Eu acredito que uma das principais missões do marketing atual é o de educação. Os consumidores em geral, em busca de um novo item, um novo saber e uma nova experiência (3 tendências que acontecem ao mesmo tempo em nosso País) desejam muito mais do que informações (mesmo assim não recebem na totalidade que necessitam). É normal hoje que o processo de educação comece com uma busca de informações simples na Internet. Poderá encontrar no site da empresa uma lista de benefícios e características do produto. Mas depois desta etapa, o consumidor quer mais do que apenas informações. Ele deseja se sentir parte deste novo jogo. Merecedor ele já acha que é, pois está atrás de satisfazer este seu desejo com o seu produto. Então nós temos que educa-lo, para realmente conquista-lo, e não somente passar informações e deixar a decisão por conta dele ou da sorte.
Se olharmos para dentro de salas de aula hoje, veremos o mesmo. Se nosso foco for somente passar informações e não preparar o aluno para a vida, com processos de educação diferenciados e com grande troca, não haverá a manutenção do interesse. Vídeos são grandes ferramentas de educação, mas ainda pouco usado pelos setores. É mais comum você ver um vídeo de um estranho a você demonstrando como se usa o produto do que a empresa oficial preocupada com isso. Quando o consumidor entra na loja, é o momento supremo da educação, mas o que normalmente acontece é que neste ponto o “aluno” vira “professor” pois a falta de capacitação é grande dos vendedores, mesmo em lojas de tecnologia monomarca. Muitas empresas se preocuparam em montar varejos conceituais para o consumidor ter a experiência com o produto, mas o “professor” do jogo, o vendedor, tem que ser experiente em não apenas transmitir informações lendo de um catálogo, mas sim vender a informação, emocionar o aluno, colocar na prática na realidade do “aluno”, falar de limitações e usos diferenciados e de sua experiência com o produto (muitos nunca usaram). E não se deve parar por aqui o processo de educação. Se o cliente comprar ele deve ser convidado a fazer parte do ensino, dando a sua contribuição, e por sua vez, a empresa deve continuar alimentando o interesse de todos aqueles que ainda não compraram o produto. Na minha opinião, falta muito. Estamos mais próximos da década de 50 no que se relaciona a marketing e vendas do que das necessidades atuais.
Enfim, a pergunta de final de semana é: O quanto você educa seus clientes e prospects?
Pense nisso! Da próxima vez que você estiver pensando em estratégias de marketing e vendas, coloque a palavra “educação” no centro do brainstorming e discutam um pouco. Quem sabe você começa a educar todo o mercado a fazer jogos diferentes?
Certamente você já viveu algo assim, de um jeito ou de outro. Aconteceu algo em alguma esfera da sua vida que não alcançou um bom resultado. Isso estragou seu dia ou parte dele. Para quem teve contato com você, soube de toda a história e de como você foi injustiçado ou azarado. Até que chega alguém e diz: “Mas existe uma outra forma de ver a situação. Eu mesmo passei por algo semelhante e aprendi o seguinte….“. Quando isso acontece você fica sem graça ou ainda tenta defender o seu ponto de vista, mas parece que sua história enfraqueceu. Não houve mais o eco que havia antes. Talvez você não seja das pessoas que só enxerguem a metade vazia do copo, pelo contrário, seja otimista, busca aprender algo de cada resultado não-satisfatório. Talvez você seja aquela pessoa que diz a outra mais negativa, que existe um outro jeito de enxergar a situação. Mas uma coisa estou certo: existem muitas pessoas que enxergam a metade vazia do copo, em quase tudo na sua vida. Escolheram e ajustaram as suas “lentes” para ver o mundo por este paradigma. Se forem falar do trânsito, sempre olham para o lado ruim. Se abordam o tema educação, falam de como é precário. Se falam de política, lembram dos que roubam. Se falam dos pobres, lembram da violência. Se falam do trabalho, lembram das poucas pessoas insuportáveis que possam existir no ambiente ou de como a sua mesa não é como a da fulana, e por ai vai. Se resolvem ler um texto e encontram um erro de português desqualificam todo o conteúdo, pois não poderia haver aquele erro de concordância naquele texto. Mas o que realmente este comportamento CONTRIBUI para melhorar a situação? Por que não ajustar o seu OLHAR CRÍTICO para adotar uma postura mais positiva, criativa, em busca de soluções para os problemas que se apresentam?
Em um TED Talk de 2011, Ric Elias aprendeu de forma bem dramática uma lição que serve para estas pessoas que somente enxergam a metade vazia do copo: “Entre estar certo e ser feliz, eu escolho ser feliz”. Ele pode até ter um outro ponto de vista, mas para que discutir até o ponto de haver desgastes sérios no relacionamento. Ele escolhe ser feliz e ir adiante. Eu tento seguir este conselho todo o dia, e é bem difícil. Mas vale o esforço e já me trouxe ganhos de vida. Maria Rita, autora do livro “Jogos de Empresa”, apresenta o ciclo da aprendizagem vivencial, um circuito que se retroalimenta de 5 etapas, sendo elas:
1. Vivência (jogar)
2. Relato (sentir)
3. Processamento (analisar padrões de desempenho)
4. Generalização (comparar jogo X realidade)
5. Aplicação (atingir alvos, mudar rumos)
Uma etapa da sua vida pode ser dramática (etapa de “Vivência”). Você pode “Relatar” coisas ruins e “Processar” isso como aprendizado único. Daí você começa a “Generalizar” para todas as demais situações. Desta forma, você muda a sua vida, e começa a “Aplicar” estes aprendizados em novas decisões, visando atingir novos resultados. E você os atinge, só que de forma negativa. Pessoas se afastam de você. Mas isso é uma espiral descendente, pois o input inicial foi negativo. Eu encaro a vida como um grande jogo, de experiências e aprendizados positivos e construtivos. Encaro assim pois eu escolhi. O mesmo evento relatado poderia fazer parte de sua vida de uma forma positiva, construtiva, mas para isso você terá que “Vivenciar” e “Relatar” os fatos, mesmo os mais desagradáveis, em um outro tom. Quem sabe não tentar fazer isso um laboratório pessoal em busca de melhorar um pouco a cada dia? Um por cento a cada dia, todo dia não me parece uma meta difícil não é mesmo?
Então, o convite final é que todos sejam pontos transformadores de sua rede de relacionamentos. Pontos que sejam amplificadores do positivo, do construtivo, do bem e da esperança. De gente enxergando o copo metade vazio já estamos cheios.
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Gustavo Campos, administrador por formação, empreendedor por natureza. Muito estudioso, leitor voraz, odeia falar ao telefone. Gosta de tecnologia, apesar de se incomodar em pagar mais caro por ser um dos primeiros a comprar algo. Geek por estilo de vida, sempre está conectado, não sabendo o que seria de sua vida sem notebook, smartphones, tablets, Moleskine e uma boa conexão Wi-Fi com a Internet. Ambicioso, não alcançou ainda nem o início do que quer desta vida. Professor apaixonado pela vida e por sua família, dono do Max e da Pink, o casal de Yorkshires mais famosos da cidade.
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Os mais antigos vão lembrar de uma época em que a própria palavra “computador” remetia a um futuro em que as pessoas se vestiam de prateado e os carros voavam. E mesmo nos filmes de ficção científica, os “cérebros eletrônicos” eram grandes armários com rolos de fita magnética nas portas.
Pois bem, à medida que estes equipamentos foram ficando menores, mais potentes e mais baratos, passaram a conquistar espaços e agregar funções. Da ocupação de salas inteiras em grandes empresas, migraram para as mesas dos escritórios e casas, daí para as pastas dos executivos até chegarem a um nível de portabilidade e funcionalidade jamais imaginado com os tablets.
É verdade que os tablets começaram como meros leitores de texto com telas monocromáticas, mas hoje eles são computadores práticos, eficientes e que agregam recursos como câmera digital, DVD ou TV digital, celular ou acesso VOIP, além de ser um videogame e nos manter conectados em qualquer lugar que tenha uma rede.
À medida que se tornam mais baratos, a tendência é que atinjam parcelas cada vez maiores da população tornando-se parte do seu cotidiano, agregando funções e substituindo outras. Difícil? Tome-se o exemplo dos celulares que nos anos 90 eram equipamentos elitistas. Hoje até as pessoas mais simples deixaram de utilizar telefones públicos e mandam mensagens de texto ao invés de cartas.
Impacto no mercado editorial Desde a invenção de Gutemberg, a reprodução e a distribuição de conteúdo para ser lido evoluíam em bases industriais sobre uma mesma plataforma: o papel. Esta evolução passou a esbarrar nas limitações deste meio, tais como a impossibilidade de atualização, a ausência de interatividade e a restrição a um universo bidimensional, sem falar nos crescentes custos industriais e de logística que envolvem a cadeia produtiva dos materiais impressos.
Saudosismos a parte, a principal barreira na implantação do hábito da leitura em meios eletrônicos até aqui era a ergonomia. Afinal, não havia como comparar o conforto e a portabilidade de um livro que pode ser lido em qualquer lugar com a necessidade de ficar sentado na frente de um computador de mesa. Os primeiros readers solucionaram a questão da portabilidade, mas eram equipamentos frios onde apresentação dos textos tinha o apelo de um memorando comercial.
Hoje os tablets reproduzem fielmente um livro, revista, etc. e algumas publicações já possuem versões online específicas com outro tipo de abordagem, matérias diferenciadas, temas e atualizações que ocorreram depois do fechamento da revista impressa. Além da adaptação do formato impresso para o tablet que várias publicações estão operando, como a revista Wired ou o Financial Times, já existem produtos criados específicamente para o iPad. O sempre pioneiro Richard Branson, dono da Virgin lançou a primeira revista exclusivamente para iPad, completamente interativa, chamada “The Project”.
No mundo empresarial está se abrindo um mercado para a produção de conteúdo de balanços sociais, relatórios anuais e apresentações corporativas focado no crescente número de gestores e executivos que utilizam cotidianamente um tablet como ferramenta de trabalho.
Não creio que seja o fim do papel, pois sempre haverá mercados de nicho para o consumo de livros e revistas impressos. E mesmo estes mercados estão evoluindo visando a otimização de recursos e a customização. Cito como exemplo a impressão por demanda, onde o conteúdo fica armazenado eletronicamente e só é impresso no momento e na quantidade solicitados.
Naturalmente que em se tratando de distribuição massiva de conteúdo não é justificável defender a impressão de jornais e revistas que são descartados após a leitura se já existe um meio mais barato e eficiente de atingir os mesmos objetivos.
Não será surpresa se no futuro as editoras fornecerem um tablet em troca da assinatura de suas publicações, como já ocorre nas empresas de telefonia que cedem aparelhos em troca do compromisso de utilização do serviço.
A educação conectada com o futuro
As aplicações de um tablet na educação é um vasto território a ser explorado e as suas possibilidades levam a crer que um dia o papel possa ser eliminado das instituições de ensino.
Além do óbvio acesso a conteúdos diferenciados e dos recursos de áudio e vídeo que um livro não proporciona, existe uma questão financeira. Muito se fala do reaproveitamento dos livros escolares, mas o que acontece na prática é que anualmente milhares chegam ao final do período sem condições de reaproveitamento e outros tantos são descartados sem sequer terem sido utilizados.
É claro que um tablet é mais caro que um livro impresso, mas a questão é que ele é um suporte para vários livros que já superariam com folga o seu preço. Isso sem falar na quantidade de conteúdo complementar e gratuito que é possível acessar com ele.
Em 2010 o Curso Osvaldo Cruz de São Paulo colocou à venda o seu parque gráfico pois passou a disponibilizar o seu conteúdo digitalmente e o seu objetivo é disponibilizar um tablet por aluno. E nos Estados Unidos, uma instituição de ensino privada está exigindo a posse de um iPad pelos seus alunos. Além da praticidade e das questões educacionais, foi destacado um aspecto pouco abordado: a saúde, uma vez que cada estudante deixará de carregar mais de 20 kilos entre livros e material didático.
Resumindo, a distribuição gratuita de tablets nas escolas poderá representar benefícios econômicos, educacionais, além de servir como uma poderosa ferramenta de inclusão digital.
Possibilidades comerciais
Já comentamos que a tendência é que os tablets se disseminem a exemplo do que aconteceu com os celulares. E a sua conectividade e interatividade abrem possibilidades bastante interessantes na aplicação comercial.
No shopping, por exemplo, você poderá se conectar com a rede dos lojistas personalizando produtos que lhe interessem, ou sinalizando que você gostaria de ser informado das ofertas disponíveis.
Ao circular em um supermercado, em vez de colocar produtos no carrinho de compras, você pode marcá-los no seu tablet que estará conectado com o estabelecimento. Não precisará passar pela fila do caixa, pois o pagamento também poderá ser feito no mesmo dispositivo e ainda poderá indicar se prefere os produtos entregues na sua casa ou levados até o seu carro no estacionamento.
Em um restaurante você poderá acessar a um cardápio muito mais completo e interativo, possibilitando um pedido customizado combinando os elementos disponíveis sem necessidade de aguardar o atendimento.
Novas oportunidades irão surgir à medida que os tablets tenham uma presença mais massiva e que novas tecnologias sejam incorporadas.
Aplicações na publicidade
Pela primeira vez na história as pessoas carregam consigo um equipamento com recursos de áudio, vídeo e que ainda por cima é interativo.
Com isso as marcas estarão mais próximas dos consumidores, poderão customizar ações promocionais, agregar conteúdos e serviços que estarão disponíveis no local e no momento que eles forem mais relevantes.
Em entrevista concedida à Revista Exame, Nick Brien CEO do McCann Worldgroup fala das oportunidades que a popularização dos tablets possibilitam à publicidade. Ele afirma que “Esses dispositivos têm ênfase na experimentação, …, porque eles não são apenas anúncios, mas sim uma forma de criar uma imersão e um consumo engajado. Em um tablet, você pode tocar, girar, virar. Quando na história dos anúncios nós tivemos o recurso do toque? Nós temos cheiro, som, visão, mas o toque é um fenômeno completamente novo.”
Terá mais sucesso quem souber tirar proveito desta proximidade constante com o consumidor, gerando valor seja em conteúdo, entretenimento ou serviços sem ser inconveniente ou invasivo.
Implicações ecológicas Apesar do aparente aumento do lixo eletrônico com a disseminação dos tablets, o que pode ocorrer é que haja um benefício em duas frentes: a primeira delas é com a redução do consumo de papel e todo o impacto que a sua utilização provoca. Desde a derrubada de florestas (mesmo as áreas de reflorestamento que ocupam espaços que poderiam ser de matas nativas ou de culturas de alimentos), o transporte da madeira, os processos de produção de celulose, a confecção de tintas de impressão, além do transporte do produto final que, no caso dos jornais após ser consumido, gera toneladas de lixo diário.
O segundo ponto é o lixo eletrônico em si: a tendência é que os tablets acabem reduzindo o consumo de equipamentos de som, videogames, aparelhos de DVD, câmeras digitais, etc, além de substituírem desktops e notebooks que são maiores e que por isso geram mais volume de resíduos tanto na sua produção quanto no seu descarte.
Resumo
Existem pessoas que encaram as novas tecnologias apenas como brinquedos que incorporam futilidades. Porém mesmo este pensamento reativo acaba cedendo quando a evidência dos fatos supera todos os preconceitos – ou existe alguém que não possua um celular hoje em dia?
Por todos os recursos e possibilidades descritos acima, os tablets têm o potencial de se tornarem uma ferramenta indispensável que permitirá que estejamos conectados a qualquer momento que queiramos, possibilitando o acesso a uma infinidade de produtos, serviços e conteúdos na hora que nos for mais conveniente.
É ainda difícil imaginar que novas possibilidades esta ferramenta nos trará, mas olhando em perspectiva, houve um tempo que os mais céticos achavam que a única utilidade para um computador doméstico seria a de armazenar receitas de bolo.
Vídeos:
Leandro Morais Corrêa
Jornalista/Pós-Graduado em Marketing
leandromoraiscorrea.wordpress.com
Diretor da Business Press Inteligência em Comunicação e Marketing
Pelo menos 1 para proferir as primeiras palavras e dar os primeiros passos…5 para entrar para escola…7 para perder a inocência…18 para a maioridade e pelo menos 4 para chegar até um diploma de universidade. Ufa! Chegar até esse momento em especial é uma verdadeira “cruzada”.
Em tempos de economias ocidentais em crise e de potências asiáticas emergindo, estar bem informado é questão de sobrevivência. Lendo um artigo sobre a China, chamou-me a atenção a questão da educação. Entendi uma das razões pelas quais esse verdadeiro “dragão” asiático esteve adormecido. O método de ensino básico utilizado até hoje pelo governo, deveria ser utilizado pelo Brasil. Todos os alunos leem, escrevem e chegam ao ensino médio. Continue reading “Quantos anos constroem um momento?”→
Nessas últimas duas semanas passei por situações bem difíceis. Precisei contar para um grupo de 22 crianças entre 8 e 9 anos que estava saindo da escola onde trabalhava há 7 anos e que elas não mais me teriam como professora.
Claro que eu esperava uma reação de tristeza, reclamações e um coral de: Fica teacher!!!! No entanto eu não estava nem um pouco preparada para aquilo que eu iria ouvir e ver. Uma coisa é imaginar e ter uma ideia de que tu és bem quista pelas crianças, outra coisa é tu vivenciar a reação de tristeza e ver o choro na carinha delas.
Okay, onde estou querendo chegar com tudo isso?
Um dos comentários que ouvi e que me marcou muito veio de um menino muito inteligente, sapeca e sensível. Ele disse para os colegas que era preciso pensar na teacher, e no que era melhor para ela (eu no caso). O melhor, que o menino estava se referindo, era o salário mais alto que eu devia receber no outro emprego, ou seja, mais dinheiro. Para ele, a minha escolha em optar trabalhar somente na universidade tinha sido uma escolha financeira.
Fiquei surpresa com a reflexão e comentário desse menino e fiquei me perguntando quantos deles estariam pensando nisso e realmente achando que essa teria sido a minha motivação para escolher sair da escola.
Será que quando trocamos de emprego, pedimos demissão ou buscamos trocar de área e especialidade o que nos motiva é sempre dinheiro, mais e mais dinheiro?
Para alguns, talvez sim. Afinal de contas, dinheiro é bom e todo mundo gosta. Penso que dinheiro também seja o motivo pelo qual muitos jovens escolhem suas carreiras. Muitos ficam imaginando o quanto irão ganhar no final do mês e no quanto serão reconhecidos na sociedade pela sua titulação. Será mesmo esse o melhor caminho?
Acho preocupante que uma criança de 9 anos acredite que um dos principais motivos para se procurar um emprego, ou escolher uma carreira seja o salário no final do mês. E fico ainda mais preocupada, quando vejo muitos vestibulandos que já estão deixando de lado suas verdadeiras paixões e talentos para buscar para a vida uma carreira sem significado, mas que tenha sido anunciada como de sucesso rentável.
Nunca vi alguém que faz aquilo que não gosta, ganhar dinheiro. Talvez em algum momento da vida, por alguma onda de mercado favorável, mas no geral, não ganham dinheiro e não se realizam. No final das contas, acabo sempre lembrando o que meus pais diziam quando eu era pequena:
“Quando fazemos o que gostamos, ganhamos dinheiro e somos mais felizes. Pense nisso antes de escolher a sua profissão, filha.”
Terminar um ciclo da minha carreira com tamanho reconhecimento e admiração, me fez lembrar daquela frase. E me fez lembrar que eles tinham toda a razão. Não há salário que pague quando você é reconhecido naquilo que você faz.
Aline Jaeger
@aline_jaeger
Pensadora Mercadológica
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Bom, eu já disse que os alunos de hoje não são mais os mesmos e que seguindo essa mesma lógica, os professores também não são. Também disse que não cabe mais ao professor ser o único transmissor de conhecimento. Então, qual seria o papel dele em sala de aula? O que esses profissionais devem fazer para ajudar a formar os novos profissionais que entrarão no mercado de trabalho?
Sábado, dia 13 de Novembro tive o privilégio de ser selecionada para participar do 1º. TEDxPOA, um evento que tinha como intuito espalhar ideias inovadoras de diferentes áreas para um grupo bastante eclético, porém capaz de disseminar aquilo que estivesse sendo exposto nas palestras.
Esse evento, já descrito um pouco pelo Gustavo Ermel em um de seus artigos, é diferente, pois é preciso ser selecionado para participar. Os organizadores precisam ver em ti (a partir de um questionário respondido no site) motivos que te caracterizam como alguém capaz de disseminar aquilo que for discutido no evento.
O tema do TEDxPoa era “Paixão que inspira” e não podia ter sido melhor escolhido, pois cada palestrante expôs da sua forma aquilo que inspirou a sua vida, o seu trabalho a sua carreira. Só para ter uma ideia da diversidade dos palestrantes, havia uma designer, um médico, um arquiteto, um cientista, uma jornalista e até o Papai Noel, dentre muitos outros.
O primeiro palestrante, gosta de dizer que é um profissional que exerce multi-tarefas, dentre elas, a de professor. Em 15 minutos, Tiago Mattos, da Perestroika, falou sobre como deve ser a escola hoje em dia, e qual a função do professor. Em uma analogia de círculos, cores e contato, explicou a relação entre o que sabemos, o que não sabemos e o que sabemos que não sabemos. Sim, é um tanto confuso e, portanto, tomo a liberdade de usar a mesma analogia de Tiago, que segue nas figuras abaixo.
O círculo maior é o professor e representa aquilo que ele sabe. O círculo menor, por sua vez, representa o aluno e o que este sabe. Tudo o que está ao redor é aquilo que tanto um quanto o outro não sabe. A diferença está na área de contato entre o que o professor e o aluno sabem e ainda não sabem.
A cor ao redor do círculo representa aquilo que o professor sabe que ainda não sabe. Por saber mais, o contato com o desconhecido é maior. O aluno por saber menos, tem um contato menor. É impossível não relacionar com os adolescentes que acham que sabem tudo não é mesmo?
Como o professor é quem sabe mais, porém também sabe que nem tudo sabe, o papel dele é mostrar para o aluno que no caso, pouco sabe e por isso pouco sabe que nem tudo sabe, que na verdade ele ainda não sabe tudo. Ou seja, o papel do professor e inspirar o aluno a querer saber mais e assim expandir o seu círculo. Além de torná-lo maior, tornará o conhecimento sobre o desconhecido também maior, e assim a vontade de sempre querer saber mais é contínua.
O aluno acima de tudo precisa estar motivado para ir além, para buscar aquilo que o inspira. E, no fundo, todos nós somos assim, mesmo aqueles que deixaram de ser aluno há muito tempo. No final das contas, somos todos aprendizes e, é importante lembrar sempre que não sabemos tudo, e que embora tenhamos hoje o nosso melhor amigo Google, não é ele quem nos dirá todas as respostas.
Aprendemos uns com os outros, lendo, discutindo, discordando. Aprendemos interagindo. Aprendemos quando buscamos as respostas para as nossas dúvidas e somos levados a caminhos antes desconhecidos e um tanto quanto inesperados.
Os TED Talks, que o TEDxPOA se inspirou são palestras maravilhosas e inspiradoras para descobrir a cada dia que nem tudo sabemos, mas que a cada dia queremos saber mais e nos tornarmos melhores naquilo que fazemos.
Quem quiser acessar a apresentação do Tiago Mattos, o link está logo abaixo. E quem se inspirou sobre o TED ou ficou curioso, fica a dica, confira no youtube diversas palestras que já aconteceram. A cada semana novas apresentações são divulgadas. Eu uso muito em minhas aulas, e me inspiro nelas para querer saber sempre mais e me tornar melhor na minha área de atuação e também conhecer um pouco mais daquilo que não domino.
E você, no que você se inspira? E quem você inspira?
Aline Jaeger
@aline_jaeger
Pensadora Mercadológica
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Okay, eu imagino que você deva estar se perguntando por que uma professora está fazendo parte do time de escritores desse blog que tem como propósito discutir assuntos sobre negócios. Eu então digo que você não é o único e o fato da minha presença causar certa estranheza é algo que precisamos mudar.
Se todos nós passamos pela escola e tivemos contatos com professores, sejam eles do jardim, do ensino médio ou depois na universidade é porque tivemos muito o que aprender com eles.
No entanto, vivemos em um mundo diferente onde aprender não significa mais sentar em uma sala de aula e ouvir alguém falar lá na frente. Não se espera mais que uma pessoa seja o responsável por transmitir conhecimento, e muito menos esperamos que as respostas estarão somente em livros e enciclopédias.
Se estamos aqui, nesse blog falando sobre a atualidade, sobre o mundo dos negócios, precisamos refletir sobre as pessoas que estão lá na sala de aula, agora nesse momento, formando esses novos homens e mulheres de negócios e que estão ainda, muitas vezes, reproduzindo práticas ultrapassadas e não mais eficazes para a nossa realidade.
Mas não se assustem, há sempre aqueles dispostos a quebrar paradigmas, a tentar o novo e a aprender e não somente ensinar. Muitos estão dispostos a modificar não somente a disposição das mesas na sala de aula, mas também a mídia usada para ensinar, buscando auxílio da tecnologia e outros recursos hoje oferecidos.
Há escolas dispostas a pensar currículos diferentes, universidades pensando cursos inovadores, e acima de tudo, professores que fogem em muito daquele perfil retratado pela mídia. Nem todos nós nos encaixamos no perfil de professores estereotipados e que ainda são retratados em propagandas como a última da Sadia, usando saias na altura do joelho, coletes de lã, óculos e lenços no pescoço. Se os jovens mudaram, os professores também.
E se você tem filhos, mais do que escolher uma escola pela sua infra-estrutura como piscina ou aulas especiais dê uma olhada no corpo docente, nos profissionais dentro e fora da sala de aula e procure saber qual é a cultura de ensino fomentada naquele ambiente educacional. Piscina nós temos nos prédios e clubes, aulas especiais podemos encontrar fora da escola também. Agora, o tempo que seu filho fica na escola em contato com profissionais da educação será o que fará a diferença na formação deles para esse novo mercado de trabalho em que futuramente estarão inseridos.
Ao buscar uma universidade, investigue quais são os cursos oferecidos e o quanto esta investe em inovação, tecnologia e capacitação de seus profissionais. Pense também no quanto o curso será importante para a sua carreira e o que os profissionais podem te oferecer. Uma boa educação, desde a base, pode fazer toda a diferença na carreira de um profissional.
E você, já parou para pensar na sua formação ou qual caminho seguir?