E SE DINHEIRO NÃO EXISTISSE?

Alguns meses atrás eu estava na cozinha com minha mãe tomando uma xícara de café e de repente comecei a lembrar da minha infância e de como a vida era fácil naquela época, mas ao mesmo tempo fiquei tentando recordar qual era meu sonho, o que eu gostaria de ser quando chegasse à idade que tenho hoje. Fiquei ali alguns minutos na esperança de ter um flash na memória, mas nada aconteceu. Minha mãe, usando seu sexto sentido que somente mães possuem, me perguntou se estava tudo bem e repeti a pergunta que me inquietava, “Mãe, tu lembra o que eu queria ser quando era criança?” Ela tentou puxar pela memória, mas como trabalhava demais quase não passávamos muito tempo juntos e também não conseguiu me ajudar.

Comecei a pensar que talvez eu nunca tivesse tido um sonho de infância ou que esse sonho tenha sido exilado no decorrer da minha vida acadêmica por ser uma “profissão de fome” como dizem. Acabei me formando em administração de empresas simplesmente por não saber para onde fugir e descobri que tenho uma veia empreendedora que vem de família e que está gravado no meu DNA. Se eu ficar trancado dentro de uma sala na frente de um computador isso vai me causar um câncer.

Mas então a sociedade entra em ação! Existem regras e você precisa fazer dinheiro para depois poder gastar esse mesmo dinheiro e girar a economia, pois ela precisa de pessoas consumindo todo tipo de coisas para crescer. Você precisa ter estabilidade, precisa ser alguém perante a sociedade, precisa de um carro do ano e de preferência importado. Precisa tirar férias nos pontos turísticos padrões e ter as roupas das marcas certas. Precisa freqüentar os melhores restaurantes e as festas mais badaladas com direito a espumante e fogos, precisa fazer parte do Rich People Country Club e esquecer o que realmente gostaria de fazer, pois o dinheiro será a variável mais importante e vai ser ele quem vai reger sua vida, pois sem ele as coisas não acontecem.

Mas e se o dinheiro não existisse você seria o que? Como você gostaria de viver sua vida?

Muitos advogados seriam jogadores de futebol, muitos médicos seriam chefs de cuisine, muitos corretores seriam escritores, muitos engenheiros seriam fotógrafos e por ai vai. Mas jogamos sempre com as cartas que temos nas mãos esperando aquele “As” de copas para fechar a trinca vencedora ao invés de mudar o jogo e tentar algo diferente mesmo que pareça mais arriscado.

Se você fizer aquilo que realmente gosta, que realmente tem paixão e que não te faz vibrar quando a sexta-feira está próxima existe uma grande chance de você ser um mestre no que você faz e ai pode acontecer o ponto da virada que tanto se espera.

Segue um vídeo abaixo pra refletir!

 

Até a próxima!

Johnny Mineiro

Empreendedor

http://www.facebook.com/johnny.mineiro

 

 

 

 

E SE DINHEIRO NÃO EXISTISSE?

Hago lo que me da la gana

Um final de dia, acinzentado, na sinuosa estrada do Big Sur. As raras luzes entre a escuridão que se avoluma com o passar do tempo. O sinal de que mais um dia terminou para em breves horas começar com um novo alvorecer. Ao longe, após mais uma das tantas curvas que envolvem o litoral do Pacífico, um farol brilha solitário. Independente dos dias e das noites, das intempéries e do clima temperamental, ele estará lá sinalizando com sua luz. Talvez salve vidas, ou não sirva para ninguém.

Como os dias que terminam para novos começarem, os anos se vão. Mais um se encerra, com dias frios, outros nem tanto, promessas cumpridas e esquecidas, objetivos adiados e superados. A ponte 2012 representou novos negócios, ampliação de antigos, escolhas e desistências. Mas ciclos são invenções humanas, com datas estabelecidas em critérios nem sempre muito justos. Um simples número não mudará nada. Não são os eventos externos que farão transformações. Até porque as inúmeras interações continuarão ocorrendo sempre, ontem, hoje e amanhã.

 

Curioso que a única coisa que podemos mudar é o passado. Pessoas fazem isso a todo tempo, como lembrou Bob Dylan. Presente e futuro não estão no nosso alcance. Vamos fazer tudo para que o melhor aconteça, sim. Mas a mudança vai depender de todo resto conspirando. As curvas continuarão sinuosas, as noites escuras e o fog intenso. O que fará nos manter na estrada será o brilho, mesmo distante do farol.

Não serão milhões a mais ou a menos na conta. Dinheiro faz diferença por algum tempo. Pessoas abandonam salários fantásticos. Também não serão motivações momentâneas. Esse blog já teve mais de uma dezena de colaboradores. Não é ter o destino nas mãos. Profissionais desistem de negócios próprios para voltar à segurança do contracheque. O que guiará será algo maior. Mesmo que ao longe pareça pequeno. Te dará vontade de continuar. Pois tem relação direta com o que você acredita, com os propósitos mais intensos e vívidos. Que seja bem vinda essa nova curva chamada 2013. E tente manter a visão no seu farol. Sem piloto automático ou motoristas, mas com você mesmo no volante.

 

 

Felipe Schmitt-Fleischer

http://br.linkedin.com/in/felipeschmittfleischer

http://www.sprbrand.com.br

@fsf11

 

Pensador Mercadológico

www.pensadormercadologico.com.br

Quer receber os textos por e-mail? Na página principal, nos informe seu e-mail e receba as ideias e provocações dos pensadores mercadológicos.

Indicação de links

www.facebook.com/pensadormercadologico

www.twitter.com/blogdopensador

Hago lo que me da la gana

Depois dos 40 anos, índio não aprende mais a usar calças

Alguns anos atrás levei um casal de amigos para conhecer o limite vertical do Rio Grande do Sul. Ficamos em uma fazenda próxima ao ponto mais alto do estado. Certa noite saímos para jantar na casa principal e no caminho até lá pedimos para que inclinassem suas cabeças e olhassem para o céu. A reação de espanto e admiração foi imediata. Nunca haviam visto tantas estrelas. A pouca luz artificial do local permitiu enxergar um esplêndido conjunto de pontos extremamente brilhantes, formando a Via Láctea. Algo incomum para a visão de um casal urbano. Complementei lembrando, estas estrelas estão todas as noites neste céu, exatamente o mesmo sobre a cidade de vocês.

 

Mas quantos conseguem enxergar as estrelas? No cinza mundo dos negócios, as salas têm luzes demais e ideias de menos. Está tudo lá, mas ninguém vê. Nenhuma surpresa, pois os ambientes são propícios a outras coisas. Manter a organização respirando. E as coisas funcionando. Seja lá até quando for possível fazer isso. O sucesso está muitas vezes baseado na repetição de modelos passados. Ou em outras, na preocupação de algo diferente que o concorrente fez e que precisamos imitar o quanto antes. Antes que o nosso cliente perceba. Nos achamos diferentes, mas quando perguntados sobre o que seria esse tal motivo mágico pelo qual devíamos ser preferidos, a sala soluça e alguns olham para o chão procurando algo que caiu lá mas ninguém sabe o que é.

Se para a frente está complicado, então propomos olhar para trás. O que trouxe a empresa até ali? O que foi o estopim inicial da motivação e da felicidade em estar construindo algo naquele segmento. E por que estar ali e não em qualquer lugar fazendo outra coisa? Constrangedor como a falta de respostas, está a citação que o motivo central é o dinheiro. Certa vez Henry Miller escreveu:

“Se alguém bater em minha porta para vender alguma coisa, eu convidarei a entrar e direi: Por que você está fazendo isso?

Se ele disser que é porque precisa ganhar a vida, eu lhe oferecerei o dinheiro que tiver e pedirei mais uma vez que pense no que está fazendo.

Quero impedir tantos homens quanto possível de fingir que têm que fazer isso ou aquilo para ganhar a vida. Não é verdade.

Pode se morrer de fome. É muito melhor. Todo homem que voluntariamente morre de fome estraga mais um dente no processo automático.”

Algumas situações são irreversíveis. Tal o índio do título, décadas usando tanga impedem qualquer tentativa de vestir algo diferente. Em outras há esperança. Cabe ter a chave certa para reabrir a caixa de Pandora e libertá-la. Deixar ela solta para que as pessoas olhem nas mais diversas direções. Para trás buscando seus motivos e motivações. Para frente apontando caminhos e reinvenções. E para cima buscando as estrelas que insistem em brilhar, mesmo que a poluição do dia-a-dia corporativo ofusque sua luz. Fortuna aos que tem coragem para isto.

 

 Felipe Schmitt-Fleischer

http://br.linkedin.com/in/felipeschmittfleischer

http://www.sprbrand.com.br

@fsf11

 

 

Pensador Mercadológico

www.pensadormercadologico.com.br

Quer receber os textos por e-mail? Na página principal, nos informe seu e-mail e receba as ideias e provocações dos pensadores mercadológicos.

Indicação de links

www.facebook.com/pensadormercadologico

www.twitter.com/blogdopensador

Depois dos 40 anos, índio não aprende mais a usar calças