Por que eu deveria prestar atenção em você?

Você sai de casa, enfrenta o trânsito e cruza a cidade para parar em uma fila. Após a espera, compra os ingressos para permanecer no mínimo 2 horas em uma sala escura com estranhos, olhando fixamente para uma tela. Vai em busca de diversão, sustos, aventuras e paixões. E se não estiverem contadas em doses certas no enredo, irão te fazer prestar mais atenção ao balde de pipocas (deveria ter comprado um maior) e no copo de refrigerante.

 

Assim é o cinema. Assim são as estórias. Estórias são metáforas para a vida. Quem as sabe contar é um artista. Uma estória tem que ser como a vida, mas não de forma literal, pois é óbvio e sem sentido. Simplesmente contar o que aconteceu porque é verdade. O que acontece é fato. Verdade é o que nós pensamos sobre o que acontece. Somente prestamos atenção ao que nos envolve. Uma estória pode ser prosaica, mas se for envolvente, olhamos e nos deixamos levar, assim como dormimos com algo, mesmo que surpreendente, mas mal exposto.

As marcas de certo modo nos envolvem nesse jogo. Nosso cérebro é programado para buscar o diferente. Quando encontramos, prestamos atenção. Há estórias (e marcas que são mera paisagem). Outras não. E isso faz toda a diferença (para nós e para elas). Há uma antiga piada que diz que filmes europeus ou americanos começam com uma tomada de nuvens brancas e reluzentes. No europeu, há corte para um close das nuvens mostrando sua exuberância e segundo corte para exibir seus detalhes. No filme americano o segundo corte mostra um 747 saindo delas. No terceiro corte, o avião explode.

Delicadamente humanas ou fantasticamente surreais, as estórias precisam criar elos de relacionamento com seu público. Um clássico de Ridley Scott, Alien – O Oitavo Passageiro, fez isso com maestria. Na sequência de abertura, os tripulantes de uma nave interplanetária acordam e sentam-se ao redor de uma mesa bagunçada, cheia de recordações pessoais, fumando compulsivamente e falando sobre trabalho e salários. Um enredo distante (viagens espaciais inexistentes) é transformado em algo próximo (a tripulação se comporta como caminhoneiros). Não há Flash Gordons, mas sujeitos parecidos com aqueles caras que conhecemos nos restaurantes de beira de estrada.

Marcas que soam familiares. Que contam estórias envolventes de algo que já vimos ou queremos ver. E por isso nos fazem prestar atenção nelas. Não falamos apenas de campanhas institucionais e de awareness. Cada parte do enredo é um passo para evoluirmos dentro do funil de vendas. Nada é sem sentido. Cada cena aumenta nosso grau de interesse e a chance de concretizar o negócio. Até alcançar o clímax, quando marcas e pessoas estão juntas, seja com nuvens brilhantes ou com um jumbo explodindo. É quando a bilheteria se torna um sucesso. E a marca também.

Texto originalmente publicado no caderno MARCAS DE QUEM DECIDE 2013 – Jornal do Comércio (25.03.2013)

 

 

Felipe Schmitt-Fleischer

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Por que eu deveria prestar atenção em você?

Pergunta de final de semana: Você tem um filme que lhe inspirou profissionalmente?

Quem sabe foi “O mestre dos mares – O lado mais distante do mundo”? Ou pode ter sido “Seabiscuit – Alma de herói”? Ou ainda “A procura da felicidade”? Sempre tem um filme que nos motiva, energiza e nos move em momentos difíceis? Desde a época antiga dos filmes de faroeste e seus mocinhos e bandidos até os filmes modernos dos dias atuais, gostamos de herois. No link que destaco abaixo deste post, foram identificados 10 personagens que inspiram empreendedores. Eu tenho um filme que me inspirou muito na época que comecei mais forte a trabalhar com vendas. O filme é Jerry Maguire – A grande virada. Inclusive com a música do filme que eu me formei.

 

Desta forma, a pergunta de final de semana é: Você tem um filme que lhe inspirou profissionalmente?

Pense nisso! Da próxima vez que você assistir um filme que lhe inspire tire dele a grande lição e aplique em sua vida. Em momentos difíceis talvez você possa pensar o que o personagem do filme faria em seu lugar. E daí, se a resposta for melhor do que a sua iniciativa atual, incorpore o personagem e vença o obstáculo em conjunto com ele.

Bom final de semana e peguem um dos filmes indicados na locadora.

 

Gustavo Campos

Publisher do Pensador Mercadológico

 

Fontes:

Imagem: http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=download&id=522909

Reportagem: http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2013/02/19/veja-10-personagens-do-cinema-que-inspiram-empreendedores.htm

Pergunta de final de semana: Você tem um filme que lhe inspirou profissionalmente?

Pergunta de final de semana: Você fez o bem hoje?

No ano de 2000 foi lançado um filme que me acompanha desde então: A Corrente do Bem. De acordo com o site Adoro Cinema, a sinopse do filme é assim: “Eugene Simonet (Kevin Spacey), um professor de Estudos Sociais, faz um desafio aos seus alunos em uma de suas aulas: que eles criem algo que possa mudar o mundo. Trevor McKinney (Haley Joel Osment), um de seus alunos e incentivado pelo desafio do professor, cria um novo jogo, chamado “pay it forward”, em que a cada favor que recebe você retribui a três outras pessoas. Surpreendentemente, a ideia funciona, ajudando o próprio Eugene a se desvencilhar de segredos do passado e também a mãe de Trevor, Arlene (Helen Hunt), a encontrar um novo sentido em sua vida“.

Trailer do filme, clique aqui.

O filme é emocionante e nos faz pensar em quanto “bem” nós fizemos hoje para os outros e quanto podemos ainda fazer. Muitos fazem o bem para si, mas o bem para os outros, um momento de total entrega e desprendimento, mesmo que rápido, pode mudar o mundo. Pelo menos é isso que o filme prega como uma boa filosofia de vida. Vale a pena assistir ou olhar de novo.

A pergunta de final de semana é: Você já fez o bem hoje? Quem sabe colocar como missão fazer alguma coisa assim todo o dia?

Pense nisso! Da próxima vez que você estiver vendo a sua agenda pense em como adicionar o bem nela. Talvez isso acabe lhe favorecendo de alguma forma, mas eu tenho certeza que poderá lhe dar um sentimento tão agradável de viver que nenhum dinheiro será suficiente para pagar.

Bom final de semana e vivam pelo caminho do bem.

 

Gustavo Campos

Publisher do Pensador Mercadológico

Pergunta de final de semana: Você fez o bem hoje?