Em todas as épocas, inclusive as que são consideradas como excelentes pelos críticos de economia, existem pessoas e empresas de bem com os negócios e com os resultados e pessoas / empresas que estão em crise, sofrendo um bocado. Não importa a marca que você tem ou trabalha, existirão momentos de crise, pois o mundo dos negócios são baseados em decisões e isso incorre em riscos, grandes ou pequenos, associados a expectativas de ganhos, grandes ou pequenos, respectivamente, quase sempre. Quando as empresas erram nas decisões ou tardam para tomar as decisões que deveriam tomar rapidamente, seus resultados podem piorar, a concorrência pode se aproveitar e o seu caixa poderá sofrer oscilações, muitas vezes bem perigosas. Algumas outras empresas quebram de tanto sucesso que possuem. Sim, muitas vezes vender muito pode necessitar uma grande utilização do fluxo de caixa, muitas vezes não sincronizadas com o fluxo de pagamento de fornecedores, e a empresa entra em crise, sem condições de honrar seus compromissos. Em outras poucas vezes, podemos fazer uma grande venda que esperamos receber em dia para pagar nossas contas e isso não ocorre por qualquer motivo. Isso tudo são situações que obrigam as empresas, independente do porte, a “apertar os cintos“. Até aqui tudo bem, são as leis de mercado e da gestão operando.
O que mais me incomoda é que em algumas empresas, quando em crise, se desesperam, “baixando as calças” para o mercado, ficando cada vez mais vulneráveis. Além disso, a mensagem que chega é impossível de se cumprir, pois pedem para “apertar os cintos e baixar as calças ao mesmo tempo“. Isso não dá para fazer. Quanto mais eu apertar os cintos mais eu vou pertencer aquela calça. Vou ficar preso nela e nesta decisão. É uma decisão de foco. “Baixar as calças” poderia dizer que não adianta, em nenhuma situação. No mundo dos negócios a piedade e a caridade, para as relações comerciais, não se misturam bem. Imaginem ligar para a imobiliária de vocês, se é que alugam alguma coisa, e pedir para eles um tempo para se organizar financeiramente. Não vão lhe dar um dia sem a devida cobrança de juros, e talvez alguém lhe ligue toda a semana para ver se você irá pagar a conta.
A dica é: se está difícil, independente da época, não adianta reclamar e nem se curvar ao mercado. Tem que enfrentar de cabeça erguida, sem correr das responsabilidades. É neste momento que nós iremos ter que exercer mais a nossa liderança, a nossa criatividade e o alinhamento de equipe. É a hora de mostrar o seu valor no mercado. É a hora de focar todos os seus recursos em um único ponto e tentar recuperar o espaço perdido. Já vi e acompanhei grandes viradas, mas em todas existiam líderes dispostos a investir e assumir os riscos de suas decisões, direto no front de batalha. Ficar em casa, olhando o Tsunami passar, talvez não seja tão seguro assim, pois o seu prédio pode ser o próximo a tombar. Mãos a obra, força e disciplina. Tomem as decisões necessárias e levem as suas empresas para onde elas deveriam estar; e nunca ter saído. Boa sorte.
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Gustavo Campos
Publisher do Pensador Mercadológico
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Gustavo Campos, administrador por formação, empreendedor por natureza. Muito estudioso, leitor voraz, odeia falar ao telefone. Gosta de tecnologia, apesar de se incomodar em pagar mais caro por ser um dos primeiros a comprar algo. Geek por estilo de vida, sempre está conectado, não sabendo o que seria de sua vida sem notebook, smartphones, tablets, Moleskine e uma boa conexão Wi-Fi com a Internet. Ambicioso, não alcançou ainda nem o início do que quer desta vida. Professor apaixonado pela vida e por sua família, dono do Max e da Pink, o casal de Yorkshires mais famosos da cidade.
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Principais fontes consultadas para este artigo:
– Minhas experiências pessoais e profissionais
– Um olhar atento de consultor e analista de mercado


