Recentemente, num importante jornal local de minha cidade, foi publicado que o comércio e as casas estão deixando de fazer uma decoração de Natal com luzes e tudo mais. Até alguns anos atrás existiam até competições sobre a melhor decoração na cidade. Os carros iam a noite e passavam lentamente pelas mais bonitas ruas mostrando aos seus filhos e família. Isso gerava uma onda maior de otimismo e sensações positivas e, no mínimo, estas famílias contagiadas pelas mais belas decorações, montavam um pinheirinho na sala de sua casa e colocavam algumas luzinhas. Desta forma, o espírito estava preservado. Os tempos mudaram, a economia também, e hoje deixar luzinhas acesas durante a noite pode significar um incremento significativo na conta de luz. Além disso, é um pouco socialmente irresponsável este “desperdício” no mundo atual em que vivemos. Mas será mesmo? Algumas dezenas de reais a mais na carteira em troca do que? Será que é muito fantasioso dizer que o mundo ficava melhor com estas iniciativas? Será que o sentimento positivo não era mais contagiante em uma época de luzes? Será que conseguimos mesmo medir um item tangível (o valor da conta de luz) contra algo intangível (como a união familiar e os sentimentos positivos gerados pelas ruas decoradas) e tomar uma boa decisão?
Enfim, no próximo ano, na minha casa, terão luzes de natal. Muitas luzes. Mesmo que eu as acenda somente por 30 minutos por noite. Salvem o planeta, mas preservem o espírito de Natal.
E você, o que acha disso?
Gustavo Campos
Publisher do Pensador Mercadológico