persistir em um caminho que não tem mais o pote de ouro no fim do arco íris. Falhamos por que queremos ser eficientes no caminho errado. Falhamos por que aceleramos na direção errada. Falhamos por que não nos questionamos. Falhamos por que não fazemos as perguntas certas na hora que devem ser feitas e para quem deve responder. Falhamos por que está confortável onde estamos. Falhamos por que temos medo de dar um passo na direção do desconhecido. Falhamos por que deixamos de sonhar que é possível ser diferente. Falhamos por que não nos cercamos de pessoas boas, profissionais, que possuem mente aberta. Falhamos por que deixamos que o tempo decida por nós o que tínhamos que ter coragem de decidir. Falhamos por que delegamos o que deveríamos fazer pessoalmente. Falhamos por que não damos atenção devida aos detalhes e ao nosso pessoal. Falhamos por que não dedicamos tempo a pensar o futuro. Falhamos por que trabalhamos demais e não olhamos para o nosso negócio. Falhamos por que perdemos tempo em questões internas e nunca damos atenção as questões do mercado. Falhamos por que, de certa forma, não entramos com energia e vontade necessária para vencer o jogo. Falhamos por que achamos que não era possível ganhar. Falhamos por que queremos falhar. Falhamos por que escolhemos falhar.

Pensando resumidamente, é o que presenciei em muitos anos dedicados a consultoria e ao ensino, como motivos amplos do por que as empresas falham. Quando pegamos estatísticas, muitas vezes divulgadas pelo SEBRAE, vem algo como: X% falha por que não cuidou do fluxo de caixa, etc. Coisas pontuais, operacionais. Mas o que me intrigava e fui buscar as respostas acima, é por que falhamos em não cuidar do fluxo de caixa? Isso sim foi uma decisão ou uma sequência de decisões que originaram um problema tangível de fluxo de caixa.

Vou dar um exemplo simples de como nossas decisões afetam os nossos resultados. Para isso, cito duas empresas: Uma é a famosa rede de cabelereiros de Porto Alegre, chamada Corte Zero (www.cortezero.com.br). A outra empresa chama-se Jocel Cabelereiros (sem WWW) , e fica próximo ao meu escritório, na Cidade Baixa de Porto Alegre, famosa zona de bares da cidade. Leia mais clicando abaixo.

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Falhamos por que acreditamos!

Contagie e seja contagiado

DICA DE GESTÃO 97 DE 300: Contagie e seja contagiado.

O parasita mais perigoso do mundo pode estar, agora, dentro de você. Mas qual parasita? Será uma bactéria? Um vírus? Um verme intestinal? Não, o parasita mais perigoso e resistente do mundo é uma IDÉIA. Ela é resistente, altamente contagiosa e quando uma idéia se apossa de nossa mente, é quase impossível de nos erradicarmos ela. Uma idéia totalmente formada, totalmente compreendida, permanece em algum lugar de nossa cabeça. Pense agora em um elefante! Isto é uma idéia que reside na sua cabeça. Depois da ordem de pensar em um elefante, dificilmente não vemos um grande animal cinzento, com orelhas, trombas e bem pesado em nossa frente. Lembre quantas vezes uma música invadiu a sua cabeça e você se viu cantando a música por horas na sequência. Pense nos ensinamentos dos seus professores de muitos anos atrás. Lembramos de muitas destas idéias não é mesmo? Pois é, uma idéia é muito forte, quando transmitida da forma correta para a audiência correta. Este pensamento acima, permeia o filme “A Origem”, que assisti ontem em DVD. Comecei a refletir sobre isso e vi como é poderoso este pensamento.

Recentemente, Seth Godin, um inquieto filósofo do management, publicou 20 razões do porque você espalha uma idéia. Vou colocar pelo menos 10 delas (tradução livre), mas para quem quiser ver todas, em inglês, acesse este endereço: http://ow.ly/3dVBY

Eu espalho a sua idéia por que… Clique e veja os motivos e um filme, com uma idéia sendo aplicada a um problema.
1. … eu me sinto esperto alertando os outros sobre o que eu descobri.
2. … porque ela é engraçada e não tem graça rir sozinho.
3. … porque eu sou solitário e espalhar idéias resolve o problema, por um momento.
4. … porque eu estou furioso e gostaria de alistar outros nesta minha revolta.
5. … porque se todos conhecessem esta idéia, eu ficaria mais feliz.
6. … porque a sua idéia diz algo que eu teria dificuldade de dizer.
7. … porque eu me importo com alguém e esta sua idéia fará ele mais feliz ou mais saudável.
8. … porque a tribo precisa saber disso, independente da razão (seja para manter a ordem interna ou para evitar uma ameaça)
9. … porque eu me sinto generoso
10. … porque você me pediu, e é difícil dizer não para você.

Nos itens acima, notamos que existem diversas razões para uma pessoa espalhar uma idéia, mas em todas notamos que existe um benefício associado para quem espalha. Neste momento, abra o site da sua empresa e o avalie. Existe um motivo para alguém recomendar a sua empresa? Eu escrevo e faço minha própria auto-crítica. Olhei o meu site (www.focal.com.br) e hoje iniciamos a programação de um portal (não mais um site) onde as pessoas que uma vez tiverem contato com ele desejarão manter um relacionamento e espalhar a idéia. Faça o mesmo com o seu site ou o da sua empresa. Questione-se sinceramente. O que em nossa comunicação é motivo de ser espalhado? O que é uma idéia forte? Agora olhe as formas de comunicação da concorrência. São mais contagiosos do que as suas formas de comunicação? Se afirmativo, cuidado. Mude logo.

Mas eu quero encerrar este post mostrando como algo sem valor, se adicionado de uma pitada de idéia forte, envolvente e contagiante, pode ter a sua rotina alterada. No vídeo abaixo, notamos inicialmente que a maior parte das pessoas preferia subir pela escada rolante, em vez da escada tradicional. O desafio era: como fazer com que mais pessoas subissem pela escada comum. A solução encontrada é uma idéia simples, contagiante e eficiente (o resultado foi de 66% a mais de fluxo na escada comum, mesmo concorrendo com escada rolante e elevador = mais conveniência).

Agora é a sua vez de espalhar a notícia do Blog do Pensador Mercadológico. Depois de assistir o filme, aproveite e espalhe esta mensagem. Passe para os seus amigos o link deste texto ou do Blog do Pensador Mercadológico. Assine o blog simplesmente colocando o seu mail. Faça parte desta idéia. Nós pensadores estamos pedindo isso para vocês. É por vocês que escrevemos.

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Contagie e seja contagiado

Foi só elogiar e já fez cagada!

DICA DE GESTÃO 96 DE 300:  Foi só elogiar e já fez cagada!

Em 2002, Daniel Kahneman ganhou o Prêmio Nobel de Economia. Grande coisa se não fosse o fato de ele não ser economista. Ele é psicólogo. E com novos olhos, começou a ver o mundo, suas atividades, ações e reações de outra forma. Começou a entender fenômenos muitas vezes não reconhecidos (ou pelo menos não dado tanta importância assim) pelos nossos amigos economistas, onde o mundo era quase que aceitável dentro de um simulador, um modulador de opções para se identificar o que será de nós e do mercado no dia seguinte. Após crises recentes, vimos o quanto esta “bola de cristal” pode nos mostrar o seu lado oculto. Temos como doutrina que as coisas são o que parecem ser. Achamos que a grama é verde, que as pedras são duras e que a neve é branca. Mas a física já nos mostra que mesmo estes elementos simples, não são bem assim como achamos que eles são. Imaginem a complexa interação de mentes, decisões e interesses que é um mercado. Quase improvável de acertar muita coisa se apoiando em modelos rígidos e puramente lógicos. Aí que entra o caos, o papel do aleatório na nossa vida.

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Foi só elogiar e já fez cagada!

Na minha vida, tem mais do que um leão a ser morto por dia!

DICA DE GESTÃO 95 DE 300: Na minha vida, tem mais do que um leão a ser morto por dia!

Aquela velha máxima de outrora, “matar um leão por dia”, hoje parece algo meio fácil demais. Parece que nossos avós matavam um leão por dia, até as 11 horas da manhã e descansavam o resto do tempo, se preparando para o dia seguinte. Hoje tu mata um leão e tem que olhar para trás pois pode ser que tenha outro a ser morto, que estava na espreita, em tocaia, pronto para te pegar. Minha sensação é que eu mato uns 3 leões por dia. Quando acordo, tenho que renovar o espírito de caçador, afiar a faca, recarregar a espingarda, tomar um copo de leite com ovo cru dentro, olhar para o espelho e ver se estou com a barba cerrada, colocar o meu chapéu e sair para a savana, no rastro dos grandes tigres. Matar 2 coelhos com uma cajadada só é coisa de novato. O negócio é matar mais de um leão por dia. Quem faz isso, terá seu lugar no sol. Quem focar nos 2 coelhos, vai viver de vender milho. Em qualquer negócio, não tá nada fácil. E isso é muito bom.

Pelo menos eu penso assim: “se está dificil e estou conseguindo crescer e entregar a promessa do dia, que fique mais dificil, pois assim separa mais os realmente bons dos medianos”. Pensem bem, quanto mais fácil o jogo, mais dificil o mercado. Somos mais facilmente comparados. Eu quero entrar em partida dificil, em jogo que vale campeonato, com a torcida contra, com juiz comprado para o outro adversário. Se eu ganhar este jogo, todos vão ver, o bônus por um título assim é muitas vezes maior. Será algo que as pessoas comentarão hoje e no futuro. Não será esquecido. Jogo e título fácil, somente os mais aficcionados lembram. Mas como conseguir ter sucesso em um jogo destes?

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Na minha vida, tem mais do que um leão a ser morto por dia!

Dica de gestão 94 de 300: O terceiro dia da HSM ExpoManagement 2010

DICA DE GESTÃO 94 DE 300: O terceiro dia da HSM ExpoManagement 2010

O terceiro dia, depois da sessão dupla de Jim Collins, teve o Brasileiro Carlos Ghosn (Gestão da adversidade e do Turnaround) e David Ulrich (O Código da Liderança). Ambos pensadores, dentro das suas especialidades, com bastante experiência e conteúdo para ensinar para a platéia.

 

– PALESTRA CARLOS GHOSN

  • Durante a reestruturação, tinham a premissa que não podiam perder tempo discutindo fatores externos que não podiam atuar. Estava fora do controle e tinham que ir em frente com isso.
  • O antídoto da preocupação é a ação
  • O primeiro passo que deram foi entender toda a situação. Para isso, estruturaram equipes multidisciplinares que trouxeram as alternativas.
  • Toda a reestruturação da Nissan começou com a idéia de ter produtos fortes
  • Todos se orientaram por uma única visão, todos foram informados de tudo o que estava acontecendo e do andamento das ações. Cada vez mais os funcionários ficavam motivados.
  • As soluções não podem nascer nos mesmos princípios que criaram os problemas
  • Se você não se preparar para o seu futuro, ele nunca chegará
  • Toda a crise tem um fim. Não se comporte como se ela nunca fosse acabar
  • Quando esta crise acabar, virá outra. Use tudo o que aprendeu na primeira.

– PALESTRA DAVID ULRICH

  • Um líder deve apoiar o desenvolvimento de todas as áreas de sua empresa
  • Deve desempenhar 4 papéis: estrategista, executor, gestor de talentos e desenvolvedor de capital humano
  • Um estrategista tem que contar uma história, regada com muita emoção
  • Cada funcionário deveria receber a sua proposta de valor, o que deverá agregar na empresa e estar vinculado com uma proposta de produtividade
  • Os funcionários devem saber com o que devem se comprometer
  • Apresentou as 6 etapas para construir uma marca de liderança: Expressar, Expor, Avaliar, Investir, Medir e Conscientizar
  • Cultura é a identidade da empresa na cabeça dos seus clientes. Como você quer ser conhecido?
  • Se quiser que as pessoas mudem, crie um novo sistema de avaliação

Veja os demais posts da cobertura HSM ExpoManagement:

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Dica de gestão 94 de 300: O terceiro dia da HSM ExpoManagement 2010

Dica de gestão 93 de 300: Jim Collins, no terceiro dia da HSM ExpoManagement

DICA DE GESTÃO 93 DE 300: Jim Collins, no terceiro dia da HSM ExpoManagement

Entra no palco o sucessor de Peter Drucker, considerado o pai da administração. Collins falará durante 3 horas, em uma sessão dupla. Sua palestra tem o tema de “Gestão de Resultados – Por que algumas empresas e executivos se superam e outros não”. Seu livro “Feitas para Durar” vendeu no mundo mais de 3,5 milhões de cópias. Sua mais recente obra é “Por que as empresas falham”, já traduzido. Inicialmente, explicou os fundamentos de sua pesquisa, que originou o livro Feitas para Durar. Durante mais de 10 anos Collins e sua equipe buscaram os motivos do sucesso de longo prazo de empresas líderes, comparado com grupos de empresas semelhantes, mas com desempenho econômico muitas vezes menor do que as primeiras. Este pode ser um dos pontos fortes de Collins, ou seja, ele é extremamente científico. Disse na platéia que eram as perguntas que lhe perseguiam. E quando encontrava uma questão realmente impactante, com potencial de mudar o mundo, ia atrás da mais científica resposta. Tendo este contexto, seguem abaixo alguns dos pensamentos e ensinamentos de Jim Collins:

Clique e veja os ensinamentos de Jim Collins

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Dica de gestão 93 de 300: Jim Collins, no terceiro dia da HSM ExpoManagement

Dica de gestão 92 de 300: Demais aprendizados do segundo dia da HSM ExpoManagement 2010

Dica de gestão 92 de 300: Demais aprendizados do segundo dia da HSM ExpoManagement 2010

Sobre o Kotler, principal palestrante do segundo dia, eu já comentei no meu último post (logo abaixo eu coloco os links para os post complementares). Vou falar hoje um pouco de Gary Hamel (Construindo uma empresa excepcional para tempos excepcionais), Vijay Govindarajan (As regras para inovadores estratégicos) e Francis Gouillart (O engajamento do cliente na transformação dos negócios).


A – Gary Hamel

  • Considera que nos últimos 100 anos a principal inovação foi a Gestão. Desde 1980 não temos uma inovação grande em gestão.
  • Poucas empresas tem uma vantagem de gestão.
  • Quando acontece uma inovação na área de gestão, você começa a competir com uma nova filosofia.
  • O que mais limita o seu crescimento é o seu modelo de gestão.
  • É preciso uma crise para a maior parte das empresas mudarem.
  • Modelo de negócio é diferente de modelo de gestão.

B – Vijay Govindarajan

  • Disse que tem 3 quadros onde as empresas se situam: (1) Gerenciar o presente, (2) Esquecer seletivamente o passado e (3) Criar o futuro. Estes quadros tem raciocínios e competências diferentes. No quadro 2 e 3 é onde se iniciam as estratégias.
  • Disse que existem 3 armadilhas para as empresas inovarem: (a) armadilha estratégica, (b) armadilha psicológica e (c) armadilha física.
  • No quadro 01, quando não operamos corretamente, temos um gap de performance. Nos quadros 2 e 3, se não operamos corretamente, temos um gap de oportunidade.
  • Apresentou a sua arquitetura estratégica, composta de mudanças não-lineares, Intenção estratégica, competências essenciais atuais e manual de crescimento.
  • Para o manual de crescimento, temos que saber quanto de nosso tempo está focado em cada um dos 3 horizontes possíveis: Negócio  essencial (aconselha de 40% a 50%), Espaço adjacente (aconselha de 25% a 35%) e o restante em Espaços totalmente novos.

C – Francis Gouillart

  • O marketing tradicional não vê o cliente como ativo. Não há co-criação. A proposta de valor é feita dentro da empresa.
  • Apresentou os modelos de co-criação da Nike e da Camiseteria (empresa brasileira).
  • Estratégia é a criação de novas experiências.
  • A estratégia do Oceano Azul e da Co-criação tem fundamentos em comum. Diminuir custos e aumentar a experiência. Só que no Oceano Azul você precisa ser brilhante. Na co-criação, abrindo os processos, você terá mais chances.

Em breve escrevo um pouco mais sobre Jim Collins e o terceiro e último dia da HSM ExpoManagement.

Para ver os outros posts relativos, clique:

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Dica de gestão 92 de 300: Demais aprendizados do segundo dia da HSM ExpoManagement 2010

Dica de gestão 91 de 300: Ensinamentos de Kotler na HSM ExpoManagement 2010

DICA DE GESTÃO 91 DE 300: Ensinamentos de Kotler na HSM ExpoManagement 2010

Philip Kotler está a vontade. Inicia a sessão e logo diz “eu sou um geek”. Tem pessoas que dizem que ele está sendo repetitivo. Ledo engano. Quando notarem, ficaram para trás e lá na frente, Kotler continuará dando as diretrizes e parâmetros para o novo marketing. Para ter uma idéia da atualização deste guru, publicou mais de 44 livros, sendo 13 deles nos últimos 05 anos (a cada 4,5 meses um livro foi publicado nos últimos 05 anos). Isto é atualização, pois os temas são os que mais estão sendo discutidos atualmente.

Dividindo as empresas em 3 grupos, ainda acredita que a maior parte das empresas estão situadas no marketing 1.0. Arrisca uma estatística deste tipo:

  • Marketing 1.0 (voltado para os produtos): 70% das empresas ainda pensam algo deste tipo: “vou prestar um serviço ou fabricar um produto com lucro”.
  • Marketing 2.0 (voltado para o cliente): 25% das empresa já conhecem seus consumidores, seus corações e mentes.
  • Marketing 3.0 (voltado para os valores): Apenas 5% das empresas se preocupam com os clientes, com os produtos e a situação do mundo.

Kotler sugeriu que o departamento de marketing, se possível, fosse dividido em dois: um tático e outro estratégico, que criaria os produtos de amanhã. Durante sua palestra, muitas vezes provocou a platéia com a idéia de que o marketing deveria ser reinventado. O conceito de marketing que Kotler está utilizando agora foi o revisado pela AMA – American Marketing Association, que é o seguinte: “Marketing é a atividade, o conjunto de instituições e os processos para CRIAR, COMUNICAR, OFERECER E TROCAR ofertas que tenham valor para consumidores, clientes, parceiros e para a sociedade como um todo.

Em seguida, apresentou e explicou as três forças que impulsionam o marketing 3.0, sendo elas:

    • A era da participação

 

  • A era do paradoxo da Globalização (devido ao nível de emissão de CO2 do processo de distribuição, volta-se a questionar o conceito de localização geográfica)
  • A era da sociedade criativa

Apresentou as disciplinas de marketing, como sendo gestão de produto, gestão de clientes e gestão de marcas.

Para cada uma delas, citou a nova camada que estaria associada com o marketing do futuro.

  • Gestão de produto: Dos 4 Ps para a “Co-criação
  • Gestão de clientes: Do STP (segmentação, público-alvo (“targeting“) e posicionamento) para “Criação de comunidades
  • Gestão de marcas: Da construção de marcas para a “Formação de caráter (autenticidade)

Colocou a Timberland mundial como um exemplo de empresa do Marketing 3.0, explicando o seu case no modelo 3i, ou seja, integridade de marca, imagem de marca e identidade de marca. O conceito de Primal Branding foi apresentado como sendo de marcas que são tratadas como sistemas complexos de crenças e convicções. Citou Google, Starbucks, Apple, UPS, Mini, Aveda. Todas possuindo um código primal ou DNA, que reverbera em seus clientes e gera neles paixão e fervor. Apresentou os sete atributos que constituem o código Primal e relacionou com temas da religião (trabalho em aula com os alunos isso. Achei curioso ele citar também). São eles:

  1. Uma narrativa de criação
  2. Credo
  3. Ícone
  4. Ritual
  5. Palavras sagradas
  6. Uma maneira de lidar com os infiéis
  7. Um bom líder

Mais abaixo, neste post, coloco uma apresentação do autor sobre Primal Branding.

Na seqüência trabalhou o caminho para levar uma empresa do marketing 1.0 para 3.0. Grandes ensinamentos.

Neste link tem mais anotações sobre a palestra de Kotler na HSM ExpoManagement 2010: http://www.hsm.com.br/artigos/kotler-uma-visao-humanizada-do-marketing-e-dos-negocios

Para quem curti indicações de outros livros (além do Marketing 3.0 de Kotler), Philip Kotler sugeriu alguns ao longo de sua palestra:

– Autenticidade

– Sabedoria das Multidões

– Primal Branding (este não sei se tem traduzido já)

– Clinica Mayo

– Firms of Endearment (esse eu já vi em Português mas não sei com qual título publicaram)

– The Purpose Driven Life (este é o site em inglês: http://www.purposedrivenlife.com/en-US/Home/home.htm )

[slideshare id=41196&doc=primal-branding-494]

Se no seu Browser não funcionou o link acima, clique aqui e vá direto para a pagina: http://www.slideshare.net/paulsjr/primal-branding

Até a próxima dica

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