Mais um ano para sair dos lugares comuns de sempre

Existe uma pergunta feita de tempos em tempos sobre qual a última vez que você fez algo pela primeira vez. Invariavelmente as pessoas ficam desconcertadas, pois não é comum pensar nisso. E também porque elas caem na rotina sem perceber e acabam fazendo as mesmas coisas de sempre de forma repetitiva.

Alguém pode dizer que hoje nunca tivemos tanto acesso à diversidade. Podemos fazer uma escolha diferente a cada dia de nossas vidas e mesmo assim nunca repetiremos nada. Músicas, destinos, restaurantes, livros, tendências, estilos, cursos, ou qualquer uma dentre as alternativas de consumo que temos. A informação, tanto sua produção quanto difusão, o consumo 24 por 7 e o acesso a tudo isso nos deixam confortáveis para estar a um passo, clique ou confirmação de mais uma nova experiência.

Mas quantos de fato fazem isso? Uma das edições desse semestre da revista de bordo da Southwest Airlines tem um artigo provocador de Adam Hunter. Ele cita que a própria tecnologia de certa forma conspira para nos mantermos em ambientes déjà vu. Os algoritmos do Google e a popularidade, o feed do Facebook direcionado e as músicas trend do Spotify. Vivemos circulando por lugares que nos envolvem trazendo hits daqueles que estão próximos ou que se encaixam naquilo que podemos chamar de clube, tribo ou comunidade.

Talvez agora alguém irá lembrar de Chris Anderson e a Cauda Longa. Eu chamaria de Cauda Invisível. O Forgotify traz como modelo de negócio 4 milhões de músicas jamais tocadas no Spotify. Nem ao menos uma vez executadas e convida você a dar uma chance de mudar a história dessas músicas. Adam Hunter desafia novos negócios, o Invisigram, o Neverflix, o Wikineedy, o UnTweeted. Dar chance aos conteúdos perdidos e invisíveis. Além disso, a descoberta é excitante para o ser humano e o aspecto de saber algo que poucos (ou ninguém) sabem tem um valor bem apelativo.

Aproveite o exemplo. Em 2015 e siga por ruas que nunca passou. Saia das mesmas mesas dos restaurantes. Mude os destinos no Tripadvisor. Conheça lugares que nunca foi. Leia livros fora do best-sellers. O conhecimento surge do desafio do desconhecido. E é esse fascínio que acorda a inteligência. Mais de um milhão de alternativas se abrem no novo ano. Algumas portas são somente para você. Vai lá, tome 2015!

 

 

Felipe Schmitt-Fleischer

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Mais um ano para sair dos lugares comuns de sempre

Pergunta de final de semana: Se a sua vida fosse um filme, qual seria?

Muitas vezes presenciamos e vivemos situações em nossas vidas que pensamos que poderia ser uma cena de um filme de tão fantástica ou inesperada que foi a experiência. Recentemente o Facebook começou a publicar “filmes” de seus usuários pegando as publicações mais curtidas e colocando uma trilha sonora. Muitas pessoas recordam o passado neste momento e, pelos comentários, notei que ficaram emocionadas (ou satisfeitas) com o que viveram. Algo como uma comédia romântica, leve, fluida e com vários momentos de emoção ingênua, que fez seu coração acelerar. Mas deve ter algumas que pensam que a vida delas é uma sequência de tragédias, um legítimo filme de terror.

Após pensar um pouco sobre a sua vida, responda para você a pergunta de final de semana: Se a sua vida fosse um filme, como seria? Com qual filme real ela se pareceria? E com qual filme você gostaria que ela se parecesse?

 

Pense nisso! Da próxima vez que você estiver reclamando da vida, pense como o seu ator-herói preferido. O que ele faria neste momento? Como ele conseguiria reverter esta situação? Qual um final mais adequado para este trecho do filme da minha vida?

 

 

Gustavo Campos

Publisher do Pensador Mercadológico

 

Fonte da imagem: http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=download&id=1169333

Pergunta de final de semana: Se a sua vida fosse um filme, qual seria?

Comunicação (quase) infalível!

Recentemente fui convidada pelo Gustavo Campos, publisher desse site, a escrever um post. O convite não me deixou brechas para a recusa. Informal na medida, carinhoso, enaltecedor… Por um momento eu, uma comunicadora/mulher, fiquei sem palavras. Dá pra imaginar? E dizer não, por qualquer motivo que fosse, me parecia, no mínimo, uma tremenda idiotice.

Esse convite é um exemplo de comunicação eficiente. Além da mensagem clara, o texto te atrai, te seduz, e inevitavelmente, tu acabas comprando a ideia. E em tempo de informação que transborda por smartphones e tablets, o importante mesmo é captar a atenção. E aí, meu amigo, é que as coisas se complicam… Fácil era quando um texto bem elaborado bastava! Quando as pessoas corriam atrás de conteúdo. Agora, o conteúdo é que corre atrás das pessoas!

E como fazer com que esse conteúdo alcance o público desejado? Bom, aí temos que analisar caso a caso. Mas independente disso, algumas dicas servem como estimuladores. A primeira gira em torno da personalização. A boa notícia é que hoje existem ferramentas que tornam essa personalização possível. Ser chamado pelo nome, ver anúncios com produtos que estamos procurando (remarketing), possibilidade de seleção de conteúdos de maior interesse… Tudo entra nessa categoria. E funciona!

Além disso, algumas dicas parecem tão óbvias, que por vezes as empresas esquecem de utilizá-las. Colocar-se no lugar do outro. Simplificar a mensagem: escrever, e depois reescrever com metade das palavras. Começar com o que é importante. Tudo ajuda! Mas talvez o que mais funcione quando se trata de atrair a atenção, seja o uso de imagens! Use e abuse de imagens de engajamento! A imagem atrai, comove, seduz e, mais importante, comunica de forma muito rápida e eficiente.

Propaganda de cerveja. Praticamente só imagens.

Não é a toa que o Facebook boicota posts sem imagens. Ou que o Instagram faz o sucesso que faz. E que hoje se postam mais imagens do que os famosos 140 caracteres no Twitter. Não é a toa que o Youtube é hoje o segundo maior motor de busca do mundo. Ou que os vlogs tem feito mais sucesso que os blogs! Pode ser preguiça. Pode ser reflexo de uma geração acostumada a receber a informação no colo. Mas o fato é que hoje se lê pouco ou de forma superficial, e a imagem é a única ferramenta que temos à disposição com a garantia de que a mensagem será transmitida.

A comunicação mudou. Todo mundo sabe. Mas tenho visto mais gestores criticando os novos meios do que se adaptando a eles. Pena! Essa mudança não tem volta, e se o cara já tá sofrendo agora, pode apostar, o futuro profissional dele não vai muito longe…

 

Roberta Ramos – Curiosa, estudiosa e mochileira. Não necessariamente nessa ordem. Formada em Comunicação Social, especialista em gestão empresarial e inteligência (MBA e Pós MBA, FGV/Decision), coordena a unidade de promoção de imagem de marcas brasileiras de calçados no Brasil e no exterior na Abicalçados – Associação Brasileira das Indústrias de Calçados, onde trabalha desde 2007. No momento passa por um período de desentendimento com seu trabalho de conclusão do Pós MBA em Liderança, que atualmente estuda, na Unisinos.

 

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NOTA DO PUBLISHER:

A convite do Pensador Mercadológico, Roberta Ramos escreveu este texto para comemorar 4 anos do nosso blog. Como ele, outros irão escrever seus pensamentos ao longo de janeiro e fevereiro. Espero que gostem!

 

 

Comunicação (quase) infalível!

Tenho 500 mil fãs. E agora?

Nos dias atuais, onde o digital está na moda, está na mídia e está na nossa vida, empresas vem buscando a cada dia aumentar seu número de fãs nas redes sociais. Por mais que muitos pensem o contrário, não é muito difícil chegar a um grande número de fãs. Basta ter (muito) dinheiro para investir e contratar um ótimo profissional de mídia digital, que saberá investir esta verba apropriadamente objetivando o sucesso.

Existe uma história, de uma grande empresa que chegou a marca de 500 mil fãs de forma muito rápida. Ela começou no mês de outubro de 2012, fazendo um grande investimento em mídia. Logo chegou aos 100 mil fãs. E seguiu assim, progressivamente conquistando novos fãs, 200, 300, 400, até alcançar a marca de 500 MIL FÃS. O presidente da empresa comemorou! Parabenizou todos da equipe. Lembrou inclusive, que o trajeto para este número ocorreu de forma mais fácil do que ele pensava. A equipe toda estava em êxtase, pois não era comum receber um elogio do chefe. Porém, em meio a toda comemoração, surgiu uma fala baixa, praticamente um susurro, mas que soou como um estrondo aos ouvidos de todos. A pergunta era simples, no entanto coube ao estagiário fazê-la:

– Chegamos aos 500 mil fãs! E AGORA?

Silêncio total. Não se tinha a resposta. E assim, sem saber o que fazer e quase na mesma velocidade que conquistou, a empresa perdeu seus 500 mil fãs.

A história acima, não passa de ficção. Porém encaixa-se como um alerta a muitas empresas que investem em redes sociais, sem traçar um objetivo, sem saber com quem estão se comunicando ou no que os seus fãs estão interessados. Trabalhar o marketing em redes sociais, parte do mesmo principio que o marketing offline: você deve saber com quem está falando e o que este indivíduo está procurando. Você precisa entender de pessoas. Rede social é relacionamento, é entender o real motivo dos seus fãs estarem seguindo sua marca. Pensar que postagem sobre seu produto revolucionário, ou sobre seu faturamento, é satisfatório frente ao seu público alvo pode ser um atraso, pois provavelmente tal conteúdo não saciará a necessidade de seus fãs. Você precisa apresentar mais para estes fãs, provocar surpresa e encantamento.

Ok, mas como fazer isso? Existe uma solução mágica? Um caminho mais fácil?

Não. Nada disso existe. Sua empresa deve saber como engajar, motivar e fazer com que seus fãs sejam embaixadores de sua marca. Caso sua empresa não esteja capacitada, é bom voltar lá para o começo e repensar todos os esforços que estão sendo realizados.

 

Quem sabe o vídeo abaixo da empresa Nextel não inspire você e sua empresa…

 

Engajamento. Esta é a palavra.

 

Não está inspirado ainda? Assista mais este vídeo da IKEA:

 

Até o próximo

 

 

 

 

 

 

Carlos Eduardo Dieter

Facebook: http://www.facebook.com/carlos.dieter1

Linkedin: http://br.linkedin.com/pub/carlos-eduardo-dieter/37/803/191

 

 

Tenho 500 mil fãs. E agora?

Pergunta de final de semana: Quantos amigos você tem?

Eu tenho poucos e até gostaria de ter mais. Mas noto que em um mundo de abundância, caracterizado por muitas ofertas, muitas opções, muitos produtos alternativos, ter milhares de amigos virou uma compulsão de muitos. O Facebook deve ter tido diversos fatores de sucesso, mas um com certeza deve ter sido o preenchimento de uma lacuna social de muitos que hoje estão na faixa de 30 a 40 anos. Quando tinham seus 14 anos, em uma época sem redes sociais, onde se olhava mais a caixa de correio em vez da sua caixa de e-mails, no colégio existia a “turma do pessoal legal”. Muitas vezes era de alguma série acima da sua, mas eram pessoas que você admirava, que de certa forma lhe inspiravam, mas você não conseguia ter acesso, pois você ainda era “novo demais”. Muitos filmes americanos antigos retratam este cenário de acordo com a sua cultura, mas a ideia da turma legal está lá. Você então era amigo de quem sobrava, que era a maioria, mas muitas vezes de menor relevância (na sua cabeça) do que a turma das pessoas legais. Entra o Facebook, e esta mesma pessoa que não conseguia se relacionar com mais de dois ao mesmo tempo no intervalo de aula, agora tem 5.000 amigos no Facebook. No mínimo é curioso.

Desta forma, a pergunta de final de semana é: Quantos amigos VERDADEIROS você tem?

Pense nisso! Separe da abundância aqueles amigos de verdade e você terá uma plataforma de apoio para enfrentar qualquer desafio.

Bom final de semana e separem os “verdadeiros amigos do cesto de abundância”.

 

Gustavo Campos

Publisher do Pensador Mercadológico

 

Fontes:

Imagem: http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=download&id=930007

 

 

Pergunta de final de semana: Quantos amigos você tem?

Ser normal é a meta dos fracassados

Ser normal é a meta dos fracassados“. Vi esta frase hoje no Facebook e resolvi escrever sobre ela. Eu acredito nisso, pois a normalidade sempre é algo comparável. Para que eu seja normal, a princípio, eu tenho que fazer as mesmas coisas do que muitas outras pessoas (ou empresas, se estiver pensando pelo lado corporativo). Eu não consigo ser normal (pois precisa de um comparativo), sendo único. Acho que de um grupo todo, se uma pessoa ou empresa apresenta um comportamento distinto, diferenciado, único, ela não é tida como normal. É como o nosso conceito de normal na sociedade. Uma pessoa com distúrbios psíquicos, que atrapalhe a sua convivência NORMAL com os demais participantes da sociedade, é retirado para uma clínica ou hospital especializado. Ele não é normal, comparado com todos os demais. Mas, não querendo cruzar a linha da loucura, eu admiro as pessoas únicas, diferenciadas e tento ser uma delas. Navego pela normalidade muitas vezes ao dia, mas me permito (e me forço para criar o hábito) de andar nas terras da mais distante inovação, da “loucura” do pensamento não-convencional, das novas e originais ideias, de acreditar que as coisas ficarão melhores mesmo quando tudo diz o contrário, de ter fé quando todo o resto já ruiu e de acreditar, acima de tudo, em sonhos. Em ter esperança que a cada dia que nasce eu tenho a chance de ser melhor, de fazer a diferença, de contribuir de forma significativa no que eu faço, não importa se é para uma pessoa ou para milhares. É dar o máximo de si, até o ponto que você chegou na margem de sua capacidade, e no final, ainda se auto-avaliar e achar que poderia fazer melhor. É a busca da inalcançavel perfeição, mas sem se frustrar ou ficar paranóico, mas apenas pelo prazer de saber que amanhã eu poderei fazer diferente, melhor e não como hoje, normal (muitas vezes).

Acredito em testes para fazer com que suas fibras de persistência fiquem fortes. Cada teste destes pode ter uma característica pessoal ou profissional sendo avaliada. Geralmente é algo que eu vá fazer em 30 dias, todo dia. A cada dia uma avaliação, em um caderno de registros de melhoria da performance (uma caderneta Moleskine, eu uso). Fazer de você mesmo, seu corpo e seu intelecto, um laboratório de consumo, seja de produtos, ideias, serviços, locais, sensações e o que mais for possível. Experimente fazer isso. Eleja um único objetivo para ser feito (finalizado) em 30 dias, todo dia. A cada dia se avalie em um caderno-diário (costumo chamar de “diário de melhoria da performance”). E no final leia todas as observações e afine o seu instrumento (corpo e mente). Foi fácil? O que foi o mais difícil? O que você aprendeu? Onde falhou? O que fazer para não mais falhar? O que faria diferente, mais intenso?

Tenho certeza de que 2013 tem tudo para ser um ano bom. Mas se você decidir ser NORMAL vai começar a encontrar problemas onde os outros, que já estão na sua frente, já acharam e rotularam: “Aqui tem um problema“. Permita-se fazer algumas coisas novas para resultados novos. E por mais difícil que seja o ano (ou a perspectiva de ano), acredite que você pode fazer a diferença. E faça. Li também no Facebook, no dia de hoje: “Loucos abrem caminhos que mais tarde serão percorridos pelos sábios“. Este é o espírito. Seja um louco e faça de 2013 um ano diferente para você. Se ao final nada der certo, pelo menos você tentou. E não foi um ser normal, como a maioria dos que fracassam já na arrancada.

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Gustavo Campos, administrador por formação, empreendedor por natureza. Muito estudioso, leitor voraz, odeia falar ao telefone. Gosta de tecnologia, apesar de se incomodar em pagar mais caro por ser um dos primeiros a comprar algo. Geek por estilo de vida, sempre está conectado, não sabendo o que seria de sua vida sem notebook, smartphones, tablets, Moleskine e uma boa conexão Wi-Fi com a Internet. Ambicioso, não alcançou ainda nem o início do que quer desta vida. Professor apaixonado pela vida e por sua família, dono do Max e da Pink, o casal de Yorkshires mais famosos da cidade.

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Principais fontes consultadas para este artigo:

– Minhas experiências pessoais e profissionais

– Um olhar atento de consultor e analista de mercado

– Imagem: http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=download&id=76191

Ser normal é a meta dos fracassados

Moça Indelicada

Na próxima vez que você pegar uma lata de Leite Moça na cozinha da sua casa, preste muita atenção, porque a camponesa suíça do século XIX que ilustra sua embalagem pode ter uma personalidade mais forte do que você imagina.

Todos estão acompanhando o grande sucesso nas redes sociais da personagem “Gina Indelicada” criada pelo estudante de publicidade Rick Lopes, que em menos de um mês conquistou quase dois milhões de seguidores.

A fórmula parece simples, pois parte de um produto que está presente na maioria das casas há muitos anos, com a mesma embalagem, com a imagem do rosto de uma moça simpaticamente familiar. E aí vem o toque de criatividade: a moça em questão não ganha vida através de um monólogo criado pelo departamento de marketing do fabricante, mas sim interage com o público em uma página do Facebook. Além disso, suas respostas são inteligentes, engraçadas e críticas.

Então, do dia para a noite a empresa ganhou uma visibilidade inédita e se viu colocada na situação de ter que administrar esta celebridade instantânea e não planejada que criou uma nova personalidade para a marca.

Personalidade em uma caixa de palitos

A personalidade de um produto é a sua associação com uma pessoa real e, no caso dos palitos Gina, essa associação é ainda mais evidente graças ao seu nome feminino e a garota na sua embalagem. É claro que cada consumidor emprestava uma personalidade peculiar a esta Gina, mas com certeza a maioria não imaginava que ela fosse indelicada e talvez resida aí boa parte do sucesso da personagem nas redes sociais.

Já o retorno para a empresa ainda é duvidoso, afinal palitos não são produtos diferenciáveis e nem agregam valor a quem usa, embora esta massiva visibilidade possa abrir portas para projetos de extensão de marca.

Os gestores da empresa de certa forma foram coagidos pela avassaladora popularidade da ação, pois qualquer medida restritiva seria encarada como antipática.
Aparentemente eles estão agindo com cautela pois, ao divulgarem que estão negociando com o estudante, evitaram o desgaste com este novo público ao mesmo tempo que não se comprometeram de forma definitiva com esta ação de futuro incerto.

Mas a Luiza continua no Canadá?

Manter-se em evidência muitas vezes é tão ou mais complicado do que atrair os holofotes. Na música existe a chamada “maldição do segundo disco”, na qual a maioria das bandas lança um trabalho desapontador após uma estreia brilhante. E isso se explica pelo fato de que o primeiro disco é o resultado de anos de composição e preparação, enquanto sua sequência é o resultado de um curto período sufocado pela divulgação do primeiro trabalho.

No caso da Gina Indelicada, o sucesso está no seu ineditismo e no frescor criativo das suas respostas. Resta saber se haverá fôlego para manter esta sequência.

Um indicativo de que este possa ser um fenômeno de curta duração foi a decisão equivocada do criador da personagem de revelar sua identidade e angariar tanta exposição para si mesmo.
Além de quebrar parte do encanto, acabou evidenciando que o seu maior talento foi o de criar a personagem, revelando suas fraquezas em administrá-la.

E este é mais um ponto a ser considerado pela empresa: ela não está sendo associada somente a um personagem que leva a sua marca, mas também ao seu criador com todas as suas idiossincrasias.

Danilo Gentili Entrevista Gina Indelicada

Agora resta acompanhar os desdobramentos deste case que já encerra uma grande lição. Afinal, se a embalagem com mais de 30 anos de uma marca anacrônica de palitos de dente foi submetida a uma exposição deste porte, ninguém mais tem o direito de pensar que pode ficar de fora das redes sociais.

Leandro Morais Corrêa
Jornalista/Pós-Graduado em Marketing
leandromoraiscorrea.wordpress.com
Diretor da Business Press Inteligência em Comunicação e Marketing
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Moça Indelicada

A difícil mas possível construção de um posicionamento mercadológico

Não é novidade que existem mais marcas ofertando quantidade de produtos iguais ou semelhantes do que os consumidores tem condições de comprar, nos volumes adequados para atender a toda a capacidade fabril instalada. Pelo menos para quase todos os segmentos de consumo é uma verdade. Sabemos de setores onde quase 95% dos componentes são iguais, o que muda apenas é a camada externa do equipamento e a marca, que direciona a proposta para um ou outro segmento (veja o caso de jeans, sabão em pó, pasta de dente e alguns equipamentos eletrônicos, por exemplo). Quase o mesmo produto, muitas vezes somente com uma logomarca diferente, e as propostas de posicionamento são colocadas a prova no difícil jogo da aceitação de mercado. Algumas marcas se dão muito bem, sendo isso tudo fruto de uma correta implementação e balanceamento de um posicionamento mercadológico. No longo prazo, isso se reflete em um handicap de performance onde os resultados atingidos são muito diferentes entre si (entre o primeiro na categoria e o segundo já há uma distância considerável). Da mesma forma existem produtos inovadores no mercado, onde não há grandes possibilidades de comparação entre atributos e funcionalidades. Nestes casos, muitas vezes, a proposta de posicionamento é mais difícil ainda, pois o consumidor não tem no que ancorar o seu pensamento para decidir se vale a pena continuar consumindo de sua marca preferida ou mudar para a nova (a inovadora que está prometendo uma revolução). Independente se for um mercado novo ou um mercado saturado, naturalmente uma marca bem posicionada no mercado foi fruto de uma decisão empresarial, seguido de um amplo compartilhamento da decisão e orientadores, de uma forte gestão atuante e muito próxima do mercado e de mudanças adaptativas de todo este experimento a todo instante.

Há alguns anos atrás todos achavam impossível entrar uma nova companhia aérea no Brasil, amplamente dominado pela VARIG. Entrou a TAM, a GOL, a AZUL, AVIANCA e por ai vai outras tantas. Em quase todos os segmentos, muitas vezes pensamos o mesmo, mas basta começar a olhar com maior minúcia, pesquisar o mercado, ouvir os consumidores, realmente utilizar os serviços ou comprar os produtos e usar, para perceber nichos em crescimento que no futuro serão um bom mercado para uma nova proposta de marca. Quem diria que o homem mais rico do mundo seria um mexicano? Quem diria que existiria no Brasil um Eike Batista? Quem diria que um empresário da Serra Gaucha entraria para a lista dos bilionários do mundo? Quem diria que existiriam tanto jovens empreendedores se dando bem com a tecnologia (depois da bolha “ponto com” todos diziam que o mercado digital não era robusto o suficiente para manter um negócio rentável. Dai apareceu a Amazon, o Facebook e todo o vigor do comércio eletrônico)? Todos exemplos de visões de mercado e de um posicionamento que foi definido e implementado, mesmo que muitas vezes contra a maré. Cabe salientar que durante a implementação de um posicionamento de uma marca ou negócio uma coisa é certa: alguma parte do planejamento não irá ocorrer conforme o planejado. E uma coisa é certa que vocês precisarão, se estiverem liderando esta implementação: paciência. Quando as coisas saírem do planejado não adianta se desesperar e se arrepender, nem mesmo achar que o projeto deve ser enterrado e queimado. Alguns até o destino poderá ser esse, mas antes, utilize ao máximo a sua capacidade analítica, a inteligência coletiva de todos e os aprendizados com os erros cometidos. Isole o problema e atue na causa para eliminar de uma vez o efeito negativo sobre o processo. Volte a acelerar e cuide para que o problema não volte. Esta experimentação será constante na implementação de um posicionamento mercadológico.

Em resumo, os principais highlights deste post são:

– Você pode ingressar em um mercado “saturado” mas deve ter uma proposta de posicionamento comunicável, que seja capaz de ser entregue para o consumidor, fácil de compreender e, principalmente, com uma diferenciação de reconhecido valor.

– Melhor ainda se esta diferenciação sua possa ser defendida por um bom tempo sem termos cópias no dia seguinte.

– Você também poderá ter uma marca ou negócio posicionado no mercado em contextos inovadores, mas você deverá ter em mente que seu produto ou serviço deverá ser “ancorado” em algo próximo ao existente para que o consumidor entenda melhor a sua proposta. Isso, é claro, se você for como a maioria absoluta de empresas que não tem o dinheiro para investir em comunicação e o appeal (no sentido de atração / credibilidade) de uma Apple, por exemplo.  As demais dicas acima continuam válidas neste contexto mais inovador.

– Faça experimentações. Permita-se errar, mas acompanhe de perto para que o erro seja rapidamente identificado e corrigido. O problema de errar, está em conviver com o erro por muito tempo. Mas errar, corrigir e ajustar faz parte de qualquer processo de aprendizado saudável.

– Toda a proposta de posicionamento não será alcançada como planejamos, mas vamos testando e ajustando para um melhor enquadramento na vida e nos hábitos dos consumidores / empresas.

– Tenha paciência com atrasos e desvios de rota. Logo ali na frente você acelera e pode recuperar o terreno perdido.

– Utilize a inteligência coletiva. Isso quer dizer que ouvir os outros envolvidos e principalmente os usuários finais é uma etapa muito importante. Não fique inventando coisas com valor. Identifique o valor / necessidade em quem usa o produto / serviço e faça disso seu trampolim de inovação.

 

Outros textos de minha autoria com temas relacionados:

Ninguém vai mais lá. Está muito cheio!

Passos críticos para um correto posicionamento de marcas

 

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Principais fontes consultadas para este artigo:

– Minhas experiências pessoais e profissionais

– Um olhar atento de consultor e analista de mercado

A difícil mas possível construção de um posicionamento mercadológico

A tal da nova comunicação não é o futuro.

Dar ao consumidor mais do que 30 segundos de risada.

Parece óbvio demais para ser resumido em uma sentença, mas esta é uma das formas mais sintéticas de dizer o que é, afinal, esta tal de nova comunicação.

Vamos partir de uma premissa? Uma campanha não torna a vida das pessoas melhores. Um filme engraçadinho não gera mais do que postagens em Facebook e comentários no Twitter. Geralmente de quem não tem nada a ver com o produto.

Ah, é claro: pode gerar muitos prêmios em festivais. Mas a dona Ieda só quer colocar os ingredientes certos em seu suflê de beterraba.

Continue reading “A tal da nova comunicação não é o futuro.”

A tal da nova comunicação não é o futuro.

Feliz ano novo!

Feliz ano novo! Não dá para contar tão fácil na minha Timeline do Facebook quantas saudações desta eu recebi na ultima quarta-feira, pós-carnaval. Pessoas de diversos cantos do Brasil compartilhando e escrevendo sobre isso. “Agora o ano começa”, era a principal sensação de todos. Tem outros que dizem que isso é coisa do passado, quando as famílias faziam “veraneio” (do tipo 30 dias ou mais na praia direto). Mas na prática, pelo menos aqui no RS, acredito que em parte ainda seja uma verdade. Na capital, a cidade fica muito vazia nestes meses e nas empresas existe uma dificuldade de encontrar os decisores. Aproveitam o período para ir ao sol e salgar um pouco o corpo na praia. Com estruturas cada vez mais enxutas nas empresas, talvez diferente do passado, hoje ninguém fica para tocar as coisas (quem fica não decide nada, só anota recado). As empresas param e se espera passar a época dos pandorins. Quando o carnaval acaba, todos voltam e vão recapitular o tal do planejamento estratégico do final do último ano. Onde mesmo que paramos em dezembro? Pois é, dois meses se passaram. Agora o ano tem 10 meses e temos que recuperar os 2 meses que se passaram. Começa a correria e pau pra cima dos gerentes.

Evidente que não são todos os profissionais e nem todas as empresas, mas apostaria que você conhece pelo menos uma dúzia de empresas que pensam assim. Pois é. Particularmente eu gosto dos meses iniciais do ano. Este ano, aqui na empresa, nós não fizemos férias e trabalhamos muito. Os resultados começam a aparecer e isso é gratificante. Pelo menos te reenergiza. Férias ficarão um pouco mais para a frente. Lembro da minha época de estágios de faculdade, que esperava ansiosamente janeiro chegar pois a concorrência diminuia muito para se conseguir vagas. Enquanto uns descansavam, nesta época eu pegava estágios que achava interessante. Há pouco tempo atrás eu iniciei um diagnóstico em uma empresa e comparando as vendas semestrais históricas eu perguntei por que em determinado semestre as vendas cairam 15%. A resposta foi: “o carnaval foi em março!” Uau! Parece que se por uma mágica o carnaval fosse depois do dia das mães nada se venderia até esta data passar. Parece uma época almadiçoada para os negócios. Imagino o pessoal rezando para que o tempo passe rápido, para que os negócios melhores passando o carnaval.

Mas será mesmo que o culpado é o carnaval? Acredito que se tiver uma parcela desta culpa de baixos negócios ela é mínima. O maior culpado são todos que pensam assim, que o ano começa depois do carnaval. Vejo que depois do carnaval a atitude muda, as ações são disparadas, o ânimo se renova a esperança brota. Começa a cobrança. Todos ficam alertas e se mexem. Com atividade, os resultados começam a surgir. Parece óbvio e causal que se você se anda em uma direção coisas irão acontecer. Mas se ficar parado, talvez tudo em volta fique quieto ou pareça ficar muito estagnado, apesar de na realidade se mexer um pouco. Toda esta crença no carnaval me lembra da piada do português-cientista que fazia experimentos com baratas. Ele ia tirando as patas das baratas, uma a uma, e pedindo que a barata pulasse ele media e anotava a altura do pulo. Quando todas as patas foram retiradas e mesmo gritando para que a barata pulasse, ela não saia do chão. A conclusão do experimento foi: após retirarmos todas as patas da barata ela fica surda!

Pessoal, não fiquem surdos. O próximo carnaval está longe de acontecer mas comece já a pensar o que irá fazer no inicio do próximo ano. Pois do contrário, mais um trio elétrico vai passar na sua frente e você vai ficar quietinho esperando que o carnaval passe.

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Gustavo Campos, administrador por formação, empreendedor por natureza. Muito estudioso, leitor voraz, odeia falar ao telefone. Gosta de tecnologia, apesar de se incomodar em pagar mais caro por ser um dos primeiros a comprar algo. Geek por estilo de vida, sempre está conectado, não sabendo o que seria de sua vida sem notebook, smartphones, tablets, Moleskine e uma boa conexão Wi-Fi com a Internet. Ambicioso, não alcançou ainda nem o início do que quer desta vida. Professor apaixonado pela vida e por sua família, dono do Max e da Pink, o casal de Yorkshires mais famosos da cidade.

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Principais fontes consultadas para este artigo:

– Minhas experiências pessoais e profissionais

– Um olhar atento de consultor e analista de mercado

Feliz ano novo!