Dica de Gestão 132 de 300: Sua vida está suspirando para você agora. O que ela está dizendo?
Em muito pouco tempo, questão de dias, me deparei com um assunto recorrente, quase que casualmente. Foi o professor de um curso que fiz recentemente que falou um pouco sobre o assunto, uma revista comprada em uma banca próxima de casa, um antigo livro já lido que me atraiu novamente, um filme indicado para assistir e uma reportagem da Veja. Tudo isso fez com que eu escrevesse este post, dando uma orientação para o papel profissional que as pessoas exercem. Mas poderia ser escrito e lido pela perspectiva do papel familiar ou pessoal. Neste exato momento, a vida lhe suspirou algo. Talvez seja um novo suspiro e você o percebeu, prestou atenção. Talvez seja o “suspiro de sempre” e isso passou direto pelo seu filtro consciente. De uma ou de outra forma, seu comportamento foi alterado e os resultados que obterá deste suspiro irão acontecer. Podem ser bons ou podem não ser, mas algo acontecerá pela sua decisão de não fazer nada ou de fazer algo. Sim, estou falando dos seus pensamentos, da maneira como você pensa e de como ela pode emperrar a sua vida (ou deslanchar). A regra para tirar maior proveito destas situações seria simples, se tivéssemos condições de facilmente e conscientemente elencar todas as nossas crenças. Tendo consciência plena, a dica seria: Desafie as suas crenças. São estas crenças que definem o tamanho das coisas que você vê.
No post “Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo” eu apresentei um esquema que me foi ensinado e que praticamos muitas vezes em um curso que fiz, que vai dos resultados obtidos aos valores de uma pessoa, geralmente sua base mais inflexível. Mas passa por seus comportamentos que são originados de seus pensamentos, ou seja, de suas crenças. Um exercício que faço com meus alunos em sala de aula, durante um laboratório de consumo, é criar um (CLIQUE E LEIA MAIS)Continue reading “Sua vida está suspirando para você agora. O que ela está dizendo?”→
Vivemos uma era de excesso de produtos e marcas. No post anterior “Deus está nos detalhes. O diabo está nos detalhes. E o branding está nos detalhes.” abordamos a necessidade de desenvolver histórias de marca que envolvam as pessoas. Bastante utilizada no exterior, a técnica do storytelling, auxilia na construção do relacionamento, além de uma mera conversa. Mas antes de tudo deve-se saber o que falar, qual o contexto vivenciar conjuntamente com seu universo. No mercado esportivo, as marcas começam o processo através da construção de personalidades. Extremamente energizadas, estas retratam uma expectativa do que seus consumidores buscam nelas.
David Aaker considera que existem 5 modelos básicos sobre os quais são construídas as personalidades de marcas: Sinceridade, Emoção, Sofisticação, Competência e Robustez. Cada uma carrega características muito próprias com um conjunto de qualidades. Por exemplo, marcas sinalizadas com robustez são essencialmente masculinas, ativas e valentes. Poderíamos citar Marlboro e Troller nessa categoria. Dentro do universo esportivo, a Timberland encaixa-se nesse conjunto, caracterizando-se como uma marca robusta para seu público. Além do próprio discurso de marca, outros 4 elementos ajudam a consolidar a personalidade: representação de usuários, patrocínios, símbolos e idade. Escolhas felizes apóiam a confirmação da personalidade desejada. Infelizes, empurram você para um espaço desconfortável. Exemplo da montadora General Motors, marcada pelo imobilismo tecnológico (linha de produtos) e por uma personalidade desgastada. Se somos as marcas que usamos, ao entrar em um GM, o motorista envelhece 10 anos. Um perigoso caminho para qualquer marca.
A exploração destes elementos, sobretudo os 3 primeiros, pelas marcas esportivas ajuda a compreender o que são e como agem. A importância de estar presente em atletas de ponta nas categorias que compete constitui uma afirmação. Recentemente a Nike desencadeou ações, inclusive lançando um produto e tecnologia especifica (Lunarglide) para novamente se aproximar do running técnico, segmento de crescimento expressivo no mundo inteiro e berço de sua história. Assim o produto precisa estar associado aos ícones certos (corredores profissionais de sucesso), a comunicação ajustada a representar usuários certos (o espírito de correr e superar) e os símbolos reforçando o conceito. As estratégias de co-branding, utilizadas pela Adidas em conjunto com a Porsche, ajudaram a compor uma personalidade mais rica de marca. Todo significado contido na marca alemã de carros esportivos (design, arrojo, emoção, velocidade) foi emprestado para tênis, confecções e acessórios.
Marcas dizem quem você é. Desde uma perspectiva aspiracional (o que desejo ser) a uma perspectiva transformadora (quem posso ser). Como artifício de confirmação, algumas marcas lançam mão de inimigos para dizer quem não são. Na Adidas são os fracos, na Converse os conformados, na Vans os caretas, na New Balance os sedentários. Quando tenho a quem odiar, consigo mais facilmente agrupar aqueles que me amam. Várias estratégias das marcas esportivas deixam lições sobre branding e posicionamento para outros segmentos. Continuaremos a série sobre Branding e Posicionamento de Marcas Esportivascom outros temas vinculados a esta fascinante disputa pela mente do consumidor, por espaços de mercados e pelo crescimento e resultado das corporações.