Eu não sou falso!

Antes de evoluirmos no texto, saliento que este é mais um post meu que levanta o tema confiança e a sua relação com negócios e vendas. Vou explicar o motivo mas antes eu tenho que confessar uma coisa a todos. Eu assisto o BBB! Pronto, falei! Mas o que isso tem de relação com o tema confiança? Tem muito, e vamos ver o que, por uma ótica simples. Não é mistério para nós que vivemos em grupo, em comunidade, em sociedade. Esta sociedade define regras, leis e maneiras de se comportar ditas verdades. O que não estiver dentro destes padrões é falso. Nada mais surpreendente e repetitivo (sim, repetitivo pois aconteceu em todas as edições do BBB e em todas as eras históricas de nossa sociedade) que isso também ocorra dentro de um confinamento “forçado”, por 3 meses, com pessoas diferentes. Observar isso é como ver o surgimento de uma nova sociedade, pois cada um carrega esta nova cultura com um pouco de sua bagagem e depois de 30 dias (geralmente este é o tempo real no BBB), as amizades, mesmo que superficiais, se reforçam em laços de ajuda e sobrevivência. Como em uma prisão, você escolheu o seu lado. Quem não escolhe lado, não faz o que todos do seu grupo fazem, não age de acordo com esta cultura de uma emergente “gangue”, é acusado do maior dos crimes que pode alguém, nestas condições, ser julgado: a falsidade. “Você é falso” é um tiro na nuca quando disparado publicamente em um jogo de massa como o BBB. Também o é em uma vida caótica mas social como a nossa. Nos últimos anos, a mídia social veio para ser o amplificador desta idéia e o consumidor ganhou força, pois pode dizer para todos e quando quiser que uma empresa é falsa, ou seja, não entrega o combinado.

Agora pense em sua vida como um jogo. Sim, TODA a sua vida como um único jogo. Com início, meio e fim. Com erros e acertos. Este jogo pode ser muito semelhante ao BBB. Um dia você foi apresentado a algumas pessoas, estudou com outras que te apresentaram a outras. E por ai vai. Hoje você pode ter poucos ou algumas dezenas de pessoas amigas e talvez centenas de conhecidos (aqueles que sempre que você encontra você o cumprimenta e sabe apenas que ele trabalha na empresa XYZ). Alguns poucos, talvez, você confie cegamente. Alguns outros tantos talvez você não dê as costas, pois não confia nem por um minuto. E tem aqueles que ainda você não classificou, pois você não se relacionou com eles o suficiente para saber o lado que eles estão. O lado das suas idéias, de aderência cultural e de valores ou o lado dos outros, não importa que idéias e valores defendam. Então no primeiro grupo você coloca as pessoas em quem confia e no segundo (e até num terceiro grupo) as demais, que envolve as neutras e aquelas em quem você já sabe que não dá para confiar. Pelas mesmas razões, em um jogo como BBB, popular e de televisão aberta, as pessoas se agrupam. E ao se agrupar, fazem coisas que julgam corretas para se defender e sobreviver as regras de mercado impostas. Nossa vida também é assim. Você se agrupa. Em sua empresa você não se dá bem com todos. Você não conta sua vida íntima no restaurante em um microfone. Você conta para aqueles poucos selecionados que você confia. Que estão do seu lado. Aprenda a jogar com estas regras e evite os paredões da vida.

Pense um pouco em algumas situações comuns da nossa vida como empresário, empreendedor ou profissional de empresa (pelo lado pessoal existem inúmeras outras situações possíveis de se imaginar):

– Quando você vai a uma entrevista de emprego você se preocupa muito com a aparência que quer causar ao primeiro instante. Geralmente toma banho e coloca um dos seus melhores trajes. Você quer causar confiança!

– Quando você ouve alguém falar em público, um palestrante, você lê o currículo dele, estuda um pouco sobre o cara, pergunta para quem já o conhece, presta atenção a sinais de como se veste e como se comporta, e somente depois de um extenso check list, inconsciente muitas vezes, você se permite realmente a ouvir o que ele tem a dizer. Você quer ouvir idéias de quem você confia.

– Quando você precisa de um dinheiro para o seu fluxo de caixa, está em um aperto financeiro, mesmo que passageiro, você vai ao banco. Você negocia e apresenta os melhores argumentos. Você quer passar confiança, condições de pagamento do empréstimo, para alguém que você sabe que é treinado para desconfiar das pessoas e testar a sua confiança. Você quer transmitir confiança em sua melhora financeira.

– Enfim, pense na venda de um projeto, na demonstração de produtos, no seu discurso em um evento, no momento em que você é apresentado a um potencial cliente, entre outras tantas situações profissionais. Em todas, você quer transmitir confiança. Você quer parecer confiável e quer que as pessoas confiem em você. E certamente o pior insulto profissional que você poderá receber é: “você é falso!”.

Pense agora nas pessoas que você confia? Que características elas possuem? Como agem? Como construíram esta confiança com você? De todas as competências profissionais, seja de um dono de empresa ou de um vendedor, a confiança é aquela que precisa de tempo para ser adquirida. Em uma mesma profissão e cargo, talvez você precise de alguns anos para que todos confiem em você. Por isso muitos fracassam ao vender um produto ou atuar como vendedores profissionais (lembro que todos nós vendemos algo diariamente). Não investem o tempo e os recursos suficientes na relação para que a confiança seja estabelecida. Você não compra a confiança, você a conquista.

Pense nisso e veja como melhorar a confiança que você quer que os outros tenham em você.

 

PS.: Hoje é noite de paredão no BBB. E amanhã, acabou o carnaval. É dia de paredão em sua vida. Construa a sua confiança e frequentemente avalie os seus pensamentos, para saber se você vai voltar ou sair da “casa”, em um destes paredões que estão no seu caminho.

 

Outro Post sugerido, de minha autoria:

– Você tem uma chance de me conquistar!

 

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Gustavo Campos

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Gustavo Campos, administrador por formação, empreendedor por natureza. Muito estudioso, leitor voraz, odeia falar ao telefone. Gosta de tecnologia, apesar de se incomodar em pagar mais caro por ser um dos primeiros a comprar algo. Geek por estilo de vida, sempre está conectado, não sabendo o que seria de sua vida sem notebook, smartphones, tablets, Moleskine e uma boa conexão Wi-Fi com a Internet. Ambicioso, não alcançou ainda nem o início do que quer desta vida. Professor apaixonado pela vida e por sua família, dono do Max e da Pink, o casal de Yorkshires mais famosos da cidade.

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Principais fontes consultadas para este artigo:

– Minhas experiências pessoais e profissionais

– Um olhar atento de consultor e analista de mercado

 

Eu não sou falso!