As respostas do futuro estão no passado

Mais um ano termina e muitos procuram pelo novo começo. Novas estradas, novos jeitos, novas metas. Olham adiante. Alguns procuram esquecer o passado. Parece muito mais lógico buscar as respostas na frente. Afinal é para lá que devemos ir. Por mais contraditório de direção que possa parecer, olhar para trás pode trazer muito mais respostas.

Quais são as suas motivações? Por que você resolveu se envolver em projetos e desistir de outros? Quais são as suas vocações? O que está lá no início de tudo? As perguntas podem ajudar a desencobrir o passado. Levantar velhas cortinas e desfazer da poeira que geralmente esconde razões, emoções que guiaram nossos sonhos e escolhas.

O propósito é um conceito antigo e resgatado para a pauta dos negócios. Serve a empresas, marcas e pessoas. Coloca um cerne de energia a tudo que se faz ou ajuda a responder o que não se deve fazer. Tem alto poder mobilizador, envolve as equipes em torno de motivos comuns. E ancora-se em princípios que estão nas raízes, ou seja, não serão alterados pela mais nova campanha ou slogan para defender-se da concorrência.

Há vários exemplos que mostram que propósitos fortes vencem as mais terríveis dificuldades. De Sir Shackleton desafiando os mares gelados da Antártida e trazendo todos seus homens vivos de volta a Londres (confira o incrível video abaixo). Da Southwest que tornou os céus norte-americanos livres para voar a todos que não tinham essa possibilidade. De Martin Luther King que mobilizou milhões em torno de seu sonho de uma sociedade sem preconceitos. De Adbusters que combatem a onipresença das marcas em um mundo dominado por elas. Do Rage Against the Machine dando sentido social à música. Do Axe que deu confiança e o poder da conquista aos adolescentes. De Edward Snowden que mostrou que a segurança nacional está abaixo da liberdade e privacidade.

Hora de voltar ao início. As personalidades e as grandes marcas citadas como exemplos de marketing bem executado, tem sua maior força vinda de dentro. Não fora. De fato, não tem a ver com propaganda, nem mesmo com marketing. Hora de mudar o sentido para trás. As descobertas serão surpreendentes. Como o verso de T.S. Eliot, a sensação será inédita. Seja bem vindo ao passado que vai te guiar para o futuro.

“We shall not cease from exploration


And the end of all our exploring


Will be to arrive where we started


And know the place for the first time.”

T.S. Eliot

 

Felipe Schmitt-Fleischer

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As respostas do futuro estão no passado

Pergunta de final de semana: Como vai a sua expectativa futura positiva?

Eu li este conceito e gostei. Expectativa futura positiva é sinônimo de fé. Pelo menos aquele tipo de fé que no mundo corporativo valorizamos ( e por que não na vida pessoal também?). É aquele sentimento, conjunto de pensamentos e manifestações de comportamentos, que são orientados para futuros resultados positivos. Ainda não aconteceram, mas se forem acontecer deverão ser desta forma positiva, desenhada previamente, rascunhada em um papel. Não qualquer resultado, mas sim aquele resultado. E desta forma, não importando mais o tamanho do desafio, se minha fé me guia com este espírito, venço mais fácil ou persisto mais em uma direção que pode estar bastante dificultada por obstáculos, a principio, sem respostas. Talvez a expectativa de alcançar um lugar melhor no futuro faz com que consigamos enfrentar situações difíceis no dia de hoje.

Desta forma, a pergunta de final de semana é: você é uma pessoa de fé? Você possui aquela expectativa futura positiva?

Pense nisso! Da próxima vez que você for iniciar uma jornada nova, pense em qual expectativa você tem nela? Se for algo que não seja 100% positivo, questione se vale a pena iniciar. Se a estrada merece um passo, merece que seja vivida de forma positiva. A vida é curta demais para esperar pelo final. Hoje tem que ser bom.

 

 

Gustavo Campos

Publisher do Pensador Mercadológico

Pergunta de final de semana: Como vai a sua expectativa futura positiva?

Você consegue sonhar mais alto?

Costumo fazer uma atividade no MBA de Marketing com meus alunos que é se enxergarem como um “produto” que está a venda no mercado. Algo único, raro, de configurações exclusivas (o que em última instância são). E este produto deve ser planejado tendo uma visão de 10 anos. No dia da entrega, realizamos um debate onde comentam livremente sobre o trabalho feito. Tenho para mim que é algo gratificante para todos, pelo menos me baseando na maior parte dos alunos, que dão o seu depoimento. Mas um dos pontos interessantes é perceber as dificuldades enfrentadas. Pelo menos dois grupos de pessoas se segmentam pelas dificuldades:

– Tem aqueles que tem dificuldade de se definir hoje

– Tem aqueles que tem dificuldade de imaginar o que serão em 10 anos

O trabalho por si só ajuda a turma a resolver estes pontos, mas o curioso é extrapolar estes resultados de uma forma não científica, para toda a população. Primeiramente aqueles que não conseguem se definir hoje, pressuponho que devam viver de uma forma muito inquieta, estressada, com altas doses de insegurança e ansiedade. Não se conhecer a fundo, entender os seus valores e como eles fazem para lhe mobilizar é um fraqueza enorme para uma vida plena e de maiores realizações. Em segundo lugar, aqueles que não conseguem imaginar um futuro mais longe do que a distância do braço estendido. Deve ser também um pouco desmotivadora uma vida onde não se consegue sonhar alto, longe, algo completamente diferente da que temos hoje. Até hoje não encontrei ninguém que deseja ficar no mesmo lugar e nem mesmo piorar. Então, se vamos sonhar para a frente e para cima, por que não muito para cima? Um sonho tão alto que não conseguimos ainda desenvolver todos os passos que ligarão o ponto atual com o ponto futuro. Algo inalcançável, mas que a cada dia e passo que damos em sua direção se aproxima mais. Até chegar o dia que conectamos todas as etapas e conseguimos enxergar um pouco melhor como iremos alcançar o desejado sonho.

Eu vou refazer até o meio do ano todo o meu planejamento de vida. E vou renovar os meus sonhos. E podem ter certeza que continuarei a coloca-los bem alto. É isso que mais me motiva na vida. E você?

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Gustavo Campos

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Gustavo Campos, administrador por formação, empreendedor por natureza. Muito estudioso, leitor voraz, odeia falar ao telefone. Gosta de tecnologia, apesar de se incomodar em pagar mais caro por ser um dos primeiros a comprar algo. Geek por estilo de vida, sempre está conectado, não sabendo o que seria de sua vida sem notebook, smartphones, tablets, Moleskine e uma boa conexão Wi-Fi com a Internet. Ambicioso, não alcançou ainda nem o início do que quer desta vida. Professor apaixonado pela vida e por sua família, dono do Max e da Pink, o casal de Yorkshires mais famosos da cidade.

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Principais fontes consultadas para este artigo:

– Minhas experiências pessoais e profissionais

– Um olhar atento de consultor e analista de mercado

– Imagem: http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=download&id=1415055

Você consegue sonhar mais alto?

Hago lo que me da la gana

Um final de dia, acinzentado, na sinuosa estrada do Big Sur. As raras luzes entre a escuridão que se avoluma com o passar do tempo. O sinal de que mais um dia terminou para em breves horas começar com um novo alvorecer. Ao longe, após mais uma das tantas curvas que envolvem o litoral do Pacífico, um farol brilha solitário. Independente dos dias e das noites, das intempéries e do clima temperamental, ele estará lá sinalizando com sua luz. Talvez salve vidas, ou não sirva para ninguém.

Como os dias que terminam para novos começarem, os anos se vão. Mais um se encerra, com dias frios, outros nem tanto, promessas cumpridas e esquecidas, objetivos adiados e superados. A ponte 2012 representou novos negócios, ampliação de antigos, escolhas e desistências. Mas ciclos são invenções humanas, com datas estabelecidas em critérios nem sempre muito justos. Um simples número não mudará nada. Não são os eventos externos que farão transformações. Até porque as inúmeras interações continuarão ocorrendo sempre, ontem, hoje e amanhã.

 

Curioso que a única coisa que podemos mudar é o passado. Pessoas fazem isso a todo tempo, como lembrou Bob Dylan. Presente e futuro não estão no nosso alcance. Vamos fazer tudo para que o melhor aconteça, sim. Mas a mudança vai depender de todo resto conspirando. As curvas continuarão sinuosas, as noites escuras e o fog intenso. O que fará nos manter na estrada será o brilho, mesmo distante do farol.

Não serão milhões a mais ou a menos na conta. Dinheiro faz diferença por algum tempo. Pessoas abandonam salários fantásticos. Também não serão motivações momentâneas. Esse blog já teve mais de uma dezena de colaboradores. Não é ter o destino nas mãos. Profissionais desistem de negócios próprios para voltar à segurança do contracheque. O que guiará será algo maior. Mesmo que ao longe pareça pequeno. Te dará vontade de continuar. Pois tem relação direta com o que você acredita, com os propósitos mais intensos e vívidos. Que seja bem vinda essa nova curva chamada 2013. E tente manter a visão no seu farol. Sem piloto automático ou motoristas, mas com você mesmo no volante.

 

 

Felipe Schmitt-Fleischer

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Hago lo que me da la gana

Depois dos 40 anos, índio não aprende mais a usar calças

Alguns anos atrás levei um casal de amigos para conhecer o limite vertical do Rio Grande do Sul. Ficamos em uma fazenda próxima ao ponto mais alto do estado. Certa noite saímos para jantar na casa principal e no caminho até lá pedimos para que inclinassem suas cabeças e olhassem para o céu. A reação de espanto e admiração foi imediata. Nunca haviam visto tantas estrelas. A pouca luz artificial do local permitiu enxergar um esplêndido conjunto de pontos extremamente brilhantes, formando a Via Láctea. Algo incomum para a visão de um casal urbano. Complementei lembrando, estas estrelas estão todas as noites neste céu, exatamente o mesmo sobre a cidade de vocês.

 

Mas quantos conseguem enxergar as estrelas? No cinza mundo dos negócios, as salas têm luzes demais e ideias de menos. Está tudo lá, mas ninguém vê. Nenhuma surpresa, pois os ambientes são propícios a outras coisas. Manter a organização respirando. E as coisas funcionando. Seja lá até quando for possível fazer isso. O sucesso está muitas vezes baseado na repetição de modelos passados. Ou em outras, na preocupação de algo diferente que o concorrente fez e que precisamos imitar o quanto antes. Antes que o nosso cliente perceba. Nos achamos diferentes, mas quando perguntados sobre o que seria esse tal motivo mágico pelo qual devíamos ser preferidos, a sala soluça e alguns olham para o chão procurando algo que caiu lá mas ninguém sabe o que é.

Se para a frente está complicado, então propomos olhar para trás. O que trouxe a empresa até ali? O que foi o estopim inicial da motivação e da felicidade em estar construindo algo naquele segmento. E por que estar ali e não em qualquer lugar fazendo outra coisa? Constrangedor como a falta de respostas, está a citação que o motivo central é o dinheiro. Certa vez Henry Miller escreveu:

“Se alguém bater em minha porta para vender alguma coisa, eu convidarei a entrar e direi: Por que você está fazendo isso?

Se ele disser que é porque precisa ganhar a vida, eu lhe oferecerei o dinheiro que tiver e pedirei mais uma vez que pense no que está fazendo.

Quero impedir tantos homens quanto possível de fingir que têm que fazer isso ou aquilo para ganhar a vida. Não é verdade.

Pode se morrer de fome. É muito melhor. Todo homem que voluntariamente morre de fome estraga mais um dente no processo automático.”

Algumas situações são irreversíveis. Tal o índio do título, décadas usando tanga impedem qualquer tentativa de vestir algo diferente. Em outras há esperança. Cabe ter a chave certa para reabrir a caixa de Pandora e libertá-la. Deixar ela solta para que as pessoas olhem nas mais diversas direções. Para trás buscando seus motivos e motivações. Para frente apontando caminhos e reinvenções. E para cima buscando as estrelas que insistem em brilhar, mesmo que a poluição do dia-a-dia corporativo ofusque sua luz. Fortuna aos que tem coragem para isto.

 

 Felipe Schmitt-Fleischer

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Depois dos 40 anos, índio não aprende mais a usar calças

O Caçador de Valor

O ser humano sempre teve ambição de conhecer o seu futuro. O cinema ocupa um dos papéis de espelhar a maneira como acreditamos que o amanhã poderá ser. Já tivemos visões otimistas e pessimistas, totalitárias e libertárias. Antigos filmes sobre futuro retrataram anos que agora são passado e pudemos comparar o quão distante estavam ficção de realidade. Um dos grandes ícones do cinema futurista foi criado nos anos 80 pelo diretor Ridley Scott baseado no livro Do Androids Dream of Electric Sheep? de Philip K. Dick. Blade Runner, o Caçador de Andróides, mostrava um futuro sombrio e depressivo, no qual havíamos escravizados robôs (no filme chamados de replicantes) criados à nossa semelhança, a fim de realizarem trabalhos que não desejávamos mais. Mais que os efeitos especiais, o enredo era o ponto forte, pois questionava o que nos separava das máquinas, quais sentimentos havia em ambos e de que lado estávamos. A revolta dos replicantes contra o tempo programado de vida colocava homem e máquina em lados opostos. O detetive Deckard, vivido por Harrison Ford, tinha como missão descobrir e eliminar (remover na sua linguagem) os insubordinados.

Na época de seu lançamento o filme fez pouco sucesso. Estava à frente de seu tempo, por isso acabou sendo descoberto anos mais tarde e transformado em um verdadeiro cult. O aspecto opressivo do futuro, mostrando uma Los Angeles escura, chuvosa e esfumaçada, dava um tom noir relembrando os clássicos filmes das décadas de 40 e 50. Sempre me questionei como Scott teve aquelas ideias geniais a respeito da ambientação futurística. Recentemente foi lançado um documentário mostrando o período de produção do filme e nele estavam claras algumas das motivações para a escolha. O orçamento foi rapidamente gasto e estourado, as filmagens arrastavam-se e havia o risco do projeto ser abandonado pela metade. O diretor sabendo de todos os pontos fracos que enfrentava precisava tomar atitudes de forma superá-los, sem perder o caráter e a integridade da obra. Avaliou o que tinha a mão e passou a utilizar apenas filmagens noturnas para diminuir a necessidade de caracterizar o ambiente do futuro. Chuva constante, muita neblina e fumaça compunham os demais elementos para proteger as fragilidades de cenário.

Quando as empresas fazem a análise interna de suas fraquezas invariavelmente deixam elas ali, sendo novamente revisitadas no próximo exercício de planejamento. E assim, ano a ano são lembradas e esquecidas em um ciclo quase interminável. Planejamento é ação, não há tempo para ser relapso ou condescendente, ainda mais com aspectos que podem destruir sua marca, produto ou negócio. Esse é o princípio: apoiar em pontos fortes ao mesmo tempo que neutralizo pontos fracos. Nesse rumos que leva à definição da estratégia, geralmente são feitos trade-offs, as tais escolhas entre alternativas disponíveis. Justamente nesse ponto reside a maior dificuldade, pois geralmente as pessoas são receosas em deixar algo para trás. Tentam fazer tudo e acabam falhando, deixando mais brechas para os concorrentes do que pontos a favor junto aos seus clientes.

Um bom modelo utilizado para tomar as decisões foi proposto através da metodologia das curvas de valor. Procurar entender aonde reside a geração de valor para o seu cliente (e aonde ela não está), enfatizando a proposta da empresa naquilo que tem mais importância para ele. Dentro do método, em contrapartida podemos reduzir ou eliminar aspectos que tradicionalmente poderiam estar presentes no segmento, mas que dentro da nossa oferta de valor não terão destaque. São as renúncias em prol de um novo modelo, mantendo a competitividade do negócio, já que somente aumentar e criar novos elementos poderia agregar custos que talvez empurrassem a empresa para fora do jogo de competição.

Em Blade Runner, caso Ridley Scott se recusasse a fazer as escolhas fatalmente teríamos uma obra-prima a menos no cinema. A mudança de postura passou pela compreensão que diversas fraquezas do projeto, sobretudo a falta de dinheiro, obrigavam a reduzir e eliminar certos elementos cinematográficos, alguns fundamentais até então. Mas o fato de eliminar estas características, utilizando outras para conferir o efeito desejado no espectador, tornaram o filme diferente e único. Forte o suficiente para ser relevante até hoje, com várias dicas sobre como será o futuro. Alavancaram suas forças, criando uma legião inteira de apreciadores. Mesmo tanto tempo depois, com diversos relançamentos, agora preservando a orientação inicial do diretor, o filme tem presença garantida na lista dos melhores de todos os tempos. E nas empresas, como estão sendo tratadas suas deficiências? Será que existe capacidade de mapear o que podemos abrir mão para mesmo assim entregarmos uma proposta sedutora ao nosso público? Agora é tempo para investigar. Bons negócios!

Felipe Schmitt Fleischer

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O Caçador de Valor

Dica de gestão 83 de 300: Matem o dragão

DICA DE GESTÃO 83 DE 300: Matem o dragão.

O final de mais um ano se aproxima. A sensação de ter trabalhado muito predomina. Mas, também, uma outra sensação concorre neste páreo: a de que poderia ter alcançado mais (“mais” de tudo). Dentro deste mix de sentimentos iniciei a estruturação de um pensamento novo para o próximo ano. A primeira coisa que fiz foi listar tudo o que sentia / percebia de positivo e negativo no ano que está terminando. Olhei para a lista dos elementos positivos e me orgulhei um pouco. Olhei para os elementos negativos e não desanimei. A estruturação de um novo pensamento começou neste exato ponto (e aqui estou analisando minha perspectiva profissional, mas também farei para os outros papéis que desempenho). Os elementos negativos estavam lá me desafiando. Li um por um, algumas vezes ao longo de dois dias, associando a cada um deles um sentimento de “nunca mais quero passar por / sentir isso de novo”. Fiz esta atividade até o ponto que não aguentava mais conviver um dia com estes elementos presentes na minha vida organizacional. Este momento chamo de limiar da dor. Você quer fugir deste lugar e está disposto a sair de qualquer zona de conforto. A DOR DE FICAR ONDE ESTÁ, COM OS RESULTADOS QUE SE TEM, É MAIOR DO QUE A DOR DA MUDANÇA,  do desconhecido. Neste momento você anda!

Apliquei esta técnica em mim mesmo, depois de conversar com algumas pessoas e estudar um bocado, sobre o que as pessoas fazem para realmente mudar definitivamente algo que desejam muito. Considero este exercício que fiz uma boa técnica para nos mobilizar para a ação; para de uma vez por todas matarmos o dragão que habita o nosso ser e a nossa empresa. Este dragão pode representar qualquer coisa, mas geralmente são medos que temos e que, consciente ou inconsciente, fugimos, protelamos, escolhemos não enfrentar. Temos que realmente identificar estes dragões e extirpá-los de nossa organização. Mas como fazer para que, uma vez expulsos, nunca mais voltem?

Para que essa expulsão ficasse mais fortalecida, passei para a fase 2 deste meu laboratório pessoal. Defini um lugar futuro, próximo, algo como 3 anos para a frente, detalhei bem este cenário e descrevi (e isso é o mais importante da técnica) como me sentiria em ter um negócio assim no futuro. Além disso, para reforçar ainda mais, refiz o meu mapa futuro (ver post – Dica de Gestão 81: http://pensadormercadologico.com/2010/09/18/dica-de-gestao-81-de-300-o-mapa-do-nosso-futuro/). Só que desta vez, fiz o meu e o da minha família, convidando minha esposa para participar. Isso fortalece o desejo de mudança, adiciona sentido, desejo, orientação e faz com que outras pessoas (sócios e família, por exemplo) lhe cobrem pelos resultados de forma positiva. O sentimento final deverá ser o de que ficar onde estamos é bem pior do que iniciar a caminhada em direção a este ponto futuro. A jornada vale a pena. E neste momento, o dragão já está morto.

Em resumo, as etapas que descrevo para matarmos o dragão e nos colocarmos em movimento são:

ENCONTRE OS DRAGÕES: Faça uma lista de coisas boas e ruins / lamentações sobre o ano de 2010 e a performance que tivemos, em geral.

MATE O DRAGÃO: Leia a lista de pontos negativos / lamentações muitas vezes, até você desejar não conviver, não aceitar mais estes elementos presentes na sua vida.

DESENHE O PARAÍSO: Descreva em detalhes o ponto futuro e escreva como se sentirá ao chegar lá (ou descreva como se “sentiu”, como se já tivesse alcançado). Faça o mapa do futuro com sua família e com seus sócios (mas faça o seu também, individual)

Feito isso, agora basta determinar os primeiros passos e colocar-se em movimento, pois motivação interna, orientação, sentido já foram alinhados. Pé na estrada! Morte aos dragões!

OBS.: Para saber mais sobre dragões, veja: http://pt.wikipedia.org/wiki/Dragão

Até a próxima dica

Gustavo Campos

Pensador Mercadológico

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Dica de gestão 83 de 300: Matem o dragão