Certamente as marcas de maior sucesso tem muitas coisas que funcionam em harmonia e em sincronia. Lançamentos constantes de produtos que carregam benefícios e inovações de valor para os consumidores, preços adequados a curva de demanda, comunicação informativa e sedutora e uma boa distribuição para que o consumidor quando desejar encontrar os produtos seja conveniente e facilitado. Soma-se a isso a experiência de compra e a satisfação pós-uso. Estes macro passos, parecem simples, mas não são. Cada um deles podem ser desdobrados em muitos itens em um checklist. Mas por trás, no background destas etapas, no mínimo duas coisas importantes fazem esta roda girar e muitas vezes são completamente negligenciadas pelos empresários e executivos: pessoas e informação.
Hoje em dia, com esta guerra de talentos que está recém se iniciando, é incrível como alguns executivos que tenho contato ainda consideram que as pessoas são completamente substituíveis de uma forma fácil e que devem aceitar e se adequar ao seu jeito de pensar e agir, mesmo que seja algo muito nocivo para a organização. Com altos índices de turnover, o resultado final da operação sofre para se manter em níveis razoáveis e momentos de dificuldade cada vez são mais presentes. Naturalmente uma organização é um processo orgânico, mesmo que constituído de poucas pessoas. A maior parte dos negócios ainda progride se existir a interação humana no momento e local apropriado, na intensidade necessária. A Capa da Exame desta semana trata do apagão da mão de obra qualificada e o que as grandes empresas estão fazendo para se abastecer de talentos e retê-los. Mas quando você vai para o dia a dia das organizações, parece que o mundo é outro.
A outra parte desta equação, intangível por natureza, é a informação e como ela entra na mesa de reuniões gerenciais e nos auxilia em uma melhor tomada de decisões. Talvez mais fraco que a falta de preocupação em manter as equipes alinhadas e comprometidas, a informação de qualidade ainda passa longe de muitas empresas. Preferem discutir opiniões pessoais, orientadas por estados emocionais alterados e com pesos para os atributos de acordo com o cargo e com a necessidade que precisam defender no momento. Desta forma, um gerente comercial traz (pois filtra mesmo que inconsciente isso no mercado) somente o que lhe interessa. Seus olhos funcionam como radar no mercado, descartando automaticamente informações que julgam que não contribui para um debate estratégico e coletando outras que julga ser relevante. Um profissional de desenvolvimento de produto, faz o mesmo. Independente da função, colocam a intuição como um filtro do processo, e só passa quem pagar o pedágio do “isso me interessa hoje”. Sabemos que hoje em dia a informação, não só proveniente de pesquisas de mercado formais, mas de processos organizados de coleta de dados e processamento, baseado em visitas a mercado, checklists, estudos de publicações, benchmarkings e todo o processo que um dia se rotulou de Business Inteligence.
Enfim pensadores, se quisermos fazer a roda girar temos que dar atenção a estes fatores. Pessoas fazem a roda girar. Informações de qualidade fazem ela girar para o lado certo. Apostem nisso e tenham resultados melhores.
Espero que tenha sido uma leitura útil e agradável.
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Gustavo Campos
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Principais fontes consultadas para este artigo:
– Minhas experiências pessoais e profissionais
– Um olhar atento de consultor e analista de mercado



