Mais um ano para sair dos lugares comuns de sempre

Existe uma pergunta feita de tempos em tempos sobre qual a última vez que você fez algo pela primeira vez. Invariavelmente as pessoas ficam desconcertadas, pois não é comum pensar nisso. E também porque elas caem na rotina sem perceber e acabam fazendo as mesmas coisas de sempre de forma repetitiva.

Alguém pode dizer que hoje nunca tivemos tanto acesso à diversidade. Podemos fazer uma escolha diferente a cada dia de nossas vidas e mesmo assim nunca repetiremos nada. Músicas, destinos, restaurantes, livros, tendências, estilos, cursos, ou qualquer uma dentre as alternativas de consumo que temos. A informação, tanto sua produção quanto difusão, o consumo 24 por 7 e o acesso a tudo isso nos deixam confortáveis para estar a um passo, clique ou confirmação de mais uma nova experiência.

Mas quantos de fato fazem isso? Uma das edições desse semestre da revista de bordo da Southwest Airlines tem um artigo provocador de Adam Hunter. Ele cita que a própria tecnologia de certa forma conspira para nos mantermos em ambientes déjà vu. Os algoritmos do Google e a popularidade, o feed do Facebook direcionado e as músicas trend do Spotify. Vivemos circulando por lugares que nos envolvem trazendo hits daqueles que estão próximos ou que se encaixam naquilo que podemos chamar de clube, tribo ou comunidade.

Talvez agora alguém irá lembrar de Chris Anderson e a Cauda Longa. Eu chamaria de Cauda Invisível. O Forgotify traz como modelo de negócio 4 milhões de músicas jamais tocadas no Spotify. Nem ao menos uma vez executadas e convida você a dar uma chance de mudar a história dessas músicas. Adam Hunter desafia novos negócios, o Invisigram, o Neverflix, o Wikineedy, o UnTweeted. Dar chance aos conteúdos perdidos e invisíveis. Além disso, a descoberta é excitante para o ser humano e o aspecto de saber algo que poucos (ou ninguém) sabem tem um valor bem apelativo.

Aproveite o exemplo. Em 2015 e siga por ruas que nunca passou. Saia das mesmas mesas dos restaurantes. Mude os destinos no Tripadvisor. Conheça lugares que nunca foi. Leia livros fora do best-sellers. O conhecimento surge do desafio do desconhecido. E é esse fascínio que acorda a inteligência. Mais de um milhão de alternativas se abrem no novo ano. Algumas portas são somente para você. Vai lá, tome 2015!

 

 

Felipe Schmitt-Fleischer

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Mais um ano para sair dos lugares comuns de sempre

Quando desistir é a menos errada das escolhas

Como decidir entre seguir em frente ou desistir? Parece daquelas escolhas complicadas, afinal a desistência pressupõe que gastamos energia para chegar em um parte do caminho para dali não seguir em frente. No entanto, o fato de tentar ir em frente pode ter custos e perdas altos demais para o bônus do destino. Assim, na verdade essa escolha precisa equilibrar tudo isso.

Seth Godin, em um dos seus diversos livros sobre negócios e marketing, compara a situação a um vão. Olhe para a travessia que tem que seguir, a distância do desfiladeiro, a descida, depois a subida do outro lado. Avalie se consegue fazer. Se consegue, siga. Se não. Procure outro lugar para atravessar. Nessa travessia dificilmente você estará sozinho. Então cabe avaliar quem está do seu lado. Ele tem a mesma disposição, energia e habilidades para seguir em frente? Quando você estiver no caminho, ele não vai te deixar na mão, sozinho para enfrentar situações em que deveria estar acompanhado?

Existem travessias difíceis e mais difíceis. As fáceis pode ter certeza que não garantem grandes recompensas e te levarão a lugares comuns onde outros aos milhares já chegaram. Você será mais um imitador comendo poeira de quem está na sua frente. Sendo a travessia no mínimo difícil, para valer a pena, lembre-se que quando estiver escalando os paredões do desfiladeiro, você precisa ter confiança nos ganchos que seu parceiro colocou e que os mesmos não irão arrebentar com o peso. Se você não pode contar em quem deveria estar ao seu lado, você tem problemas a resolver.

Toda reflexão sobre decidir foi motivada por uma escolha entre diversas alternativas não corretas que tive que fazer. Assim, como retratei neste blog de negócios a minha busca e concretização de um sonho de uma década, agora faço esse desenlace prematuro e indesejado. Depois de resgatar uma marca e aplicar diversos conceitos de branding, encerro minha participação a frente do Grão Brasil Café.  Três anos, mais de 20.000 clientes e o posto de bistrô número 1 da cidade pelo Tripadvisor. Reconhecimento e prestígio. E chegou a hora de seguir por outro caminho, não pela escolha certa, mas pela menos errada. Atravessar adiante poderia envolver desgastes e perdas indesejados. Reflita bem toda vez que tiver diante desse desfiladeiro. E decida se vale.

Confira outros 3 posts sobre essa trajetória:

1. Todo fim pode ser um novo começo 

2. Ideias hell yeah! em um restaurante

3. Coçando a própria coceira

 

 

Felipe Schmitt-Fleischer

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Quando desistir é a menos errada das escolhas

Será que você é soma das suas escolhas?

Você é único e não há ninguém igual a você. Fato. Isso só é possível pela combinação da diversidade genética com a infinidade de escolhas que você tem e toma em sua vida. Assim, a singularidade humana é levada para a publicidade como ideia para vender conceitos. Diversas campanhas e posicionamentos destacam que você é a soma de suas escolhas. Um feliz habitante do mundo das possibilidades que ao determinar os caminhos para trilhar e deixar para trás, constrói o seu ser.

Um artigo tempos atrás trazia uma frase de Robert H. Frank. Nela, o economista concluía que as coisas que sentimos que precisamos e aquelas disponíveis para comprarmos dependem das coisas que os outros decidem comprar. Ou seja, seres sociais acabam tomando suas decisões baseadas, influenciadas ou até determinadas pelos outros, geralmente aqueles em posições mais altas na escada econômico-financeira. Neste prisma, nossas escolhas não são nossas. Comportamos como os outros esperam que nos comportemos e com aquilo que desejamos projetar para os demais.

Desfeito o romantismo da livre escolha e arbítrio, olhamos para as marcas. A mobilidade social seja por aumento de riqueza ou de padrão de consumo é motor importante para o crescimento de produtos, receitas e margens. Tudo que parece valer mais, pode ter preço premium. Desde um brigadeiro até um barco. Em um país no qual a sociedade dos signos está fortemente ligada ao lugar que você ocupa na pirâmide, nada como passar um verniz de sofisticação em quase tudo. O consumo projetado e as imagens criadas serão selo para consumidores ávidos por terem suas escolhas avalizadas, visualizadas e admiradas pelo grupo social que pertencem ou querem pertencer.

Quando a aparência sobrepõe a essência, embalagem se descola do conteúdo. Essa é a hora na qual uma padaria vira boulangerie e botecos e armazéns viram lugar de rich people. O mundo é recriado para algo exclusivo, elitista, exagerado e para poucos. Recente reportagem comparou duas feiras de barcos. Uma no Brasil, a outra nos Estados Unidos. Na brasileira, a comunicação mostrava o evento VIP com luxo e sofisticação, mega iate, modelo bebendo champagne e fazendo biquinho para a câmera. No evento americano, uma foto exibia a baía cheia de barcos diferentes, como convidando você a encontrar o modelo certo. No posicionamento dos carros acontece algo parecido, no paralelo Brasil e EUA, conforme o video abaixo exemplifica.

Assim, carros de adolescentes europeus recebem preço com seis dígitos no Brasil, marcas populares como Zara e Gap tornam-se elitistas, marcas acessíveis como Calvin Klein e 7 for All Mankind são grifes de luxo de butiques nacionais. Custo Brasil, margem Brasil são parte da explicação sim. No entanto, a outra parte da culpa está nas escolhas, aquela que nos vendem e aquela que compramos. A liberdade direcionada para comprar aquilo que outros já escolheram para nós. E que seguimos comprando sem questionar, apenas para manter a carteira do clube ativa e com chance de sermos aceitos a próxima vez que passarmos pela portaria dele. Acaba de chegar ao mundo das escolhas já escolhidas.

 

Felipe Schmitt-Fleischer

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Será que você é soma das suas escolhas?

Pergunta de final de semana: Você está disposto a fazer as escolhas certas para ser uma melhor pessoa?

O vídeo que gerou esta reflexão foi apresentado por uma de minhas aprendizes (alunas do MBA), Karine Bulgarelli, que fez a apresentação do seu briefing pessoal e nos apresentou as diversas escolhas difíceis que tinha feito na vida. Escolhas estão em nosso dia a dia. Muitas pequenas escolhas feitas continuadamente podem decidir um caminho de vida. Não é sem volta, mas você terá que tomar uma decisão de maior complexidade em abandonar uma caminhada já iniciada e voltar atrás ou tomar um outro caminho. Somos seres teimosos, muitas vezes, e costumamos insistir em caminhos que não entregam mais resultados para nós. Mas em muitas paradas deste nosso ônibus chamado “vida”, temos que tomar verdadeiras e difíceis decisões. Não conseguimos fugir. Muitas vezes não dá para pensar muito. E ao tomar a decisão sofremos imediatamente a consequência de não ter escolhido as demais alternativas.

No vídeo abaixo, com um fundo de uma música religiosa (não valorizem isso se preferirem), gostaria que prestassem atenção na dura decisão deste pai. Esta foi uma escolha difícil.

Desta forma, a pergunta de final de semana é: você está disposto a fazer escolhas certas para ser uma melhor pessoa? E no caso do pai do filme, qual seria a sua decisão?

Pense nisso! Da próxima vez que você se encontrar com uma escolha esteja preparado.

 

 

Gustavo Campos

Publisher do Pensador Mercadológico

Pergunta de final de semana: Você está disposto a fazer as escolhas certas para ser uma melhor pessoa?

Melhor morrer correndo riscos do que entediado

As pessoas sempre querem alcançar tudo que desejam. Ou pelo menos deveria ser assim. Convivemos com os dilemas das escolhas, entre arriscar para conseguir algo e ao mesmo tempo poder perder outro que possuímos. As grandes estórias dependem disso para serem grandes. Se a falha de um protagonista custar apenas sua vida voltar ao normal, essa estória não é interessante para ser contada. Seja no cinema, seja na vida.

Quando encontramos marcas pequenas ou médias, invariavelmente seus sonhos e metas miram o céu. Atingir milhões, bilhões de vendas. Somente nos Estados Unidos há 27 milhões de empresas registradas, mas apenas em torno de 2.000 delas alcançaram US$ 1 bilhão de vendas ao ano. Um percentual inexpressivo perto do universo de empreendedores. De cada 100 novos negócios no Brasil, apenas 5 sobrevivem ao teste dos 5 anos de atividade. E os outros? Será que todos fracassaram?

Seres humanos falham sobre pressão. Corredores caem, jogadores tremem e gestores cometem erros. Tentamos nos cercar do máximo de informação e detalhismo para conquistar a (falsa) sensação de tudo estar sob nosso controle. Desenhamos mapas e estratégias pensando que os mesmos são traduções perfeitas da realidade. Riscos não são facilmente controláveis. Muito menos em sistemas complexos, como o mundo dos negócios, com milhares de interações, algumas sequer conhecidas. Segundo o sociólogo de Yale, Charles Perrow, podemos chamar de “acidentes normais” aqueles que esperamos do funcionamento típico de uma operação tecnologicamente complexa. Como os negócios, as empresas e as marcas que conhecemos.

O psicólogo canadense Gerald Wilde registrou que em certas circunstâncias, mudanças que parecem tornar mais segura uma organização, na verdade, não a torna. Porque nós tendemos a contrabalançar redução de riscos em uma área com o aumento em outra. Freios ABS nos fizeram acelerar mais, faixas de pedestres têm mais acidentes que esquinas que não as têm. Arriscamos-nos mais com a impressão de corrermos menos riscos. Aeronaves mais seguras não reduziram tanto as taxas de acidentes, pois queremos mais passagens baratas e voos pontuais, independente do clima e do estresse das tripulações.

Após riscos que resultaram em fracassos, como bons e preocupados seres humanos, tratamos de investigar as causas e achar os culpados. Um pouco de hipocrisia, já que nosso comportamento natural tende a eliminar segurança por novos riscos, como vimos acima. O certo é que isso faz parte da essência da vida, onde cada passo nosso está em rota de colisão com algo: bom, ruim ou indiferente. Chamamos de sorte, azar, destino ou qualquer outro termo. Certeza apenas é que, entre todas as mortes, a pior delas é a de tédio.  
 

 

Felipe Schmitt-Fleischer

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Melhor morrer correndo riscos do que entediado

Pergunta de final de semana: Você está na direção certa?

Direções: um tema que comecei a estudar e montei a primeira versão de uma palestra. Todo o dia podemos tomar algumas decisões que nos levam em algumas direções. Pode ser para trás, em relação ao que já tínhamos andado (conquistado). Pode ser para frente ou para os lados. E podem ser decisões que entre o vai e vem, ficamos no mesmo lugar. Perguntei uma vez para uma platéia de profissionais comerciais se eles estão hoje onde há 10 anos atrás eles sonharam estar. Foi uma resposta um pouco constrangedora. Ninguém levantou a mão, um silêncio total. Talvez por que não tiveram sonho algum ou talvez por que não alcançaram o que queriam. Depois deste dia, sempre faço esta pergunta em todas as palestras que faço. Mas se eu perguntasse se eles consideram que avançaram no período eu creio que todos diriam que sim. Alguns com um pouco de dúvida de talvez ter pego a direção errada mas outros com certeza de terem avançado, levantariam a mão.

Mas no fundo deve sempre restar uma dúvida: Será que estou na direção certa? Como saber? Esta é a nossa pergunta de final de semana.

Pense nisso! Da próxima vez que você começar mais um dia de trabalho se pergunte para que direção você está indo. E no final do dia avalie se você andou alguns metros.

Bom final de semana e bom avanço em sua jornada.

 

Gustavo Campos

Publisher do Pensador Mercadológico

 

Fontes:

Imagem: http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=download&id=1360127

Pergunta de final de semana: Você está na direção certa?

Se você não conseguiu percebê-la, provavelmente não deveria ter estado lá

Sou contra aqueles tapetes com a estampa de bem-vindos. Eles transmitem a falsa ideia de convidar todos que passam na frente a entrar. Nenhum lugar, nenhuma marca, nenhum produto pode ser para todos. Quando alguém tenta isso, acaba sendo nada para ninguém. As propostas devem ser claras, e esta claridade deve fazer mal para alguns olhos. Estes serão os não bem-vindos. Aqueles que você não precisa (e não quer) fazer negócios. Pois estão desajustados com algo da sua marca. E isso é muito bom, para você.

 

Você já deve ter percebido a falta de educação no trânsito de sua cidade. Um dos sinais mais claros disso acontece quando os motoristas não acionam as setas que indicam alguma conversão a ser feita. Agora pare para pensar, por que as pessoas não fazem esse gesto tão simples? Ora, para algumas delas do alto de suas SUV’s isto é totalmente desnecessário. Afinal a alavanca da seta vai acionar uma luz externa que serve apenas para os outros saberem o que pretende fazer. E ela não deve satisfação a ninguém do que faz, muito menos do que pretende fazer. Por isso são totalmente desnecessárias estas sinalizações que a elas não servem.

Raciocínio egoísta e provocador de diversos problemas no trânsito. Mas válido para a gestão de marcas. Quando você está pilotando uma marca não precisa dar sinal para todos. Melhor, não deve. Pois quando você tentar agradar e encantar todas as pessoas que entram em contato, vai mexer nos seus pontos fracos. Vai ter que criar atributos que não possui. Terá que se esforçar em sentidos que não domina ou não possui habilidades para gerenciá-los. Assim como aquela emissora de sucesso não toca as músicas e os estilos que gosta, você não precisa colocar o DVD do Luan apenas porque o rapaz está onipresente no dial. Aliás, o fato de assumir isso vai reforçar mais ainda que marca você é e o que defende. Vai afastar os mercenários e atrair os patriotas.

Agora a hora é de coragem para fazer as renúncias. São mais importantes que as escolhas em grande parte dos casos. Te deixam mais focado para incrementar ainda mais seus pontos fortes. No que você é capaz, talentoso e plenamente envolvente para as pessoas. Recentemente tive duas experiências de compra distintas. Em uma loja de produtos elétricos quis trocar uma lâmpada que havia queimado dois dias depois da compra. Me informaram que não havia garantia, mesmo com um aviso grande na embalagem prometendo 6 meses. Ficaram de me ligar e nunca mais tive notícias deles. A outra experiência foi com uma rede de supermercados na qual comprava um tipo especial de leite. Após diversas tentativas frustradas de comprar novamente o produto, entrei em contato via site para saber o que se passava. Menos de 12 horas depois, o gerente da loja me ligou pessoalmente para dizer que o problema de desabastecimento seria sanado na semana seguinte.

Um dos modelos de negócio e marca está baseado em vendas e nenhuma preocupação com o cliente. Não estão acostumados a problemas e não sabem o que fazer quando acontecem. O outro valoriza o relacionamento e faz questão de responder diretamente e não via uma mensagem fria e pasteurizada. Cada qual tem seu público. E afasta os demais. Eu tenho as minha escolhas, como cada um deve ter as suas. E quando você estiver em contato com uma experiência de marca e não percebê-la como especial, provavelmente você não deveria ter estado lá. Ah, e não vá reclamar, pois o equivocado foi você mesmo. 

 

Felipe Schmitt-Fleischer

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Se você não conseguiu percebê-la, provavelmente não deveria ter estado lá

Se está difícil para mim, imagine para você!

Este é um texto de comparações. Neste momento, compare a sua vida (seu momento, seu contexto, suas conquistas, seus aprendizados, sua caminhada, etc) com a dos colegas a sua volta. Pessoas do trabalho do mesmo setor, chefes, fornecedores, amigos, parentes, etc. Por mais que não desejamos (ou repugnamos) este comportamento, assim a sociedade avança. Sim, avança. Pelo menos avança em alguns conceitos importantes analisados sob o prisma dos negócios e da vida profissional (com reflexos na vida social). Não quero aqui entrar em outras perspectivas e implicações possíveis que este texto permitiria, como a busca da felicidade, a vida mais zen, etc. Para textos mais nesta linha, vejam estes outros escritos por mim: Em busca do Santo Graal da modernidade: a felicidade! e o primeiro deles, Por que somos felizes? . Mas voltando ao avanço que a comparação permite, por este e outros motivos, como o acesso a mais recursos, é que as grandes cidades possuem o nível de criatividade bem mais elevado que outras cidades de menor porte (isso medido por institutos internacionais). Em um espírito competitivo natural do homem, de sobrevivência (buscando uma linha mais antropológica), ninguém quer ficar para trás ou ser o segundo lugar. Pelo menos ninguém daqueles que querem fazer muito a diferença no seu meio, ser o melhor em algo, ser referenciado em alguma área, ou coisas do tipo, sem entrar em uma linha egoísta ou consumista.

Muitas vezes, não gostamos nem de pensar que nos comparamos a todo o instante. Mas, é percebido sempre que uma pessoa entra no elevador, ou no seu ambiente de trabalho, que os olhos dos demais começam a comparar. “O que deu nela hoje?”, “Por que ele colocou aquela gravata?”, “Tu viu que ele bateu a meta de vendas. Ganhou uma nota preta”, “Sabes quem mudou de carro? Eu!”, “Tu viu o sapato da Maria?”, e por ai vão as comparações no formato coloquial do dia a dia. Muito sutis, mas o cérebro está comparando. É assim que ele nos dá uma ideia da vida e das coisas. As propagandas diversas nos colocam em check a cada vez que lançam um produto e uma celebridade começa a utilizar. Depois vemos nossos vizinhos usando. E como não queremos ficar para trás, compramos também o tablet da moda (mesmo que depois afirmamos em juramento que não tinha nada de relação com a celebridade eu ter comprado o aparelho). Sei que são exemplos simples, em uma visão de um simples observador, mas é assim que noto que grande parte da população anda. E eu assumo que tenho um comportamento competitivo, gosto de ser reconhecido pelo meu trabalho, quero destaque e me comparo. Posso até, em certos momentos ter inveja, mas isso eu rapidamente transformo em motivação e “queimo” esta energia me mobilizando e trabalhando diferente (para ter resultados diferentes).

Então, dentro de um contexto deste apresentado, nós temos uma escolha a cada comparação e três caminhos possíveis (todos de resultados imprevisíveis):

– Você resolve deixar isso de lado e viver na sua, para você apenas, não se importando com os demais. Você faz a sua vida e se sua vizinha trocou de carro e é mais bonita é problema apenas dela.

– Você enxerga tudo isso acontecendo com os demais a sua volta e isso lhe consome por dentro. Você não entende por que uns tem e outros não. E por fim deseja o pior para a vizinha e para o mundo todo (aproveitando o momento)

– Você enxerga tudo isso acontecendo com os demais a sua volta e isso lhe impacta. Você se questiona. Você ambiciona ser melhor e conquistar outras coisas melhores que você ainda não conquistou. Você usa o sentimento gerado como energia para andar para frente e aguçar seus sentidos.

De todos estes, eu escolho a terceira opção. Escolhi a muito tempo atrás e creio que me fez bem. Não quero viver a toa, quero experimentar do melhor. Mas para isso, não preciso ser uma pessoa ruim, esnobe ou desconectada da sociedade. Essa é minha a escolha. E qual é a de vocês?

OBS.: O título deste post, conta a lenda, que era um adesivo colado no vidro traseiro de um Porsche (“Se está difícil para mim, imagine para você”). Muitos de nós, parados na sinaleira, podem neste momento ter que enfrentar os 3 caminhos que sugeri. E quando o sinal abrir, você terá escolhido um deles.

 

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Até a próxima dica

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Gustavo Campos

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Gustavo Campos, administrador por formação, empreendedor por natureza. Muito estudioso, leitor voraz, odeia falar ao telefone. Gosta de tecnologia, apesar de se incomodar em pagar mais caro por ser um dos primeiros a comprar algo. Geek por estilo de vida, sempre está conectado, não sabendo o que seria de sua vida sem notebook, smartphones, tablets, Moleskine e uma boa conexão Wi-Fi com a Internet. Ambicioso, não alcançou ainda nem o início do que quer desta vida. Professor apaixonado pela vida e por sua família, dono do Max e da Pink, o casal de Yorkshires mais famosos da cidade.

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Principais fontes consultadas para este artigo:

– Minhas experiências pessoais e profissionais

– Um olhar atento de consultor e analista de mercado

 

Se está difícil para mim, imagine para você!

Pergunta de final de semana: O que você vai ser quando crescer?

Bombeiro. Astronauta. Jogador de futebol. Policial. Quando criança, queríamos ser heróis. Queríamos profissões que nós fizessem sentir a emoção de ser alguma coisa relevante. Ingenuamente não se pensava em muito mais coisa, como remuneração, oportunidades, viabilidades, status, etc. Mas dentro desta ingenuidade tinha alguma coisa interessante, que era, muitas vezes, sonhar com o impossível mas sem o considerar inatingível. Era a ingenuidade da paixão, de colocar os sentimentos como orientadores únicos da nossa decisão. Em algum momento desta caminhada, primeiro fomos ensinados que algumas coisas não seriam possíveis. Meio a contragosto aceitávamos e íamos desistindo das ideias. Talvez um pouco mais tarde, começamos a perceber os mecanismos do mundo e isso foi nos levando para uma “certeza” culturalmente aceita de profissões mais adequadas. Regras definidas por pessoas que passaram e que se foram, e muitas vezes nem as conhecemos, nem mesmo nossos pais e orientadores. Verdades inquestionáveis por preguiça ou comodidade, pois quase sempre não eram mais sustentáveis. E assim fomos, em certa parte, condicionados a seguir adiante pela estrada já trilhada, por onde pessoas já pisaram e tiveram sucesso.

Alguns, por sorte ou por persistência, seguiram os rumos que muitos achavam loucura no passado. Estes hoje escrevem a história, ou parte dela. Aqueles outros que seguiram o “caminho da segurança” se acotovelam nos corredores estreitos da diferenciação e do sucesso. A vida segura se tornou silenciosamente perturbadora. O fantasma da dúvida nunca saiu dos seus ombros, e pesando dia a dia, deixa a mente agitada, estressada, em agonia em busca de algo que não será encontrado nesta estrada.

Mas, a todo momento, caminhos se duplicam em nossa frente. Podemos fazer um retorno, dar uma ré ou acelerar por outra via. A coragem de fazer todos tem, isso eu não duvido. O que falta é o questionamento. É dar o passo em direção a pergunta que você sabe que irá “doer” se você responder. É aquela resposta temida, que uma vez pronunciada, tornará a sua vida atual insuportável. E desta vez você terá que mudar de caminho. Então, a falta de coragem não é em mudar o caminho, mas sim em enfrentar a “dor da mudança”, o desconforto, a insegurança, os medos que “plantaram” em sua cabeça para que você não tivesse dúvidas do “caminho da certeza”, do socialmente correto, do que todos fazem, do que deu certo. Pensamos que é melhor ficar sobrevivendo minuto a minuto em um lugar que toleramos, mas que é conhecido e, portanto, confortável, do que arriscar a entrar em uma porta que estava sempre fechada para nós. E este pensamento é falso. Devemos fazer as perguntas, enfrentar as respostas e tornar a nossa vida insuportável. Assim construímos a coragem que muitas vezes nos empurra para o mesmo caminho. Devemos recuperar a paixão infantil de pegar um graveto e imaginar que era uma espada e que lutávamos guerras impossíveis de se vencer, mas no final ficávamos em pé, vitoriosos. E, desta forma, trilhando caminhos alternativos, faremos a diferença que precisamos fazer neste mundo muito similar.

Então a pergunta do final de semana é: você tem a coragem de fazer a pergunta e de ouvir a resposta? O que você vai querer ser amanhã, quando tiver crescido um pouco mais do que hoje?

 

Pense nisso! Da próxima vez que ficar em dúvida sobre dois caminhos, escolha o mais incerto. E talvez você encontre o que procuras.

Bom final de semana e vivam pelas suas escolhas

 

Gustavo Campos

Publisher do Pensador Mercadológico

Pergunta de final de semana: O que você vai ser quando crescer?

Pergunta de final de semana? Se você pudesse, faria tudo igual de novo?

Tudo na nossa vida são escolhas. Escolhas diárias. Escolhas por hora. Quase sempre, pequenas escolhas. Poucas vezes, grandes decisões. E de tijolo em tijolo vamos construindo o que sonhamos.

Mas na vida, em muitos assuntos, somos resistentes. Por mais que nos achamos muito flexíveis, resistimos. Isso pode ser bom, se o caminho escolhido nos levar a resultados superiores as alternativas apresentadas. Mas na vida, nunca saberemos. Ao fazer uma escolha, portas se abrem, e talvez, inúmeras outras, naturalmente se fechem. E se olharmos para trás, em uma espécie de timeline, vamos ver cada bifurcação de nossa trajetória e a escolha que tomamos. Fizemos isso por anos e anos, e isso representa um “investimento emocional” em nossa vida (e em nossas escolhas) que muitas vezes nos torna resistentes ao novo.

Mas, a pergunta do final de semana é: Se você pudesse, sem nenhum ônus, faria tudo igual de novo? Imagine ter o poder de voltar no tempo, tomar outra decisão, andar um pouco e avaliar o caminho, e se não gostar voltar de novo. Nesta ficção, nada se perderia, nem um minuto de vida, nem um real de dinheiro. Absolutamente nada. Neste caso, todo o investimento emocional que fizeste na vida, continua válido? Ou você estaria disposto a desistir da caminhada e arriscar um pouco em novos caminhos?

Pense nisso! A próxima bifurcação da vida se aproxima em instantes.

Bom final de semana e vivam pelas suas escolhas

 

Gustavo Campos

Publisher do Pensador Mercadológico

 

Pergunta de final de semana? Se você pudesse, faria tudo igual de novo?