Pergunta de final de semana: Qual o seu chamado interno?

Largar tudo e partir para outra. Muitos chamados internos necessitam coragem. Seja para largar uma opressora carreira ou para abandonar as suas relações sociais e partir em uma viagem sem data prevista para retorno. Largar aquela tão bem sucedida carreira corporativa para abrir o seu negócio ou para estudar gastronomia na Itália. Largar um casamento estagnado para partir de carro em uma viagem de um ano. Ir em busca de algo que está dentro do peito chamando você para ser feito. Talvez disso venha um despertar para a sua real vocação nesta vida. Largar aquela pós-graduação chata e ingressar em um campo de refugiados para um período voluntário pela organização Médicos Sem Fronteiras. Ou simplesmente começar a andar pelo Caminho de Santiago e pensar na vida, ao longo de 1000 quilômetros.

 

Desta forma, a pergunta de final de semana é: Qual o seu chamado interno? E o que você vai fazer com isso?

 

Pense nisso! Da próxima vez que ouvir uma voz dentro do peito falando com você, lhe dê ouvidos. Ouça aquele sussurro que talvez por muitos anos ficou abafado em algo que você resolveu chamar de “responsabilidades”. Talvez assim você encontre outras coisas que possa ter perdido na sua vida, inclusive sua felicidade.

 

 

Gustavo Campos

Publisher do Pensador Mercadológico

Pergunta de final de semana: Qual o seu chamado interno?

Vida de UTI – Parte II

Existem coisas que ficam gravadas na retina para sempre. Convulsões, desfibriladores em ação, seringa de adrenalina e o que era uma linha reta, contínua em um monitor, dá um salto e novamente começa a saltitar pela tela ao som de um bipe alternado que significa vida. Por um momento o plugue da vida saiu da tomada e um grupo de profissionais da saúde o recolocaram.

Minha mãe se agarra na vida, por uma corda da espessura de um fio de linha. Está esticando, mas incrivelmente não arrebentou. Nestes momentos se acredita em muita coisa e talvez o mais ateu dos cidadãos possa pedir a Deus que de uma olhada, ou no mínimo uma piscada, em sua direção. Nestes últimos dias até a vela de 7 dias que acendi começou a ter a sua chama oscilante. Em um momento parece que a chama vai apagar e em outro volta a pegar fogo com força total. Talvez esteja vendo coisas onde não exista. Eu não sei o que tem do outro lado da porta, mas sinto que minha mãe está na fronteira. Pode ser egoísmo meu, mas decidi que nesse cabo de guerra, resolvi puxar a corda. Se for mais forte do que eu pode leva-la, mas acredito que existam coisas simples que desejo ainda viver com a minha mãe. Almoçar mais vezes em diversos restaurantes, ir mais vezes na livraria, ouvir mais o que ela tem a dizer, visita-la sem motivos, dar um presente de vez em quando por tudo o que ela fez por mim, leva-la para a praia e tomar uma bebida em um boteco. Apenas isso já faria com que ela ficasse mais feliz. E muitas vezes me pego pensando, talvez muitos de nós, na busca da felicidade. Você encontra esta felicidade em você mesmo, neste instante, basta você segurar com força este momento de vida e se conectar com a sua pulsação. Você está vivo. Sinta isso.

Aproveite enquanto pode, pois um dia, tomara que muito distante, a linha no monitor não irá mais pular e você não terá mais uma segunda chance para viver esta vida, para rir com seus familiares, tomar um sorvete, ouvir uma música, ler um livro, entrar na Internet, ler este blog e tudo o que poderia significar pílulas de felicidade, mas por uma vontade diferente você começou a chamar de atividade, compromisso. Reveja os significados da vida e veja a chama de sua vela aumentar.

Para quem não leu a parte I deste post, você encontra neste link : Vida de UTI – Parte I

Viva a vida com intensidade! Um por cento melhor a cada dia, todo dia!

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Vida de UTI – Parte II

Sua felicidade atropelada por um Bugatti

Mobilidade social é um tema bem fascinante. Grande parte das pessoas quer subir degraus nesta vida. Até porque coisas interessantes geralmente acontecem nas alturas. Filmes terminam no alto de prédios ou montanhas. Moisés não recebeu os 10 Mandamentos na cozinha de casa, mas no alto de uma montanha. Mas quantificar o quanto é suficiente para ser feliz é uma escada na qual os degraus talvez não sejam apenas para subir.

A mobilidade é importante, entre outros motivos, pois se não existisse, as moças interesseiras teriam de mudar de ramo, porque não valeria mais a pena cavar um casamento para continuar na mesma classe social. Mas quanto é preciso ter para ser rico? Pesquisas mostraram que invariavelmente achamos que é no mínimo o dobro que temos. A PNC Advisors descobriu que os ricos para se sentirem seguros respondem que é necessária uma quantia duas vezes a que têm. Quem tem patrimônio de 1 milhão diz que precisaria de 2,4 milhões, quem tem 1,5 milhão respondeu 3 milhões. A subjetividade implícita aos padrões de comparação entre nós e os outros.

No entanto, segurança não significa felicidade. Uma outra pesquisa realizada mostrou que menos da metade dos ricos norte-americanos concordava que a riqueza tinham os deixado mais felizes. Um percentual em torno de 10% considerou que o efeito foi o contrário, mais problemas vieram com o extrato bancário com diversos dígitos. Escolhas em demasia para canalizar o dinheiro, o receio de perder tudo, uma competição comparativa mais furiosa e brigas familiares. Os ricos tradicionais não faziam questão que seus filhos trabalhassem tanto, poderiam, por exemplo, colecionar mapas antigos. Os novos ricos pensam o contrário. E novos problemas aparecem nessas relações.

A competição e a comparação direta com aqueles que estão na subida da escada é uma das fontes da infelicidade. O efeito riqueza no mundo dos milionários influencia inclusive as classes dos andares de baixo. Tentando imitar certos padrões, o consumo excessivo ganha espaço junto com o tamanho do endividamento. Itens prosaicos, como uma churrasqueira portátil de 1000 dólares, parecem frugais, pois existe uma que custa 5000 dólares. Robert H. Frank concluiu que as coisas que sentimos que precisamos e aquelas disponíveis para comprarmos dependem das coisas que os outros decidem comprar.

A subida tem limites e isso nos frustra, pois sempre olhamos mais para cima aonde outros já chegaram. O sujeito compra um apartamento de R$ 2 milhões e se sente um perdedor quando entra no elevador com o vizinho, pois seu andar é o quinto enquanto o outro aperta o botão da cobertura. Pior se sua vaga de garagem for ao lado da dele. O seu Volvo não é nada perto do Bugatti que ele comprou. Vitórias parciais terminam como derrotas definitivas. Temos dinheiro em troca do tempo, mas o saldo de felicidade fica estagnado. Hora de rever seus conceitos.

 

 

Felipe Schmitt-Fleischer

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Sua felicidade atropelada por um Bugatti

Se está difícil para mim, imagine para você!

Este é um texto de comparações. Neste momento, compare a sua vida (seu momento, seu contexto, suas conquistas, seus aprendizados, sua caminhada, etc) com a dos colegas a sua volta. Pessoas do trabalho do mesmo setor, chefes, fornecedores, amigos, parentes, etc. Por mais que não desejamos (ou repugnamos) este comportamento, assim a sociedade avança. Sim, avança. Pelo menos avança em alguns conceitos importantes analisados sob o prisma dos negócios e da vida profissional (com reflexos na vida social). Não quero aqui entrar em outras perspectivas e implicações possíveis que este texto permitiria, como a busca da felicidade, a vida mais zen, etc. Para textos mais nesta linha, vejam estes outros escritos por mim: Em busca do Santo Graal da modernidade: a felicidade! e o primeiro deles, Por que somos felizes? . Mas voltando ao avanço que a comparação permite, por este e outros motivos, como o acesso a mais recursos, é que as grandes cidades possuem o nível de criatividade bem mais elevado que outras cidades de menor porte (isso medido por institutos internacionais). Em um espírito competitivo natural do homem, de sobrevivência (buscando uma linha mais antropológica), ninguém quer ficar para trás ou ser o segundo lugar. Pelo menos ninguém daqueles que querem fazer muito a diferença no seu meio, ser o melhor em algo, ser referenciado em alguma área, ou coisas do tipo, sem entrar em uma linha egoísta ou consumista.

Muitas vezes, não gostamos nem de pensar que nos comparamos a todo o instante. Mas, é percebido sempre que uma pessoa entra no elevador, ou no seu ambiente de trabalho, que os olhos dos demais começam a comparar. “O que deu nela hoje?”, “Por que ele colocou aquela gravata?”, “Tu viu que ele bateu a meta de vendas. Ganhou uma nota preta”, “Sabes quem mudou de carro? Eu!”, “Tu viu o sapato da Maria?”, e por ai vão as comparações no formato coloquial do dia a dia. Muito sutis, mas o cérebro está comparando. É assim que ele nos dá uma ideia da vida e das coisas. As propagandas diversas nos colocam em check a cada vez que lançam um produto e uma celebridade começa a utilizar. Depois vemos nossos vizinhos usando. E como não queremos ficar para trás, compramos também o tablet da moda (mesmo que depois afirmamos em juramento que não tinha nada de relação com a celebridade eu ter comprado o aparelho). Sei que são exemplos simples, em uma visão de um simples observador, mas é assim que noto que grande parte da população anda. E eu assumo que tenho um comportamento competitivo, gosto de ser reconhecido pelo meu trabalho, quero destaque e me comparo. Posso até, em certos momentos ter inveja, mas isso eu rapidamente transformo em motivação e “queimo” esta energia me mobilizando e trabalhando diferente (para ter resultados diferentes).

Então, dentro de um contexto deste apresentado, nós temos uma escolha a cada comparação e três caminhos possíveis (todos de resultados imprevisíveis):

– Você resolve deixar isso de lado e viver na sua, para você apenas, não se importando com os demais. Você faz a sua vida e se sua vizinha trocou de carro e é mais bonita é problema apenas dela.

– Você enxerga tudo isso acontecendo com os demais a sua volta e isso lhe consome por dentro. Você não entende por que uns tem e outros não. E por fim deseja o pior para a vizinha e para o mundo todo (aproveitando o momento)

– Você enxerga tudo isso acontecendo com os demais a sua volta e isso lhe impacta. Você se questiona. Você ambiciona ser melhor e conquistar outras coisas melhores que você ainda não conquistou. Você usa o sentimento gerado como energia para andar para frente e aguçar seus sentidos.

De todos estes, eu escolho a terceira opção. Escolhi a muito tempo atrás e creio que me fez bem. Não quero viver a toa, quero experimentar do melhor. Mas para isso, não preciso ser uma pessoa ruim, esnobe ou desconectada da sociedade. Essa é minha a escolha. E qual é a de vocês?

OBS.: O título deste post, conta a lenda, que era um adesivo colado no vidro traseiro de um Porsche (“Se está difícil para mim, imagine para você”). Muitos de nós, parados na sinaleira, podem neste momento ter que enfrentar os 3 caminhos que sugeri. E quando o sinal abrir, você terá escolhido um deles.

 

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– Minhas experiências pessoais e profissionais

– Um olhar atento de consultor e analista de mercado

 

Se está difícil para mim, imagine para você!

Tem gente que no aperto se encolhe.

De vendedores / representantes comerciais a donos de empresa. De gerentes a esposas / maridos de lares classe média ou alta no Brasil. Uma grande parte das pessoas vincula a sua felicidade a sua situação financeira. Seja na esfera pessoal ou profissional, não alcançar um objetivo não significa que você deva ficar infeliz o resto da estação. Mantras pronunciados aos quatro ventos reforçam estas posições, tais como: “Casamento sem dinheiro não prospera”; “Riqueza não traz felicidade mas sustenta”; “Se eu tivesse dinheiro eu seria muito feliz”; “Dinheiro faz dinheiro e quem não tem não consegue nada”, e por ai vai, coisas do tipo e variações destas. Se felicidade estivesse vinculado com dinheiro seriamos um mundo de infelizes, pois a maior parte da população do planeta ainda luta diariamente para ter o suficiente para sobreviver. A tão comentada classe C brasileira, que emergiu para se tornar maioria entre as demais classes, ainda é extremamente pobre pelas classificações utilizadas (como o Critério Brasil, entre outros). Mas o ponto central deste post deriva deste. Por que algumas pessoas se encolhem quando estão em dificuldade? Por que estas pessoas ficam extremamente mal humoradas? Por que estas pessoas querem te levar junto para o lugar sombrio que estão e não aceitam que você pode ser feliz mesmo com contextos não-favoráveis? Por que estas pessoas vinculam a sua própria felicidade com sua situação financeira do momento?

Conheci empresários e vendedores que ganharam em média R$ 40.000,00 por mês neste ano mas estão muito insatisfeitos e infelizes, pois sua meta era ganhar R$ 55.000,00 por mês. A mesma infelicidade é vista em profissionais que ganharam R$ 4.000,00 por mês e naqueles que ganharam um salário mínimo. Digamos que você ganhou R$ 4.000,00 por mês durante 2011, durante o ano inteiro aproveitou de restaurantes, lojas, passeios, enfim, nada tão extravagante mas fez algumas coisas e agora, não consegue sair de férias pois não recebeu um bônus programado que estava atrelado as suas metas. Sim, é triste. Você contava com isso para suas férias. Agora terá que ficar em casa. E com isso você fica muito triste, a ponto de querer dormir o dia inteiro e esperar o próximo ano passar rapidinho para chegar as férias novamente. Será que é preciso isso tudo? Triste mesmo é este comportamento fraco e deprimido. Triste mesmo é não se responsabilizar pela sua situação e por que você não fez o que tinha que ser feito para ter alcançado suas metas. Quando você não se responsabiliza, você lamenta. Você culpa alguém ou a alguma coisa. Mas nunca se permite parar e avaliar o que deixou de fazer e por que não teve resultados melhores. A situação apertou, e tu te encolheu.

Eu no lugar de qualquer pessoa assim já assumo outra postura. Pensaria da seguinte maneira:

– Sou 100% responsável pelos meus resultados, bons ou ruins, sem exceção e culpados;

– Prefiro me motivar para o lugar que estou indo do que lamentar as coisas que deixei de alcançar (é uma visão que muda muitas coisas);

– O resultado que obtive foi o que meus atos, pensamentos, comportamentos e decisões (ou falta delas) me proporcionaram de retorno;

– Os mercados são formados por picos e vales. As vezes o mercado sobe e nos leva para cima. As vezes ele cai e nos empurra para baixo. Isso faz parte do ciclo natural das coisas. Devemos ficar atentos sim a evolução das coisas e brigar por melhores resultados sempre, mas não adianta se emburrar e fazer beicinho se o mercado está em sua época de vale (queda);

– Como moro em Porto Alegre faria o seguinte nesta situação acima (o mesmo vale para a sua cidade, apenas pense em como adaptar): aproveitaria tudo o que a cidade oferece em uma época de poucas pessoas (pois todos estão se esmagando nas areias da praia). Coisas como, fazer uma lista de restaurantes novos e ir conhecer, locais turísticos novos e não-conhecidos (como o Catamarã, o ônibus de turismo de POA, as obras de arte espalhadas pela cidade pelos movimentos culturais da época, happy hour frequentes pela cidade, leria um bom livro tomando o meu drinque preferido, faria churrascos todo o final de semana, caminharia todo o dia no final de tarde no parque da cidade, iria ao cinema e ao teatro, faria uma festa de natal mesmo que fosse para apenas eu e meus cachorros, visitaria um local próximo e passaria alguns dias (sem gastar muito, pois este é o caso do exemplo dado) e aproveitaria para tentar pensar o próximo ano com ações diferenciadas e que me levassem a uma situação melhor. Então a pergunta é: o que você pode fazer para tornar este momento que está passando positivo e inesquecivelmente bom?

Sei que apesar de todas estas dicas a ,mudança é algo difícil. Em um estudo médico publicado na revista Fast Company, é apresentado dados interessantes de como é difícil para nós mudarmos, ou pelo menos demonstra como resistimos a mudança. Em aproximadamente 90% dos pacientes que sofreram alguma cirurgia no coração, o conhecimento de que precisariam mudar sua rotina para evitar este procedimento mais grave estava presente, mas nada fizeram. Devido a este estudo, chegou-se a algumas conclusões:

– Uma crise não é um grande motivador para mudanças

– Uma mudança não é motivada pelo medo;

– Conhecer fatos concretos não nos faz mudar;

– É mais fácil fazer uma mudança drástica do que várias pequenas.

Em suma, o estudo revela que a “alegria de viver” é um motivo mais forte do que o “medo de morrer”.

Enfim, tem muitas coisas a serem feitas e planejadas e no mundo tudo não vai sair conforme pensamos. O jeito é andar para frente, com alegria de estar caminhando. Andando se abrem novos caminhos. Ficar encolhido, esperando o tempo melhorar é delegar a vida aos outros. Por que terceirizar a felicidade? Por que viver se comparando aos demais e se lamentando por que eu não posso isso ou aquilo?

Pessoal, pensem um pouco. Será que realmente tem lógica isso tudo que eu estou escrevendo? Se não querem fazer isso e mudar sua postura, pelo menos façam uma coisa: não me contem nada. Não me tirem para amigo e fiquem contando lamúrias. Quero distância de pessoas negativas e que não querem pensar e agir em direção ao melhor. Pelo menos assim, eu continuo vivendo o meu mundo em felicidade e realizações, estando em picos ou em vales. O importante é caminhar. Pelo menos eu penso assim.

Boa caminhada.

Espero que tenha sido uma leitura útil e agradável.

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– Minhas experiências pessoais e profissionais

– Um olhar atento de consultor e analista de mercado

– Livro de Dan Miller – Segunda-feira nunca mais!. Editora Fontanar

 

 

Tem gente que no aperto se encolhe.

Em busca do Santo Graal da modernidade: a felicidade!

Dica de gestão 137 de 300: Em busca do Santo Graal da modernidade: a felicidade!

No meu primeiro post sobre este tema, “Por que somos felizes?“, onde iniciei esta pesquisa bibliográfica, cheguei a algumas conclusões. Agora, vou cavar um pouco mais fundo em alguns desdobramentos, para ver o que descubro sobre esta panáceia da modernidade, o verdadeiro Santo Graal da atualidade, a felicidade permanente. Sobre muitos pontos levantados no post anterior, aqui apresentarei alguns contrapontos.  Em outros tantos, alguns complementos. Mas, para lembrar, sabemos já que dinheiro não traz a felicidade. Satisfeita as necessidades básicas, rendas adicionais pouco contribuem para a felicidade. Em geral, países desenvolvidos apresentam populações mais felizes do que muitas outras sociedades pobres. Mas, se a renda das sociedades mais pobres forem aumentando, chegará em um ponto que isso não irá mais contribuir com a felicidade do povo. E essa renda limite, em muitos estudos, varia em torno de U$ 15 mil a U$ 50 mil dólares por ano. Nada muito exagerado. Será então a boa educação a fonte da felicidade? Não. Nem a educação nem o alto nível de inteligência favorecem a felicidade. Então é a juventude? Com certeza não. Na verdade, pesquisas indicam que idosos valorizam mais as experiências do presente, tendendo a ser mais felizes do que os jovens. Geralmente o período de 25 a 40 anos é tido como o menos feliz na vida das pessoas, em média. Será então assistir TV (que uns chamam de terapia para louco)? Não, pois as pessoas que passam 3 horas por dia na frente da TV costumam ser mais infelizes do que aquelas que usam esse tempo para praticar algum hobby ou sociabilizar com os amigos. Beleza? Ajuda, pois as pessoas mais belas conseguem algumas vantagens, mas não chega a ser significativo na felicidade permanente. Saúde? Desde que você não tenha problemas graves de saúde e nem dor continuada que cheguem a afetar a sua rotina, ela contribui mais com a qualidade de vida do que com a percepção de bem-estar e felicidade.  Hoje em dia, com os complexos e apurados testes científicos, já conseguimos apurar muitas destas coisas com precisão. Nunca antes na história tivemos tanta saúde no mundo, tanta longevidade e tanta riqueza. Mesmo assim,  a epidemia mundial do século é a depressão, de acordo com a OMS – Organização Mundial da Saúde.

Então podemos dizer que a formula da felicidade é algo importante, todas as pessoas querem, mas é algo ainda difícil de se conquistar. Podemos dizer que, no fim, todas as ações são motivadas pelo desejo de se sentir bem. Então, o que a psicologia moderna diz sobre isso?  A maioria dos psicólogos acreditam em duas coisas sobre isso. Primeiro, eles acreditam que estamos sempre, muitas vezes inconscientemente, avaliando a nossa situação e os elementos presentes neste contexto. Sempre avaliando. Segundo, que somos atraídos para os elementos favoráveis ​​e procuramos tê-los ou prolongá-los ao máximo. Também repelimos os elementos que julgamos desfavoráveis ​​ou tentamos simplesmente evitá-los ou trazê-los para um fim definitivo. Os psicólogos chamam isso de “abordagem e prevenção“. Ou seja, estamos sempre fazendo julgamentos em busca de nosso bem-estar, nossa felicidade, trazendo o que julgamos bom e repelindo o que julgamos não nos favorecer. Em tudo, a todo tempo. E este comportamento tem um algo de instintivo, de preservação. É fácil ver por que a evolução teria selecionado os seres que se comportavam assim, e desta forma, juntaram as melhores condições de sobreviver aos tempos. Primeiro nós gostamos do que é bom para a nossa sobrevivência. Procuramos então incansavelmente o que nós gostamos. E assim segue-se que nós sobrevivemos.

em picos e
e
Nos tempos modernos, muitos eventos de nossa vida são realizados para estender este período de felicidade. Trabalhamos duro para receber uma maior renda, casamos e descasamos em busca de maiores felicidades, fazemos terapias tradicionais ou alternativas para nos entender e sermos mais plenos e compramos muitas coisas para nos dar a felicidade no formato de um embrulho. Mas no final, a felicidade não se mantém. Existem picos e vales e este sobe e desce da felicidade é difícil para muitas pessoas. Estamos em busca de um remédio mais mágico que o Prozac, que nos entregue a felicidade duradoura. Algo como uma vacina. Podemos nos motivar pelo prazer ou pela dor, desde que seja suportável, dentro de limites. Parece que muitas coisas que fizemos com gosto (prazer; uma tarde de compras e comilança no Shopping) e outras que aturamos hoje em dia (dor; como um “chefe que acordou com os chifres virados”, mas que nos paga bem) nos empurram em busca de um período de maior felicidade. Saibam que no meio científico, este é o tema da vez. Nos primeiros cinco anos da década de 80, apenas 200 artigos acadêmicos sobre felicidade foram publicados. Mas, nos últimos 18 meses, esse número chegou a 27.335, um expressivo aumento. Este campo já tem até um nome, Hedônica, nomenclatura dada pelo ganhador do prêmio Nobel de Economia, Daniel Kahneman.

Para tentar consolidar uma “fórmula” ou uma prática que favoreça o bem-estar e traga, consequentemente, melhores condições de ser feliz, foi criado no Butão, em 1972, o conceito hoje amplamente difundido no mundo de FIB – Felicidade Interna Bruta. Esta prática é composta de 09 dimensões, que se aplicadas a comunidades ou países, trazem as condições para que a felicidade floresça na sociedade. São estas as dimensões:

  1. Bem-estar psicológico: Avalia o grau de otimismo que cada indivíduo tem em relação a sua própria vida. Os indicadores incluem a prevalência de taxas de emoção tanto positivas quanto negativas, e analisam a auto-estima, sensação de competência, estresse e atividades espirituais.
  2. Saúde: Mede a eficácia das políticas de saúde, com critérios como auto-avaliação da saúde, invalidez, padrões de comportamento arriscados, exercício, sono, nutrição, etc.
  3. Uso do tempo: É um dos mais significativos fatores na qualidade de vida, especialmente o tempo para lazer e sociabilização com a família e amigos. A gestão equilibrada do tempo é avaliada, incluindo tempo no trânsito, no trabalho, nas atividades educacionais, etc.
  4. Vitalidade comunitária: Foca nos relacionamentos e interações nas comunidades. Examina o nível de confiança, a sensação de pertencimento, a vitalidade nos relacionamentos afetivos, a segurança em casa e na comunidade, a prática de doação e voluntariado.
  5. Educação: Leva em conta vários fatores, como a participação em educação formal e informal, competências, envolvimento na educação dos filhos, valores em educação, educação ambiental, etc.
  6. Cultura: Avalia as tradições locais, festivais, valores nucleares, participação em eventos culturais, oportunidades de desenvolver capacidades artísticas, e discriminação por causa de religião, raça ou gênero.
  7. Meio Ambiente: Mede a percepção dos cidadãos quanto a qualidade da água, do ar, do solo e da biodiversidade. Os indicadores incluem acesso a áreas verdes, sistema de coleta de lixo, etc.
  8. Governança: Avalia como a população enxerga o governo, a mídia, o judiciário, o sistema eleitoral e a segurança pública, em termos de responsabilidade, honestidade e transparência. Também mede a cidadania e o envolvimento dos cidadãos com as decisões e processos políticos.
  9. Padrão de vida: Avalia a renda individual e familiar, segurança financeira, o nível de dívidas, a qualidade das habitações, etc.

Para entender mais sobre FIB, veja o site da organização no Brasil.

Em inúmeros estudos realizados ao redor do mundo, dois fatores são apontados como aqueles que podem contribuir para a felicidade duradoura.

1. Fortes laços afetivos com amigos e familiares: Este aspecto é o amor que damos e recebemos. Alguns estudos apontam  que as pessoas casadas, desde que num bom e estável relacionamento, acrescentam em média 7 anos de vida para o homem e 4 anos na vida das mulheres.

2. A sensação de significado na vida: A crença em algo superior, muito ligado a religião, espiritualidade ou em uma filosofia de vida. A sensação de estar contribuindo com algo importante, maior que nós.  O psicólogo Andrew Shatté, da Universidade da Pensilvânia, coordenou um estudo em que comparou pessoas com renda de U$ 1 milhão/ano ano com outras que ganhavam uma pequena fração disso no setor público. Os funcionários de menor renda, mas que acreditavam estar contribuindo para um bem maior, eram mais satisfeitos com a vida do que quaisquer outros.

Além disso, os pesquisadores da ciência hedônica acreditam que existe uma fórmula da felicidade. A influência dos genes, segundo o pesquisador Joseph D. Lykken, corresponde a apenas 50% da nossa atitude de vida. E quanto aos outros 50%? É neste ponto que entra a fórmula.

F = G + C + AV, ou seja, Felicidade = Genes + Condições Externas + Atividades volitivas.  Ações intencionais, determinadas pela vontade, oferecem as melhores perspectivas para aumentar e sustentar a satisfação. Somente com esforço disciplinado, consistente, é que podemos alcançar mudanças sustentáveis em relação ao bem-estar. E que atividades podemos fazer para contribuir com a nossa felicidade? De acordo com os estudos, coisas simples como:

  • Praticar a gratidão verdadeira
  • Praticar ioga
  • Receber massagens
  • Praticar meditação
  • Adequar e controlar a respiração
  • Fazer o bem continuadamente
  • Expressar suas virtudes
  • Possuir metas na vida

Então pessoal. É possível ter a felicidade dentro de nós de forma mais duradoura. Palavra de cientista e palavra de pensador. Mãos a obra, ponha os seus genes a trabalhar.

Espero que tenha sido uma leitura útil  e agradável :)  .

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Principais fontes consultadas para este artigo (e recomendadas para um maior aprofundamento):

 

Em busca do Santo Graal da modernidade: a felicidade!

“Efeito Restart”

 

Outro dia, li uma matéria que trazia uma informação no mínimo interessante. Falava sobre a década de 60, fazendo comparações com nossos dias atuais. O que me chamou a atenção foi o fato de revelar que toda a informação gerada pelos meios de comunicação da época, em toda a década, caberia em apenas uma semana de 2011.

50 anos mais tarde, os avanços tecnológicos nos trouxeram uma quantidade absurda de meios e formas de gerar e transmitir informações. Você consegue imaginar hoje como seria sua vida sem a internet? Ou melhor, sem um mecanismo de busca na internet?

Pelo visto, o Google, Yahoo e tantos outros também não. Proporcionar acessibilidade acredito ter sido a palavra de ordem para essa turma. Já para outros, como Mark Zuckerberg , compartilhar foi a deixa.

O fato é que o objetivo central de toda essa evolução, que seria proporcionar uma vida melhor  para o homem, porque não mais “feliz”, agregando mais tempo e conforto, fica um tanto quanto comprometido. Investimos em tecnologia para ganhar tempo no trabalho e se dedicar à família e ao lazer, mas acabamos por sobrecarregarmos de mais trabalho. Bom, isso não é novidade para ninguém.

O que talvez você não tenha se dado conta, é que até a “felicidade” tornou-se um conceito científico. Se você parar um instante para analisar fatos isolados de seu cotidiano, perceberá que  parece que todo mundo quer “agradar” todo mundo. Quem não agrada, não vende. Dificilmente um vendedor de loja nos coloca a par de situações ou características  não tão convidativas de um produto por exemplo. Com isso, ficamos um tanto que “infantilizados”, pois no fundo, queremos que nos falem o que achamos legal e somos “mimados” para isso. Talvez essa seja uma das razões da frustração  que temos com muitas marcas, seus produtos e serviços.

A promessa de “ser feliz”, virou um produto como outro de distribuição larga em diferentes canais. Seja na loja de departamentos até mesmo a bancos. O pensamento público parece estar sendo transformado em auto-ajuda ou comprometimento com um mundo melhor.

Não vejo necessariamente um mal nisso e também não acho que seja “vantagem moral” ter uma postura diferente. Porém acho mais coerente e verdadeiro em muitos casos, ter uma postura questionadora. Me passa mais sensatez. Aprender a ouvir não e a conviver com situações adversas ao nosso querer deveria ser disciplica escolar, assim como os esportes , os quais acima de tudo nos ensinam a relação entre ganhar e perder. 

Cuidado para não entrar no “piloto automático”. Volta e meia, é bom que apertemos o botão “restart” e repensemos alguns conceitos e comportamentos.

 

 

Juliano Colares

Pensador Mercadológico

@juliano_colares

 

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“Efeito Restart”

Por que somos felizes?

Dica de gestão 134 de 300: Por que somos felizes? (especial semana temática “Ampliando o TED”)

Dan Gilbert, ao longo deste vídeo de 20 minutos, apresenta muitas informações em busca da resposta da pergunta “por que somos felizes”? Entre tantas informações ele mostra uma evolução histórica onde os seres humanos triplicaram o tamanho do cérebro em relação a nossos ancestrais. Hoje em dia, o ser humano é a única espécie capaz de usar a imaginação e se aperfeiçoar. Por exemplo, os pilotos de avião podem ativar estruturas deste cérebro triplicado utilizando simuladores de avião, para treinar em terra e não cometer erros em voo. Até o momento, tudo ótimo. Temos uma incrível máquina entre as orelhas e muitas vezes não somos felizes em usá-la. Dan Gilbert faz um teste com a platéia. Você teria uma vida mais feliz se recebesse 300 milhões de dólares na loteria ou se ficasse permanentemente em uma cadeira de rodas, paraplégico? Após um ano destes eventos, em situações reais, podemos dizer que a felicidade é a mesma nas duas pessoas (isso foi comprovado). Parece incrível, mas não é. A explicação para isso está no “sistema imunológico psicológico“, ou seja, sistemas cerebrais, muitos deles inconscientes, que trabalham processando informações de forma que você possa se sentir melhor sobre o mundo em que está (mesmo que ele esteja ruim). Além disso, Dan argumenta que temos esta condição mas também nos apresenta o conceito de “viés do impacto“, ou seja, nossa capacidade de superestimar eventos. Significa que se você perder ou ganhar uma promoção, uma nova namorada(o) ou um novo emprego, tudo terá menos intensidade, menos impacto e menos duração do que esperamos que tenha. Parece que um conceito nos empurra para a felicidade e outro nos empurra para a tristeza.  Sir Thomas Brown já dizia: “Eu sou o homem vivo mais feliz que existe. Eu tenho algo em mim que pode converter pobreza em riqueza, adversidade em prosperidade. Eu sou mais invulnerável que Aquiles. O azar não tem como me atingir”.  Sir Thomas conseguiu alcançar patamares de sintetização de confiança e felicidades elevados em sua vida. Será que é possível repetir estes feitos?

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Neste ponto surge uma grande dúvida? Será que a felicidade é algo que depende de um evento externo, um acontecimento, ou podemos ser felizes por que desejamos que assim seja? Continue reading “Por que somos felizes?”

Por que somos felizes?

Porque assim é melhor

Vou ser pai, se tudo correr de acordo com o planejado, em fevereiro próximo. Quando minha esposa me disse que estava grávida entre lágrimas eu disse para ela que aquele era o dia mais feliz de toda a minha vida. Imagino que no dia em que o Guilherme vier ao mundo, meu ranking da felicidade sofra nova alteração nas primeiras posições.

A perspectiva da paternidade (e maternidade, também) costuma provocar mudanças nas pessoas. Algumas coisas que antes eram prioritárias simplesmente desaparecem. No lugar delas o planejamento de tudo o que deve ser feito antes da chegada do bebê, a reforma do quarto, a compra da mobília, a revisão do orçamento familiar e outras coisas práticas passam a ser o tema-mestre do casal. Em paralelo a este momento especial, é preciso tocar a vida. Na empresa, o empregador dá o tapinha nas costas parabenizando pelo o bebê ao mesmo tempo em que arrocha o empregado para que este cumpra as suas metas.

É uma situação contraditória. De um lado o estado quase eufórico no lar, do outro o mundo real e suas constantes doses de pressão. No meio disso, o profissional tentando se equilibrar e atender qualificadamente os dois objetivos.

Este é um tema ao qual dedico boas horas tentando compreender. É possível separar o profissional de quem nós somos fora do ambiente de trabalho?

Muitos de nós já devemos ter lido que sim, devemos deixar nossas questões pessoais no lado de fora do portão da empresa, mas eu ainda espero que alguém me ensine como fazer isto. Eu não consigo. Eu sou eu em qualquer circunstância e apesar de procurar sempre ser extremamente profissional em meu trabalho, quem me contrata leva o Altair que sofre quando a esposa está doente, quando os verdadeiros amigos enfrentam problemas complicados, quando alguém da família está em dificuldades a até mesmo quando o Internacional perde. Ora, eu não quero ser um robô, despir-me de minhas emoções ao atravessar a catraca da empresa. Eu quero passar para o meu trabalho a felicidade que estou sentindo por alguma outra razão. Eu quero não baixar a minha produtividade quando algum problema está me incomodando. E quero uma dose de tolerância dos meus chefes neste dia. Eu quero ser autêntico, dizer as verdades que devem ser ditas, ainda que alguns não queiram ouvir. Eu quero encontrar o sentido no que faço, porque se não houver algum sentido eu vou reclamar mesmo. Eu não sou um personagem. Eu vou dar uma gargalhada autêntica no meio de uma reunião ao ouvir a piada engraçada de um colega. Eu não vou fazer politicagem para subir na hierarquia da empresa. Eu não vou trocar sorrisos com aquele cara que fala mal de mim pelas costas. Eu vou tratar com educação um subordinado que tenha cometido algum erro porque ele merece saber o que errou de uma maneira decente, civilizada e honesta. Eu não vou vender minha alma ao diabo por um punhado de trocados a mais no final do mês. Simplesmente farei ou deixarei de fazer todas estas coisas porque quando chegar em casa após um dia de trabalho minha esposa e meu filho estarão recebendo o verdadeiro Altair, não a persona do lar.

Ah, e como eu quero muitas coisas, quero continuar sendo ingênuo e achar que tudo isso é possível.

Porque assim é melhor