#Notepad 06

Uma das mais difíceis perguntas que costumo fazer quando inicio um diagnóstico em uma empresa é: “O que realmente lhe diferencia da concorrência?”. A partir deste ponto, tem duas formas de resposta:

(a) um silêncio de 1 minuto e depois uns rosnados incompreensíveis seguido de um engasgo, falta de ar, suor na testa, vermelhidão no rosto e a devolução da resposta, no formato de outra pergunta, do tipo “Por que você quer saber isso?”

(b) Uma resposta na ponta da língua de formas de se diferenciar que não passam do básico que devem fazer e que todos os demais concorrentes fazem, inclusive alguns até melhor do que a empresa diagnosticada.

Pensem um pouco e respondam agora? Engasgou? Pense mais. Respondeu? Grave e escute. É realmente um diferencial, um motivo pelo qual os demais consumidores irão preferir o seu produto / serviço?

Algo para reflexão profunda. Encontrem a resposta.

****************************************

Gustavo Campos

http://www.focal.com.br

Pensador Mercadológico

http://www.pensadormercadologico.com

Quer receber os textos por e-mail? Na página principal, nos informe seu e-mail e receba as idéias e provocações dos pensadores mercadológicos.

****************************************

#Notepad 06

Dica de gestão 57 de 300

– QUAL O PREÇO DA CONVENIÊNCIA? –

Quanto você pagaria por uma vaga no estacionamento de um shopping, em véspera de uma data comemorativa importante? Pagaria mais de R$ 40,00 por um ingresso em um cinema, onde você poderia assistir o filme com poltrona marcada e com todo o conforto e espaço que você precisa (até se deitar)? Pagaria quanto por um serviço médico de primeiro nível, que você realmente apresente a sua carteira de convênio e as portas se abram? E por uma cadeira em um avião, para uma viagem de negócios? E se fosse para lazer? Se você for dono de um cachorro que você gosta muito, quanto pagaria por uma diária de hotel, onde ele pudesse ficar no quarto com você (principalmente em Brasília, na região hoteleira, pois lá não tem)? Quanto pagaria por uma refeição em um restaurante onde ele pudesse ficar no lado (mesmo se fosse nas mesinhas do lado de fora)? Enfim, qual o custo da conveniência?

Hoje em dia, se você pensar no vetor “conveniência” para o seu negócio, de forma a agregar este diferencial, certamente será um grande passo rumo a melhores resultados. Não é matéria deste post, mas outros vetores possíveis são: custo baixo, agilidade / velocidade, tamanho (lembre das embalagens da Coca-Cola), Inovação, etc. Muitos negócios ainda não oferecem nada de conveniência aos seus clientes.  Hoje fui em uma loja de decoração de casa e fui muito bem tratado. Primeiro deixaram o cachorro andar pela loja livremente. Depois, um bom café expresso, feito por máquina profissional, com direito a biscoitinho e água com gás. Complementando, um bom atendimento, vindo de alguém que conhecia o negócio, deixava o cliente a vontade e atendia exclusivamente você, do início ao fim, com um bloco na mão, anotando tudo o que você pedia para anotar. Demonstrava o produto, te explicava, tudo com calma e profissionalismo. Loja com estacionamento próprio. A loja era a Puxadores & Cia, de Porto Alegre.

Mas uma coisa eu não entendo no comércio de rua de Porto Alegre. A maior parte das lojas (pelo menos todas que eu fui), fecham sábado ao 1/2 dia ou as 13 horas. Faz dois sábados que eu tenho que escolher em quais lojas eu vou, pois não há tempo disponível para tudo. E vejo as lojas lotadas, cheias de pessoas ávidas por consumir, no único tempo semanal que dispõem com qualidade. Mas as lojas fecham as 12 horas. Isso certamente não é conveniência. Em compensação, li um anúncio de um prestador de serviço (instalação de esquadrias) que dizia que atendia a qualquer horário para orçamento, inclusive final de semana e feriados. Olha que conveniência.

Bom, a dica do post é óbvia: veja onde está a conveniência do seu negócio para os seus clientes e intensifique isso.

Até a próxima dica

Gustavo Campos

Pensador Mercadológico

http://www.focal.com.br

Dica de gestão 57 de 300