Não importa o papel ou cargo que você ocupa, em algum momento da sua vida você emitiu um feedback. Algumas pessoas tem extrema dificuldade em dar retorno para alguém. Já outras fazem isso facilmente. O que diferencia um feedback adequado para um fodeback é como você vai fazer isso. Se você quiser ser eficiente terás que planejar e pensar o que você vai dizer e como vai dizer. Do contrário poderá fazer um estrago que será irreversível.
Aplicando isso para as organizações, vejo que muitos líderes cometem erros ao passar um retorno para os seus subordinados. Isso acontece muito hoje em dia. Esporro e agressão verbal não é feedback é fodeback. Acusar e culpar o colega por uma dificuldade que é sua também não é. Magoar alguém com palavras duras e insensíveis só vai piorar o clima de trabalho. Fingir que nada acontece e permanecer no silêncio é uma escolha e uma opinião.
Também existe o cliente mais duro que ao receber o trabalho solicitado pode extrapolar e literalmente te descascar por algo que considerou mal feito. Para algumas pessoas, depois de um tempo bate a culpa, o ressentimento, o arrependimento. Agora outras seguem suas vidas como se nada tivesse acontecido. Mas será mesmo que ajudaram? A resposta é não. Não ajudaram em nada. Só serviu mesmo para detonar psicologicamente falando, quem recebeu o fodeback.
Só que calar, ficar em silêncio e conviver com o problema também tem as suas consequências. Problemas não resolvidos sempre são recorrentes. Eles retornam até que o conflito se resolva. Em alguns laboratórios e práticas de desenvolvimento, percebi que algumas pessoas são peritas em colocar a sujeira toda embaixo do tapete. Isso acontece por falta de coragem em se expor, por querer evitar o conflito, pela competição, para manter uma aparência (seja ela qual for), ou por participar de uma situação ou ambiente que justifique uma atitude politicamente correta. Sinceramente não sei se justifica. Atualmente a pressão por um comportamento padrão e socialmente aceitável é grande e poucas pessoas conseguem romper esta barreira.
Mas sou da opinião que vale a pena sair da zona de conforto, vale a pena sim ter atitude. Você não vai agradar a todos nunca, então comece a praticar. O silêncio é uma forma de passar em branco pela vida, de não ser notado e tampouco reconhecido. Também você vai remoer por muito tempo até digerir tudo que viu e ouviu sem dizer nada.
Então, usarei os conhecimentos da autora Fela Moscovici minha “guru” do desenvolvimento interpessoal para passar para vocês algumas dicas para um FEEDBACK POSITIVO. Em primeiro lugar você precisa ter em mente que a comunicação é a base para transformar um comportamento. Aí vão elas:
- Você jamais poderá julgar, só vai relatar o evento ou fato acontecido;
- Deve ser específico e não geral. Procure sempre relatar e citar situações para ilustrar o comportamento;
- Nunca considere somente as suas necessidades, considere também as do receptor;
- Precisa ser dirigido: Você deve apontar falhas que o receptor possa mudar e não algo que está fora do alcance;
- Não deixe para dar o feedback muito tempo depois do ocorrido. Quanto mais tempo passar, menos sentido vai fazer;
- Após dar o feedback pergunte o que o receptor entendeu. Assim você assegura que a comunicação foi precisa;
- Mantenha o emocional sob controle, não se altere;
- O objetivo é de contribuir, elimine da sua mente qualquer opinião que seja destrutiva;
- Antes da conversa não comente nada com outras pessoas, assim não corre o risco da informação vazar antes do momento certo;
- Não faça por telefone ou e-mail. Precisa de olho no olho.
Se quiser crescer e desenvolver a sua equipe vai precisar dar e receber muito feedback. Nas suas relações pessoais contribua, ajude o outro a crescer. Isso é mostrar que você se importa, que prima pelo desenvolvimento.
Comece aos poucos, com um passo de cada vez! Verás em pouco tempo os resultados.
Para saber mais sobre desenvolvimento interpessoal e de equipes leia em:
Gestão de equipes de alta performance: O desafio de gerir equipes comerciais
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Bárbara Dresch
Pensadora Mercadológica
http://www.pensadormercadologico.com
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