Entrevista com empreendedores apresenta: Severina Chic Chic

Karine Prusch é uma menina especial. Pelo menos tem o espírito dos dias atuais. Ela foi minha aluna no MBA de Marketing da Unisinos. Na aula sempre tinha um ar desafiador (“eu tinha medo dela!” 🙂 ). Brincadeiras a parte, ela é corajosa. Fez 4 tatuagens no mesmo dia, em locais diferentes do corpo. Bem, mas isso não faz parte da entrevista. Mas a coragem de empreender sim. Buscando inspirações para se diferenciar em um mercado “mega competitivo”, o de eventos, ela lançou a Severina Chic Chic. E hoje já está fazendo a sua história. Leiam abaixo a entrevista que fiz com ela. Se pensarem em um evento, consultem a Severina. Ela é Chic Chic!!!

 

1. O que é o seu negócio para você? Em que área(s) atua? O que oferece e para quem?

A Severina Chic Chic é uma empresa que planeja, organiza, decora e produz eventos sociais ou corporativos, para pessoas físicas ou jurídicas. Nosso grande objetivo é tornar esses eventos experiências únicas para as pessoas que deles participam e fugir do lugar comum, do monótono. Fazemos isso através de ideias simples, algumas vezes bem artesanais, mas que contenham uma boa pitada de emoção e de personalização, porque acreditamos que cada cliente é diferente e cada evento deve ser pensado dessa forma.

2. Conte um pouco a história de seu negócio? Como você veio parar onde está hoje?

Eu sou formada em Turismo e tenho um MBA em Marketing, trabalhava na área mas já fazia um certo tempo que planejava dar uma reviravolta na minha carreira. Tive muitas ideias mas nenhuma ainda tinha se estruturado na minha cabeça como essa. Eu trabalhava com eventos corporativos, mas sentia a necessidade de fugir do óbvio, daquela “frieza” da padronização. Foi quando surgiu a oportunidade de realizar alguns eventos com características mais sociais onde pude criar e desenvolver uma personalidade pro evento e não apenas seguir um roteiro pré-estabelecido. Percebi que meu trabalho tinha se destacado, que as pessoas tinham se surpreendido e que não havia quase ninguém no mercado trabalhando com esse foco e então a ficha caiu, me dei conta que era por esse caminho que devia seguir.

3. Qual o diferencial que você busca entregar com seu negócio?

Acredito que é justamente dar uma identidade pra cada evento, torná-lo único e especial para o cliente e todas as pessoas que vão estar lá. Que percebam que cada detalhe foi pensado e planejado para aquele dia e para aquelas pessoas, porque não fazemos nada no automático, nós elaboramos projetos pensando no sonho do cliente, nas suas expectativas, seus objetivos e seus convidados.

4. Por que o que faz é importante para as empresas/pessoas?

Sabemos que tanto as empresas quanto as pessoas realizam metas ou sonhos através desses eventos. Uma festa de formatura ou o lançamento de uma loja tem características bem diferentes, no entanto, o objetivo final de ambos os clientes é o mesmo: tornar aquele momento inesquecível. Um evento pode ser organizado com um ano de antecedência ou apenas dias, pode ser um casamento ou um treinamento, pode ter um custo de 200mil ou de 1mil, mas devem de ser planejados com a mesma medida de importância, pois do contrário não vejo sentido em investir tempo e dinheiro se o objetivo é somente cumprir protocolo .

 

5. Como iniciou esta ideia? Qual foi a oportunidade identificada?

Foi a partir dessa oportunidade que tive de realizar alguns eventos em que pude desenvolver ideias, criar e não apenas fazer o óbvio, o de sempre. Uni a isso o meu encanto pelo formato norte-americano de fazer eventos bem customizados e, como a empresa em que trabalhava não tinha esse foco, resolvi abrir minha própria empresa. Temos um estilo e uma linguagem bem própria, o que nos diferencia neste mercado.

6. Qual a maior dificuldade de empreender um negócio próprio do zero?

Além do óbvio que é ter capital financeiro para abrir uma empresa, acredito que pra mim foi difícil arrumar coragem de colocar a ideia em prática e fazer dar certo. Muitas pessoas tem ideias geniais, mas não tem coragem de seguir em frente e acabam engavetando. Aconteceu comigo mesma em algumas situações e tempos depois via alguém fazendo exatamente o que eu tinha pensado e tendo sucesso com isso, ficava extremamente frustrada pelo meu medo de fracassar, quando na verdade já estava fracassando ao não tentar.

 

7. Quais são as competências necessárias para um empreendedor se dar bem em um negócio próprio, começando do zero, sem nenhuma ajuda financeira?

Tem que ser corajoso e dedicado. Não pode desistir nas primeiras barreiras que enfrentar, porque só chega ao sucesso quem batalha muito. E tem que gostar muito do que faz, acreditar na sua ideia. Se você mesmo não comprar o seu projeto, ninguém vai.

8. O conhecimento na área que esta se empreendendo é algo muito importante para iniciar um negócio?

Sem dúvida. Se você não conhece o mercado, não vai encontrar um diferencial para seu negócio e hoje em dia temos tantas opções que fica difícil se destacar. Se você não tiver experiência na área então, fica quase impossível. No mínimo você tem que colocar na sua equipe alguém que entenda bem do assunto.

9. Qual a sua meta para 05 anos com todo este negócio?

Nosso objetivo para os próximos 5 anos é, logicamente, crescer, ter uma estrutura maior, ampliar a equipe, atender mais eventos, mas tudo isso sem perder a essência do que fazemos e do que gostamos de fazer. Não queremos ser apenas mais uma empresa que produz eventos, mas uma empresa que produz eventos únicos, especiais e diferentes.

 

10. Sociedade dá certo? O que fazer para preservar uma sociedade próspera?

Acredito que só dá certo se os sócios se conhecem bem e sabem das qualidades e defeitos de cada um. Do contrário é um risco muito grande abrir uma empresa com sociedade apenas porque juntos é mais viável financeiramente o investimento. Logo no início, na elaboração do Plano de Negócios você já deve prestar atenção nas atitudes do seu sócio e se as visões e metas de ambos estão, de fato, alinhadas.

11. Se alguém quiser entrar em contato com você, como fazer?

Pode entrar em contato conosco através dos canais abaixo:

* e-mail: contato@severinachicchiceventos.com.br

* facebook: fb.com/severina.chic.chic.eventos

*pinterest: pinterest.com/severinachic

* site: http://www.severinachicchiceventos.com.br

Entrevista com empreendedores apresenta: Severina Chic Chic

Quando um Porsche pode destruir seu destino de sucesso

Imagine você ser jovem, bonito, famoso e rico. Jogar futebol nos gramados mais valorizados do mundo. Ser adorado pelos torcedores mais fanáticos. E ainda por cima, ser o centro de uma das disputas mais intensas por um passe de atleta. O ano era 1992, e o todo-poderoso Milan despejou quase 30 milhões de euros na sua contratação. A partir daquele momento tornava-se o jogador mais caro da história, título que sustentou por alguns anos. O valor era tão absurdo que até o Vaticano se manifestou dizendo ser “uma ofensa à dignidade do trabalho”. Silvio Berlusconi, o presidente rossonero, fez ouvidos de mercador. A maior promessa do futebol italiano, no mais poderoso clube da época. Essa combinação indicava que Gianluigi Lentini seria um protagonista de luxo no planeta bola. Seria.

 

Assim como aquele avião descompromissado para Los Angeles fez decolar a carreira anônima de Bruce Willis, outro evento fortuito afetou opostamente o futuro de Lentini. Em 1993 um Porsche Carrera rasga uma autopista italiana tal qual uma serpente atrás de uma presa. O motor aumenta os giros e o ponteiro passa dos 150km/h. Um pneu estoura e o esportivo alemão capota diversas vezes e, antes de explodir, expele o jovem talento milanês no asfalto. O impacto provoca uma série de lesões na cabeça e no corpo. Por milagre sua vida não é levada. Após passar um breve período em coma e um longo de recuperação, ensaia uma volta aos gramados. Quando definitivamente consegue jogar, aos poucos as pessoas vão percebendo que aquele que corria pela ala lembrava vagamente o grande talento de antes. Olhar perdido e jogadas óbvias mostravam a distância entre aquele Lentini que encantou fãs deste que ressurgia após a quase morte.

As oportunidades passam. Para alguns uma vez na vida. Diversos ditos populares exemplificam isso. E o que significa? Que devemos estar preparados para saltar no (e do) trem toda vez que ele passar por uma destas estações. Mas como saber que estamos na certa? De algumas teremos certeza somente com a perspectiva do tempo. Outras não deixarão nenhuma dúvida. Sabemos de pronto que devemos escolher aquela conexão que irá nos levar aonde queremos. Um misto de intuição e fatiamento fino das informações disponíveis irá ajudar nesta tarefa. Assim, quando o momento chegar é importante que tenhamos preparo para realizar esse salto calculado.

De outro lado, temos o reverso. Quando nossas decisões ou eventos dos quais desconhecemos as forças nos levam para onde não desejamos. Erros pequenos, eventuais, fracassos pessoais, ou conjunção de fatores que nos prejudicam. E aquela imagem de que tudo poderia ser diferente se não fosse. Ah, se Zico não tivesse perdido o pênalti, se Tancredo não tivesse morrido, ou se você tivesse dito um não ao invés daquele talvez. Você alguma vez já deve ter sentido o arrependimento da escada. Ao sair de uma reunião, descendo os degraus, colocar a mão na cabeça e lembrar “por que não disse isso aquela hora”. Tarde demais.

Devemos estar sempre prontos, para fracassos eventuais ou definitivos. E saber conviver com eles, pois fazem parte do mesmo jogo. Lentini terminou jogando partidas esquecidas em campeonatos amadores no interior da Itália. Ganhando salários que eram frações ridículas perto do mundo dos milhões em que viveu. No entanto, tocou a vida em frente, continuou fazendo aquilo que sabia e gostava: jogar futebol. E você, como reagiria? Como esta treinando para aceitar a glória dos holofotes ou conviver com as sombras da mediocridade? Lembre-se, a próxima esquina ou o próximo Porsche pode redirecionar sua vida.

Felipe Schmitt-Fleischer

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Quando um Porsche pode destruir seu destino de sucesso