Sempre acreditei que as novas ferramentas tecnológicas são potencializadores para ações que já praticávamos, como no caso das redes sociais que já existiam e que a tecnologia apenas tornou mais fácil a interação com mais pessoas em menos tempo.
Da mesma forma, um velho hábito adolescente de afixar imagens interessantes em um painel no seu quarto ganhou sua versão digital no Pinterest, a rede social de compartilhamento de imagens que foi lançada há dois anos e que, por sua simplicidade a princípio não chamou muito a atenção.
Porém já em agosto de 2011 foi eleito pela revista Time um dos 50 melhores sites do ano e em janeiro de 2012 atingiu 11 milhões de visitas por semana, superando Youtube, Linkedin, MySpace e Google+ . Como se não bastasse, segundo levantamento da empresa de pesquisas comScore, o Pinterest foi o site que mais rapidamente ultrapassou o índice de 10 milhões de visitantes únicos na história.
Aproximando pessoas e gerando negócios.
A ideia central do site é aproximar as pessoas através de da descoberta de gostos comuns transmitidos pelos elementos que elas afixam nos seus murais. E pode ser qualquer coisa que seja considerada digna de interesse, aí valendo critérios pessoais como curiosidade, originalidade, humor, etc.
Dentro desta dinâmica de criar murais de ilustrações, fotografias e dicas entre outros, o usuário padrão do Pinterest tem permanecido conectado em média 98 minutos por dia – ainda longe das 7 horas do Facebook, mas impressionante para um site tão recente.
Por suas características que favorecem a divulgação de elementos ligados à moda, decoração, culinária e sugestões de presentes, mais de 60% dos usuários são do sexo feminino.
Mais do que uma rede social, uma vitrine digital.
Sabendo-se que as mulheres concentram a maior parte da decisão de compra, é natural que esta segmentação seja atraente para quem está em busca de um novo canal de vendas. O próprio site favorece esta abordagem através da seção Gifts, um espaço onde a marca pode expor seus produtos divididos por faixas de preços. Basta o usuário clicar na imagem para ser direcionado para o site da empresa.
O leque de oportunidades de negócios que se abre é impressionante, uma vez que as pessoas passam a influenciar umas às outras, seja incluindo espontaneamente imagens dos seus produtos preferidos ou clicando nos artigos expostos pelas empresas nesta nova vitrine digital.
Como exemplos de marcas que já participam desta rede, podemos citar Nike, Virgin e Gap, além de lojas de departamento, personalidades do mundo da moda e órgãos de imprensa.
Em resumo, há fortes indícios de que o Pinterest seja o próximo grande sucesso das redes sociais, pois quando a tecnologia aproxima o lazer do consumo, o resultado tende a ser bastante lucrativo. Para os que souberem aproveitar, é claro.
Leandro Morais Corrêa
Jornalista/Pós-Graduado em Marketing
leandromoraiscorrea.wordpress.com
Diretor da Business Press Inteligência em Comunicação e Marketing http://www.businesspress.com.br
Diversos blogs propagam campanhas espertinhas de marca. Ações mirabolantes, às vezes inusitadas. Táticas que primam pela ousadia e pela capacidade de atrair atenção para a marca. Trazer o famoso awareness. Em outras palavras, garantir que os holofotes estejam sobre a marca e os consumidores (atuais e prospects) prestem atenção e lembre-se dela na próxima vez que sentirem sede, forem ao banheiro ou entrarem em uma revenda de automóveis. Palestras em seminários e especialistas em marketing tratam de amplificar com tom acadêmico, avalizando estes cases como “bons exemplos de branding”. Mas o quão boa é esta gestão de marcas? Ficamos desconfiados. Parecem estratégias toscas e desprovidas de resultado.
Em Posicionamento Sustentável e Brandingcitamos a entrevista da diretora de criação da Wolff Olins em que colocava em um pedestal as estratégias de marca da Oi e da Vivo no Brasil. Em portais de marketing são elogiados os exemplos de Sky e NET. Assim como é possível encontrar vozes falando da inteligência em branding daquela marca que colocou a última ação viral sensacional. Todos os clientes dessas empresas também devem ter um lugar “especial” para guardá-las. Gosto daquela definição que diz que a marca é em síntese uma coleção de percepções. E aonde estão essas percepções? Na mente e no coração das pessoas. Uma ação causa impacto, bem como uma campanha coordenada gera reconhecimento. Mas e depois?
Lembro de uma das tantas aulas de Branding quando após o professor mostrar um belo case que havia conduzido, um certo aluno inconveniente (no caso eu) perguntou: “E qual foi o impacto nas vendas?” Constrangido, saiu já dando a desculpa que a operação comercial havia sido mal planejada e que isso acarretou resultados muito menores que o esperado. Como isso pode ser um case foi a pergunta que deve ter balançado nas cabeças atônitas da turma.
Este é o mesmo sentimento quando ouço os sucessos parciais, as meias promessas, as campanhas eleitorais e as ações de marcas. As ideias saltam dos Macs para os slides dos palestrantes. Assim como as reclamações pulam do callcenter para o Reclame Aqui. Como afirma Jonathan Baskin, entreter consumidores produz ótimos resultados para melhorar a qualidade de vida no planeta, mas não ajuda em nada as vendas da empresa. Os rankings também seguem em caminhos opostos como em Marcas, promessas, fracassos e rankings.
Vamos criar um novo movimento. Pela preservação dos conceitos. Não existe bom Branding sem entrega consistente. Não existe bom Marketing sem cliente satisfeito. E ponto. O resto serve para vender livros ou para tirar dinheiro de executivos desesperados por encontrar ideias que salvem suas empresas em palestras de novos gurus. Chegou a hora de dar um basta. Na falsa promessa, às vezes idealizada, às vezes oportunista. Mas sempre falha no momento da verdade. Os clientes julgam as empresas pelo que elas fazem e não pelo que dizem. Um fim na pantomima dos pseudo gestores de marca, parecida com aquela clássica partida de tênis de Blow Up.
E aqui está o verdadeiro Branding. Aquele que entende ser um caminho contínuo de relacionamento entre marca e pessoa. Buscando excelência na entrega em cada um destes momentos da verdade. Que não se vale somente de crianças pulando em vídeos no Youtube ou joguinhos bonitinhos no Facebook. Que resolva a vida do consumidor, deixe-o satisfeito. Feliz ao ponto de compartilhar. E voltar mais vezes. E até se dispuser a pagar mais, porque sabe que não ficará jamais na mão. Mesmo quando a marca falha, ela não te empurra um número de protocolo para você se virar sozinho. Reconhece o problema e resolve. E te pede desculpa. Quando chegarmos a esse ponto, poderemos então falar em Branding. E não usaremos mais o seu nome em vão.
O poder das mídias sociais é inquestionável. Na Rússia, passeatas organizadas pela internet uniram segmentos da população na ânsia pela democracia e desconfiança de fraude nas eleições daquele País. Em países mulçumanos do Oriente Médio e norte da África, revoltas da população jovem são organizadas através das redes sociais, liderarando fortes movimentos que abalaram governos na Tunísia, Argélia, Marrocos, Líbia, Egito, Iraque, Irã, Jordânia e Iemen. Fatos que tornaram-se rotina nos noticiários internacionais e nos impressionaram muito. Mas se as redes sociais são ferramentas de comunicação tão poderosas assim, que reúnem milhares de pessoas em prol de uma causa e derrubam até governos, o que elas podem fazer pelo seu negócio? Será que não é um caminho perigoso para marcas, produtos e empresas?
A construtora Camargo Corrêa, em março do ano passado, descobriu o quanto as redes sociais poderiam ser úteis em meio a uma situação muito delicada, mas também parte do seu negócio. Dezoito mil colaboradores que trabalhavam na hidrelétrica de Jirau, em Rondônia, tiveram que ser deslocados para suas cidades de origem. A construtora utilizou as redes sociais para descobrir quem precisava de ajuda, já que muitos dos trabalhadores usavam o celular para colocar informações no Twitter, em blogs e jornais de Porto Velho(RO). Neste caso as mídias sociais trouxeram velocidade na comunicação para a organização.
Em outra situação, uma consumidora de Belém do Pará, fã da fragrância One, do Boticário, inconformada com o fim do produto, criou uma comunidade no Orkut com o nome de “Órfãs do One of Us”. Rapidamente reuniu 400 pessoas identificadas com a causa, foi quando a Boticário entrou em contato com ela para explicar as razões da saída do produto de linha e sugerir outro da mesma linha olfativa. A consumidora ficou muito satisfeita com a atenção e postou a resposta do Boticário na comunidade, elogiando a iniciativa da marca e ao mesmo tempo informando às 400 orfãs do produto, informações diretamente ligadas a causa que as uniu. Um marketing direto feito de forma indireta.
Estas histórias já não são novidades. O maior desafio é como organizar e gerenciar este fluxo. Fatos que influenciam diariamente no modelo de gestão da comunicação corporativa, para as empresas que tem uma, ou que pelo menos se preocupam com ela. A expressão Comunicação Corporativa parece ser um nome muito sisudo e careta que remete às grandes corporações, mas está enganado quem pensa assim. Quanto melhor for a sua política de comunicação corporativa, melhor e mais claro serão seus objetivos e consequentemente facilitarão no desenvolvimento de uma estratégia para oportunizar as redes sociais. Diga-me quais são os valores da sua marca, que eu te direi quem ela é. E nas redes sociais as pessoas dizem mesmo sem papas na língua. O filósofo Mario Sérgio Cortella deixa esta questão de valores éticos e morais muito bem clara nesta entrevista ao Jô Soares e que achei interessante para a contextualização deste post..
Os valores éticos e morais de uma empresa sejam eles quais forem, dentro do seu segmento de mercado, determinam que linguagem ela deverá adotar para se comunicar com os seus públicos e identificá-los na rede. Se não há esta definição corporativa de valores, difícil estabelecer um posicionamento. E é o que normalmente acontece, como já alertou o pensador Felipe Schmitt-Fleischer em seu post: “Não queremos fazer negócio com você. Por favor não insista.” As marcas ficam sem identidade própria porque enxergam a possibilidade irreal de agradar todo mundo. Ninguém agrada todo mundo e essa é a principal lição das redes sociais. Até porque a unanimidade é burra. Encontre seu público ou faça-o encontrá-lo e converse com ele, de preferência escutando mais do que somente falando, como acontece naturalmente com empresas que não sabem o valor da comunicação.
Se você quer saber o que as redes sociais podem fazer pelo seu negócio é preciso primeiro um posicionamento bem claro de valores para saber lidar com seus diversos públicos, principalmente no meio de milhões de usuários dos sites de relacionamento.
A Heineken, para agradecer os seus 1.021.969 de fãs brasileiros no Facebook, criou uma campanha interativa com as mídias sociais, postou o vídeo abaixo no YouTube com a proposta de encher um balão para cada like que o vídeo tivesse. Foram criados vídeos personalizados personalizados para alguns usuários que interagiram com a marca nas redes sociais. Durante todo o dia da campanha, o apresentador encheu balões e interagiu com alguns dos mais criativos fãs da marca. Uma prova do poder das redes sociais em falar diretamente com o público da sua marca. O que no caso da Heineken ultrapassa 1 milhão de pessoas. Veja todos os vídeos no canal: youtube.com/UmLikeUmBalao.
Para uma grande corporação, que tem na base a importância da comunicação corporativa, há somente uma mudança, e é na maneira como se relacionam com seus diversos públicos, percebendo que a informação estratégica para o negócio pode estar no fluxo contínuo de comentários, idéias, preferências e hábitos que circulam sem parar nas redes sociais. Já para empreendimentos em níveis menores, o que inclui-se aqui também indústrias de médio porte, que muitas vezes só usam o setor de marketing para atender às escalas de venda e planejamentos de mídia, começar pela criação de uma base de valores para a comunicação corporativa, torna-se uma obrigação para dar o passo seguinte.
A marca de pilhas Energizer, em meio a uma época em que sim ainda precisamos de pilhas, no apoio a um projeto social liderado por uma ONG das Filipinas, a Manikako, que ensina crianças a criarem seus próprios bonecos e bonecas através de roupa velhas e materiais recicláveis, criou um lindo comercial para divulgar o trabalho, expor seus valores e vender seu produto. O filme não é um fenômeno de popularidade nas redes sociais, mas posiciona muito bem a marca.
Conforme levantamento do Ibope Nielsen Online, de agosto de 2011, 39,3 milhões de brasileiros participam de redes sociais, fóruns, blogs, microblogs e outros sites de relacionamento, equivalente a 87% dos internautas do País, que confirmam fazer parte de mais de uma comunidade online. O Facebook lidera com 30,9 milhões de usuários, já a frente do Orkut com 10 milhões de usuários a menos. O Twitter chegou a 14,2 milhões. Imagine estes números multiplicados pela quantidade média de mensagens enviadas por cada usuário da rede. Monitorar as informações no meio desse universo que irão contribuir para o seu negócio é o grande desafio . E a única forma de fazer isso é investindo em comunicação corporativa. E não digo somente em valores, mas em estrutura, tempo e estudo. Um bom profissional de relações públicas atualizado no tema já é um grande começo. A área de comunicação corporativa ganha muita importância tornando-se na inteligência do negócio. Invista nela e saiba o que as redes sociais da sua marca podem fazer pelo seu negócio.
Ary Filgueiras
Jornalista/MBA em Marketing
aryfilgueiras.wordpress.com
Diretor da Business Press Inteligência em Comunicação e Marketing http://www.businesspress.com.br
Esta era a resposta de Bill Clinton quando lhe perguntavam qual era sua plataforma de governo na campanha em que bateu George Bush (o pai) que ganhou a Guerra do Golfo, mas deixou os Estados Unidos abalado financeiramente.
Pois bem, esta frase está mais atual do que nunca para explicar boa parte das convulsões sociais que estão proliferando pelo mundo.
Diferentemente do que certos jornalistas mal informados, ingênuos ou mal intencionados querem nos fazer acreditar, estas mobilizações não estão acontecendo graças ao Facebook e ao Twitter.
Os movimentos populares globais como a Primavera Árabe e o Occupy Wall Street. são reações ao agravamento da situação econômica dos povos já tradicionalmente oprimidos do mundo Árabe e do desemprego e endividamento do cidadão comum na Europa e nos Estados Unidos, ambos reflexos da crise econômica mundial que se iniciou em 2008.
A “salvação” que veio do ocidente
No caso do Oriente Médio, estimula-se o estereótipo de que os povos destes países estão sendo libertados pela tecnologia ocidental, esvaziando a importância da sua própria revolta e deliberadamente esquecendo que foi o apoio ocidental às ditaduras locais que gerou esta situação de degradação econômica e cerceamento de liberdades.
Já em Wall Street, o que se vê é o americano médio, desempregado, sem o apoio do Estado que não vê outra saída a não ser protestar – o que também acontece na Europa com sua juventude sem perspectivas – e nestas condições eles protestariam com ou sem redes sociais. Querem um exemplo?
França, Maio de 1968 – uma série de greves estudantis às quais aderiram dez milhões de trabalhadores, aproximadamente dois terços da força de trabalho do país – 40 anos a.F. (antes do Facebook)
Justin Bieber e a corrupção
No Brasil, onde a maioria da população está usufruindo as benesses da estabilidade econômica, se concentra mais gente na frente do hotel onde está hospedado o Justin Bieber do que em uma manifestação convocada pelas redes sociais, como pode ser visto nas matérias abaixo:
O Estado de São Paulo – 07/09/2011
“Centenas de pessoas protestaram contra a corrupção e a impunidade …. O primeiro ato reuniu pelo menos 300 jovens de classe média, mobilizados pelas redes sociais da internet. “
Portal Terra – 04/10/2011
“A presença de Justin Bieber no Brasil já causa alvoroço entre as adolescentes. O cantor, …está hospedado no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro e uma multidão de fãs se aglomerou em frente ao hotel para tentar ver o ídolo teen.”
E se compararmos as mobilizações das redes sociais (contra a corrupção, em defesa das bicicletas, contra a censura, contra a impunidade, etc) com um show da Ivete Sangalo, conquista do título do seu time ou qualquer procissão religiosa, então chega a ser covardia.
Ou seja, não é uma causa nobre que vai tirar o usuário das redes sociais da frente do computador. Enquanto as crianças puderem passar as férias na Disney, os jovens puderem comprar o último lançamento da Apple e os adultos puderem trocar de carro no fim do ano, a indignação mobiliza somente o dedo indicador para clicar no “like”.
Os 300 de Porto Alegre
Muito antes da façanha de utilizarmos o alcance ilimitado das redes sociais para reunir 300 pessoas em Porto Alegre (cidade de mais de um milhão de habitantes), já fomos capazes de mobilizar muito mais gente só no boca-a-boca:
Diretas já – São Paulo 1984 24 anos a.F. (antes do Facebook)
Em janeiro de 1984, cerca de 300.000 pessoas se reuniram na Praça da Sé, em São Paulo. Três meses depois, um milhão de cidadãos tomou o Rio de Janeiro. Algumas semanas depois, cerca de 1,7 milhão de pessoas se mobilizaram em São Paulo.
Não por coincidência, o Brasil estava em plena “década perdida”, com um crescimento econômico pífio, inflação nas alturas e altos índices de desemprego. E a possibilidade de votar para presidente, se acreditava na época, seria nossa redenção econômica.
O órgão mais revolucionário do homem é o bolso
A conclusão que se chega é que as revoluções acontecem quando somos obrigados a sair da zona de conforto. Aparentemente o capitalismo selvagem foi ganancioso demais, instabilizando as ditaduras que ele apoiava no Oriente Médio e comprometendo o suprimento do anestésico econômico que deixava acomodada a classe média dos países do primeiro mundo.
Por isso, creditar estas mobilizações unicamente ao poder de mobilização das redes sociais é negar as revoluções que aconteceram no passado, desmerecer os protagonistas dos movimentos atuais e desviar o foco das suas verdadeiras motivações.
“You say you want a revolution. Well, you know…”
Leandro Morais Corrêa
Jornalista/Pós-Graduado em Marketing
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Manifestar nossa verdadeira opinião não é uma tarefa fácil de executar. Saber se colocar em determinadas circunstâncias, exige muito destreza de nosso raciocínio do que propriamente habilidade de articular as palavras. Não estou falando em ser “frio” e agir como uma verdadeira rocha, estática. De ser passivo e só observar, esperando por um momento. Até por que esse momento, pode não chegar.
Ao contrário. Se trata de aguçar os sentidos e ter o “feeling” necessário para construir esse momento. Encontrar o ponto certo para que você possa ter o melhor aproveitamento da exposição de sua ideia, conquistando adeptos. Se tiver “sorte”, também conquistará contestadores. São eles que nos ajudam a reforçar e a melhorar os nossos pontos de vista a respeito da ideia em questão.
Canso de presenciar determinados jantares ou almoços “inteligentes”. São aquelas reuniões onde os membros discutem diversos assuntos, envolvendo várias áreas. Tratam sobre política, sociedade, comportamento…sobre como está a performance no trabalho, sobre atitudes conscientes de cuidados do ambiente e saúde e, dependendo da intimidade, até mesmo a performance no sexto. Porém, o fato curioso e discutível é quando ocorre uma adesão geral aos pacotes de ideias discutidas. Dificilmente uma pessoa sairá de um encontro desses e irá querer rever seus conceitos em razão assimilação de um ponto de vista diferente ao seu. Talvez porque tal ponto de vista não queira ser exposto tão abertamente pelo colega.
E sendo assim, certamente se olhará no espelho quando chegar em casa e acreditará que está salvando o mundo simplesmente por usar bicicleta para ir ao trabalho, ou ainda que é sexualmente atrativo por transar quatro vezes por semana. Aliás, quantidade e qualidade não costumam andar juntas.
Mas enfim, não vejo nisso o “fim dos tempos”, mas sim um não aproveitamento de “energias”. Ninguém quer “perder tempo” do lado de alguém que não lhe agregue, seja nas reuniões de trabalho ou mesmo na vida pessoal. Nesse caso, penso que podemos mais e precisamos mais! De pessoas preparadas, acima de tudo, para ouvir críticas, ponderar e traçar novas novas ideias a partir disso.
Estimular a discussão saudável de abordagens que realmente possam provocar no mínimo uma reflexão e quem sabe uma mudança de comportamento. Buscar o novo. Agregar!
Para se ter uma ideia, esse é um dos pontos mais discutidos em um ambiente que não apresenta “maiores pudores” na exposição das palavras. Falo da internet. Segundo dados de uma matéria da revista Veja dessa semana, passamos de uma era de “buscas”, a qual o Google foi responsável, para uma era “social” que tem como “pivô” o Facebook. Tal rede social cresceu tanto, que já promove mudanças dentro de sua ferramenta, as quais estimularão que o indivíduo tenha cada vez menos interesse de recorrer a recursos de outras áreas da internet. A ideia de rede dentro da rede é cada vez mais eminente.
A discussão vem em razão de que esses mecanismos em que Google e Facebook se apoiam, armazenam informações sobre pesquisas anteriores e delimitam o resultado de buscas futuras. Ao longo prazo, podemos ficar expostos a somente ideias que confirmem aquilo que já acreditamos ou que já vimos.Por hora, vemos uma série de conteúdos sendo postados, discutidos e transformados, o que deveria acontecer não somente em nossa vida “on-line”, mas sim na “off-line” também, para que os jantares e reuniões sejam inteligentes de fato.
Todos os dias pela manhã, enquanto leio os jornais, aproveito para ler meus emails, para também conferir as notícias e discussões no Twitter e para ver o que está acontecendo no Facebook. Isso se tornou uma rotina para mim, e uso cada uma dessas ferramentas com propósitos diferentes.
Hoje, uso muito menos o e-mail do que antigamente. Os e-mails que envio são por motivos profissionais, para fazer cadastros e para receber alguns textos.
O Twitter para mim é quase que uma overdose de informações. Uso para ler notícias da minha cidade, do país e internacionais, para saber do trânsito, para conferir dicas de blogs, e para conversar com alunos e amigos.
O Facebook para mim é um local de compartilhar um pouco da minha vida, mas muito mais para compartilhar conhecimento. Tudo que acho interessante, eu compartilho. Tudo que os meus amigos postam e eu acho legal, curto e, compartilho. Para mim, o Facebook funciona como um disseminador de boas ideias. No entanto, tenho percebido outras utilidades do Facebook.
Para muitos, o Facebook se tornou um local para estampar uma falsa felicidade. Nas suas páginas pessoais colocam diariamente fotos, posts e comentários bobos e sem sentido para estampar para o mundo o quão felizes são. Para mim, essas pessoas usam um FAKEbook. Sim, fake de falso mesmo.
Não tenho nada contra quem posta fotos de momentos bacanas da sua vida, uma receita legal que fez e queira compartilhar (eu mesma fiz isso com o meu primeiro cheesecake). O que me incomoda é essa necessidade constante que algumas pessoas têm de compartilhar cada segundo de suas vidas felizes (sim, porque essas pessoas não compartilham nada de ruim, até porque nada de ruim acontece em suas vidas), com o mundo. A minha pergunta é: Por quê?
Acho, que quem precisa mostrar o tempo todo que é feliz, na verdade não sabe ao certo se é feliz ou não, e precisa, que o mundo ache que essa pessoa é feliz para que então ela mesma acredite na sua felicidade. Ficou claro? A pessoa precisa que o mundo acredite na vida feliz e perfeita que ela vive quando na verdade nem ela sabe se é feliz ou não!
Fico incomodada com as pessoas que vão a shows e passam o tempo todo gravando o show e não curtindo. Gravam para lembrar depois do momento que praticamente não viveram? Ou gravam para mostrar para os outros, algo de legal que fizeram?
Acho um saco quem viaja e passa o tempo todo tirando foto. Pra que? Pra poder postar no Face/Fakebook ou mostrar para os amigos e familiares. Amo fotos e tiro fotos quando viajo, mas o objetivo da viagem é a viagem e não tirar fotos da viagem.
Acho que se você não é uma pessoa de bem consigo mesma, pode sofrer muito com esse mundo fake que estamos vivendo. Se a tua vida não tá lá essas coisas, o casamento não tá muito legal, não tem dinheiro para viajar, ou comprar alguma coisa todo dia, evite olhar o Facebook de algumas pessoas. Embora a felicidade estampada ali, não seja uma garantia de felicidade verdadeira, até você se dar conta disso, você já pode estar na fossa.
Assisti ao filme Amor Por Contrato (The Joneses 2009) por indicação de uma aluna e leitora do blog e recomendo. Vale a pena conferir uma família retratando a falsa felicidade e os efeitos naqueles que vivem ao redor. Nem sempre temos a noção de como ver diariamente a felicidade falsa dos outros, estampada no Facebook ou ao nosso redor, pode ter efeitos nocivos na nossa vida. Chega de FAKEbook por favor!
Aline Jaeger
@aline_jaeger
Pensadora Mercadológica
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Gostou do que leu? Espalhe as boas ideias: conhecimento se compartilha!
Frequento seguidamente os dois lados de uma sala de aula. Em ambos percebo que uma parte significativa dos alunos está em algum lugar qualquer. Menos ali. Como colega de classe pouco me atrapalha. Como professor a situação é um pouco mais desagradável. No entanto, não interfiro, as escolhas são individuais. Cada um gasta o seu dinheiro (ou o do pai e da empresa) como achar melhor. O tempo passa rápido demais. Os momentos únicos do ambiente universitário não vão durar para sempre. E quando a conta chegar será tarde talvez.
Poucos podem perceber isso agora. Inclusive tenho a convicção que fazem essa escolha baseados em que é a coisa certa a fazer. A aula em si não se encaixa na sua realidade, pois ela ainda não existe. O mundo de faz de conta de ‘estudar, viajar e sair’ não precisa de novos conceitos ou ideias provocativas. Basta um clique no curtir do Facebook e um tweet inexpressivo. Nos rápidos minutos que escrevi esse texto, em diversas salas das universidades, mais alguns aproveitaram a internet mais cara do mundo. E acharam isto uma escolha inteligente.
Mais uma vez, trazemos a vocês um vídeo do TED.com. Desta vez, um pouquinho diferente, da Gel Conference, que aconteceu em Nova York no início deste ano.
Ao iniciar sua fala sobre uma nova plataforma de compartilhamento social, o Twirlr, o palestrante pede que os celulares e todos outros dispositivos sejam desligados, para que nenhuma informação seja compartilhada até o fim da apresentação, mas é subtamente interrompido por um homem da platéia que se recusa a fazê-lo.
Claro que tudo isso era uma brincadeira. O “Twirlr” não existe e a ação foi programada pela “Improv Everywhere”, que costuma fazer alguns flash mobs por aí. A música fala sobre a necessidade que as pessoas estão começando a ter de estarem conectadas o tempo todo, através de todas as redes sociais, compartilhando conteúdo o tempo todo. Sobra até alguns segundos para fazer piada com o “já falecido” MySpace (Que o seu perfil descanse em paz!).
Mas a partir desta visão trazida pela música, podemos enxergar a importância que isso tem para nós. Ao mesmo tempo em que podemos produzir um conteúdo “inútil”, como dizer o que está comendo no café da manhã, estar conectado e compartilhar informações se tornou essencial. Se você é um usuário ativo do Twitter, aposto que já se pegou pensando “preciso colocar isso no twitter” ao se deparar com alguma situação no seu dia-a-dia, ou mesmo elaborando alguma sentença de 140 caracteres para twittar quando chegasse em casa.
O fato é que essa conexão nos permite disponibilizar o nosso conteúdo para o mundo em tempo real. SIM! PARA O MUNDO. Hoje em dia, pessoas comuns como eu e você podemos estar, de certa forma, “competindo” com a CNN Internacional, por exemplo. A mídia tradicional nem sempre tem a mesma velocidade para compartilhar a informação como nós, “meros mortais”.
Pensando rapidamente, podemos lembrar (se você for tão conectado quanto eu) 3 exemplos do que eu acabei de falar:
1) Temos o paquistanês Sohaib Athar, conhecido no Twitter por @ReallyVirtual, que narrou, em tempo real, a operação americana que matou Osama Bin Laden, mesmo sem saber, como mostra o blog do Estadão:
“Na madrugada da segunda-feira, 2, Sohaib Athar escreveu em seu Twitter que uma forte explosão havia sacudido as janelas de sua casa, na cidade paquistanesa de Abbottabad, e afirmou que esperava que o estrondo não fosse “o começo de algo degradável”. Pouca horas mais tarde, ele publicou outro tweet: “Uh oh, agora sou o cara que transmitiu ao vivo o ataque contra Osama, sem saber disso.”
2) A primeira foto do acidente com o avião que pousou no Rio Hudson, em 2009, postada por um cidadão que trabalhava em um dos prédios ali perto, antes que qualquer veículo das mídias “oficiais” pudesse chegar ao local.
3) E o lançamento do ônibus espacial Endeavour, em abril deste ano, em que a vista dos passageiros de um avião que ia de Nova Jersey para a Flórida, capturada por Stefanie Gordon, se espalhou pelo mundo inteiro através do Twitter.
Isso tudo sem nem comentar sobre todas as notícias que chegam a nós primeiramente pelos trending topics do twitter!
Mas voltando um pouco ao vídeo, todas essas opções de compartilhamento são comentadas e, uma delas, simulada ao final do vídeo, em que as pessoas recebem o conteúdo e podem se mobilizar a partir disso como, no exemplo mostrado, ir até a Gel Conference para se unir aos “cantores” que se recusam a ficarem desconectados!
Vera Muller (pensadora mercadológica)
com Juliana Cappelatti (inteligência coletiva da Marketing Viewer)
O longa do diretor David Fincher, “A Rede Social”, que estreou no Brasil no final do ano passado, com revelações sobre os bastidores da criação do Facebook, pode ser o marco de decadência da geração Y, aqueles jovens que nasceram entre as décadas de 1980 e 2000 e que hoje teriam entre 11 e 31 anos de idade.
O filme expõe os dramas desta geração através do seu maior ícone da atualidade: Mark Zuckerberg, 26 anos, um jovem inserido no ambiente hostil, segregador, seletivo e fértil ao bullyng, mas normalmente característico nas relações entre os jovens desta idade no período da escola e faculdade. Só que não tão competitivo e tão cedo quanto agora.
Zuckerberg, interpretado pelo ator Jesse Eisenberg, é retratado como um jovem sem escrúpulos, que trai os colegas em sua jornada para tornar o Facebook a maior rede social do mundo. E ele consegue. Hoje o Facebook alcançou a marca de mais de 500 milhões de usuários no planeta, que trocam um bilhão de informações por dia, quase 42 milhões por hora, compartilhando imagens, links, conversas e conteúdos. Seu valor de mercado é estimado em US$ 35 bilhões de dólares.
Ironicamente este fenômeno de rede social fora criado por alguém que tinha seríssimos problemas de relacionamento. E é neste ponto que encontra-se a decadência desta geração, marcada por relações instantâneas, descartáveis, rasas, de curto prazo e de padrões éticos contestáveis. Some-se a isto o curto tempo de vida útil profissional da geração Y, demarcado por ela mesma em seu perfil nas relações de trabalho, aliado a crescente expectativa de vida da população.
Vou explicar melhor. Imagine que um jovem de 35 anos já poderia ser considerado velho pelo mercado. A crise profissional dos 40 que acometia a geração X, bate a porta da geração Y aos 35. Imagine este profissional fora do mercado de trabalho nesta idade com a expectativa de vida em mais 38 anos? O que ele irá fazer durante este tempo? Certamente a maioria deles não teve a sorte e nem a genialidade de Zuckerberg para acumular uma fortuna que daria conta deste tempo e do de muitas gerações de sua família.
O certo é que ainda estamos no campo da imaginação do que pode acontecer com esta geração, mas as constatações atuais apontam para um futuro incerto, que deve configurar-se, nas melhores das expectativas no crescimento do empreendedorismo, e nas piores, numa bolha social de desempregados.
O maior desafio desta nova geração é o entendimento de que apesar da velocidade tecnológica ter ultrapassado a barreira do som e da luz, influenciando no seu comportamento diante da vida, das relações, dos resultados, a velocidade fisiológica do homem não consegue acompanhá-la, pelo menos por enquanto. E assim como surgiu esta nova geração Y, logo também ela estará velha, dando vez a geração Z.
QUAL A SUA PREVISÃO PARA OS 38 ANOS RESTANTES DE VIDA DA GERAÇÃO Y? DÊ SUA OPINIÃO AQUI NO POST.
A necessidade de nomear as gerações tem como objetivo distinguir comportamentos caracterizados por indivíduos de épocas diferentes. Até há pouco tempo atrás, quando nos referíamos a crianças, adolescentes ou pessoas de meia ou terceira idade acabávamos generalizando comportamento e características, independente da época em que viveram.
Hoje é inaceitável imaginar o comportamento de um adolescente, independente da época que tenha vivido. Assim, fica fácil entender que um adolescente do Século XIX, com certeza terá características diferentes de um adolescente do início do Século XX, ou dos anos 50, 60 ou 90.
Dessa forma, se optou por chamar as gerações (independente de sua idade, já que as gerações envelhecem) por nomes específicos. Sim, elas envelhecem.
Bem, para quem ainda não tem muitas informações sobre o tema, considerado fundamental para o estabelecimento das próximas estratégias de mercado, planos de comunicação e planejamentos estratégicos de marketing, as principais classificações das gerações são:
Geração X
A primeira denominação moderna foi a que se denominou Geração X. Esta geração é composta dos filhos dos Baby Boomers da Segunda Guerra Mundial. (Baby Boomer é uma definição genérica para crianças nascidas durante uma explosão populacional – Baby Boom em inglês, ou, em uma tradução livre, Explosão de Bebês. Dessa forma, quando definimos uma geração como Baby Boomer é necessário definir a qual Baby Boom estamos nos referindo).
Os integrantes da Geração X têm sua data de nascimento, localizada, aproximadamente, entre os anos 1960 e 1980.
Geração Y
A Segunda geração foi a denominada Geração Y, também chamada de Geração Next ou Milênio.
Apesar de não haver um consenso a respeito do período desta geração, a maioria da literatura se refere à Geração Y como as pessoas nascida entre os anos 1980 e 2000. São, por isso, muitos deles, filhos da geração X e netos da Geração Baby Boomers.
Geração Z
Formada por indivíduos constantemente conectados através de dispositivos portáteis e, preocupados com o meio ambiente, a Geração Z não tem uma data definida. Pode ser integrante ou parte da Geração Y, já que a maioria dos autores posiciona o nascimento das pessoas da Geração Z entre 1990 e 2009.
Geração XY
Ainda não muito bem definida, a Geração XY é uma maneira de classificar indivíduos da Geração Y que buscam reconhecimento da forma que a Geração X fazia.
Geração Alfa (ou Alpha Generation)
Ainda sem características precisas definidas, a não ser que nascerão em um mundo conectado em rede, a próxima geração, de nascidos a partir de 2010, já tem nome: Geração Alfa. Poderão ser filhos, tanto da geração Y, como da Geração Z.
Outras definições:
São consideradas ainda, classificação de Gerações:
After Eighty: Geração de Chineses nascidos depois de 1980 (equivalente à Geração Y para os ocidentais)
Beat Generation: Geração de norte-americanos nascidos entre as duas Guerras Mundiais
Lost Generation (Geração Perdida): Expatriados que rumaram para Paris depois da Primeira Guerra Mundial.
QUEM SÃO OS VELHINHOS DA GERAÇÃO Y?
No ano de 2000 o Brasil alcançou o marco de 14,5 milhões de pessoas com idade acima dos 60 anos. Entre elas, 1,8 milhão tinha 80 ou mais. Em 2010 este numero bateu a casa dos 20 milhões, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). O órgão aponta também para um crescimento ainda maior nos próximos anos, principalmente na população mais idosa. Sua participação entre os brasileiros passou de 0,9% para 1,6%, entre 1992 e 2009. Nesse período, a população com mais de 60 anos, que respondia por 7,9%, passou a 11,4%.
Dados recentes do IBGE mostram que a expectativa de vida do brasileiro passou de 70 anos em 1999 para 73,1 anos em 2009. Entre as mulheres, saltou de 73,9 para 77 anos. E entre os homens passou de 66,3 para 69,4 anos.
O ano de 2030, quando a geração Y terá fisiologicamente 50 anos, é apontado como o pico no crescimento populacional do Brasil, e marca também o início de queda da População com Idade Ativa (PIA) – aqueles com 15 anos e mais devem começar a cair a partir daquele ano.
Já a participação do grupo jovem (de 15 a 29 anos), que atingiu seu pico em 2000, já entrou em queda desde o ano passado. O fôlego ainda vai perdurar graças à participação relativa da PIA adulta (população de 30 a 44 anos).
As projeções mostram que esse grupo deve permanecer estável até 2040, quando a geração Y terá 60 anos e não mais nesse perfil, mas com acréscimo em valores absolutos.
O novo perfil populacional já começa a provocar mudanças no mercado de trabalho. Os novos empregos, por exemplo, indicam especialistas, deverão se concentrar nas pessoas com mais de 45 anos – faixa etária que deverá ser responsável por cerca de 56,3% da futura População em Idade Ativa a partir de 2030. Ponto para a geração Z.
Além das questões decorrentes de mudanças no trabalho, duas outras frentes, relacionadas à primeira, merecem cuidados urgentes. Uma delas trata das pressões no sistema previdenciário, que levam à necessidade de manter o trabalhador ocupado pelo maior número de anos possível. Esse novo cenário, exige desde a diminuição no preconceito com relação a trabalhadores mais velhos até capacitação para que acompanhem as inovações no mercado. Mais um ponto para a geração Z, detentora desta média de idade neste período.
São desafios também para a saúde e a previdência, pois quanto mais velha a população, mais diminui sua capacidade de gerar renda e a sua autonomia para atividades cotidianas. Isto aqui em 2030, 2040 estamos falando da geração Y, que ironicamente não pensou assim com relação a geração X.
A população está ganhando anos de vida, porém com taxas mais altas de hipertensão, de diabetes, doenças crônicas, além das demências. Se não for cuidada, a tendência é que caminhem para a incapacitação. Vamos aguardar até lá para ver este quadro.
Dentro de 20 anos, o Brasil deixará de ser um país que sempre viu sua população crescer para começar um inédito processo de “encolhimento”. Tudo indica que em 2030 haverá o pico populacional brasileiro, com 206,8 milhões de pessoas. Depois disso, virá o declínio, segundo os estudos.
Em 2040, o país já terá perdido 2,1 milhões de habitantes, entrando num cenário novo. Atualmente, o Brasil tem 185 milhões de habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
As projeções acima foram feitas pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), e integram uma análise a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), 2009, do IBGE. A tendência de queda na população já fora observada desde 1970. O que se vê, agora, é que o encolhimento e o envelhecimento do país estão muito próximos.
Então, se você é da geração Y, você está velho. Pense nisso.
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