Este é um texto de comparações. Neste momento, compare a sua vida (seu momento, seu contexto, suas conquistas, seus aprendizados, sua caminhada, etc) com a dos colegas a sua volta. Pessoas do trabalho do mesmo setor, chefes, fornecedores, amigos, parentes, etc. Por mais que não desejamos (ou repugnamos) este comportamento, assim a sociedade avança. Sim, avança. Pelo menos avança em alguns conceitos importantes analisados sob o prisma dos negócios e da vida profissional (com reflexos na vida social). Não quero aqui entrar em outras perspectivas e implicações possíveis que este texto permitiria, como a busca da felicidade, a vida mais zen, etc. Para textos mais nesta linha, vejam estes outros escritos por mim: Em busca do Santo Graal da modernidade: a felicidade! e o primeiro deles, Por que somos felizes? . Mas voltando ao avanço que a comparação permite, por este e outros motivos, como o acesso a mais recursos, é que as grandes cidades possuem o nível de criatividade bem mais elevado que outras cidades de menor porte (isso medido por institutos internacionais). Em um espírito competitivo natural do homem, de sobrevivência (buscando uma linha mais antropológica), ninguém quer ficar para trás ou ser o segundo lugar. Pelo menos ninguém daqueles que querem fazer muito a diferença no seu meio, ser o melhor em algo, ser referenciado em alguma área, ou coisas do tipo, sem entrar em uma linha egoísta ou consumista.

Muitas vezes, não gostamos nem de pensar que nos comparamos a todo o instante. Mas, é percebido sempre que uma pessoa entra no elevador, ou no seu ambiente de trabalho, que os olhos dos demais começam a comparar. “O que deu nela hoje?”, “Por que ele colocou aquela gravata?”, “Tu viu que ele bateu a meta de vendas. Ganhou uma nota preta”, “Sabes quem mudou de carro? Eu!”, “Tu viu o sapato da Maria?”, e por ai vão as comparações no formato coloquial do dia a dia. Muito sutis, mas o cérebro está comparando. É assim que ele nos dá uma ideia da vida e das coisas. As propagandas diversas nos colocam em check a cada vez que lançam um produto e uma celebridade começa a utilizar. Depois vemos nossos vizinhos usando. E como não queremos ficar para trás, compramos também o tablet da moda (mesmo que depois afirmamos em juramento que não tinha nada de relação com a celebridade eu ter comprado o aparelho). Sei que são exemplos simples, em uma visão de um simples observador, mas é assim que noto que grande parte da população anda. E eu assumo que tenho um comportamento competitivo, gosto de ser reconhecido pelo meu trabalho, quero destaque e me comparo. Posso até, em certos momentos ter inveja, mas isso eu rapidamente transformo em motivação e “queimo” esta energia me mobilizando e trabalhando diferente (para ter resultados diferentes).

Então, dentro de um contexto deste apresentado, nós temos uma escolha a cada comparação e três caminhos possíveis (todos de resultados imprevisíveis):
– Você resolve deixar isso de lado e viver na sua, para você apenas, não se importando com os demais. Você faz a sua vida e se sua vizinha trocou de carro e é mais bonita é problema apenas dela.
– Você enxerga tudo isso acontecendo com os demais a sua volta e isso lhe consome por dentro. Você não entende por que uns tem e outros não. E por fim deseja o pior para a vizinha e para o mundo todo (aproveitando o momento)
– Você enxerga tudo isso acontecendo com os demais a sua volta e isso lhe impacta. Você se questiona. Você ambiciona ser melhor e conquistar outras coisas melhores que você ainda não conquistou. Você usa o sentimento gerado como energia para andar para frente e aguçar seus sentidos.
De todos estes, eu escolho a terceira opção. Escolhi a muito tempo atrás e creio que me fez bem. Não quero viver a toa, quero experimentar do melhor. Mas para isso, não preciso ser uma pessoa ruim, esnobe ou desconectada da sociedade. Essa é minha a escolha. E qual é a de vocês?
OBS.: O título deste post, conta a lenda, que era um adesivo colado no vidro traseiro de um Porsche (“Se está difícil para mim, imagine para você”). Muitos de nós, parados na sinaleira, podem neste momento ter que enfrentar os 3 caminhos que sugeri. E quando o sinal abrir, você terá escolhido um deles.
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Gustavo Campos
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Gustavo Campos, administrador por formação, empreendedor por natureza. Muito estudioso, leitor voraz, odeia falar ao telefone. Gosta de tecnologia, apesar de se incomodar em pagar mais caro por ser um dos primeiros a comprar algo. Geek por estilo de vida, sempre está conectado, não sabendo o que seria de sua vida sem notebook, smartphones, tablets, Moleskine e uma boa conexão Wi-Fi com a Internet. Ambicioso, não alcançou ainda nem o início do que quer desta vida. Professor apaixonado pela vida e por sua família, dono do Max e da Pink, o casal de Yorkshires mais famosos da cidade.
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Principais fontes consultadas para este artigo:
– Minhas experiências pessoais e profissionais
– Um olhar atento de consultor e analista de mercado