Pois é. Isso está acontecendo muito pelo que vejo com diferentes marcas e segmentos no mercado. Finais de ano são épocas onde se fazem muitos planos para o futuro. Muitos destes planos erram nos fundamentos. E este ponto é um dos que mais fazem com que os planejamentos não decolem e logo nos primeiros meses do ano as metas já não sejam alcançadas. Mas existem outros problemas que se somados aos erros de fundamentos, pioram e muito o cumprimento de metas. E o estranho são os comportamentos das empresas que ao não terem os seus planos de metas atingidos, continuam assim como estão, se esforçando cada vez mais, nos conjuntos de atividades que não estão dando resultados. E o tempo passa e cada vez mais nos distanciamos das metas.
Então vamos examinar os principais erros de fundamentos que atrapalham o cumprimento das metas, pela minha experiência:
1. Os planejadores fazem metas otimistas, deslocadas das competências e ativos existentes na empresa: Um ano difícil pode ter passado, mas quando iniciam o planejamento do próximo ano, uma onda de otimismo invade a mente dos planejadores que projetam incrementos fora do comum e distantes de algo que possa servir de explicação para o incremento. Mesmo assim são colocadas metas sem explicações de como se alcançar o desafio.
2. Após o planejamento, relaxam, distribuindo o termômetro de energia de maneira errada: Gastam e gastam energia no planejamento. Quando começam a implementar o planejamento o cansaço surge e não há o empenho necessário para fazer a roda girar na velocidade que precisam. A energia distribuída em 80% planejamento e 20% implementação não irá funcionar. Deveria ser, para fins de conselho, 20% de planejamento e 80% de implementação, com rápidos feedbacks e reorganização do planejamento.
3. Demoram para reagir quando as coisas dão errada, e daí perdem o controle: Entram em espiral, em sequências sem fim de reuniões, onde mais e mais variáveis se colocam na mesa, muitas por suposições e nenhum embasamento científico. Desta forma, palpite por palpite, o modelo fica mais complexo e a paralisia aumenta. Quando resolvem priorizar algo e começar a mudança, muitas vezes já estão distante demais para uma recuperação das metas. O melhor é esperar o final do ano para retomar o otimismo.
E o que acontece quando as empresas não atingem os resultados projetados, ou seja, suas metas? Em grande parte nada, a não ser uma série de reuniões superficiais repletas de justificativas sem fundamentos. E a coisa continua, só que desta vez com mais pessoas acreditando que realmente está difícil e que não tem nenhuma outra opção para seguir. Um aumento da cobrança, mas sem força orientativa capaz de mudar o jogo. Se a sua empresa, até este momento, ainda não cumpriu nenhum mês de planejamento de forma plena, pare e refaça o planejamento, identificando uma meta mais ajustada (mais real para o conjunto de ativos de sua empresa) ou estudando formas de executar as ações de forma diferenciadas, para resultados potencialmente diferentes. Se o time está se empenhando e nada acontece diferente, insistir no caminho pode ser uma opção de pior qualidade.
Na minha opinião, se não estiver atingindo os alvos planejados, eis algumas dicas e recomendações rápidas:
1. Reúna o seu melhor time, de preferência multidisciplinar, e discutam uma solução. Eu gosto de fazer a seguinte dinâmica. Uma reunião inicial rápida, para brifar o desafio e dar as bordas do quebra-cabeça, pedindo que todos façam o possível para que em 3 ou 4 dias tenham dados de mercado, mais científicos, para uma rodada de decisões. Para esta rodada, devem pensar em soluções para apresentar e não em detalhamento do diagnóstico do problema (foco errado ao meu ver). Na segunda reunião, um breve tempo para cada um relatar suas descobertas (15 minutos sem interrupção) e depois de completada a rodada, perguntas de todos, dirigidas a qualquer um. Por fim, a condução das soluções e escolha das melhores alternativas. Define-se um plano de ação e começa-se a agir. Toda a semana, uma reunião rápida de follow up de avanço. Ajustes se necessários.
2. O líder da mudança deve injetar motivação na comunicação da equipe e puxar os debates. Deve pegar informação e distribuir. Deve coordenar e orientar a todos. Sua missão será abrir o canal de comunicação, retirar os obstáculos do caminho da equipe e orientar a todos.
3. Atingindo vitórias, avanços, celebrar com o time. Não mudando a situação, refazer todo o projeto.
Enfim, são regras práticas e úteis para você aplicar imediatamente.
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Gustavo Campos
Publisher do Pensador Mercadológico
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Gustavo Campos, administrador por formação, empreendedor por natureza. Muito estudioso, leitor voraz, odeia falar ao telefone. Gosta de tecnologia, apesar de se incomodar em pagar mais caro por ser um dos primeiros a comprar algo. Geek por estilo de vida, sempre está conectado, não sabendo o que seria de sua vida sem notebook, smartphones, tablets, Moleskine e uma boa conexão Wi-Fi com a Internet. Ambicioso, não alcançou ainda nem o início do que quer desta vida. Professor apaixonado pela vida e por sua família, dono do Max e da Pink, o casal de Yorkshires mais famosos da cidade.
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Principais fontes consultadas para este artigo:
– Minhas experiências pessoais e profissionais
– Um olhar atento de consultor e analista de mercado

