Esperar que o mundo volte ao normal, é perder tempo!

Sandy devassa, Faustão magro, Silvio Santos pobre, Dilma (uma mulher na presidência da República) fazendo omelete na Ana Maria Braga, Tiririca (um palhaço) na Comissão de Educação, Maluf e Collor na Reforma Política, China como potência econômica e Brasil o país do “futuro presente”. A lista é grande e esses são apenas alguns dos fatos isolados que nos passam a sensação de que “deu a louca no mundo”. Pelo menos daquele “mundo” que até 15 a 20 anos atrás conhecemos.

Mundo em que até as letras de rock tinham um tom diferente. Ontem, praticamente “matávamos a namorada por ela não nos amar” na letra do hardcore…hoje, “choramos e pedimos por favor que nos ame” na letra do emocore. Ok, reconheço que exagerei um pouco, mas você que tem por volta de vinte e poucos anos ou mais, não imaginaria que um dia o “sertanejo” entraria para a universidade ou que ficaria horas e horas em uma festa ouvindo música eletrônica sem praticamente conversar com as demais pessoas. Pelo visto, já não “vivemos como nossos pais”, assim como cantava Elis.

E dizer que um sujeito misturaria cafeína e taurina, industrializaria, venderia mais de 3 bilhões de latinhas e faturaria mais de 21 bilhões de euros em 140 países, tendo como comunicação apenas uma campanha praticamente. E se não bastasse, faria o maior sucesso patrocinando uma série de esportes tidos como “fora da casinha”, além é claro de uma escuderia de fórmula 1.

Penso que acontecimentos como esses só se tornam possíveis quando passamos encarar o que nos rodeia como “adequado” e não simplesmente “normal”. Não que o “adequado” seja convencional. Normal, nesse caso, é apenas algo corriqueiro. “Adequar-se”, é buscar um entendimento…é o primeiro passo para provocar transformação e inovação.

Enfim, as mudanças ocorreram e continuarão ocorrendo, trazendo consigo muitas oportunidades. Como diria o ditado, “alguns vão chorar, outros venderão lenços”. De que lado quer ficar?

Juliano Colares
Pensador Mercadológico
@juliano_colares

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