A hora do ataque

O Brasil ainda não avança como muitos projetavam no final de 2012. A Europa não se recuperou, investimentos não se confirmaram, uma inflação retornou devido a persistente alta demanda em muitos setores e uma menor oferta. Existem muitos fatores para avaliar a situação atual do País, onde a cada semana muda-se o teto de crescimento do PIB para baixo (alguns dizem 2% como teto para 2013). Mas onde existem dificuldades, recessão e barreiras para a venda, também existem oportunidades.

Em quase todos os segmentos existem marcas que nasceram ou aceleraram o seu crescimento em épocas de crise ou recessão. Certamente algumas você conhece. Nessas épocas mais difíceis é ativado um dispositivo ancestral do cérebro humano, que faz com que a maioria dos empresários e dos consumidores se retraia. Retenção de custos, corte de despesas, adiamento de investimentos e mais cautela para tomar qualquer decisão começam a fazer parte do jogo e viram o vocabulário do momento. Mas se você olhar para o lado verá alguns diferentes, fazendo o oposto disso tudo. Estes “diferentes” arriscam em uma época onde a maioria absoluta se retrai. Para o mercado, você está em maior evidência, pois sua proposta não está sofrendo com tanto ruído da comunicação da concorrência. A ideia é que quando todos pararem de correr, não importa se você não era o melhor atleta, mas a pista ficará mais livre e você conseguirá melhorar suas posições na competição. O pouco de esforço extra, em tempos onde grande parte se retrai, fará você se destacar.

Evidente que eu não condeno ajustes orçamentários, principalmente aqueles que podem ser considerados perigosos para a saúde financeira da empresa. O que condeno é o corte indiscriminado dos investimentos, principalmente alguns críticos, que certamente enfraquecerão a empresa logo a frente, quando a economia começar a se recuperar. Desta forma, pense e veja se esta época não é a hora de você ir para o ataque e conquistar algumas posições.

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Gustavo Campos

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Gustavo Campos, administrador por formação, empreendedor por natureza. Muito estudioso, leitor voraz, odeia falar ao telefone. Gosta de tecnologia, apesar de se incomodar em pagar mais caro por ser um dos primeiros a comprar algo. Geek por estilo de vida, sempre está conectado, não sabendo o que seria de sua vida sem notebook, smartphones, tablets, Moleskine e uma boa conexão Wi-Fi com a Internet. Ambicioso, não alcançou ainda nem o início do que quer desta vida. Professor apaixonado pela vida e por sua família, dono do Max e da Pink, o casal de Yorkshires mais famosos da cidade.

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Principais fontes consultadas para este artigo:

– Minhas experiências pessoais e profissionais

– Um olhar atento de consultor e analista de mercado

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A hora do ataque

Líderes são aqueles que fazem o que falam

Já se passaram 3 anos daquele julho de 2010 na África do Sul. Naquele dia, a seleção brasileira, com boa campanha, mas com sérias desconfianças, caía fora da Copa do Mundo diante de uma Holanda (sempre ela) veloz e arisca. Dos méritos maiores daquele grupo, destacava-se a união entre comandante e comandados. Dunga tinha os jogadores na mão por ser um líder que protegia aqueles em que confiava. Ao apito do juiz, o mesmo virou-se de costas e caminhou ligeiramente para o vestiário, abandonando seu grupo no gramado após a eliminação. Um ato totalmente contrário às virtudes que autoproclamava a todos.

De discursos estamos lotados. Sobretudo daqueles politicamente corretos, cheios de ensinamentos e lições, do que podemos e devemos fazer em momentos específicos. Líderes e gurus que têm palavras sábias e certas para nossos ouvidos. Talvez a classe mais prolixa nesta linha de falar a coisa certa, sejam os políticos. Sobretudo em eleições, encaixam frases que são a expressão do desejo das pessoas. Dizem ser contra a corrupção e pelo bom investimento do dinheiro público. Esse distanciamento entre o que dizem e o que fazem, foi em grande parte estopim para grandes manifestações que felizmente sacodem o Brasil nas últimas semanas.

 

Os verdadeiros líderes são os que fazem exatamente aquilo que dizem. Não vivem nos discursos vazios e nas ações opostas ou difusas daquilo que propõem. Estão presentes junto dos seus liderados. Um fato marcante da Primeira Guerra Mundial foram os “marechais de chateau”. Até então, todos grandes conflitos e batalhas envolviam comandantes lutando junto nos campos de batalha. Mas neste momento da história, os líderes das tropas em guerra se instalaram em grandes casas alugadas na Europa para comandar os movimentos, distantes centenas de quilômetros de onde as ações ocorriam. A Primeira Guerra foi arrastada, cruel e com muitos homens desistindo de lutar, talvez motivados pela falta de sentido e da ausência de líderes verdadeiros ao seu lado.

Alan Deutschman destaca em seu best-seller Walk the Walk uma série de fatos nos quais líderes e liderados estão em total dissintonia. Ou seja, não existe nenhum tipo de motivo para seguir ou lutar pelas palavras ensinadas. Arnold Schwarzenegger, governador da Califórnia, defendia políticas ambientalmente sustentáveis, mas estacionava em sua garagem particular uma frota dos insustentáveis Hummers. Al Gore conscientizou o mundo do colapso ambiental, porém montou uma mansão que sugava energia em uma proporção gigantesca comparável à média americana.

Pessoas não trabalham para empresas ou governos. Pessoas trabalham para pessoas. Ou seja, é preciso ver ações e práticas que devemos ter para chegar aos objetivos que gostaríamos de alcançar. Os CEOs das grandes montadoras e dos bancos norte-americanas continuaram vivendo no mundo de fantasia dos jatos privados e dos bônus milionários, mesmo quando suas companhias sucumbiram. Do mesmo modo, os mandatários públicos no Brasil continuam gastando como nunca em caprichos particulares, ao mesmo tempo em que alegam ser hora de apertar despesas, inclusive não terminando obras e mantendo serviços essenciais em nível deplorável. Depois não vale reclamar da insatisfação nem da descrença, tentando consertar com novos discursos requentados. A única coisa que pode realmente fazer sentido para as pessoas é mudar, não as palavras, mas as ações efetivas. Serve para técnicos de futebol, políticos, CEOs e para você mesmo.

 

 

Felipe Schmitt-Fleischer

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Líderes são aqueles que fazem o que falam

A nau dos insensatos: globalização e comércio internacional sob bandeiras de conveniência.

Quando compramos produtos “made in china”, pensamos em questões como concorrência desleal, impostos, empregos e os impactos de uma eventual desindustrialização.

Porém existe outro aspecto que passa ao largo das discussões: o incremento do volume de carga transportada através dos oceanos e as suas consequências econômicas, sociais e ambientais.

A conveniência como bandeira.

Em termos de logística, a globalização só se tornou possível graças a duas invenções da indústria marítima: os contêineres e as bandeiras de conveniência.
Um contêiner, além de permitir o envio de carga não embalada, torna viável a transferência de fábricas para qualquer parte do planeta em busca de benefícios fiscais e mão de obra barata.

Já a bandeira de conveniência é um sistema que possibilita o registro de um navio em qualquer país estrangeiro, tanto para reduzir custos operacionais quanto para evitar leis e regulamentações internacionais, tornando seus proprietários legalmente anônimos. São considerados “substandard”, pois devido à falta de fiscalização as embarcações que utilizam este sistema estão abaixo dos padrões de manutenção, segurança e condições de trabalho das tripulações exigidos na Europa, Estados Unidos, Japão ou Canadá.

O preço que se paga pelo lucro a qualquer preço.

Além da óbvia facilidade de utilização destes navios para práticas ilegais (contrabando de armas e tráfico de pessoas por exemplo), eles se tornam verdadeiras bombas flutuantes devido à ausência de manutenção. Por isso não é por acaso que o número de navios sbstandard envolvidos em acidentes graves, com perda de vidas e grandes derramamentos de óleo têm aumentado substancialmente.

O que está acontecendo nos oceanos é o aumento considerável do fluxo de navios cargueiros com bandeiras de conveniência (já são mais de 50% da frota), muitos operando em condições precárias por conta de legislações permissivas. E este é mais um reflexo da escalada do consumismo das sociedades ocidentalizadas, da transferência da manufatura dos produtos para países distantes e da crença neoliberal de que o “mercado se auto-regula”.

A última Bienal de São Paulo contou com a exposição “Ship of Fools” do fotógrafo norte-americano Allan Sekula. Ele reformulou um navio de carga acidentado, o Global Mariner, e viajou pelo mundo entre 1998 e 2000 denunciando os problemas da indústria marítima e suas consequências. Sekula contesta o mito de que o fluxo de bens e capital que constiui o comércio internacional não produz sofrimento.

Assim como já existem pressões para a utilização de madeira certificada, erradicação de trabalho infantil e produção de alimentos orgânicos, é necessário que haja um controle sobre a forma como os produtos que consumimos são transportados.

Quando falamos de meio-ambiente estamos todos no mesmo barco, que infelizmente está sendo guiado apenas pela bússula financeira. Uma verdadeira nau dos insensatos.

O navio petroleiro Prestige se partiu ao meio em 2002, ocasionando uma das maiores tragédias ambientais da Europa. As investigaçőes judiciais não chegaram a um “responsável direto” pelo acidente.

Leandro Morais Corrêa
Jornalista/Pós-Graduado em Marketing
leandromoraiscorrea.wordpress.com
Diretor da Business Press Inteligência em Comunicação e Marketing
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