QUANDO A ETICA ESTRAGA SEUS PLANOS

Se imagine com 18 anos recém ingressando na faculdade e de cara já conseguindo aquele estagio em uma boa empresa com chances de crescimento profissional em longo prazo. Você fica animado com esse começo de carreira promissor, pois para a maioria dos jovens é um sonho.

A primeira semana na empresa serve para você conhecer seu ambiente de trabalho, seus colegas e superiores, como funcionam as rotinas, horários e amenidades. Também são feitos alguns treinamentos e palestras. O “pega-pra-capar” começa na segunda semana quando você começa a sentir o gosto da novidade, da responsabilidade. Ai logo depois vem a pressão por resultados; o stress; o salário de fome de estagiário e chega um ponto que você pensa em desistir! Mas existe uma pessoa que não pretende deixar isso acontecer, pois confia no seu potencial e já esteve naquela situação antes, seu chefe. Isso mesmo, chefes também tem coração, não são monstros desalmados que só querem sugar suas jovens vidas até o ponto de descartá-los quando não forem mais úteis para empresa.

Seu chefe te convence de que você tem talento, lhe oferece dicas preciosas para contornar alguns problemas e lhe pede apenas mais um pouco de paciência. A partir naquele dia ele se torna quase uma espécie de mentor para você, sempre disposto a lhe oferecer ajuda, mesmo que continue cobrando você como a todos os outros por resultados.

Quatro anos se passam e algumas promoções de cargo mais tarde você é chamado à sala da diretoria, você será promovido mais uma vez. Sua felicidade é bruscamente substituída por um dilema ético, você é a única pessoa dentro da empresa que pode substituir seu antigo chefe que será demitido, pois a diretoria entende que ele já não mais se encaixa na nova “onda” de tecnologia da empresa. Se você não aceitar a oferta, você será demitido, pois já existe outra pessoa que foi contrata para ocupar seu cargo e irá começar na semana que vem.

Seu chefe é um pai de família que dedicou quinze anos de vida para empresa e por ter mais idade talvez não consiga um cargo desse porte novamente, ele ama o que faz. Você está com planos de casar com sua noiva e essa promoção era tudo o que você precisava para realizar seus sonhos. Sua mente volta quatro anos no tempo e lembra-se daquele dia que quis desistir e sair da empresa, mas seu chefe o convenceu a ficar, seria ironia do destino?

Se ponha no lugar desse cara e me diga o que você faria?

 

Mario Sergio Cortella explicando o que é ética na opinião dele:

 

Até a próxima!

Johnny Mineiro

Empreendedor

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QUANDO A ETICA ESTRAGA SEUS PLANOS

"Eu estou pagando!"

Tenho o sentimento que a expressão “eu estou pagando” substitui hoje em dia a antiga expressão “tu sabes com quem estás falando?”. Antigamente, bastava você ter um sobrenome de poder ou ser bem relacionado e dar um “carteiraço”. Hoje em dia, parece que até isso tem o seu valor (em moeda), e o seu poder de compra é que manda na situação. Vemos nas escolas, professores e diretores reféns de sistemas de ensino baseados em metas de conquista de alunos, faturamento e outros índices que fazem com que o sistema tenha que passar os alunos independente do mérito. Se algum aluno ficar para trás, três coisas podem ocorrer: (1) ele irá trancar uma vaga de um aluno novo = menos faturamento; (2) ele poderá deixar a escola por não gostar de ter sido reprovado = menos faturamento e (3) a imagem da escola poderá ser manchada, pois lá “os professores não ensinam os alunos” (e não que alguns alunos não querem se esforçar para passar) = menos faturamento. Vemos também o comportamento “eu estou pagando” no comércio, em restaurantes, em shows, etc, basta ficar atento e observar. Definitivamente, em todos os lugares existem, pessoas que acham que se estão pagando não precisam seguir regras e podem fazer o que quiser. Também vemos este comportamento, em algumas empresas (talvez em grande parte das empresas). São famosas as histórias de pessoas que são muito sociáveis, dóceis até, e que quando vestem o papel corporativo, se transformam em uma  Miranda Priestly, do fantástico filme “O Diabo Veste Prada”. Por estarem pagando salários para seus empregados ou faturas para seus fornecedores, acham que podem “cagar na cabeça” e sapatear, fazendo o que quiserem e quando quiserem. Estão pagando! Comportamentos assim mostram duas coisas: (1) a empresa tem sérios problemas, pois contrata e sustenta pessoas assim, que deformam valores históricos de civilidade nos negócios e nas relações e (2) estas pessoas, tipo “Miranda”, escondem enormes fraquezas e inseguranças, e tem que se sustentar no cargo pela demonstração agressiva de seu poder. E o pior de tudo que os fornecedores compram este jogo e aceitam, pois o “cliente está pagando”. Exemplo disso são agências de comunicação, que salvo algumas raras exceções, quase todas se rendem ao faturamento do cliente e são patrolados todo o dia por ditadores corporativos (“faça de novo”;  “não está bom”; “tu sabes o que estás fazendo?”; “se não fizer direito eu vou te tirar”; “eu te pago quando eu quiser”, etc).

Talvez eu ainda não esteja bem preparado emocionalmente para aceitar estes comportamentos, mas eu não consigo e não aceito jogar isso. Mesmo que no curto prazo possa significar perda de faturamento para a minha empresa. Se a relação começa a se deteriorar para esta direção de poder unilateral e aceitação submissa de outro lado, eu abandono o barco. Geralmente a relação é rompida por uma briga feia, pois também não saio desta situação sem falar algumas verdades para o coitado do cliente. Eu chuto o pau da barraca e boto fogo. Acredito que não será por um ou outro cliente que não entende regras simples de um bom relacionamento comercial que irá me impedir de vencer e crescer na vida. Hoje me orgulho de relações profissionais que tenho de mais de 10 anos de trabalhos contínuos. Mas também sou conhecido por rompimentos de conta, pelos motivos acima expostos (muitas vezes teatrais / coisas de cinema). Mas o ponto é: Você pode estar pagando, mas precisa de um relacionamento fantasiado (pois a pessoa não tem este comportamento fora da empresa, apenas quando está assinando seu sobrenome corporativo) de poder e submissão para que você realize suas metas? Será que um sistema transparente, com responsabilidades bem definidas, com entendimento mútuo das necessidades de ambas as partes, não seja mais favorável a negócios duradouros e até mesmo a uma vida mais saudável? Por um momento, seria possível este cenário? O que se perderia nele? O que se ganharia? Creio que os ganhos sejam maiores do que as perdas. As perdas são elementos que devem desaparecer, tais como: submissão irrestrita, controle total e uma empresa-parceira (imagine uma agencia de comunicação) menos criativa, que somente entrega a tarefa do jeito que o cliente quer, mas não a melhor tarefa cumprida (o que a agência pode fazer, no seu máximo). Por outro lado, Kurt Vonnegut já dizia: “Cuidado com aquilo que finges ser, porque tu és aquilo que finges ser”. E este aviso serve para os dois lados. Se você finge ser cruel e controlador, do lado do cliente, você é assim. Se você é submisso e não impõem nenhuma idéia, pelo lado do fornecedor, você é assim.

Por fim, um pedido meu para você pensar. Quem sabe, neste próximo ano, você e sua empresa decidam tomar uma postura um pouco melhor e deixem de aceitar qualquer atitude de seus clientes. Devemos sim nos comportar bem e cada vez melhor com nossos fornecedores, com respeito, selecionando os que melhor entenderem esta nova postura e fazer deles seus melhores parceiros de negócios. Um exemplo a ser seguido e multiplicado. Por outro lado, sua equipe de atendimento e equipe comercial deve saber se impor mais em campo, honrando o seu histórico profissional, os valores de sua empresa, sua marca e a ética profissional. Se notar que estás sendo abusado em uma relação profissional, tente acertar novamente os ponteiros. Se ainda assim não conseguir resultado, eu recomendo duas atitudes: (1) saia como um gentlemen (mais aconselhável) ou (2) saia chutando tudo (dependendo da situação, este é o recomendado). Mas, de uma ou outra forma não atue como menino medroso e aceite as condições. Seus clientes irão tratá-lo conforme você se apresenta e age. Cuide bem de sua imagem, cuidando da sua postura e entrega.

Espero que tenha sido uma leitura útil e agradável.

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Principais fontes consultadas para este artigo:

– Minhas experiências pessoais e profissionais

– Um olhar atento de consultor e analista de mercado

 

 

"Eu estou pagando!"

Um papo de bar para ser levado a sério

Sou um sobrevivente, pois como muitos da minha geração atravessei incólume a parceria entre álcool e direção na adolescência. Não virei um santo, mas olhando em perspectiva sou obrigado a reconhecer que muito do meu comportamento de risco de então foi influenciado por cabeças pensantes do marketing que atuavam sem muitas limitações na época.

De lá para cá as técnicas de comunicação se aprimoraram e os apelos da publicidade são mais certeiros, por isso me pergunto qual o impacto destas mensagens na mente das crianças e jovens de hoje.

Segundo estudo realizado pela pesquisadora Ilana Pinsky do UNIAD (Unidade de Pesquisas em Álcool e Drogas) da Universidade Federal de São Paulo, a publicidade de bebidas alcoólicas exerce forte atração sobre crianças e adolescentes.

Ela afirma: “Se você for observar os elementos da publicidade de cerveja, …, ela é extremamente bem humorada, mostra sempre pessoas bonitas e jovens. Ela não fala do produto em si, mas dos sonhos e do estilo de vida relacionado à alegria e às festas, o que tudo tem a ver com o jovem.”

Um pouco mais atrás, no início dos anos 60, a indústria americana do tabaco já sabia que um dos seus principais públicos-alvo eram as crianças para que se tornassem consumidores fiéis quando crescessem.  E na busca deste objetivo não hesitavam em invadir o universo infantil como na pérola publicitária abaixo:

 

Os empresários tinham consciência de que estavam comercializando uma substância que causa alto grau de dependência química e que acarreta danos irreparáveis à saúde, mas o que importava era o resultado financeiro. Hoje, após um processo lento de conscientização e uma série de medidas restritivas, o cigarro se tornou um elemento dissonante na sociedade.  Mas há até não muito tempo, ele era um elemento cotidiano, divulgado e consumido sem restrições. A propaganda do cigarro Shelton Lights dá uma idéia do quanto se fumava nos anos 70:

 

Os comerciais acima hoje causam estranheza, afinal não se encontram mais pessoas fumando em ambientes fechados e muito menos personagens de desenho animado exaltando as qualidades de um cigarro. Mas não vou me surpreender se em um futuro próximo fiquemos impressionados com a apologia ao consumo de cerveja das campanhas atuais.

Talvez venhamos a nos perguntar como foi possível permitir o incentivo ao consumo de um produto que tem por trás de si um histórico de alcoolismo, violência doméstica e mortes no trânsito – principalmente entre os jovens.

Cada vez mais se fala em sustentabilidade, ética e transparência no marketing das empresas, mas chega a ser ensurdecedor o silêncio sobre esta que é uma questão de saúde pública. Mas é compreensível quando se trata das verbas milionárias da indústria da cerveja que patrocina os meios de comunicação, os quais atacam temas polêmicos de forma seletiva de acordo com seus interesses.

Como exemplo, cito um grande grupo de mídia que faz campanhas contra a violência no trânsito, mas promove anualmente um festival voltado a pré-adolescentes patrocinado por uma marca de cerveja.

Talvez seja hora da sociedade civil olhar com mais atenção para este tema, afinal todos nós pagamos esta conta, seja pela perda de vidas ou pelos custos astronômicos em atendimentos de saúde e aposentadorias forçadas.

Em resumo, se foi possível eliminar o “glamour” do cigarro, talvez seja viável reduzir a importância do álcool como um fator cultural. Não estou pregando a abstinência etílica, apenas questiono a forma como a bebida, principalmente a cerveja é contextualizada para mentes em formação.  Inclusive se alguém quiser marcar um chopinho para aprofundar este assunto, sou parceiro.

 

Kaiser – Mano Menezes, técnico da Seleção Brasileira (que menino não sonha jogar nela),  associa os valores da infância, as lições do seu pai – espírito de equipe, superação, amizade e a prática de esporte ao consumo de cerveja.

 

Brahma – Ronaldo Fenômeno, um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos e exemplo de superação, continua influenciando as novas gerações.

 

Nova Schin – Você é fã de Ivete Sangalo, Samuel Rosa, Carlinhos Brown,  Cleo Pires, Debora Secco? Então faça como eles, peça um cervejão.

 

Leandro Morais Corrêa

Jornalista/Pós-Graduado em Marketing

leandromoraiscorrea.wordpress.com

Diretor da Business Press Inteligência em Comunicação e Marketing

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Um papo de bar para ser levado a sério

Uma questão de valores

No vasto mercado editorial de livros de negócios filtrar entre as diversas opções lançadas anualmente aqueles livros que vêm para fazer a diferença, e não são meras compilações de baboseiras e clichês, é tarefa espinhosa. Felizmente em minha fúria devoradora de livros, encontrei dias atrás uma publicação com conteúdo de qualidade e com aplicação prática na vida real. No livro O Executivo sem Culpa, João Ermida, português e ex-executivo do Banco Santander, nos apresenta o seu método chamado verdade, humildade e solidariedade, onde propõe ferramentas para lidar com a atual crise de valores que prolifera nas empresas, de todos os tamanhos.

Ermida não se exime de apontar o que ele acha estar errado no mundo global: Continue reading “Uma questão de valores”

Uma questão de valores